[Resenha] Graça e Fúria


Olá, pessoal! Hoje eu vim trazer uma resenha um pouco diferente, porque vou falar sobre um livro que me deixou completamente dividida: Graça e Fúria, da Tracy Banghart. Lançado no passado pela Editora Seguinte, Graça e Fúria entrou na minha lista de desejados desde que foi anunciado. E, depois de meses de ansiedade, eu finalmente consegui ler no começo do mês.
No entanto, foi uma leitura que despertou tantos sentimentos em mim que até demorei um pouco para colocar os pensamentos em ordem e tentar passar a minha opinião para vocês. Mas, passados alguns dias, vou finalmente contar o que achei e minhas expectativas para a continuação. Mas não se preocupem que, como todas as resenhas aqui do blog, não haverá spoiler.

Autora: Tracy Banghart
Editora: Seguinte
Tradução: Isadora Prospero
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de cortesia da editora
Sinopse: “Duas irmãs lutam para mudar o próprio destino no primeiro volume de uma série de fantasia repleta de romance, ação e intrigas políticas. Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças ― jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real ― mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes. Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram ― e farão de tudo para se reencontrar.”
 
Em Graça e Fúria, somos apresentados a um reino onde as mulheres não têm muitos direitos ou voz. Ela têm sempre três opções: casar, trabalhar como operárias ou aias, ou se tornar uma graça. As graças eram mulheres escolhidas pelo superior, o governante do reino de Viridia, para servirem a ele, mais ou menos como em um harém. A cada três anos, mais três mulheres eram escolhidas por ele.
“As mulheres não podiam ler. Não podiam escolher seus maridos, empregos, futuros. Não podiam mergulhar em busca de pérolas ou vender produtos para ajudar a família. Não podia cortar o cabelo sem que um homem ordenasse. Não podiam pensar por si mesmas. Não podiam escolher. Mas por quê?”
Nesse contexto, conhecemos Serina e Nomi, duas irmãs que, apesar de unidas, não poderiam ser mais diferentes. Serina é a mais velha e, desde pequena, chamava atenção por sua beleza, o que levou sua mãe a treiná-la para se tornar uma graça. Assim, ela teve lições de boas maneiras, etiqueta e dança, e, principalmente, aprendeu a não questionar e se mostrar sempre doce e submissa. Por outro lado, Nomi tinha uma aparência mais comum e não poderia se importar menos. Ela é uma pessoa extremamente questionadora e não se conformava com a falta de liberdade que as mulheres tinham. Tanto que acabou convencendo seu irmão gêmeo, Renzo, a ensiná-la a ler e escrever, algo que era totalmente proibido para as mulheres.

Quando foi anunciado que, ao invés do superior, seu filho mais velho escolheria suas três primeiras graças, Serina foi a escolhida para representar a cidade onde vivia. Assim, Nomi precisa acompanhá-la para servir como sua acompanhante, deixando para trás seu irmão gêmeo e o sonho de um dia escapar daquele lugar. O problema é que, ao contrário do que se esperava, Nomi é a escolhida pelo herdeiro do superior e Serina se torna a sua aia. Nenhuma das duas estava preparada para o papel que passariam a desempenhar, porém, a situação se torna ainda pior quando Serina é flagrada com um livro que Nomi havia roubado. Agora, Nomi acaba ficando sozinha em uma corte que não estava preparada para enfrentar, enquanto sua irmã é enviada para uma ilha onde as prisioneiras precisavam lutar por comida e pela própria sobrevivência.


Quando eu li essa sinopse, já pensei em uma história cheia de reviravoltas, intrigas e personagens femininas empoderadas. De um modo geral, posso dizer que não me decepcionei. A trama é bastante dinâmica e já prende a atenção do leitor desde o início. Além disso, mesmo sendo o primeiro de uma trilogia, Graça e Fúria tem muita ação e acontecimentos relevantes.
O universo apresentado pela autora é cruel e, ao mesmo tempo, interessante pelas reflexões que levanta. No reino de Virídia, as mulheres praticamente não tinham voz ou liberdade de escolhas. Elas deviam aceitar trabalhos pesados ou se submeter a um casamento no qual deveriam obedecer aos seus maridos. Além disso, não podiam aprender a ler e escrever e, obviamente, não tinham nenhuma participação política. Assim, ao longo de todo o livro são feitos questionamentos sobre a posição das mulheres naquela sociedade e os reflexos do machismo e da tirania.
“– Em todas as histórias, as mulheres desistem de tudo. Nunca devemos lutar por nada. Por que acha que é assim? [...] – Porque todos têm medo do que aconteceria se resolvêssemos lutar.”
Outro aspecto interessante do livro é, sem dúvida, ver a trajetória das irmãs Serina e Nomi. Inicialmente, Serina é submissa e passiva, aceitando calada o sistema daquela sociedade e sem questionar a falta de opção que as mulheres tinham. Por outro lado, Nomi é questionadora e não se conforma com o destino que era reservado para ela e sua irmã. Assim, seria fácil classificar Serina como tola e frágil, e Nomi como uma pessoa mais sábia e corajosa. No entanto, as aparências engam e as duas acabam surpreendendo.
Serina foi a minha favorita, porque ela cresce muito na adversidade. Por mais que se mostre submissa inicialmente, não dá para deixar de levar em consideração que ela foi criada para isso. No entanto, quando é mandada para a prisão e precisa lutar por sua vida, Serina descobre sua força e, pela primeira vez, se vê livre para pensar por conta própria e questionar a crueldade daquela sociedade. Já a Nomi, por mais que se mostre uma personagem questionadora desde o início, também é bastante ingênua e sonhadora. Quando se vê em um ambiente desconhecido e cheio de intrigas, ela acaba ficando perdida e tomando algumas decisões bastante equivocadas.

“Naquele instante, Serina fez sua escolha. Monte Ruína não podia ficar com ela. E com a certeza do fogo que devorara aquela ilha de dentro para fora, não deixaria o herdeiro ficar com Nomi. Ela escaparia. De alguma forma, escaparia. E salvaria a irmã.”



Com relação aos personagens secundários, eles são interessantes, apesar de não terem sido tão aprofundados. Ao longo do livro, eles vão desempenhando papéis muito importantes na trama e na jornada das duas protagonistas. Mesmo que esses personagens não sejam tão desenvolvidos, fica claro sua relevância na história e já foi possível perceber que alguns deles ganharão destaque na continuação. Em especial, eu adorei Malachi (o herdeiro do superior), as mulheres que Serina conheceu na prisão e Val, um dos guardas da prisão.
No entanto, como eu mencionei no começo da resenha, Graça e Fúria me deixou com sentimentos conflitantes. Por um lado, eu adorei a trajetória da Serina e o quanto ela amadurece ao longo do livro. É muito interessante ver essa personagem se transformando e se tornando muito mais empoderada. No entanto, não posso deixar de mencionar que me decepcionei com o caminho que a autora deu para Nomi. Eu gostei dessa personagem também, mas a parte dela na trama é muito similar a um outro livro bem famoso (não vou contar qual para não ser spoiler), inclusive com cenas muito parecidas, o que fez com que o caminho dela fosse totalmente previsível para mim e o que deveria ter sido a grande reviravolta, foi algo que eu já tinha previsto logo no começo.
“Não é uma escolha quando você não tem liberdade de dizer não. Um ‘sim’ não tem nenhum valor quando você é a única resposta que se pode dar!”
Com relação a escrita da Tracy Banghart, eu gostei por ter achado muito envolvente. Não dá vontade de lagar o livro e eu acabei lendo em um dia. Além disso, ela consegue descrever bem o universo e os personagens, sem tirar o ritmo da trama ou se exceder nas descrições. Se não fosse ter sentido uma repetição de outro livro em uma parte do livro, eu acredito que já estaria procurando outras obras dela para ler, porque sua escrita realmente me prendeu.
Não posso deixar de mencionar também que, quanto à edição, a Editora Seguinte caprichou mais uma vez. Adorei o fato do livro ter duas capas, mostrando uma irmã em cada uma. Achei que isso faz todo o sentido, pois as tramas das irmãs são separadas durante praticamente todo o livro. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho excelente para leitura. Minha única ressalva é que senti falta de um mapa que mostrasse Viridia e outro para a ilha onde Serina foi enviada. Sempre defendo mapas em todos os livros de fantasia, mas nesse caso acredito que teria ajudado muito.
De um modo geral, Graça e Fúria é um livro envolvente e que apresenta um universo muito interessante. Poderia ter sido mais original? Com certeza! Mas adorei as reflexões feitas a partir de uma sociedade tão cruel e opressiva, e já estou ansiosa para ver esse sistema sendo desafiado. Por esse motivo, mesmo terminando a leitura com sentimentos divididos, estou muito curiosa para ler a continuação e espero que a autora leve a história por caminhos que consigam me surpreender.

[Resenha] Literalmente Amigas



Sabe quando você se identifica com um livro mesmo antes de ter lido? Foi o que aconteceu comigo quando Literalmente amigas, das autoras mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho, foi anunciado. O livro conta a histórias de duas amigas que foram unidas pelo amor aos livros e que há anos mantinham um blog literário chamado Literalmente Amigas, mas que viram sua amizade ameaça por uma oportunidade inesperada.

Então, pensem comigo um livro sobre amizade, blogs literários, muitas referências à livros e escrito por duas autoras do meu estado. Tinha como eu não ficar curiosa para ler? Lógico que não! E quando surgiu a oportunidade de solicitar para a editora, eu não perdi tempo. Agora, vou poder contar para vocês o que achei e se consegui me identificar com essas duas Literalmente Amigas como eu imaginava.

Autoras: Laura Conrado e Marina Carvalho
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente amigas. Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas. Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes! Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos. Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga ― para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra ― na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?”

Em Literalmente Amigas, Gabi e Lívia são duas BFFs – Book Friends Forever – que se conheceram em um fórum sobre literatura quando ainda estava no Ensino Médio. A amizade que começou no mundo virtual, passou para a vida real e as duas não se desgrudaram mais. Criaram juntas o blog Literalmente Amigas e acompanharam todas as conquistas e tristezas uma da outra. Ou seja, tinham aquela amizade que era para todos os momentos mesmo.
Mesmo estando em momentos muito diferentes da vida, tanto profissional quanto amorosa, Gabi e Lívia nunca deixaram de se apoiar e nem de acompanhar os acontecimentos relevantes da vida uma da outra. No entanto, quando surge uma oportunidade de emprego na editora favorita das duas, elas se veem disputando uma vaga. E o que tinha tudo para ser a busca pelo emprego dos sonhos, acaba representando uma ameaça àquela amizade de anos e a tudo que tinham construído juntas.
“Céus, como foi que chegamos até aqui? Como o pior de nós emergiu e como pudemos ser tão grosseiras? Em que página do livro a história mudou?”


Acho que já dá para perceber pela sinopse que a amizade será o tema central desse livro e eu gostei muito disso. Por mais que sejam apresentados outros aspectos da vida das duas protagonistas, em especial os problemas na vida profissional e nos relacionamentos amorosos, em nenhum momento essas questões tiram o foco da amizade. Gabi e Lívia eram aquelas amigas que já tinham se tornado quase irmãs, superando as diferenças de personalidade e gostos, e ao longo do livro vamos acompanhando todos os percalços que elas enfrentam e percebendo o quanto esse tipo de relação é única.
Nesse sentido, achei que foi um grande acerto das autoras trazer duas protagonistas tão diferentes uma da outra. Acredito que isso tenha tornado a amizade delas mais especial, pois evidenciou o respeito que elas tinham uma pela outra. Afinal, para serem amigas, elas não precisavam pensar agir e pensar igual ou gostar das mesmas coisas.
“Todo processo de criação tem algum erro e as coisas podem se quebrar, deixando defeito no objeto. Não devemos esconder as imperfeições, mas aceitá-las como parte da peça.”
Aliás, vou aproveitar para mencionar aqui uma das coisas que mais gostei nesse livro: a Gabi e a Lívia torcem para times de futebol rivais, Atlético e Cruzeiro, respectivamente. E eu achei muito legal que, além de mostrarem como é possível ser rival no futebol e manter a amizade, as autoras ainda abordaram a questão da participação das mulheres no futebol. Principalmente através da Gabi, uma torcedora super engajada, elas mostraram não apenas que mulheres gostam e entendem de futebol sim, mas também os preconceitos e dificuldades que ainda encontramos para ir aos estádios. Além disso, como atleticana apaixonada, confesso que deu um quentinho no coração ver as várias menções ao meu time do coração.
Mas, as diferenças entre a Gabi e a Lívia não ficam apenas no campo do futebol. As duas têm personalidades bastante distintas e estão em momentos da vida profissional e pessoal muito distantes. Na vida amorosa, Gabi não poderia estar melhor. Ela tem um namorado incrível, daquele tipo companheiro para todas as horas e que sempre a incentiva. No entanto, profissionalmente ela está vivendo um momento de crise. Sem emprego fixo, ela tem dificuldade para pagar as contas e não tem ideia do que fazer quando terminar o mestrado. Apesar de ser muito talentosa, Gabi ainda tem dificuldade para acreditar no próprio potencial e também para definir que rumo seguir na carreira.
“Então me dou conta do quão me sinto só. E talvez seja ilusória a sensação de completude. Tenho bons familiares e amigos, mas ninguém pode dar passos por mim num caminho que eu mesma tenho que abrir. Muitas pessoas podem me incentivar e aplaudir seu voo, mas o esforço em abrir as asas é particular.”

Já a Lívia vive uma situação quase oposta. Ela tem um bom emprego, que, apesar de não a deixar completamente realizada, permite que trabalhe com sua grande paixão, a literatura, e tenha uma vida estável. No campo amoroso, por outro lado, ela acumula fracassos. E, com a sorte que lhe é característica, um cara maravilhoso se muda para o apartamento ao lado. Mas, apesar de ficar completamente encantada com Santiago, Lívia tem certeza que ele é homossexual e tem uma relação mal resolvida com Fred, amigo dela e dono do apartamento onde ele foi morar.



Tanto Gabi quanto Lívia vinham se apoiando nas dificuldades da vida adulta e nos momentos de crise. No entanto, quando a oportunidade para um emprego que aparentemente seria perfeito para qualquer uma delas, essa união começa a ser posta à prova. E uma das coisas que eu achei mais bacana é que, durante o processo de seleção para a vaga, elas começam a refletir não apenas sobre a amizade delas, mas sobre quem eram. Assim, acaba sendo uma reavaliação de tudo que passaram juntas, mas também uma jornada de autoconhecimento.
“Às vezes um sonho antigo, depois de ser muito almejado, pode acabar se transformando num fardo. Será que quero de verdade ser editora do selo jovem da Espaçonave? Por que de repente sinto como se estivesse fazendo algo errado?”
Preciso destacar também que, apesar dos personagens secundários ficarem bem em segundo plano (o foco é mesmo nas duas protagonistas, eles são muito importantes na história. Em especial, o Leo (namorado da Gabi), o Santiago e o Fred. Os três acabam trazendo para a Gabi e a Lívia uma visão externa da situação delas e, muitas vezes, ajudam as duas a manter os pós no chão no meio da confusão que estavam enfrentando.
Por fim, não posso deixar de mencionar às várias referências ao universo dos blogs literários. As autoras mostram muito da rotina de quem tem um blog, incluindo o processo de preparação dos posts e a interação com os leitores. Além disso, elas abordaram também alguns problemas desse nicho, especialmente algumas rivalidades que infelizmente acontecem. Há ainda muitas menções a livros famosos, então, dá para pegar outras dicas de leitura também.
“Talvez os livros suprimam a necessidade de fala porque eles têm o poder de sempre dizer algo por nós.”
Minha ressalva em relação a Literalmente Amigas é que terminei a leitura com a sensação de que o livro poderia ter sido menor. Por mais que ele esteja longe de ser um calhamaço, algumas tramas foram desnecessárias e não acrescentaram em nada da leitura, além de quebrar o ritmo da história. Além disso, senti que as autoras prolongaram muito algumas situações, principalmente o final. Acho que essa parte poderia ter sido bem mais enxuta, sem deixar o desfecho apressado ou mal amarrado.
No entanto, mesmo com essa pequena ressalva, Literalmente Amigas foi uma leitura cativante e que deixou um quentinho no meu coração tanto pelas referências literárias (e de futebol), quanto pela linda amizade das protagonistas. Gostei muito de ver o quanto elas amadureceram ao longo do livro e como foram enfrentando os obstáculos que surgiram entre sua amizade. Para quem ama o universo dos livros ou tem uma grande amizade de anos, com certeza vai se identificar com essa leitura.

Sorteio de Aniversário - 3 Anos do Dicas de Malu


Olá, pessoal! A semana já vai começar com tudo por aqui, porque hoje é o aniversário de 3 anos do Dicas de Malu. E é claro que a data não poderia passar em branco né? Afinal, desde que o blog foi criado, tem sido uma fonte de alegria e de realização. Então, para comemorar esse período que tem sido tão especial e retribuir tudo de bom que tenho vivido com o blog, resolvi organizar um sorteio muito especial para vocês.

Confiram as regras e não deixem de participar!




Regras:
Será sorteado um exemplar do livro O guia do cavalheiro para o vício e a virtude e Bruxa Akata, para um único vencedor.
Para participar, é necessário preencher as entradas obrigatórias no formulário. Participantes que não seguirem as entradas serão desclassificados.
É necessário seguir e não apenas visitar as páginas no Facebook.
O participante deverá residir em território nacional.
As participações vão até o dia 12/02 e o sorteio será realizado no dia 13/02
O vencedor será avisado por e-email e tem 72h para entrar em contato com os dados para envio do prêmio, ou será desclassificado.
O prazo para envio é de até 35 dias após a confirmação dos dados do vencedor.

                                    
a Rafflecopter giveaway Boa sorte a todos os participantes!

[Resenha] Sob a luz da escuridão


Olá, pessoal! No final do ano passado, tive a felicidade de ser selecionada para participar da Leitura Coletiva do livro Sob a luz da escuridão, da Ana Beatriz Brandão, organizada pela LC Agência de Comunicação. Já tinha algum tempo que eu tinha curiosidade de ler algo da autora e esse era o livro que tinha me deixado mais curiosa para conferir e, portanto, fiquei muito animada com a oportunidade.
Ao longo do último mês, eu pude ler Sob a luz da escuridão e trocar opiniões com outros leitores, o que tornou a experiência bem diferente. Agora, com a leitura concluída, vim contar para vocês o que achei do livro e como foi esse meu primeiro contato com a escrita da Ana Beatriz Brandão.


Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela LC Agência de Comunicação
Sinopse: “O mundo não está a salvo dos humanos... Da autora de O garoto do cachecol vermelho. Guerras e destruição, causadas pela ganância de um homem, quase levaram a raça humana à extinção. Com a radiação das bombas nucleares, o DNA humano sofreu mutações e uma nova espécie surgiu: os metacromos, seres especiais, com poderes extraordinários. Em meio ao caos de um mundo pós-apocalíptico, Lollipop e Jazz são resgatadas do instituto onde eram mantidas prisioneiras. Com as memórias apagadas, elas não sabem por que estavam ali nem quem as libertou. E, enquanto buscam respostas sobre suas origens, só lhes resta lutar pela sobrevivência. Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra a mulher que pensou estar morta há décadas, tudo desmorona e ele é obrigado a enfrentar o passado. Ana Beatriz Brandão apresenta um mundo totalmente novo ao leitor em Sob a luz da escuridão. A raça humana não é mais a mesma, novas espécies foram criadas e agora é cada um por si. Uma históriaeletrizante, cheia de ação, tensão e romance, que vai provocar fortes emoções no leitor. Prepare-se e escolha seu lado nessa guerra: você é um metacromo ou um Deles?”

Em Sob a luz da escuridão, Ana Beatriz Brandão apresenta um futuro pós-apocalíptico cruel e devastador. O mundo já enfrentou mais duas Guerras Mundiais e a sociedade como conhecemos foi destruída. Faltam recursos como água, comida e eletricidade, e matar e roubar se tornaram coisas comuns. Aqueles humanos que ainda querem viver civilizadamente tentam se organizar em clãs, mas ainda estão longe de ser uma sociedade organizada.
“Eu sabia que era exagero da minha parte ficar ali porque ainda não confiava nas pessoas, mas, se não vivesse num mundo em que se matava por qualquer coisa, poderia ser diferente. Se eu não vivesse. Mas eu vivia.”
Experiências genéticas fizeram com que uma nova raça com poderes especiais surgisse, os metacromos. Lollipop e Jazz fazem parte dessa raça, mas não sabem nada sobre seu passado e não têm muita noção dos seus poderes, até serem resgatadas do Instituto. Após saírem de lá, elas passaram 2 anos sob a proteção do homem que as ajudou a fugir, aprendendo a caçar e se defender. No entanto, quando o esconderijo deles é atacado, as duas precisam fugir novamente e acabam indo parar em um dos clãs mais poderosos e desenvolvidos daquele mundo.

O clã é liderado por Evan, um vampiro com séculos de experiência e que parece estar, de alguma forma, ligado ao passado de Lollipop. Ao longo do livro, segredos envolvendo os dois vão sendo revelados e Lollipop começa a montar o quebra-cabeça sobre seu passado. Enquanto isso, ela e Jazz começam a treinar seus poderes e tentar se encaixar naquele lugar, que é diferente de tudo que elas estavam acostumadas.


Uma das coisas que mais gostei em Sob a luz da escuridão foi o universo criado pela Ana Beatriz Brandão. Ela trouxe uma realidade em que o mundo foi totalmente destruído pela arrogância e desejo de poder do ser humano, o que proporciona várias reflexões interessantes. Além disso, é interessante ir compreendendo aos poucos no que o mundo havia se transformado e como as pessoas estavam tentando se organizar para sobreviver. Em especial, adorei o clã do Evan e começar a conhecer um pouco dos outros grupos.
“Digamos que o mundo não é mais o que a gente pensava que era. As civilizações, apesar de tudo, estão se reconstruindo. Só não de forma tão pacífica quanto deveria ser, até porque os recursos são escassos, e todo mundo anda com as armas na mão, pronto para matar em defesa própria.”
Outro ponto positivo do livro é a facilidade com que a autora descreve esse mundo. Ela tem uma escrita direta e muito clara, que permite ao leitor entender com facilidade aquela ambientação e a crueldade desse universo pós-apocalíptico. Com isso, as descrições são suficientes para fazer o leitor compreender aquele mundo, mas sem deixar a leitura cansativa ou arrastada.
A trama do livro já começa bastante dinâmica, portanto, não é difícil se envolver com a leitura. O enredo é cheio de mistérios e logo no início eu já fiquei curiosa para saber mais sobre o passado da Lollipop e da Jazz, o que era o Instituto onde elas estavam presas e sobre o funcionamento daquele mundo como um todo. Algumas dessas coisas foram sendo respondidas ao longo do livro, mas outras permaneceram como mistérios a serem explorados nos próximos livros. Mas o mais importante é que as revelações que foram feitas contribuíram para aumentar o envolvimento com a leitura e o interesse em saber mais sobre aqueles personagens e o universo retratado.
“Será certo vivermos o agora pelo agora, sem pensar nem por um segundo em como nossos atos podem afetar nossa vida – e nossa morte. Não era algo que eu podia afirmar, mas talvez, se tivéssemos menos medo de aproveitar as chances e oportunidades antes do fim chegar, pudéssemos curtir um pouco mais a vida. Ou ter menos medo de vive-la.”
E por falar nos personagens, o quarteto principal é muito carismático. De um lado, temos Lollipop e Jazz, que já conquistaram minha simpatia logo no início pela situação em que se encontravam e pela amizade bonita que as une. Elas têm personalidades muito diferentes, mas se respeitam e se entendem como ninguém. E, complementando o quarteto, temos Evan e Sam. Os dois também são muito diferentes um do outro, mas com um vínculo muito bonito. Evan praticamente criou o Sam e isso fez com que eles desenvolvessem uma relação quase de pai e filho.
De um modo geral, eu gostei dos quatro individualmente. Lollipop é determinada e independente, mas também tem um bom coração e uma enorme capacidade de amar. Já a Jazz é mais quieta e tem uma grande dificuldade de lidar com sentimentos, mas gostei muito de ver ela amadurecendo ao longo do livro e se tornando uma pessoa mais forte. O Sam é a personificação da fofura, daqueles que a gente tem vontade de guardar em potinho. Além disso, ele é leal e justo, e sempre age como a voz na consciência do Evan, mesmo tendo sido criado por ele. E o Evan é, simplesmente, o melhor personagem do livro (e olha que eu não costumo gostar de livros com vampiros rsrs). Dono de uma personalidade forte e um senso de humor bem sarcástico, ele também é muito altruísta e se dá tudo de si para proteger aqueles que ama e seu clã.

“Quem dera eu pudesse ter vivido uma coisa dessas. Amor jovem. Amor. Juventude. Com vinte anos, eu sabia que não chegava a ser velha, mas num mundo como aquele era difícil não amadurecer muito cedo.”



No entanto, por mais que eu tenha gostado do universo criado pela autora e dos personagens, algumas coisas me incomodaram. A principal delas foi o fato de que o romance tira muito o foco da história e, na metade do livro, os casais que se formam passam a ser o centro da trama. Por mais que eu adore um romance e até tenha torcido pelos casais que se formaram, acredito que essa parte acabou ocupando mais espaço na trama que deveria.
Também me incomodou o fato de que os conflitos dos personagens foram se tornando repetitivos. A dificuldade da Jazz em lidar com seus sentimentos era compreensível no início, mas ela permaneceu por praticamente todo o livro e foi chegando um ponto em que eu já estava revirando os olhos de impaciência. O mesmo aconteceu com a Lollipop e o Evan, cujos problemas foram se repetindo ao longo da trama. Com isso, fiquei com a sensação de que os personagens não saíam do lugar e que o livro poderia ter sido menor.
“Era mais fácil fechar os olhos e fingir não dar a mínima para o resto do mundo, quando no fundo nos importávamos sim, e sabíamos que precisávamos das pessoas amadas para sermos felizes.”
Mas, apesar dos problemas, as revelações que foram feitas ao longo da trama foram me deixando cada vez mais instigada a conhecer mais daquele universo. Além disso, o final, apesar de não ter me surpreendido, é um ótimo gancho para o próximo livro e me deixou curiosa para saber quais serão os desdobramentos dele.
Deste modo, Sob a luz da escuridão foi uma boa introdução a esse mundo pós-apocalíptico criado pela Ana Beatriz Brandão e me deixou curiosa para conferir os próximos livros. Acredito que é um universo que ainda tem muito a ser explorado e, caso o romance seja mais dosado na trama, a leitura do segundo livro tem tudo para ser muito interessante. Assim, estou ansiosa para que ele seja publicado e eu possa descobrir os rumos que a autora dará para essa história.
E vocês, já leram esse ou outros livros da Ana Beatriz Brandão? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler algo dela.

[Resenha] Uma dama fora dos padrões


Começo de ano é sempre uma ótima oportunidade de colocar as pendências em dia e, por isso, quero aproveitar para trazer indicação de alguns livros que li o ano passado e não comentei aqui. E, para hoje, escolhi fazer a resenha de Uma dama fora dos padrões, da Julia Quinn, cuja continuação acabou de ser lançada pela Editora Arqueiro.

Nesse livro, que inaugura a série Os Rokesbys, Julia Quinn apresenta uma nova família, mas que tem uma forte ligação com outra bem famosa entre os seus leitores. Se você pensou em os Bridgertons, acertou. Muito antes dos amados irmãos Bridgertons, as duas famílias estiveram intimamente ligadas, e agora é a vez de Julia Quinn apresentar a história dos Rokesbys. Será que iremos nos encantar novamente por irmãos escritos pela autora?

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Tradução: Viviane Diniz
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Primeiro livro da nova série de Julia Quinn, Os Rokesbys. Julia Quinn já vendeu mais de 850 mil livros pela Editora Arqueiro. Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados... Esta não é uma dessas vezes. Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia. Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria... Ou não. Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente. Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso... Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.”

A jovem e impulsiva Billie Bridgerton sempre foi próxima dos irmãos Rokesbys. Suas famílias eram vizinhas e muito amigas, fazendo com que os filhos e filhas crescessem todos juntos. À medida que se tornaram adultos, começaram as expectativas de que Billie se casasse com algum dos irmãos, e ela ficaria perfeitamente satisfeita em aceitar Andrew ou Edward. O único que ela não conseguia se imaginar tendo um diálogo educado e, muito menos, casando, era George, o mais velho dos irmãos Rokesby. Os dois não se suportavam e ninguém que os conhecesse poderia imaginar um casamento entre eles. Porém, o amor nunca teve muita lógica, não é mesmo?
“Aquela deveria ser a atração mais inconveniente da história. Billie Bridgerton, pelo amor de Deus. Ela era tudo             que ele nunca quisera em uma mulher. Era teimosa, estupidamente imprudente e, se ela tivera um momento feminino na vida, ele nunca tinha visto. E ainda assim... Ele a queria.”

Quando George e Billie ficam presos em uma situação bastante inusitada, acabam sendo levados a se aproximarem. E, de uma grande confusão, surgiu uma inesperada cumplicidade e a percepção de que, mesmo tendo crescido juntos, talvez eles não se conhecessem tão bem quanto esperavam. E, quando finalmente se beijam, Billie e George começam a se perguntar se é possível se apaixonar pela pessoa que mais detesta. 


Minha experiência com Uma dama fora dos padrões, foi bem diferente dos outros livros que já li da Julia Quinn. Para começar, pela primeira vez, eu não me vi envolvida logo de cara. No começo, a história não estava me prendendo e eu tive medo de ser uma decepção. Porém, tive que interromper a leitura por alguns dias e, quando recomecei, simplesmente devorei o livro.
Uma Dama fora dos padrões é um livro bem leve e, para minha surpresa, com uma trama mais simples do que estamos acostumados a ver nos livros da Julia Quinn. Assim, trata-se de uma trama sem grandes acontecimentos ou dramas. No entanto, isso não é um aspecto ruim. Ao contrário, achei uma leitura ideal para um dia tranquilo, daquelas que envolvem o leitor com um enredo simples e divertido.
Aliás, apesar das diferenças desse livro, o senso de humor característico das obras da Julia Quinn está presente também. Com dois protagonistas que não se suportam, é claro que os clássicos diálogos cheios de ironias e alfinetadas não poderiam. Além disso, assim como nos livros da série Os Bridgertons, esse também é repleto de momentos engraçados em família, com muitas implicâncias e discussões divertidas.
“Billie tinha essa coisa – não era exatamente charme, mas uma confiança louca e imprudente – que fazia as pessoas ficarem ao seu lado. A família dela, a família dele, todo o maldito vilarejo – todo mundo a adorava. Ela era dona de um sorriso largo e uma risada contagiante, e Deus do céu, como era possível que ele fosse a única pessoa na Inglaterra que parecia perceber o perigo que ela representava para a humanidade?”
Com relação aos personagens, Billie é uma mocinha que faz jus ao título do livro. Se tem uma personagem que não segue o padrão, é ela. Billie não se importa muito com vestidos ou festas, ela gosta de aproveitar a vida no campo e sempre acompanhou o pai nas tarefas relativas à administração da propriedade. Confesso que ela pode ser um pouco irritante algumas vezes, devido ao seu jeito teimoso e impulsivo. No entanto, ela tem uma inocência e uma espontaneidade que acabam conquistando a simpatia do leitor.
Já o George não poderia ser mais diferente de Billie e, ainda assim, também é muito carismático. Ele é mais sério e controlado, seguindo perfeitamente os padrões e normas da sociedade. Porém, acabou me conquistando por dois motivos. O primeiro deles é o amor que ele demonstra pela família, especialmente os irmãos. É uma relação de tanta lealdade e afeto, que é impossível não admirar.
“Porque durante anos nada tivera significado, ao menos não para aqueles que tinham sido deixados para trás. George estava cansado de ser inútil, de fingir que era mais valioso do que os irmãos por ser o primogênito.”

Além disso, George é uma pessoa muito solitária. Por sua posição de filho mais velho, ele foi criado se preparando paras responsabilidade que iria assumir e, portanto, mais afastado dos seus irmãos e das crianças da família Bridgerton. Deste modo, George sempre se sentiu isolado dos demais e sentia falta da cumplicidade que existia entre os outros. E, mais do que isso, ele ainda se sentia um pouco inferior aos irmãos caçulas, que serviam a Inglaterra durante a guerra, enquanto ele permanecia no campo.



Com dois personagens tão diferentes, já dá para imaginar aquela típica relação de cão e gato, né? Mas o que eu mais gostei desse livro é que, por mais que os dois se detestassem no início, ainda se preocupavam um com o outro por causa da ligação entre suas famílias. George não deixa de estender a mão quando Billie precisa e ela, por sua vez, também se preocupa com o bem-estar dele. Assim, por baixo de toda aquela aparente hostilidade, já existia um carinho genuíno entre eles.
“Ela estava em apuros, portanto ele não tinha escolha. Precisava ajudá-la por mais irritante que a achasse.’
O romance acontece, então, de maneira muito natural na trama. Os dois passam por uma situação bem inusitada (e hilária) e acabam percebendo coisas um sobre o outro que nunca tinham imaginado. A partir daí a relação deles se transforma de uma maneira gradual, à medida que eles passam a se conhecer de verdade e compreender melhor o comportamento um do outro.
“Era tudo tão louco, tão errado e ainda assim tão perfeito... Era todas as sensações do mundo envoltas em uma mulher.”
Não posso deixar de mencionar também os personagens secundários. Assim como aconteceu na série Os Bridgertons, em que a família tem um grande destaque, tanto os parentes de Billie como o de George são fundamentais na trama e me cativaram. Em especial, eu amei o Andrew, irmão do George, e a Georgiana, irmã mais nova de Billie. Acredito que os dois vão ganhar mais espaço nos próximos livros e estou bastante ansiosa para isso.
Com relação à escrita de Julia Quinn, acho que nem preciso falar muito né? Ela tem o dom para escrever histórias leves, envolventes e com personagens muito carismáticos. E, por mais que essa trama não tenha grandes acontecimentos, a leitura não se tornou maçante pela facilidade com que a autora desenvolve a história, com muitos diálogos divertidos e protagonistas que são carismáticos o suficiente para que o leitor se importe com o que irá acontecer com eles.
Deste modo, Uma dama fora dos padrões foi uma leitura um pouco diferente do que eu imaginava, mas que me envolveu e divertiu como costuma acontecer com os livros da Julia Quinn. É um romance de época bem tranquilo, ideal para ler em um final de semana, e que inaugura muito bem a série Os Rokesbys. Assim, eu não só recomendo esse livro, como estou ansiosa para ler a continuação, Um marido de faz de conta, que acaba de ser publicado pela editora Arqueiro e já está à venda (aqui).

[Resenha] Uma noiva para Winterborne


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer uma resenha que estava devendo há algum tempo: Uma noiva para Winterbone, da Lisa Kleypas. Eu li esse livro em julho do ano passado, porém, foi bem na época que estava me preparando para ir para a Bienal de São Paulo. Resultado: a resenha ficou para depois e, até hoje, eu não tinha conseguido postar.
Porém, já passou de hora de falar sobre esse livro. Primeiro, porque a continuação já foi publicada (a resenha dele sairá em breve também) e o próximo será lançado mês que vem. Segundo, porque Uma noiva para Winterborne foi um dos meus livros favoritos de 2018 e se tornou um dos meus romances de época preferidos. Então, não vejo a hora de contar para vocês os motivos que fizeram com que eu amasse essa leitura.

Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Tradução: Ana Rodrigues
Páginas: 336                 
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Lisa Kleypas escreveu mais de 40 romances, que são best-sellers no mundo todo e foram traduzidos para 28 idiomas. “Altamente romântico e elegantemente escrito.” – Kirkus Reviews “Uma história viciante e recompensadora.” – Library Journal Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda. Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade. Com uma trama recheada de diálogos bem-humorados e cenas sensuais e românticas, Uma noiva para Winterborne é o segundo volume da coleção Os Ravenels.”

Por se tratar de uma continuação, esse livro tem relação com o livro o anterior. Por isso, a resenha pode conter spoiler para quem não leu ainda Um sedutor sem coração (resenha aqui)

Uma noiva para Winterbone começa do ponto em que o livro anterior havia terminado: o breve noivado entre Helen e Rhys havia sido rompido e a família dela não tinha a menor intenção de permitir a união. O problema é que, por mais improvável que pudesse parecer que uma jovem meiga e elegante como Helen pudesse desejar se casar com um homem rude e pragmático como Rhys, era exatamente isso que ela desejava e que deixou claro ao procurá-lo. Os dois decidem, então que, apesar de suas diferenças, iriam se casar, mesmo que precisassem comprometer a reputação de Helen para isso.
Com a convivência, ambos começam a descobrir que podem ter mais em comum do que imaginavam e que um poderia ser exatamente o que o outro precisava. No entanto, segredos do passado podem assombrar essa relação e fazer com que Helen se questione se Rhys realmente se importa com ela ou se ele só quer uma forma de alcançar a aristocracia.

“Ele era a única pessoa que já havia se aproximado daquele lugar secreto – e que talvez, algum dia, conseguisse acabar com a solidão que Helen sempre guardara dentro de si. Talvez se arrependesse caso viesse a se casar com o Sr. Winterborne. Mas certamente não tanto quanto se arrependeria caso não se arriscasse.”


Sempre ouvi dizer que o segundo livro de uma série costuma ser mais fraco do que o primeiro. Porém, isso definitivamente não se aplica ao caso de Uma noiva para Winterbone. Por mais que eu tenha gostado muito de Um sedutor sem coração, não tem comparação com o que eu senti enquanto lia a história de Helen e Rhys.
Para começar, os dois são protagonistas incríveis, tanto individualmente quanto como um casal. É lindo ver como eles conseguem superar as suas aparentes diferenças e descobrir pontos em comum. Os dois conseguem enxergar além da aparência e realmente compreender quem o outro é. Além disso, gostei do fato de que eles não tentam mudam um ao outro. Pelo contrário, é uma relação marcada pelo respeito, compreensão e admiração.
“Você me perguntou se lamento nosso noivado. Não. Eu lamento cada minuto que você está fora do alcance dos meus olhos. Lamento cada passo que dou e não me leva para mais perto de você.”
A relação deles se torna ainda mais especial quando consideramos o histórico de ambos. Helen sempre foi negligenciada pela família e teve pouco espaço para decidir sua vida e ter suas vontades respeitadas. Assim, ela foi se tornando uma pessoa introspectiva, calada e muito tímida. No entanto, Helen tem muita personalidade e, ao longo do livro, vai ganhando confiança para demonstrar isso. Deste modo, me surpreendi muito com a força da personagem e com a evolução que ela tem ao longo do livro. A determinação com que ela luta por seus objetivos e pelo direito de ter suas vontades respeitadas conquistaram minha admiração e fizeram com que eu torcesse mais ainda por sua felicidade.
Já o Rhys está longe de ser aquele típico mocinho de romances de época, nobre e cavalheiro. Apesar de ter conquistado fortuna, ele não possuía título de nobreza e, por isso, não era respeitado na alta sociedade. As pessoas o menosprezavam e Rhys sabia que só era tolerado por conta de seu dinheiro. Óbvio que isso deixou marcas nele e aumentou ainda mais seu desejo de se provar e entrar para a alta sociedade. No entanto, o que me fez admirá-lo mais é o fato de que Rhys não deixou que essa vontade fizesse com que ele mudasse sua essência para ser aceito.
“ – Quando a pessoa cresce sem alguma coisa, aquela ausência permanece para sempre com ela – falou Winterborne. – Mesmo quanto finalmente consegue preenchê-la.”



Outro aspecto que não posso deixar de mencionar é que os personagens secundários são igualmente cativantes. Os membros da família Ravenel tiveram muito destaque e gostei muito de ver a relação deles se aprofundando. Em especial, as gêmeas Cassandra e Pandora ganharam mais espaço e dá para imaginar que elas irão aprontar muito nos próximos livros. Há ainda novos personagens, que acrescentaram à trama e devem ganhar mais destaque nos próximos volumes. Em especial, adorei a Dra. Garret Gibson, que tem que lutar contra o preconceito por ser mulher em uma época em que a medicina era exercida praticamente só pelos homens.
Com relação à trama, ela é leve e envolvente, como os livros da Lisa Kleypas costumam ser, mas consegue ir além do romance. Além de trabalhar bem o desenvolvimento pessoal dos personagens, o livro ainda aborda o contexto social da época. Assim, a autora insere na trama situações que mostram problemas daquele período histórico, como a limitação do papel das mulheres, os conflitos entre a nobreza e a burguesia ascendente, e a grande desigualdade social.
“Tudo por causa de uma mulher que ele soubera muito bem que não deveria querer. Lady Helen Ravenel... uma mulher instruída, inocente, tímida, aristocrática. Tudo o que ele não era.”
Eu não poderia deixar de mencionar também a escrita da Lisa Kleypas. Parece que a cada livro que eu leio dela, gosto mais da maneira como ela conduz o romance, constrói seus personagens e desenvolve a trama. Gosto muito que, mesmo trazendo humor e sensualidade para seus livros, ela não deixa de conferir complexidade aos seus personagens, com dramas muito convincentes, e ainda se aprofundar mais no contexto histórico do que estamos acostumados a ver nos romances de época.
Não preciso nem dizer que eu recomendo muito Uma noiva para Winterborne e, consequentemente, a série Os Ravenels. Esse foi um romance que superou todas as minhas expectativas e me conquistou pelo ótimo desenvolvimento dos personagens e da relação entre eles. Fiquei ainda mais apegada aos Ravenels e não vejo a hora de acompanhar as aventuras dos demais membros da família. O terceiro volume eu já li e a resenha sai em breve, e agora estou aguardando ansiosa o lançamento do quarto (pré-venda aqui).

[Resenha] As mil partes do meu coração


Não é segredo para ninguém que me acompanha aqui no blog que a Collen Hoover é uma das minhas autoras favoritas, daquelas que eu leria até a lista de supermercado, caso ela resolvesse publicar. No entanto, quando soube do lançamento de As mil partes do meu coração, fiquei um pouco receosa. Não que eu duvidasse da capacidade de escrita da Colleen, mas é que os lançamentos mais recentes dela foram romances New Adult, com personagens mais maduros e assuntos pesados. Então, sendo esse lançamento um Young Adult, eu tive medo de não me envolver com a história ou não sentir a mesma emoção que tive com outros livros da autora.
No entanto, meu medo acabou se mostrando bastante infundado. As mil partes do meu coração é tão envolvente quanto todos os outros livros da Colleen que eu já li e acabou me surpreendendo bastante. Com um enredo e personagens pouco convencionais, esse é um dos livros mais diferentes que eu já li da autora e me fez a certeza de que eu não posso duvidar nunca da capacidade dela de criar histórias que mexem com o leitor.


Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Tradução: Ryta Vinagre
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Autora best-seller do New York Times aborda relacionamentos e transtornos mentais em uma narrativa que discute os limites do que é normal. Para Merit Voss, a cerca branca ao redor da sua casa é a única coisa normal quando o assunto é sua família, peculiar e cheia de segredos. Eles moram em uma antiga igreja, batizada de Dólar Voss. A mãe, curada de um câncer, mora no porão, e o pai e o restante da família, no andar de cima. Isso inclui sua nova esposa, a ex-enfermeira da ex-mulher, o pequeno Moby, fruto desse relacionamento, o irmão mais velho, Utah, e a gêmea idêntica de Merit, Honor. E, como se a casa não tivesse cheia o bastante, ainda chegam o excêntrico Luck e o misterioso Sagan. Mas Merit sente que é o oposto de todos ali. Além de colecionar troféus que não ganhou, Merit também coleciona segredos que sua família insiste em manter. E começa a acreditar que não seria uma grande perda se um dia ela desaparecesse. Mas, antes disso, a garota decide que é hora de revelar todas as verdades e obrigá-los a enfim encarar o que aconteceu. Mas seu plano não sai como o esperado e ela deve decidir se pode dar uma segunda chance não apenas à sua família, mas também a si mesma. As mil partes do meu coração mostra que nunca é tarde para perdoar e que não existe família perfeita, por mais branca que seja a cerca.”

Em As mil partes do meu coração, conhecemos a adolescente Merit Voss. Ela tem uma família nada convencional, que atrai os comentários dos habitantes na pequena cidade em que moram. Para começar, eles moram em uma igreja que foi comprada pelo pai, após ele se desentender com o pastor. Mas isso nem é o mais estranho. Na casa, vivem Merit, sua irmã gêmea Honor, seu irmão mais velho Utah, seu meio-irmão caçula Moby, seu pai, sua madrasta Victoria e, no porão, sua mãe Victoria. Sim, não apenas a mãe e a madrasta de Merit têm o mesmo nome, como ainda moram na mesma casa.
E, se essa simples descrição da família já é estranha, na prática, é uma convivência ainda mais disfuncional do que parece. Claro que isso acaba afetando a todos de alguma forma e, no caso de Merit, faz com que ela sinta como se ninguém na família notasse sua existência. Para compensar suas frustrações, ela começa a adquirir troféus toda vez que algo dá errado. E é quando está comprando um desses troféus, depois de ter decidido abandonar a escola, que Merit conhece o misterioso e charmoso Sagan. Pela forma como ele a olha, Merit se sente especial pela primeira vez, até descobrir que ele a confundiu com sua irmã gêmea.
“Ninguém seria capaz de determinar, vendo de fora, que nossa família de sete inclui um ateu, um destruidor de lares, uma ex-mulher que sofre de uma grave agorafobia e uma adolescente cuja estranha obsessão beira a necrofilia. Ninguém poderia supor nada disso nem mesmo de dentro de nossa casa. Sabemos guardar segredos nessa família.”

Mas quando ela pensava que nada poderia ser pior, dois novos moradores chegam para mudar ainda mais a vida da família Voss. E Merit, que guardava os segredos de todos da família, começa a se sentir cada vez mais sobrecarregada por eles. Com a crescente sensação de isolamento e o peso de tudo que guardava para si, ela começa a se perguntar se alguém dentro daquela casa realmente notaria sua ausência e o que aconteceria se, antes de partir, ela decidisse contar tudo que sempre escondeu.


Logo na sinopse, já dá para perceber que As mil partes do meu coração é um livro bem diferente do que estamos acostumados a ver nas histórias da Colleen Hoover. Para começar, é evidente que esses não são personagens comuns. Todos eles têm algum comportamento que reforça a sensação de que a família Voss é bastante disfuncional. Além da protagonista Merit, com sua compulsão por troféus que não conquistou, sua irmã gêmea parece ter uma obsessão em se envolver com garotos que estão doentes em fase terminal, seu irmão mais velho é excessivamente preocupado com controle e organização, sua madrasta é neurótica com relação à alimentação do filho, e sua mãe sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade associado ao medo de ambientes desconhecidos ou onde não se sinta confortável), razão pela qual não sai do porão da casa do ex-marido.
“Essa família é o horror que todos dessa cidade acreditam. Talvez ainda pior. Estou enojada. Farta dos segredos e das mentiras. Cansada de ser a pessoa que guarda todos os segredos deles! (...) Talvez, se eu soltar todos os segredos, eles não me deem mais a sensação de que estou me afogando.”
Deste modo, não é difícil entender o quanto Mérit se sente sobrecarregada e se conectar com essa personagem. Além disso, o fato do livro ser narrado em primeira pessoa pela protagonista contribui muito para que o leitor a compreenda e perceba o quanto essa menina precisa de ajuda. Apesar de ela não falar com todas as letras, todos os sinais de depressão estão lá e vai se tornando cada vez mais angustiante ver que a família dela não percebe.
Aliás, me surpreendi muito como a Colleen conseguiu abordar com delicadeza e seriedade um assunto tão importante. O fato de termos acesso aos pensamentos e sentimentos da protagonista faz com que o leitor tenha uma noção de como uma pessoa com depressão se sente e perceba a gravidade desta doença. Assim, a autora deixa claro o quanto questões relacionadas à saúde mental precisam ser levadas a sério, e a necessidade de estarmos sempre atento aos sinais de que algo não está bem.
“O único sentimento de que tenho certeza é que estou completa e inteiramente deprimida. Eu já devia estar acostumada com ele, mas não estou. Acho que é uma coisa com que ninguém consegue se acostumar.”
O fato de termos um livro narrado todo pela perspectiva da Merit foi fundamental também para que a Colleen conseguisse desenvolver outros assuntos. Como só temos a visão dela o tempo todo, a imagem que formamos dos outros personagens e dos segredos da família Voss são totalmente influenciados pela visão dela. Porém, ao longo do livro, vamos percebendo que toda história tem dois lados e foi muito interessante ir descobrindo que os demais personagens também tinham suas próprias questões.
“– Nem todo erro merece uma consequência. Às vezes, a única coisa que ele merece é o perdão.”



Nesse sentido, um dos aspectos que mais gostei é que fui surpreendida em vários momentos por revelações que mudavam tudo que eu tinha sido levada a acreditar até ali, fazendo com que eu percebesse camadas nos personagens que antes eu não tinha visto. E isso foi algo muito positivo não somente por deixar a trama mais interessante, mas também por conferir maior complexidade aos demais personagens, além da protagonista.
“Não são os problemas com que as pessoas ficam obcecadas por tanto tempo. É que ninguém tem a coragem de dar o primeiro passo para falar desses problemas.”
Com isso, mesmo que a família Voss tivesse tantos membros, todos eles tiveram espaço na trama para que seus conflitos fossem desenvolvidos. Não vou dizer que gostei de todos igualmente, mas gostei de poder conhecê-los e entender suas histórias. Mas claro que alguns se destacaram mais e eu não posso deixar de mencionar aqui: Sagan e Luck, os dois novos moradores de Dolar Voss, a casa da família, que foram os catalizadores das mudanças que ocorreram ali. Eles foram meus favoritos não só pela relevância que tiveram na trama, como por terem sido os primeiros a realmente enxergarem a Mérit e perceberem que ela precisava de ajuda.
Mas vocês devem estar se perguntando, e o romance? Afinal, estamos falando de um livro da Colleen Hoover. É claro que ele está presente no livro e é muito fofo. Porém, já aviso que é uma questão que fica em segundo plano. O centro da história é a Mérit e como os segredos da família a afetaram, e o romance é mais uma peça desse caos em que os sentimentos dela se encontram. Mas não se preocupem que, nos momentos em que o romance ganha destaque, é muito bonito de se acompanhar e eu torci pelo casal o tempo todo.
“Mas agora, sem saber nada a respeito dele além da intensidade da sua expressão, permito-me imaginar que ele é perfeito. Finjo que ele é inteligente, respeitoso e artístico. Porque ele seria todas essas coisas se fosse perfeito.”
Com relação à escrita da Colleen Hoover, acho que eu não preciso nem dizer nada né? Ela tem um dom de prender a atenção do leitor de um jeito que você não sente vontade de largar o livro em momento algum. Eu realmente me conectei com os personagens e me envolvi com seus dramas, e não queria parar de ler até descobrir o que aconteceria. Além disso, achei que ela foi extremamente habilidosa em trabalhar assuntos difíceis e dolorosos de uma maneira delicada, sem deixar que a leitura se tornasse pesada. Pelo contrário, mesmo que aborde assuntos tão sérios, eu achei esse um dos livros mais leves que já li da autora.
Não posso deixar de mencionar também a edição que está linda. Eu adorei a capa, que é simples e combina com o livro. Além disso, as páginas amareladas e o tamanho da fonte deixam a leitura muito confortável. E, para completar, no final do livro, tem algumas páginas com ilustrações bem legais que são mencionadas na história.
De um modo geral, As mil partes do meu coração foi um livro que me surpreendeu por ter um enredo que foge do padrão que me acostumei a ver nas obras da Colleen Hoover, mas com a mesma habilidade de me emocionar que todos os outros livros dela tiveram. É uma história que vai muito além do romance, trazendo dramas familiares e pessoais muito atuais e importantes. É um livro sobre superação, perdão e recomeços, que encanta por ser uma leitura leve, mas capaz de tocar o leitor como só os livros da Colleen conseguem.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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