Meus favoritos da Colleen Hoover + Próximos lançamentos

 


Se tem uma autora que eu fico curiosa sempre que vejo um novo lançamento, é a Colleen Hoover. Os livros dela sempre mexem comigo e mesmo não tendo lido todos que ela escreveu (ainda), estou sempre de olho para ver o que vem por aí.

Então, hoje vim falar um pouco sobre os meus livros favoritos dela e os lançamentos que estão vindo. Até o momento, já li 11 livros da autora, incluindo os três volumes da trilogia Métrica e seu primeiro thriller psicológico, Verity. Desses, eu gosto de praticamente todos, mas 2 se destacaram para mim:


É assim que acaba

Publicado pela Galera Record em 2019, esse é provavelmente o livro mais pessoal da autora, pois ela se inspirou um pouco no relacionamento dos pais. Ele me emocionou muito por abordar um assunto muito importante e que mexeu comigo. Acho que a Colleen me fez compreender um pouco melhor como é difícil sair de um relacionamento abusivo e a importância de falarmos sobre esse assunto. Tem resenha aqui, onde falo um pouco mais sobre como esse livro me tocou.

 

Editora: Galera Record

Páginas: 368

Onde comprar: Amazon - Submarino

Sinopse: O romance mais pessoal da carreira de Colleen Hoover, É assim que acaba discute temas como violência doméstica e abuso psicológico de forma sensível e direta.Em É assim que acaba, Colleen Hoover nos apresenta Lily, uma jovem que se mudou de uma cidadezinha do Maine para Boston, se formou em marketing e abriu a própria floricultura. E é em um dos terraços de Boston que ela conhece Ryle, um neurocirurgião confiante, teimoso e talvez até um pouco arrogante, com uma grande aversão a relacionamentos, mas que se sente muito atraído por ela.Quando os dois se apaixonam, Lily se vê no meio de um relacionamento turbulento que não é o que ela esperava. Mas será que ela conseguirá enxergar isso, por mais doloroso que seja?É assim que acaba é uma narrativa poderosa sobre a força necessária para fazer as escolhas certas nas situações mais difíceis. Considerada a obra mais pessoal de Hoover, o livro aborda sem medo alguns tabus da sociedade para explorar a complexidade das relações tóxicas, e como o amor e o abuso muitas vezes coexistem em uma confusão de sentimentos.


Todas as suas (im)perfeições

Outro livro da Colleen Hoover que deu um tapa na minha cara e me fez ver um assunto difícil por uma perspectiva totalmente diferente. Confesso que não esperava que ele pudesse me emocionar tanto, até por ser algo bem distante da minha realidade, mas foi o livro da autora que mais me abalou. Chorei horrores e considero um dos romances mais lindos que já li. Já postei resenha sobre ele também e vocês podem conferir aqui.


Editora: Galera Record

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon - Submarino

Sinopse: Um inesquecível drama da autora de Verity e É assim que acaba sobre um casamento conturbado e uma promessa esquecida que pode ser capaz de salvá-lo.Todas as suas imperfeições narra a história de Quinn e Graham. Eles se conhecem no pior dia de suas vidas; ela chega mais cedo de uma viagem para surpreender o noivo, ele testemunha a traição da namorada. E é assim que ambos acabam no corredor de um prédio, trocando confidências, biscoitos da sorte e palavras de conforto.Fim da dança... se o destino não tivesse outros planos para os dois. Meses mais tarde, os acordes tocam para o casal mais uma vez e eles se reencontram. Graham está convencido de que são almas gêmeas. Quinn jamais se sentiu dessa forma antes. A intensidade do sentimento os assusta, mas eles mergulham de cabeça mesmo assim.O casamento é tudo o que sonhavam, a parceria perfeita. Mesmo nos momentos difíceis, sabem que podem contar com o outro. Nenhum deles desiste do amor que sentem. Até que a primeira nota dissonante abala a sinfonia do casal. Até que Quinn parece estar disposta a trocar tudo o que é pela única coisa que não consegue ser: mãe.A luta do casal por um filho arrisca os alicerces da relação. Quinn não pode engravidar. Graham não é um candidato para adoção por conta de um erro do passado. O impasse os deixa parados no salão, no silêncio. A orquestra está em suspenso. Os dois parecem surdos para a música do amor.

 

Além desses dois, tem outros dois que se aproximam muito deles na minha preferência. Um deles, surpreendentemente, é Verity. O polêmico thriller psicológico da autora foi uma leitura completamente perturbadora, mas que superou minhas expectativas e me deixou ansiosa para que ela publique mais livros deste gênero. Já o outro, também divide opiniões, mas tem um lugar cativo no meu coração: Talvez um dia. Eu amo tanto esse livro e a forma como ele mexeu comigo que nem sei explicar, por isso não vejo a hora de ler um dos próximos lançamentos da autora que chegarão no Brasil.

A Galera Record vai publicar dois novos livros da autora em breve, Talvez agora e Se não fosse você. Isso mesmo, teremos uma continuação para Talvez um dia e eu mal posso esperar para ler Talvez agora. Já o outro lançamento, Se não fosse você, é um new adult que foi bastante elogiado quando saiu nos EUA e eu estou mais do que ansiosa. Os dois já estão em pré-venda e vou deixar as sinopses e links para compra no final do post.

Agora quero saber: qual o seu livro favorito da Colleen Hoover? Tem algum livro dela que você ainda não leu mas quer muito? Me conta aí nos comentários.

 

Pré-venda

 

Se não fosse você

Editora: Galera Record

Páginas: 400

Comprar: Amazon

Sinopse: Em Se não fosse você, a autora #1 do New York Times Colleen Hoover fala sobre família, primeiro amor, luto e traição. Uma história emocionante que tocará os corações tanto de mães quanto de filhas. Edição limitada acompanhada de card + marcador. Morgan e Clara Grant são mãe e filha, e aparentemente não têm nada em comum. Morgan engravidou muito nova, com dezesseis anos, e está determinada a evitar que sua filha passe pelas mesmas dificuldades que enfrentou. Colocando sempre a família em primeiro plano, Morgan deixou os próprios sonhos de lado para dedicar-se à filha e ao marido. Clara, por sua vez, não quer seguir os passos da mãe – ela não consegue enxergar nada de espontâneo na personalidade de Morgan. No auge dos seus dezesseis anos, seu maior desejo é ir para a universidade estudar teatro, mesmo que os pais não incentivem a carreira. Com personalidades incompatíveis e objetivos divergentes, a convivência entre Morgan e Clara está cada dia mais insustentável. A única pessoa capaz de criar um ambiente de paz é Chris – marido de Morgan, pai de Clara, o porto seguro da família. Mas essa paz é quebrada após um trágico acidente que muda completamente a vida das duas. Enquanto Morgan luta para reconstruir tudo que desabou ao seu redor e encontra conforto na última pessoa que esperava, Clara só aumenta sua lista de rebeldias. Com o passar dos dias, novos segredos, ressentimentos e mal-entendidos fazem com que mãe e filha se afastem ainda mais... e a distância aumenta tanto ao ponto de uma reaproximação se tornar improvável. Depois de tanto tempo distantes e com muita coisa não dita, será que ainda há chances de que tudo fique bem? Em Se não fosse você, Colleen Hoover mais uma vez entrega aos leitores uma trama rica em desenvolvimento de personagens, fortes e complexas emoções e, principalmente, situações tão cruas quanto reais.




Talvez agora

Editora: Galera Record

Páginas: 352

Comprar: Amazon

Sinopse: Talvez agora – Sequência de Talvez um dia – coloca em evidência a vida dos personagens apresentados no livro anterior após Ridge e Sydney terem, finalmente, oficializado seu relacionamento. Agora que o relacionamento de Ridge com Maggie terminou, ele e Sydney estão explorando completamente essa nova liberdade de expressar seus sentimentos. No entanto, ele e Warren são o único suporte de Maggie... e devem aprender a lidar com a situação nesse novo contexto. Enquanto isso, Maggie está desfrutando da nova etapa de sua vida, embora ainda sinta algum ressentimento por tudo o que aconteceu. Após tantos anos vivendo uma relação já estável – e morna – com Ridge, Maggie não consegue prever o que a aguarda. A insegurança com relação a sua doença, o desejo de independência e a ânsia de viver novas e empolgantes experiências É nesse meio que entra Jake, o rapaz que a ajudou a cumprir o primeiro item em sua lista de coisas para fazer: pular de paraquedas. Ele está tão interessado nela quanto ela nele, mas Maggie arriscará viver um novo relacionamento e deixar o passado para trás? Por outro lado, Sydney, ao finalmente engatar a relação com Ridge, se vê realizada... Ridge representa tudo o que sempre sonhou em alguém e a química entre os dois é evidente. No entanto, a constante proximidade de Maggie a preocupa... E, mais uma vez, ela deverá ser forte para lidar com o assunto com o equilíbrio e maturidade que ele exige. Embalado por uma atmosfera musical e tratando de temas como amizade, lealdade e, principalmente, o real significado de união, Colleen Hoover retorna com a continuação de uma – ou várias? – história de amor, situações-limite e, principalmente, personagens perfeitamente imperfeitos. Talvez agora é contada não só sob um, mas vários prismas – e, como um bom romance, não podem faltar as boas doses de risos e as lágrimas.


[Resenha] A verdade segundo Ginny Moon

 


Sabe quando você lê a sinopse de um livro e sente que ele será diferente de tudo que já leu? Foi exatamente isso que senti quando conheci A verdade segundo Ginny Moon, do autor Benjamin Ludwig. Lançado esse ano no Brasil pela Verus Editora, esse livro tem uma premissa diferente e instigante, que despertou meu interesse logo de cara.

Terminei a leitura dele hoje mesmo e precisei vir contar o que achei. Como eu previa, foi um livro realmente diferente de tudo que já li. Tão diferente que é até difícil conseguir explicar o que senti lendo, mas vou tentar nessa resenha.

Então, se preparem para conhecer um pouco sobre Ginny Moon e como me senti acompanhando sua jornada. Mas não se preocupem, os segredos dessa história continuarão bem guardados e essa resenha é totalmente sem spoilers ok?



Autora: Benjamin Ludwig

Editora: Verus

Tradução: Débora Isidoro

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “A realidade é que todo mundo sabe o quanto Ginny Moon é espetacular ― seus amigos na escola, os colegas do time de basquete e, especialmente, seus novos pais adotivos. Eles amam a menina, portadora de autismo, mesmo sem entendê-la realmente. E querem, do fundo do coração, que ela se sinta incluída. O fato é que as coisas não são tão simples quanto parecem, e tentar fazer Ginny entender a realidade para ser incluída talvez não seja uma tarefa tão fácil. Porém o que eles não sabem é que Ginny não tem intenção nenhuma de ser incluída. Ela encontrou sua mãe biológica pela internet e está determinada a voltar para casa ― ainda que isso signifique roubar, mentir e retornar a um lugar extremamente perigoso. Porque Ginny deixou algo crucial para trás e está desesperada para recuperar aquilo que falta em sua vida. E não descansará enquanto não encontrar o que tanto procura. Brilhante e inesquecível, A verdade segundo Ginny Moon narra a jornada de uma garota para encontrar o caminho de casa. Um dos romances mais originais dos últimos anos, este livro vai arrancar lágrimas do leitor e fazê-lo torcer pela teimosa, impulsiva e heroica Ginny Moon.”

 

Ginny Moon é uma garota extraordinária. Há cinco anos ela foi resgatada de um lar onde sofria maus tratos e agora ela tem sua Família Para Sempre, pessoas que a amam e que fazem de tudo para protegê-la. Mas ela deixou algo para traz na sua antiga casa e precisa voltar para encontrar, mas ninguém quer levá-la. A sua nova família quer protegê-la e não entende a necessidade que Ginny tem de voltar para um lugar onde foi tão mau tratada.

Além disso, a chegada de um novo bebê mexe com os sentimentos de Ginny e afeta sua dinâmica com a nova família. Ela sente uma estranha necessidade de proteger o bebê, mas seus pais adotivos ficam receosos com a quase obsessão da menina. O relacionamento entre eles vai se tornando cada vez mais difícil, devido a dificuldade que os pais sentem de compreender as atitudes de Ginny e a ansiedade cada vez maior da garota em ir resgatar o que deixou para trás quando foi resgatada da casa de sua mãe biológica.

 



Acredito que a melhor forma para descrever A verdade segundo Ginny Moon é como uma leitura única. É uma história bastante original, que aborda assuntos importantes de uma forma que não tinha visto antes e que tem uma protagonista realmente especial.

Ginny Moon é adolescente de quatorze anos, autista. Ela tem uma grande dificuldade para lidar com seus sentimentos e expressá-los. Para Ginny, é muito importante ter uma rotina e estabilidade, tudo que não teve por grande parte da sua vida. Conviveu com maus tratos por anos e depois foi movida de lar em lar até ser adotada por seus Pais para sempre (como ela chama seus pais adotivos). Mas com a chegada de um novo bebê na família, Ginny sente uma necessidade cada vez mais intensa de ir em busca do que deixou na casa da mãe biológica, sua boneca bebê.

Mas o que é o grande diferencial do livro, na minha opinião, é o fato de que toda a história é narrada pela própria Ginny. Então, o leitor tem acesso a tudo que passa pela cabeça dela e acompanha toda sua angústia por não ser compreendida pelas outras pessoas e tentar lidar sozinha com seus sentimentos. Confesso que estar tão imerso na cabeça de Ginny pode ser angustiante e um pouco confuso muitas vezes. Como ela mesma tem dificuldade para processar tudo que está acontecendo ao seu redor, o leitor muitas vezes se sente tão perdido quanto ela. Isso tornou a leitura muito mais intensa e permitiu uma conexão maior entre o leitor e a protagonista, o que é algo muito especial.

No entanto, a conexão com os demais personagens foi bem mais difícil. Como só tinha a perspectiva da Ginny da história, muitas vezes tive dificuldade para entender as ações dos outros personagens. O pai adotivo foi o que me conectei com mais facilidade, porque foi quem eu senti que mais se esforçou para cativar a Ginny e entender a menina. A mãe adotiva por outro lado me irritou bastante e, por mais que eu buscasse compreender suas atitudes para proteger seu novo bebê, não consegui simpatizar com ela. Há também a psicóloga de Ginny, que me cativou por demonstrar uma real preocupação em garantir o bem estar da garota, mas também me irritou por não ver situações que eram muito óbvias. 



Com relação à escrita do autor, eu tive meus altos e baixos. Por um lado, gostei de como ele conseguiu me fazer sentir realmente dentro da cabeça da Ginny. Esse estilo de narrativa não é fácil, mas o autor conseguiu realmente construir a voz de uma garota de quatorze anos. Além disso, ele não caiu no erro de limitar Ginny ao fato de ela ser autista. Ao longo de todo o livro, vemos que apesar de sua mente funcionar de uma forma mais retraída e ela ter uma grande dificuldade para lidar com sentimentos e situações que fujam da sua rotina, ela é uma garota esperta, corajosa e muito determinada (além de tão teimosa quanto qualquer adolescente).

Por outro lado, senti que ele deu muitas voltas na trama e demorou a desenvolver algumas questões importantes. Com isso, a leitura se tornou bastante cansativa e eu tive dificuldade para me envolver com a leitura. A sensação que tive é que ele gastou um grande tempo da história dando voltas no mesmo ponto, e no final acabou deixando algumas questões mal resolvidas.

Porém, apesar das ressalvas, o livro tem muitas virtudes. O Benjamin Ludwig abortou temas muito importantes como autismo, violência contra crianças, adoção e família. Além disso, a mensagem deixada ao final da leitura foi muito bonita e trouxe a confirmação de que valeu a pena acompanhar a jornada de Ginny Moon. Cada momento dessa história, mesmo com seus autos e baixos, foi importante para um desfecho que trouxe lições sobre amadurecimento, família e amor.

De um modo geral, A verdade segundo Ginny Moon foi uma leitura realmente única. Com uma protagonista muito especial, esse livro leva a uma jornada intensa e muito original, que proporciona ao leitor reflexões e ensinamentos tocantes. E, mesmo que a leitura não tenha me envolvido como eu esperava, foi impossível não ser tocada pelo final dessa história e pelas mensagens que o autor passou.

Agora, quero saber quem aqui já leu ou quer ler A verdade segundo Ginny Moon. Me contem aí nos comentários o que acharam e se ficaram curiosos por esse livro.


[Resenha] Uma chama entre as cinzas

 

Reler um livro é sempre uma experiência interessante, que nos trás uma nova perspectiva sobre a história. Pode ser que a gente se decepcione ou que passe a amar o livro ainda mais, mas nunca saímos sem perceber algo novo. E não foi diferente comigo, quando reli Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir.

Eu li esse livro pela primeira vez em 2016 e ele foi o meu favorito daquele ano. Então, fiquei ansiosa quando decidi reler, com medo de não gostar. Porém, foi uma experiência tão interessante que eu decidi escrever novamente uma resenha sobre ele.

Digo novamente, porque já tem resenha sobre Uma chama entre as cinzas aqui, que eu postei lá em 2016. Mas senti necessidade de falar o que achei da leitura agora, estando alguns anos mais velha e tendo uma nova perspectiva da leitura. Será que eu gostei da experiência?

E, já aviso, que esta resenha NÃO tem spoiler do livro, ok? Podem ler tranquilos.


Autora: Sabaa Tahir

Editora: Verus

Tradução: Jorge Ritter

Páginas: 434

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “ Uma história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia ― e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada ― e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.”

 

Laia é uma erudita. Seu povo foi dominado pelos marciais e desde então precisam seguir as leis tiranas do Império. Laia vive com seus avós e seu irmão mais velho em relativa paz. Não ousam desafiar o Império, porque já viram de perto o que acontece com quem faz isso. Os pais de Laia eram rebeldes e foram presos, torturados e mortos. Desde então, a família de Laia se manteve distante dos rebeldes.

Porém, tudo muda com uma batida dos máscaras – soldados do Império – na casa deles. O irmão mais velho de Laia é preso, acusado de traição, e se aliar aos rebeldes pode ser a única alternativa dela para libertá-lo. Mas, para receber ajuda, ela terá que cumprir uma missão para os rebeldes, se infiltrando como escrava na academia militar o do império.

É lá que o caminho de Laia vai cruzar com o de Elias, um máscara que está prestes a se formar na academia. Ele é o melhor soldado da sua turma, mas também o mais relutante. Elias não quer aquela vida e planeja fugir para bem longe do Império. Mas uma revelação faz com que ele precise reavaliar todos os seus planos.

Laia e Elias não poderiam ser mais diferentes, mas seus destinos parecem estar interligados de alguma forma. E as decisões que eles tomarem, irão afetar não só as suas vidas, mas o futuro do Império. 


Reler Uma chama entre as cinzas foi uma experiência cheia de emoções. Eu tinha altas expectativas porque, apesar de lembrar pouco da história, lembrava o quanto tinha amado esse livro. E confesso que, em alguns momentos, o medo de me decepcionar foi grande.

O início é bem instigante e dá a dimensão da brutalidade do universo que estava sendo apresentado. Logo nas primeiras páginas, vemos Laia ter a sua vida virada de cabeça para baixo pela maldade dos Máscaras, os soldados de elite do Império. E, se isso não fosse suficiente para demonstrar a crueldade desse mundo, vemos Elias, o melhor soldado de Blackcliff, planejando sua fuga por não suportar as atrocidades que precisaria cometer em nome do Império.

Mas, apesar do início de tirar o fôlego, o livro logo entra em um ritmo mais lento de que eu não me lembrava. Confesso que em alguns momentos, eu pensei até em abandonar a releitura e já partir logo para o segundo livro. Mas, ainda bem que não fiz isso, porque pude recordar muitos detalhes da trama e perceber como a Sabaa Tahir foi inteligente ao construir essa história. Acreditem, até mesmo os momentos que pareceram mais irrelevantes, demonstraram ser importantes depois.

Além disso, foi incrível me encantar novamente com esses personagens. Laia é uma personagem que me cativou rapidamente por toda a situação que enfrentou e pela coragem que demonstra. Ela está consumida pela culpa de ter abandonado o irmão e, muitas vezes, não percebe sua própria força. Mas, mesmo que ela se julgue uma covarde pelos momentos que demonstra medo, é impossível não ver a força em uma menina que enfrenta a crueldade da comandante, os ataques dos máscaras e todas as ameaças que seu povo sofre dentro do Império, e segue determinada a arriscar a vida para salvar o irmão. Se isso não é coragem, não sei mais o que é.

Já o Elias é dono do meu coração todinho. Novamente me encantei por ver a integridade e o senso de justiça dele. Ao invés de se deixar corromper pelo “poder” de ser um máscara, ele se sente cada vez mais oprimido pelas coisas que precisa fazer e pelas barbaridades que ocorrem com quem ousa desafiar o Império. Ele comete erros, faz algumas escolhas ruins, mas é impossível não admirar a generosidade dele e como preservou sua bondade, mesmo em um mundo tão cruel.

Tem também outros personagens que se destacam ao longo do livro e vão influenciando a trajetória da Laia e do Elias. A que mais se destaca é Helene, melhor amiga do Elias e personagem que mais me irritou durante o livro, mas que tem papel fundamental na trama e ganhará mais protagonismo nos próximos. Há ainda alguns bem misteriosos e que escondem segredos fundamentais para a história, como a cozinheira de Blackcliff, o ferreiro Spiro Teluman, o adivinho Cain e o líder rebelde, Mazen; e personagens carismáticos, como a escrava Izzy. Mas claro que um bom livro precisa de bons vilões e nesse temos a cruel Comandante de Blackcliff, o desprezível colega do Elias, Marcus, e um outro vilão que é apresentado e promete causar muitos problemas ao longo da série. 



Com relação ao universo criado por Sabaa Tahir, sua estrutura tem fortes inspirações no Império Romano, mas há também elementos da mitologia árabe que o tornam ainda mais fascinante. É um mundo muito brutal, baseado na força e na opressão, mas a autora aproveita isso para trazer reflexões e passar uma mensagem de esperança. É um livro que fala sobre tiraria, crueldade, sofrimento, mas também sobre resistência, fé, amizade e a crença de que o mundo pode ser melhor.

O ritmo da trama é lento por boa parte do livro, mas são momentos importantes para conhecermos os personagens e começarmos a entender aquele universo e o que está em jogo na história. Além disso, a Sabaa tem uma escrita envolvente e sabe exatamente o momento exato de trazer as revelações. Aliás, quando chega a hora das reviravoltas, o ritmo ganha um ritmo alucinante e fica impossível largar.

Não posso deixar de mencionar também que é uma série com muita representatividade. Sabaa fez questão de escrever uma história em que todos pudessem se ver e, por isso, temos muitos personagens não brancos. Inclusive, as capas da série ganharam uma nova identidade nos EUA, para evidenciar esta representatividade. A Verus Editora vai seguir essa mudança e o terceiro livro já será lançado seguindo a nova identidade, mas o primeiro e o segundo serão relançados com as novas capas (vocês podem conferir no final do post).

Quando li Uma chama entre as cinzas pela primeira vez, não esperava me encantar tanto. Agora que reli, me surpreendi ao encontrar ainda mais motivos para me encantar com essa série. O ritmo é mesmo mais lento do que eu me lembrava, mas os personagens são mais complexos também e o universo muito mais rico e fascinante. É um livro com uma brutalidade que eu vi poucas vezes, mas que mostra que, mesmo nos momentos mais cruéis, é possível encontrar esperança e uma razão para lutar.

E vocês, já conheciam essa série? Me contem aí nos comentários se já leram ou querem ler. E, para quem quiser conferir, o primeiro está disponível no Kindle Unlimited. Se você não assina ainda, pode experimentar por 30 dias grátis nesse link. 


Conheça as novas capas da série Uma chama entre as cinzas:



Uma chama entre as cinzas – Comprar: Amazon / Submarino

Uma tocha na escuridão – Comprar: Amazon / Submarino

Um assassino nos Portões – Comprar: Amazon / Submarino


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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