[Vem aí] Lançamentos da Cassandra Clare para novembro


Novembro nem começou, mas já promete muitos lançamentos maravilhosos. E os fãs da Cassandra Clare têm motivos para ficar ainda mais ansiosos. Isso porque a Galera Record tem dois lançamentos incríveis da autora vindo aí. E hoje eu vim falar um pouquinho sobre eles.

 

Corrente de Ouro – As últimas horas #1

Logo no comecinho de novembro teremos Corrente de Ouro, o aguardado primeiro volume da trilogia As últimas horas. E os fãs tem muitos motivos para estarem ansiosos por esse livro. Além de ser o início de uma nova série, ele traz os descendentes de personagens da trilogia As Peças Infernais. Ou seja, poderemos rever alguns personagens muito queridos pelos leitores.

Além disso, Corrente de Ouro (assim como as Peças Infernais) é ambientado em Londres no passado. A história se passará entre o final do século XIX e início do século XX, então, podemos esperar bailes, piqueniques e passeios em jardins, além de todas as aventuras sempre presentes no universo dos caçadores de sombras.

A pré-venda já está quase no final e os brindes já acabaram na Amazon. Mas quem quiser garantir, ainda tem disponível no Submarino, Magazine Luiza e na Travessa. Vocês podem aproveitar nesses links:

 

Pré-venda com brindes: Submarino - Magazine Luiza - Livraria da Travessa

Pré-venda sem brindes: Amazon 

 


Box Instrumentos Mortais

Além de Corrente de Ouro, o tão pedido box de Instrumentos Mortais com as capas metalizadas será relançado no final de novembro. Ele vem com os seis livros, cada um com a capa e a lombada focando em um dos protagonistas da série: Clary, Jace, Alec, Izzy, Sebastian e Simon. E para deixar ainda mais bonito, as lombadas juntas formam uma imagem que tem tudo a ver com a série.

E o melhor é que a pré-venda desse box vem com brindes incríveis: pôster, marcadores e uma flâmula. Além disso, cada um dos livros possui um conteúdo extra que vocês podem saber qual é nessa lista:

 

Cidade dos Ossos – Quando chega  a meia-noite

Cidade das Cinzas – Rumos do amor verdadeiro (e os primeiros encontros) – Um trecho de As crônicas de Bane

Cidade de Vidro – Leia a carta que Jace deixou para Clary

Cidade dos Anjos Caídos – O ato de cair: Uma nova cena mostrando a perspectiva de Jace sobre seu primeiro beijo com a Clary no beco.

Cidade das Almas Perdidas – Tornando-se Sebastian Verlac: Uma nova cena mostrando o primeiro encontro de Jonathan Morgenstern com Sebastian Verlac.

Cidade do Fogo Celestial – Cena exclusiva deletada com participação de Emma e Julian de Dama da meia-noite (ilustrada).


Para quem quiser aproveitar a pré-venda, vocês podem comprar nesses links: SubmarinoAmericanasShoptime




Os fãs da Cassandra Clare têm muitos motivos para estar ansiosos para novembro né? E quem nunca leu nada da autora mas tem vontade de conhecer as séries do universo dos Caçadores de Sombras, saiu um post lá no instagram com as minhas sugestões de ordem para ler e evitar spoilers. Então, vou deixar o link aqui para vocês conferirem e seguirem o Dicas de Malu por lá também.

Mas agora quero saber, quem mais também está ansioso para esses lançamentos? Eu, apaixonada que sou pelo universo dos Caçadores de Sombras, não vejo a hora deles chegarem por aqui. E vocês?


Livros de fantasia para quem gostou de outras fantasias

 


Sempre que a gente lê um livro e gosta muito, é natural sair procurando outros livros que tenham um estilo parecido né? Eu faço isso principalmente com fantasia. Quando gosto de uma, saio logo procurando outras que tenham algo em comum para ler. Por esse motivo, separei algumas que eu adoro para indicar outras que acho que combinam.

Então, se você ama fantasia ou anda querendo embarcar na leitura desse gênero, já pode preparar o papel e a caneta para anotar essas indicações aqui. 

 

Se você gostou de Cidade dos Ossos, vai gostar de...

Harry Potter: Apesar de terem universos bem diferentes, ambas têm personagens que cresceram sem saber quem era e que de repente se vêm entrando em um mundo fantástico e descobrindo suas habilidades. Além disso, são duas séries em que amizade e família têm um grande destaque.

 

Se você gostou de Um tom mais escuro de magia, vai gostar de...

O último dos magos: Acredito que por ambos os livros terem universos mais complexos e abordarem realidades paralelas, mesmo que de formas distintas, acredito que quem gostou de um irá gostar do outro. Além disso, ambos têm ladras em papel de destaque e casais que vão conquistar a torcida de muita gente.

 

Se você gostou de Os noivos do inverno, vai gostar de...

Um beijo traiçoeiro: Apesar de terem universos fantásticos bem diferentes, ambos têm mocinhas que fogem dos padrões e que querem evitar o casamento a qualquer custo. São fantasias bem originais e que vão conquistar o leitor que gosta de uma leitura mais leve e, ao mesmo tempo, cheia de aventuras. Portando, se você gostou de acompanhar a jornada da Ophelié em Os noivos do inverno, vai gostar de conhecer a história da Sage.

 

Se você gostou de O príncipe cruel, vai gostar de...

Trono de Vidro: Ambos têm protagonistas determinadas e que se impõem em um mundo que vive tentando derrubá-las. Elas são estrategistas, têm personalidade forte e sabem se defender muito bem. E, para quem gosta de livros com feéricos, é a chance de ver duas abordagens bem diferentes, mas igualmente fascinantes.

 

 

Se você gostou de A Rebelde do Deserto, vai gostar de...

Uma chama entre as cinzas: Apesar de ter um universo mais brutal, ele tem algumas semelhanças com A rebelde do deserto. Ambos são inspirados na mitologia árabe e, por isso, é possível reconhecer em Uma chama entre as cinzas algumas lendas e criaturas presentes em A Rebelde do Deserto. Além disso, essa também é uma história de esperança e luta contra a opressão, e também tem um romance que conquista os leitores.

 

Gostaram dessas indicações? Já leram algum desses livros? Me contem aí nos comentários se concordam com essa lista e deixem também outras sugestões de livros que vocês acham que combinam. Vou adorar ver as dicas de vocês.

E, caso tenham se interessado por algum desses livros, vou deixar os links para vocês comprarem.

 

Box Os Instrumentos mortais (acompanha pôster, marcadores e flâmula): Submarino

Box Harry Potter: Amazon

Um tom mais escuro de magia: Amazon

O último dos magos: Amazon

Os noivos do inverno: Amazon

Um beijo traiçoeiro: Amazon

O príncipe cruel: Amazon

Trono de Vidro: Amazon

A Rebelde do Deserto: Amazon

Uma chama entre as cinzas: Amazon


[Resenha] Tom Clancy's The Division: Broken Dawn

 


Quem imaginaria no começo do ano que estaríamos vivendo uma pandemia que alteraria as nossas vidas de forma tão profunda? Acho que ninguém, mas lá se vão meses que estamos vivendo nesse “novo normal”. Curiosamente, esse também é o contexto em uma das minhas leituras mais recentes, Tom Clancy’s The Division:  Broken Dawn. Porém, no caso do livro, a situação chegou a nível muito mais caótico.

Inspirado no jogo The Division, esse livro traz uma trama cheia de ação e mistério, que mostra os acontecimentos entre The Division e The Division 2. O autor Alex Irvine leva o leitor para um cenário de caos, onde os EUA estão tentando se reerguer após um vírus ter matado milhares de pessoas e o governo ter desmoronado e grupos autônomos tentam restabelecer a ordem.

Então, se você gosta de jogos de vídeo game ou de livros com muita ação e suspense, a resenha de hoje é para você. 



Autor: Alex Irvine

Editora: Galera Record

Tradução: Rodrigo Tavares de Moraes Abreu

Páginas: 308

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido pela editora

Sinopse: “Em Tom Clancy’s The Division: Broken Dawn, acompanhe os passos de April Kelleher e Aurelio Diaz em suas jornadas pessoais em meio aos destroços do que um dia foram os Estados Unidos. Meses após o surgimento de um novo vírus mortal que dizimou Nova York na Black Friday, os Estados Unidos começam a reabrir. Em meio a um governo destruído, uma infraestrutura decadente e uma civilização em plena erosão, a Divisão – um grupo autônomo de agentes preparados para agir quando tudo mais falha – é responsável por proteger a população das consequências sociais da pandemia, que fizeram do país um ambiente hostil: os predadores, saqueadores e criminosos que se aproveitaram do caos social para oprimir a sociedade. Aurelio Diaz é um desses agentes. Um homem de palavra, Diaz está investigando o caso de um colega que inexplicavelmente abandonou o posto e causou a morte de diversos civis. As pistas o levam até April Kelleher, uma civil que viajou de Nova York ao meio-oeste americano em buscas de respostas igualmente cruciais. Lá, ela pretende descobrir o motivo do assassinato do marido e entender se existe de fato uma cura para o vírus. Apesar de distantes e enfrentando adversidades particulares, April e Aurelio precisarão encontrar maneiras de se adaptarem às novas circunstâncias, ao mesmo tempo em que perceberão o quanto suas histórias se conectam. Por meio de uma narrativa acelerada e envolvente, The Division: Broken Dawn explora em primeira mão os eventos ocorridos entre os jogos The Division e The Division 2. Entenda cada detalhe do universo pós-apocalíptico que conquistou milhões de jogadores no Brasil e no mundo nessa incrível obra de suspense com o selo Tom Clancy de qualidade. Durante o primeiro dia de vendas do jogo, The Division® tornou-se o lançamento mais bem sucedido da história da Ubisoft. Além disso, durante a conferência da empresa na E3 2019 foi anunciado que a Netflix produzirá o filme baseado no jogo. Como protagonistas do longa, foram confirmados os nomes dos atores Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain) e Jessica Chastain (Interestelar).”

 

Após um vírus ter se espalhado na Black Friday e matado milhares de pessoas, o governo dos Estados Unidos está destruído e as instituições cada dia mais inoperantes. Um cenário de caos e pânico se espalhou no país e, para proteger a população, a Divisão tem tentado restabelecer a ordem. Trata-se de um grupo de agentes treinados que começou a atual onde as instituições falharam, protegendo as pessoas e combatendo os grupos criminosos e saqueadores que surgiram.

Aurelio Diaz é um desses agentes. Ele deixou seus dois filhos, Amélia e Ivan em Washington, e partiu para Nova York onde a situação estava mais fora de controle. Mas, quando ele estava prestes a voltar para casa, a descoberta de um colega que abandonou seu posto sem explicação e causou a morte de civis fez com que Aurelio precisasse embarcar em uma missão para encontrar respostas.

Em sua busca, o caminho dele irá cruzar com o de April Kelleher, uma mulher que tem sua própria investigação. Desde o assassinato do marido, ela tenta descobrir quem o matou e o motivo. Quando descobre uma pista que indica a possível motivação do crime, April precisa cruzar o país atrás das respostas que faltam.

Nessa jornada, cada um com sua missão, Aurélio e April vão descobrir que há muito mais em jogo e que o futuro dos EUA como eles conheceram está ameaçado.

 



Quando soube do lançamento de Tom Clancy’s The Division:  Broken Dawn, eu fiquei imediatamente curiosa para ler. Não, eu não conhecia o jogo e estou longe de ser uma fã de vídeo games. Mas achei a premissa curiosamente adequada para o momento que estamos vivendo. Além disso, eu soube que vai virar filme com o Jake Gylleenhal e isso bastou para eu querer ler.

E, enquanto estava lendo, eu só conseguia pensar em como esse livro tem tudo para agradar quem gosta de um bom filme de ação, com cenários apocalípticos. O autor conseguiu construir muito bem a ambientação caótica do livro e passar para o leitor a sensação de perigo que a história exige. É um mundo onde tudo deu errado, as instituições fracassaram, os criminosos se aproveitaram para levar mais medo para a vida da população, que ainda tem que conviver com a falta de água, comida, energia e segurança. E o autor realmente faz com que o leitor se sinta ali, vendo tudo que está acontecendo e vivendo aquele clima de tensão que domina esse universo.

Outro ponto que funcionou muito bem na trama foi o toque de suspense. Há alguns mistérios na trama e o autor soube desenvolvê-los de uma forma que aumentasse a curiosidade e o envolvimento do leitor. O que mais me motivou foi saber quem matou o marido de April e qual a verdadeira motivação por trás. Mas quando Aurelio começa sua missão investigando o agente que abandonou seu posto, isso também me deixou intrigada para saber o que ele descobriria.

Além disso, gostei muito da narração com pontos de vista alternados. Além do Aurélio e da April, temos capítulos narrados pela Violet, uma das crianças que estão refugiadas em Washington com os filhos do Aurelio, e pelo agente que desertou. Isso ajuda a entender o que está acontecendo em outros pontos dos EUA e ter uma noção mais ampla do panorama político e social do país.

 


Minha ressalva é que, até entender tudo que aconteceu e conhecer os muitos personagens, foi difícil me conectar com a leitura. Mesmo com a trama dinâmica e as cenas de ação desde o início, a leitura foi um pouco cansativa e eu tive muita dificuldade para me envolver. Porém, depois que me acostumei com aquele cenário de caos e memorizei os personagens, a trama fluiu muito melhor e as cenas de ação se tornaram cada vez mais eletrizantes.

Além disso, outro ponto que me incomodou, foi a falta de desenvolvimento dos personagens. O autor não se aprofundou muito em nenhum deles e demorou para que eu conseguisse me apegar. Até mesmo as crianças, que normalmente são personagens mais fáceis de simpatizarmos, demoraram a me conquistar. Somente mais para o final que eu comecei a realmente me importar com o que aconteceria com os personagens e isso me deu esperança de que no segundo livro o autor consiga dar mais profundidade a eles.

E, por falar na continuação, o gancho para o segundo livro é excelente. O final me deixou extremamente ansiosa para saber o que vai acontecer com os personagens e como eles vão resolver a situação que se desenrolou nesse primeiro livro. E, se nesse primeiro livro já teve muita ação, acredito que o segundo vai ser daqueles que não deixam a gente nem respirar.

Deste modo, mesmo não conhecendo o jogo, eu acabei me interessando bastante por esse universo de The Division. Alex Irving construiu um mundo assustadoramente realista, que faz o leitor mergulhar em uma jornada cheia de ação e mistério. Então, seja você um fã de jogos ou um leitor em busca de uma trama dinâmica e cheia de adrenalina, acredito que Tom Clancy’s The Division: Broken Dawn tem tudo para te conquistar também.


[Resenha] Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade)

 


Já imaginou se o seu (sua) ex, de repente, ficasse miolionário e virasse uma celebridade e você tivesse que ver a criatura sempre que ligasse a TV? Para muita gente, isso pode parecer um pesadelo. E é como se sente o protagonista do livro Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade), do autor brasileiro Juan Jullian.

Com esse título sensacional, é claro que eu a minha atenção foi conquistada assim que soube desse lançamento da Galera Record. E eu já fiquei imediatamente pronta para dar muitas risadas e ficar com o coração quentinho no final. Mas fui surpreendida por uma montanha-russa de emoções que eu não estava preparada.

Na resenha de hoje, vou tentar explicar um pouco sobre todos esses sentimentos que o livro me proporcionou e contar o que achei da leitura. Mas não se preocupem, porque esta resenha é sem spoilers.

 

Autor: Juan Jullian

Editora: Galera Record

Páginas: 176

Onde comprar: Amazon (Físico / E-book) – Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “A única coisa pior e mais desastrosa do que levar um pé na bunda, é levar um pé na bunda e ver seu ex se tornar a maior subcelebridade do Brasil. Não só isso, mas assistir em tempo real enquanto ele se apaixona por outro cara em TV nacional. Poucas palavras conseguem expressar esse nível de decepção amorosa. Nem mesmo Taylor Swift seria capaz de entender. Mas é justamente a tentativa de colocar a dor em palavras, reunidas em cartas para o maldito ex, que faz com que nosso protagonista repense algumas coisas. Entre crises de luto e saudades, existem festas anuais do dia dos ex-namorados com todas as suas amigas que o seu ex detestava. Existe a vida que você deixou para trás enquanto amava alguém que agora é somente um estranho com milhões de seguidores. E talvez por trás daquele amor existisse também um tanto de controle, de gaslighting, de codependência. Além de abordar de forma sensível, irônica e crua as diferentes nuances de um relacionamento abusivo, Querido ex também traz questionamentos sobre os preconceitos sociais que jovens negros e gays estão sujeitos em nossa sociedade. Publicado originalmente de forma independente, o livro vendeu mais de 20 mil exemplares e ficou mais de 100 dias seguidos no 1° lugar dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon.”

 

Narrado através de cartas, Querido ex nos apresenta um personagem que passou por um relacionamento abusivo e ainda está aprendendo a lidar com todas as marcas emocionais que ficaram dessa relação. Agora, ele precisa aguentar ver seu ex se tornando uma subcelebridade milionária toda vez que liga a televisão ou acessa a internet. E com isso, vêm as lembranças de todos os momentos vividos e de como o namoro chegou ao fim.

Entre lembranças, mágoas e revelações, o protagonista escreve cartas para o seu ex onde confessa seus sentimentos e segredos mais profundos, reflete sobre tudo que viveram e conta como tem tentado superar o passado. Ele fala sobre os planos que os dois não realizaram,  mas também do resgate das amizades que foram afastadas por influência do ex, e da tentativa de recuperar a autoestima após todas críticas e acusações disfarçadas de comentários durante o namoro; e principalmente da busca por si mesmo depois de viver em função de outra pessoa.



A primeira coisa que imaginei quando vi a sinopse de Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade) foi que eu me divertiria muito com a leitura. E não me enganei. O humor irônico do personagem funcionou muito bem para mim e me diverti bastante com algumas situações que ele viveu. Porém, me surpreendi ao descobrir que diversão não foi a única emoção que senti durante a leitura, nem a predominante. O autor me trouxe para uma montanha-russa de sentimentos que tornaram a leitura muito mais impactante do que eu esperava.

Narrado em primeira pessoa através das cartas que o protagonista escreve para o seu ex-namorado, vamos descobrindo aos poucos como era o relacionamento dos dois, como e por que chegou ao fim e como o narrador estava lidando não apenas como o término, mas com as marcas emocionais que ficaram e com o sucesso de seu ex sendo jogado na sua cara todos os dias através da mídia.

Não demora a ficar claro que aquele havia sido um relacionamento problemático, com o amor aos poucos sendo superado por situações de abuso, de gaslighting e de codependência. E como estamos tão imersos na mente do protagonista, é como se estivéssemos revivendo todos esses momentos com ele. É algo angustiante e doloroso de se acompanhar, mas que o autor conseguiu escrever com sensibilidade e realismo.

Juan Jullian foi habilidoso ao mostrar que relações abusivas não são ruins o tempo todo. Havia amor naquele relacionamento, e os dois compartilharam muitos momentos de alegria e companheirismo. Por isso era tão difícil perceber que um dos lados controlava o outro, que tinham situações em que um fazia mal ao outro, e que aquela relação estava se tornando cada vez mais tóxica.

 


Mas o autor trouxe outros assuntos igualmente pesados e importantes. Com um protagonista negro e homossexual, ele nos mostra como ainda vivemos em um país cheio de desigualdade, preconceito e injustiça. As situações vividas pelo personagem são, infelizmente, muito reais e nos fazem pensar sobre questões importantes como racismo, homofobia, desigualdade social, violência e intolerância.

E, com tantos assuntos fortes, foi impossível não me emocionar. Juan Julian tem uma escrita sensível e ao mesmo tempo muito direta. Ele consegue fazer o leitor enxergar a alma do seu protagonista, mas também nos mostra de uma forma muito direta questões dolorosas e que precisam ser discutidas. Daí a montanha-russa de emoções que eu mencionei. Essa leitura me fez rir, suspirar com momentos fofos, me emocionar nos momentos tristes e ter a sensação de um soco no estômago com os acontecimentos mais impactantes.

Aliás, preciso dizer que nada poderia ter me preparado para o final desse livro. Juan Jullian trouxe um desfecho completamente inesperado, mas que talvez tenha sido um dos maiores tapas na cara que eu já levei com uma leitura. É forte, doloroso e arrebatador, me fazendo chorar por tudo que aconteceu e pelas reflexões que me trouxe.

Eu, que comecei Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade) esperando um livro para dar muitas risadas, encontrei muito mais que isso. Foi uma leitura que me emocionou, me encantou e me abalou profundamente, me fazendo pensar em questões essenciais sobre a vida e a nossa sociedade. Deste modo, deixo meu aviso de que este livro não é fácil de ser lido, mas é extremamente necessário. Recomendo muito a leitura e não vejo a hora de descobrir o que Juan Jullian está preparado para a continuação.

 

Observação: Como foi dito, Querido ex traz assuntos fortes como gaslighting, depressão, racismo e homofobia. Portanto, ele pode conter gatilhos. Leia com responsabilidade e apenas se sentir preparado para ver esses temas sendo abordados.  


[Resenha] Uma tocha na escuridão

 


Oi, pessoal! Andei um pouco sumida nos últimos dias, porque estava com a mente totalmente ocupada pela série Uma chama entre as cinzas. Então, o que eu vim fazer hoje? Trazer a resenha do segundo volume desta série.

Quando eu reli Uma chama entre as cinzas pude perceber mais detalhes que tinha deixado passar da primeira vez (resenha aqui) e isso aumentou minha ansiedade para a continuação, Uma tocha na escuridão. E, gente, mesmo tendo relido o primeiro recentemente, eu não estava pronta para esse livro. A Sabaa Tahir não me deu um minuto de paz, é tiro atrás de tiro.

Então, para quem quer uma leitura com fortes emoções, vem conferir esta resenha porque eu acho que esse livro é para você. E, não se preocupe, a resenha NÃO tem spoilers de Uma tocha na escuridão. Mas como se trata de uma continuação, recomendo que quem não leu Uma chama entre as cinzas, pare de ler a resenha agora.

 

Autora: Sabaa Tahir

Editora: Verus

Tradução: Jorge Ritter

Páginas: 434

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon | Submarino

Sinopse: O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Na continuação de Uma chama entre as cinzas, Laia e Elias estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça dos dois enquanto eles escapam de Serra e partem em uma arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão. E Elias está determinado a ficar ao lado dela — mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Eles terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene — a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar... E acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?

 

Uma tocha na escuridão começa exatamente onde paramos nos primeiro livro. Depois da Quarta Eliminatória, Laia e Elias fugiram de Blackcliff em direção à prisão de Kauf. Eles querem invadir a mais perigosa prisão do Império e libertar Darin, o irmão da Laia. Mas o caminho deles não será fácil. Além de serem procurados por ordens do novo Imperador, vão precisar enfrentar ataques de forças sombrias que querem impedi-lo e lidar com os horrores de tudo que viveram e fizeram.

Enquanto isso, Helene, a nova Águia de Sangue do Imperado, precisa cumprir sua missão: encontrar Elias e matá-lo. Mas ela é capaz de matar seu melhor amigo? Mas, em seu conflito sobre o que fazer e a quem ser leal, Helene vai descobrir que há muito mais em jogo. Suas ações vão refletir em todos aqueles que ama e até no destino do próprio Império.

 


Posso resumir essa resenha em “LEIAM ESSE HINO. SABAA PERFEITA, NUNCA ERROU”? Preciso dizer que vontade não me falta, mas vamos falar sobre Uma tocha na escuridão e por que ele é incrível.

Quando li Uma chama entre as cinzas, uma das minhas únicas ressalvas foi que achei que a maior parte do livro tem um ritmo um tanto lento. Já esse segundo volume é um verdadeiro teste para o coração. A trama tem um ritmo intenso desde a primeira página e me prendeu rapidamente. Eu simplesmente não conseguia largar o livro para nada.

Partindo de onde Uma chama entre as cinzas parou, Sabaa Tahir não perdeu tempo e já mostrou rapidamente como a situação dos personagens era difícil e perigosa. Com isso, já temos um clima de tensão desde as primeiras páginas que torna a leitura muito mais instigante e aumenta a nossa preocupação com o que irá acontecer a seguir.

Além disso, fica perceptível o crescimento dos personagens no primeiro livro e foi muito bom ver o quão bem a autora conseguiu desenvolvê-los. Os acontecimentos do livro anterior claramente transformaram os protagonistas e outros personagens ligados a eles, e podemos acompanhar as consequências dessas mudanças nesse livro. Eles se tornaram muito mais sofridos e carregam cicatrizes mais fundas, mas também estão mais maduros e aptos a enfrentar os desafios maiores que virão. 

Laia se tornou uma personagem muito mais determinada e forte. Tendo sobrevivido a tudo que a Comandante fez com ela, a menina que tinha fugido dos marciais no início do primeiro livro se tornou uma mulher mais consciente da sua força e do seu objetivo. Não que ela de uma hora tenha perdido seus medos e inseguranças, porque eles continuam lá. Mas seu amadurecimento foi evidente e gostei de ver como ela começou a lidar com a culpa e os temores que sentia.

Já o Elias continua sendo meu queridinho e senti ainda mais admiração por ele nesse livro. A forma como ele questiona as atrocidades cometidas pelo Império já demonstrava o seu senso de justiça e caráter forte. E, nesse livro, isso se torna ainda mais evidente. Elias está sempre disposto a proteger aqueles à sua volta, mesmo quando precisa se sacrificar para isso. Além disso, é impossível não se comover com a culpa e a dor que ele carrega por tudo que precisou fazer como máscara do Império e durante as Eliminatórias.  

Mas, nesse livro, temos um terceiro ponto de vista e alguns capítulos serão narrados pela Helene. Confesso que isso foi um dos motivos para eu demorar a ler Uma tocha na escuridão, porque eu realmente não gosto dessa personagem. Porém, preciso reconhecer que o ponto de vista dela foi fundamental para entendermos o que estava acontecendo no Império e o que estava por trás das ações do Imperador, da Comandante e do Portador da Noite. Além disso, no núcleo ao qual ela faz parte, são inseridos novos personagens que fizeram muita diferença no livro e tornaram a leitura ainda mais interessante. 



Outro ponto positivo desse livro é que a Sabaa Tahir expandiu ainda mais o universo da história e mostrou aspectos do Império que ainda não tinham recebido destaque. Com isso, conhecemos mais sobre a mitologia, principalmente as criaturas mágicas como djinis, efrits, etc, e sobre os outros povos que vivem ali, além dos eruditos e marciais. Então, se no primeiro livro a ambientação era limitada a Serra e a Academia de Blackcliff, agora conseguimos entender a vastidão do Império e sua complexidade e quão rico é o universo que a autora criou.

E o que eu posso dizer sobre a escrita da autora? A Sabaa Tahir me impressionou muito nesse livro com a forma brilhante com que desenvolveu essa história. Tudo que acontece tem um propósito e ela vai inserindo pequenas pistas que o leitor só vai entender na hora certa. A trama se desenrola com um ritmo intenso e não falta ação, mistério e romance, mas eu ficava o tempo todo pensando: onde isso vai dar? E quando as revelações finalmente chegaram, eu fiquei destruída e embasbacada com a capacidade da autora de me surpreender. Ela deixou pistas desde o primeiro livro, mas a gente só percebe quando ela quer. E isso é genial!

Deste modo, Uma tocha na escuridão é daquelas continuações que, por mais altas que fossem as nossas expectativas, elas ainda conseguem superar. Com um ritmo alucinante e revelações que me deixaram desmaiada no chão, esse livro foi uma verdadeira montanha-russa de emoções que me deixou sedenta pela continuação. O universo criado pela Sabaa Tahir é brutal e chocante, mas também é fascinante, cheio de magia e mistério. Já a jornada que os personagens embarcaram, se mostra cada vez mais perigosa e interessante, e eu não vejo a hora de saber onde ela irá leva-los.

E vocês, já leram a série Uma chama entre as cinzas ou têm curiosidade? Me contem aí nos comentários. E, para quem não leu ainda, aproveitem que o terceiro volume acabou de sair e agora vocês já podem comprar os dois primeiros também com a nova identidade visual. Vou deixar os links no final do post.

 

Uma chama entre as cinzas: Compre aqui

Uma tocha na escuridão: Compre aqui

Um assassino nos portões: Compre aqui 


Meus favoritos da Colleen Hoover + Próximos lançamentos

 


Se tem uma autora que eu fico curiosa sempre que vejo um novo lançamento, é a Colleen Hoover. Os livros dela sempre mexem comigo e mesmo não tendo lido todos que ela escreveu (ainda), estou sempre de olho para ver o que vem por aí.

Então, hoje vim falar um pouco sobre os meus livros favoritos dela e os lançamentos que estão vindo. Até o momento, já li 11 livros da autora, incluindo os três volumes da trilogia Métrica e seu primeiro thriller psicológico, Verity. Desses, eu gosto de praticamente todos, mas 2 se destacaram para mim:


É assim que acaba

Publicado pela Galera Record em 2019, esse é provavelmente o livro mais pessoal da autora, pois ela se inspirou um pouco no relacionamento dos pais. Ele me emocionou muito por abordar um assunto muito importante e que mexeu comigo. Acho que a Colleen me fez compreender um pouco melhor como é difícil sair de um relacionamento abusivo e a importância de falarmos sobre esse assunto. Tem resenha aqui, onde falo um pouco mais sobre como esse livro me tocou.

 

Editora: Galera Record

Páginas: 368

Onde comprar: Amazon - Submarino

Sinopse: O romance mais pessoal da carreira de Colleen Hoover, É assim que acaba discute temas como violência doméstica e abuso psicológico de forma sensível e direta.Em É assim que acaba, Colleen Hoover nos apresenta Lily, uma jovem que se mudou de uma cidadezinha do Maine para Boston, se formou em marketing e abriu a própria floricultura. E é em um dos terraços de Boston que ela conhece Ryle, um neurocirurgião confiante, teimoso e talvez até um pouco arrogante, com uma grande aversão a relacionamentos, mas que se sente muito atraído por ela.Quando os dois se apaixonam, Lily se vê no meio de um relacionamento turbulento que não é o que ela esperava. Mas será que ela conseguirá enxergar isso, por mais doloroso que seja?É assim que acaba é uma narrativa poderosa sobre a força necessária para fazer as escolhas certas nas situações mais difíceis. Considerada a obra mais pessoal de Hoover, o livro aborda sem medo alguns tabus da sociedade para explorar a complexidade das relações tóxicas, e como o amor e o abuso muitas vezes coexistem em uma confusão de sentimentos.


Todas as suas (im)perfeições

Outro livro da Colleen Hoover que deu um tapa na minha cara e me fez ver um assunto difícil por uma perspectiva totalmente diferente. Confesso que não esperava que ele pudesse me emocionar tanto, até por ser algo bem distante da minha realidade, mas foi o livro da autora que mais me abalou. Chorei horrores e considero um dos romances mais lindos que já li. Já postei resenha sobre ele também e vocês podem conferir aqui.


Editora: Galera Record

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon - Submarino

Sinopse: Um inesquecível drama da autora de Verity e É assim que acaba sobre um casamento conturbado e uma promessa esquecida que pode ser capaz de salvá-lo.Todas as suas imperfeições narra a história de Quinn e Graham. Eles se conhecem no pior dia de suas vidas; ela chega mais cedo de uma viagem para surpreender o noivo, ele testemunha a traição da namorada. E é assim que ambos acabam no corredor de um prédio, trocando confidências, biscoitos da sorte e palavras de conforto.Fim da dança... se o destino não tivesse outros planos para os dois. Meses mais tarde, os acordes tocam para o casal mais uma vez e eles se reencontram. Graham está convencido de que são almas gêmeas. Quinn jamais se sentiu dessa forma antes. A intensidade do sentimento os assusta, mas eles mergulham de cabeça mesmo assim.O casamento é tudo o que sonhavam, a parceria perfeita. Mesmo nos momentos difíceis, sabem que podem contar com o outro. Nenhum deles desiste do amor que sentem. Até que a primeira nota dissonante abala a sinfonia do casal. Até que Quinn parece estar disposta a trocar tudo o que é pela única coisa que não consegue ser: mãe.A luta do casal por um filho arrisca os alicerces da relação. Quinn não pode engravidar. Graham não é um candidato para adoção por conta de um erro do passado. O impasse os deixa parados no salão, no silêncio. A orquestra está em suspenso. Os dois parecem surdos para a música do amor.

 

Além desses dois, tem outros dois que se aproximam muito deles na minha preferência. Um deles, surpreendentemente, é Verity. O polêmico thriller psicológico da autora foi uma leitura completamente perturbadora, mas que superou minhas expectativas e me deixou ansiosa para que ela publique mais livros deste gênero. Já o outro, também divide opiniões, mas tem um lugar cativo no meu coração: Talvez um dia. Eu amo tanto esse livro e a forma como ele mexeu comigo que nem sei explicar, por isso não vejo a hora de ler um dos próximos lançamentos da autora que chegarão no Brasil.

A Galera Record vai publicar dois novos livros da autora em breve, Talvez agora e Se não fosse você. Isso mesmo, teremos uma continuação para Talvez um dia e eu mal posso esperar para ler Talvez agora. Já o outro lançamento, Se não fosse você, é um new adult que foi bastante elogiado quando saiu nos EUA e eu estou mais do que ansiosa. Os dois já estão em pré-venda e vou deixar as sinopses e links para compra no final do post.

Agora quero saber: qual o seu livro favorito da Colleen Hoover? Tem algum livro dela que você ainda não leu mas quer muito? Me conta aí nos comentários.

 

Pré-venda

 

Se não fosse você

Editora: Galera Record

Páginas: 400

Comprar: Amazon

Sinopse: Em Se não fosse você, a autora #1 do New York Times Colleen Hoover fala sobre família, primeiro amor, luto e traição. Uma história emocionante que tocará os corações tanto de mães quanto de filhas. Edição limitada acompanhada de card + marcador. Morgan e Clara Grant são mãe e filha, e aparentemente não têm nada em comum. Morgan engravidou muito nova, com dezesseis anos, e está determinada a evitar que sua filha passe pelas mesmas dificuldades que enfrentou. Colocando sempre a família em primeiro plano, Morgan deixou os próprios sonhos de lado para dedicar-se à filha e ao marido. Clara, por sua vez, não quer seguir os passos da mãe – ela não consegue enxergar nada de espontâneo na personalidade de Morgan. No auge dos seus dezesseis anos, seu maior desejo é ir para a universidade estudar teatro, mesmo que os pais não incentivem a carreira. Com personalidades incompatíveis e objetivos divergentes, a convivência entre Morgan e Clara está cada dia mais insustentável. A única pessoa capaz de criar um ambiente de paz é Chris – marido de Morgan, pai de Clara, o porto seguro da família. Mas essa paz é quebrada após um trágico acidente que muda completamente a vida das duas. Enquanto Morgan luta para reconstruir tudo que desabou ao seu redor e encontra conforto na última pessoa que esperava, Clara só aumenta sua lista de rebeldias. Com o passar dos dias, novos segredos, ressentimentos e mal-entendidos fazem com que mãe e filha se afastem ainda mais... e a distância aumenta tanto ao ponto de uma reaproximação se tornar improvável. Depois de tanto tempo distantes e com muita coisa não dita, será que ainda há chances de que tudo fique bem? Em Se não fosse você, Colleen Hoover mais uma vez entrega aos leitores uma trama rica em desenvolvimento de personagens, fortes e complexas emoções e, principalmente, situações tão cruas quanto reais.




Talvez agora

Editora: Galera Record

Páginas: 352

Comprar: Amazon

Sinopse: Talvez agora – Sequência de Talvez um dia – coloca em evidência a vida dos personagens apresentados no livro anterior após Ridge e Sydney terem, finalmente, oficializado seu relacionamento. Agora que o relacionamento de Ridge com Maggie terminou, ele e Sydney estão explorando completamente essa nova liberdade de expressar seus sentimentos. No entanto, ele e Warren são o único suporte de Maggie... e devem aprender a lidar com a situação nesse novo contexto. Enquanto isso, Maggie está desfrutando da nova etapa de sua vida, embora ainda sinta algum ressentimento por tudo o que aconteceu. Após tantos anos vivendo uma relação já estável – e morna – com Ridge, Maggie não consegue prever o que a aguarda. A insegurança com relação a sua doença, o desejo de independência e a ânsia de viver novas e empolgantes experiências É nesse meio que entra Jake, o rapaz que a ajudou a cumprir o primeiro item em sua lista de coisas para fazer: pular de paraquedas. Ele está tão interessado nela quanto ela nele, mas Maggie arriscará viver um novo relacionamento e deixar o passado para trás? Por outro lado, Sydney, ao finalmente engatar a relação com Ridge, se vê realizada... Ridge representa tudo o que sempre sonhou em alguém e a química entre os dois é evidente. No entanto, a constante proximidade de Maggie a preocupa... E, mais uma vez, ela deverá ser forte para lidar com o assunto com o equilíbrio e maturidade que ele exige. Embalado por uma atmosfera musical e tratando de temas como amizade, lealdade e, principalmente, o real significado de união, Colleen Hoover retorna com a continuação de uma – ou várias? – história de amor, situações-limite e, principalmente, personagens perfeitamente imperfeitos. Talvez agora é contada não só sob um, mas vários prismas – e, como um bom romance, não podem faltar as boas doses de risos e as lágrimas.


[Resenha] A verdade segundo Ginny Moon

 


Sabe quando você lê a sinopse de um livro e sente que ele será diferente de tudo que já leu? Foi exatamente isso que senti quando conheci A verdade segundo Ginny Moon, do autor Benjamin Ludwig. Lançado esse ano no Brasil pela Verus Editora, esse livro tem uma premissa diferente e instigante, que despertou meu interesse logo de cara.

Terminei a leitura dele hoje mesmo e precisei vir contar o que achei. Como eu previa, foi um livro realmente diferente de tudo que já li. Tão diferente que é até difícil conseguir explicar o que senti lendo, mas vou tentar nessa resenha.

Então, se preparem para conhecer um pouco sobre Ginny Moon e como me senti acompanhando sua jornada. Mas não se preocupem, os segredos dessa história continuarão bem guardados e essa resenha é totalmente sem spoilers ok?



Autora: Benjamin Ludwig

Editora: Verus

Tradução: Débora Isidoro

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “A realidade é que todo mundo sabe o quanto Ginny Moon é espetacular ― seus amigos na escola, os colegas do time de basquete e, especialmente, seus novos pais adotivos. Eles amam a menina, portadora de autismo, mesmo sem entendê-la realmente. E querem, do fundo do coração, que ela se sinta incluída. O fato é que as coisas não são tão simples quanto parecem, e tentar fazer Ginny entender a realidade para ser incluída talvez não seja uma tarefa tão fácil. Porém o que eles não sabem é que Ginny não tem intenção nenhuma de ser incluída. Ela encontrou sua mãe biológica pela internet e está determinada a voltar para casa ― ainda que isso signifique roubar, mentir e retornar a um lugar extremamente perigoso. Porque Ginny deixou algo crucial para trás e está desesperada para recuperar aquilo que falta em sua vida. E não descansará enquanto não encontrar o que tanto procura. Brilhante e inesquecível, A verdade segundo Ginny Moon narra a jornada de uma garota para encontrar o caminho de casa. Um dos romances mais originais dos últimos anos, este livro vai arrancar lágrimas do leitor e fazê-lo torcer pela teimosa, impulsiva e heroica Ginny Moon.”

 

Ginny Moon é uma garota extraordinária. Há cinco anos ela foi resgatada de um lar onde sofria maus tratos e agora ela tem sua Família Para Sempre, pessoas que a amam e que fazem de tudo para protegê-la. Mas ela deixou algo para traz na sua antiga casa e precisa voltar para encontrar, mas ninguém quer levá-la. A sua nova família quer protegê-la e não entende a necessidade que Ginny tem de voltar para um lugar onde foi tão mau tratada.

Além disso, a chegada de um novo bebê mexe com os sentimentos de Ginny e afeta sua dinâmica com a nova família. Ela sente uma estranha necessidade de proteger o bebê, mas seus pais adotivos ficam receosos com a quase obsessão da menina. O relacionamento entre eles vai se tornando cada vez mais difícil, devido a dificuldade que os pais sentem de compreender as atitudes de Ginny e a ansiedade cada vez maior da garota em ir resgatar o que deixou para trás quando foi resgatada da casa de sua mãe biológica.

 



Acredito que a melhor forma para descrever A verdade segundo Ginny Moon é como uma leitura única. É uma história bastante original, que aborda assuntos importantes de uma forma que não tinha visto antes e que tem uma protagonista realmente especial.

Ginny Moon é adolescente de quatorze anos, autista. Ela tem uma grande dificuldade para lidar com seus sentimentos e expressá-los. Para Ginny, é muito importante ter uma rotina e estabilidade, tudo que não teve por grande parte da sua vida. Conviveu com maus tratos por anos e depois foi movida de lar em lar até ser adotada por seus Pais para sempre (como ela chama seus pais adotivos). Mas com a chegada de um novo bebê na família, Ginny sente uma necessidade cada vez mais intensa de ir em busca do que deixou na casa da mãe biológica, sua boneca bebê.

Mas o que é o grande diferencial do livro, na minha opinião, é o fato de que toda a história é narrada pela própria Ginny. Então, o leitor tem acesso a tudo que passa pela cabeça dela e acompanha toda sua angústia por não ser compreendida pelas outras pessoas e tentar lidar sozinha com seus sentimentos. Confesso que estar tão imerso na cabeça de Ginny pode ser angustiante e um pouco confuso muitas vezes. Como ela mesma tem dificuldade para processar tudo que está acontecendo ao seu redor, o leitor muitas vezes se sente tão perdido quanto ela. Isso tornou a leitura muito mais intensa e permitiu uma conexão maior entre o leitor e a protagonista, o que é algo muito especial.

No entanto, a conexão com os demais personagens foi bem mais difícil. Como só tinha a perspectiva da Ginny da história, muitas vezes tive dificuldade para entender as ações dos outros personagens. O pai adotivo foi o que me conectei com mais facilidade, porque foi quem eu senti que mais se esforçou para cativar a Ginny e entender a menina. A mãe adotiva por outro lado me irritou bastante e, por mais que eu buscasse compreender suas atitudes para proteger seu novo bebê, não consegui simpatizar com ela. Há também a psicóloga de Ginny, que me cativou por demonstrar uma real preocupação em garantir o bem estar da garota, mas também me irritou por não ver situações que eram muito óbvias. 



Com relação à escrita do autor, eu tive meus altos e baixos. Por um lado, gostei de como ele conseguiu me fazer sentir realmente dentro da cabeça da Ginny. Esse estilo de narrativa não é fácil, mas o autor conseguiu realmente construir a voz de uma garota de quatorze anos. Além disso, ele não caiu no erro de limitar Ginny ao fato de ela ser autista. Ao longo de todo o livro, vemos que apesar de sua mente funcionar de uma forma mais retraída e ela ter uma grande dificuldade para lidar com sentimentos e situações que fujam da sua rotina, ela é uma garota esperta, corajosa e muito determinada (além de tão teimosa quanto qualquer adolescente).

Por outro lado, senti que ele deu muitas voltas na trama e demorou a desenvolver algumas questões importantes. Com isso, a leitura se tornou bastante cansativa e eu tive dificuldade para me envolver com a leitura. A sensação que tive é que ele gastou um grande tempo da história dando voltas no mesmo ponto, e no final acabou deixando algumas questões mal resolvidas.

Porém, apesar das ressalvas, o livro tem muitas virtudes. O Benjamin Ludwig abortou temas muito importantes como autismo, violência contra crianças, adoção e família. Além disso, a mensagem deixada ao final da leitura foi muito bonita e trouxe a confirmação de que valeu a pena acompanhar a jornada de Ginny Moon. Cada momento dessa história, mesmo com seus autos e baixos, foi importante para um desfecho que trouxe lições sobre amadurecimento, família e amor.

De um modo geral, A verdade segundo Ginny Moon foi uma leitura realmente única. Com uma protagonista muito especial, esse livro leva a uma jornada intensa e muito original, que proporciona ao leitor reflexões e ensinamentos tocantes. E, mesmo que a leitura não tenha me envolvido como eu esperava, foi impossível não ser tocada pelo final dessa história e pelas mensagens que o autor passou.

Agora, quero saber quem aqui já leu ou quer ler A verdade segundo Ginny Moon. Me contem aí nos comentários o que acharam e se ficaram curiosos por esse livro.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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