[Resenha] Quatro amores na Escócia


 

Quando soube do lançamento de Quatro amores na Escócia, confesso que não fiquei muito empolgada. Talvez por não ter o hábito de ler contos ou por não conhecer a maioria das autoras, o livro não me deixou tão curiosa. Porém, como amo romances de época e adoro histórias ambientadas na Escócia, valia a pena dar uma chance né? Então, hoje vim contar para vocês o que achei e se ele acabou me surpreendendo.

Para quem não conhece o livro ainda, Quatro amores na Escócia é composto por quatro contos, cada um escrito por uma autora: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney. Eles são independentes e não têm nenhuma ligação, a não ser o fato de que todos são ambientados na Escócia. Então, podem ser lidos na ordem que o leitor preferir.

E, como eles são independentes, vou comentar sobre cada um deles separadamente. Mas, por se tratarem de histórias curtas, não vou falar nada sobre a trama que não esteja na resenha. Portanto, não se preocupem que esta resenha NÃO tem spoilers.

 

Autoras: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney

Editora: Arqueiro

Tradução: Thalita Uba

Páginas: 288

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Terra de lendas ancestrais e de belezas selvagens, a Escócia tem o poder de despertar o romantismo. As vozes mais potentes dos romances de época se unem nesta coletânea de contos para apresentar quatro jovens prestes a descobrir o amor nesse lugar indomável, repleto de clãs, honra e paixão. JULIA QUINN esbanja sagacidade e abusa do senso de humor afiado que se tornou sua marca registrada para contar a história de uma adorável dama inglesa que se vê em um casamento de faz de conta com um escocês atraente e sedutor e, de repente, descobre que o desejo que sente por seu noivo de mentira é muito real. STEPHANIE LAURENS apresenta um cavalheiro rico que constata, após anos sem vê-la, que sua inimiga de infância se transformou em uma linda mulher. Agora ele vai fazer de tudo para conquistá-la antes que ela cometa o pior erro de sua vida e se case com o homem errado. CHRISTINA DODD narra a saga de uma jovem escocesa encantadora e voluntariosa que é sequestrada por um inglês arrogante, porém irresistível. Em cenas de tirar o fôlego, ela tenta não sucumbir à proposta apaixonada de seu captor. KAREN RANNEY escreve sobre a lenda escocesa que diz que o chefe do clã deve se casar com uma mulher que ele não conhece. Mas só o amor verdadeiro e apaixonado poderá mostrar ao sensual Laird de Sinclair quem é a noiva que o destino lhe reservou.”

 

O kit matrimonial – Christina Dodd:

Hadden é um jovem pesquisador inglês que está na Escócia procurando informações sobre as tradições do país. Em sua pesquisa, ele conheceu Andra, uma jovem determinada e voluntariosa que cuida praticamente sozinha da propriedade que herdou. Depois de um desentendimento, ele precisa retornar para a casa dela a fim de saber mais sobre o lendário kilt matrimonial daquele clã e, quem sabe, conquistar o coração de Andra.

Esse é o primeiro conto do livro e acho que foi o pior início possível. Para começar, a escrita da autora é confusa e pouco envolvente. Senti que ela sai jogando informações, sem o menor cuidado em explica-las ou desenvolvê-las um pouco mais. Com isso, demorei um bom tempo para entender quem era quem na história e o que estava acontecendo ali.

Outro aspecto que me incomodou foi a completa falta de carisma dos personagens. Hadden é arrogante e possessivo, enquanto Andra é mimada, imatura e irritante. Já os personagens secundários são mal desenvolvidos e, sendo bem sincera, completamente esquecíveis. Além disso, a trama se desenvolveu de uma forma apressada e confusa, com um final abrupto e sem sentido. E, para completar, há uma cena em que o mocinho faz uma coisa que considero grave e inadmissível, o que acabou com qualquer possibilidade de eu torcer para o casal. 




O desabrochar de Rose – Stephanie Laurens

Desde criança, Rose era uma pedra no sapato de Duncan, sempre tentando provocá-lo. Depois de 12 anos sem se ver, eles se reencontram na casa da mãe dele e as memórias da infância voltam, mas os dois vão perceber o quanto mudaram. Não demora para Duncan notar que sua antiga inimiga se tornou uma linda mulher, e Rose vai entender que atormentá-lo pode ser muito mais perigoso do que quanto eram crianças, pois é o seu coração que estará em risco.

Esse foi, de longe, o conto que mais gostei nesse livro. Stephanie Laurens tem uma escrita leve e envolvente e soube desenvolver muito bem a trama. Ela conseguiu passar toda a ligação que os personagens tinham desde a infância e como os sentimentos deles foram se transformando a partir do reencontro.

Os protagonistas são personagens muito carismáticos e adoraria que esse conto ganhasse um livro separado para que a autora pudesse mostrar a história deles com mais detalhes. Por outro lado, os personagens secundários não foram tão explorados quanto deveriam e senti que o final poderia ter sido um pouco mais desenvolvido. Porém, mesmo com as ressalvas, eu gostei muito da leitura e fiquei curiosa para conhecer mais obras da Stephanie Laurens.

 

O casamento está no ar – Julia Quinn

Nesse conto, a jovem Margaret passou por uma terrível viagem do interior da Inglaterra para Gretna Green em busca de seu irmão que está prestes a fazer um casamento imprudente. Porém, em uma situação terrível, ela acaba sendo salva por Angus, um escocês que também está em busca de uma irmã que fugiu. Para conseguir um lugar para dormir, os dois acabam fingindo que são casados. Mas em pouco tempo fica claro que o casamento pode ser de mentira, mas o desejo que sentem é bem real.

Esse conto tem uma ótima premissa e a escrita leve e divertida da Julia Quinn deixam a leitura bastante fluida. Porém, a trama foi muito mal desenvolvida e nada desperdiçou o que poderia ser uma ótima história. Infelizmente, a autora criou um instalove absurdo, com os personagens se apaixonando em pouquíssimo tempo (e é pouquíssimo mesmo) e sem nenhuma explicação. Portanto, mesmo que em alguns momentos até conseguisse reconhecer uma atração entre eles, o sentimento era forçado e pouco convincente.

Além disso, o final foi muito apressado e sinceramente absurdo. Achei a situação toda tão maluca que não consegui acreditar. Talvez se durante o conto a autora tivesse desenvolvido melhor a trama e o romance, o desfecho não soaria tão forçado. Mas da forma como tudo foi desenvolvido, não me convenceu.

 


A noiva de Glenlyon – da Karen Ranney

Uma profecia afirma que Lachlan precisa se casar com uma jovem vinda de Glenlyon para não levar ruína e destruição para o seu clã. Disposto a conhecer a jovem com quem deve se casar, ele aparece de surpresa na propriedade para observá-la. Mas a jovem que ele acredita ser sua futura esposa é, na verdade, a prima escocesa dela que vive como criada na casa. Janet sonha em retornar para a Escócia e quando conhece aquele lindo invasor escocês, acha que é a sua chance de retornar a terra que tanto ama e viver um grande amor. Ela só não imaginava que ele estava comprometido com sua prima e que o caminho dos dois não estava destinado a se encontrar. Ou será que estava?

Esse conto tem, provavelmente, a premissa mais interessante e original dos quatro contos. Amei essa questão da profecia e do senso de dever para com o clã. Porém, assim como no conto da Julia Quinn, esse também desperdiça o que poderia ser uma ótima história com um romance instantâneo e pouco convincente, além de uma trama que falta um desenvolvimento maior.

Eu gostei dos protagonistas individualmente; são personagens carismáticos e, mesmo que a passividade da Janet tenha me irritado, me solidarizei com a situação em ela se encontrava. Mas o romance foi muito apressado e não conseguiu me convencer e nem conquistar minha torcida. Além disso, os personagens secundários não foram bem desenvolvidos e só me irritaram, principalmente a prima da mocinha.

De um modo geral, esse conto não chegou a ser uma leitura ruim. Mas me deixou decepcionada por não ter cumprido todo o potencial que tinha.

 

Quando peguei Quatro amores na Escócia para ler, eu realmente não tinha grandes expectativas. Mesmo assim, terminei a leitura com uma grande sensação de decepção. Das três autoras que ainda não conhecia, apenas o conto da Stephanie Laurens me deixou realmente curiosa para procurar outros trabalhos dela, apesar de ter sentido potencial no conto da Karen Ranney também. Já o conto da Julia Quinn tem aquele toque de humor que eu amo nos livros dela, mas me deixou muito frustrada pela falta de desenvolvimento. De um modo geral, o livro não funcionou para mim e ficou longe de se ornar uma leitura marcante.

Porém, quero deixar claro que esta é só a minha opinião e pode ser que vocês se apaixonem por cada uma dessas histórias. Por isso, sempre aconselho que leiam e tirem suas próprias conclusões. E quem já leu, gostou? Me contem aí nos comentários o que acharam.


[Resenha] O rei perverso

 


Outro dia comentei sobre o que achei da minha releitura de Uma chama entre as cinzas e isso acabou me empolgando para reler outros livros. Então, aproveitei que A Rainha do Nada, terceiro volume da trilogia O Povo do Ar, está em pré-venda e resolvi reler O rei perverso para esperar esse lançamento.

Para quem não conhece, essa trilogia, da autora norte-americana Holly Black, começou com O Príncipe Cruel. Publicado no Brasil pela Galera Record em 2018, esse livro conquistou completamente meu coração e entrou para minha lista de queridinhos. O segundo volume, O Rei Perverso, saiu aqui no primeiro semestre, mas eu já tinha lido em inglês porque estava mais do que ansiosa para ler essa continuação.

Agora em outubro, eu decidi reler e agora vou poder compartilhar com vocês o que achei dessa leitura, se esse livro me conquistou como o primeiro e se estou ansiosa para a chegada de A Rainha do Nada.

 

Atenção: esta resenha NÃO tem spoilers de O Rei Perverso. Porém, como se tratar de uma continuação, não recomendo caso não tenha lido O Príncipe Cruel ainda. 


Autora: Holly Black

Série: O Povo do Ar #2

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 308

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Para sobreviver no Reino das Fadas, Jude Duarte precisou aprender muitas lições. A mais importante delas veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Ela achou que, depois de enganar Cardan para que ele jurasse obedecê-la por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Mas ter qualquer influência sobre o Grande Rei de Elfhame parece uma tarefa impossível, principalmente quando ele faz de tudo em seu poder para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio pela garota humana permaneça intacto. Agora, com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan no meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada...

 

Jude Duarte é uma humana que cresceu no mundo das Fadas, mas nunca foi totalmente aceita ali. Agora, ela tem o controle sob o novo rei, Cardan, por um ano e 1 dia. Isso lhe confere uma posição de poder única, mas também perigosa. E ela vai descobrir que é mais conquistar o poder do que mantê-lo.

O reinado de Cardan é instável e há muitos interessados em tirá-lo do trono. Então, Jude precisa aprender a lidar com as intrigas das cortes e todas as ameaças que surgem, enquanto tenta fazer com que Cardan fique mais tempo sob o seu controle. No entanto, o perigo pode vir de onde menos espera. Uma ameaça vinda das águas e um alerta de traição fazem com que Jude precise usar toda sua atenção para salvar a si mesma e todos aqueles com quem se importa, mas a atração que sente por Cardan faz com que isso seja cada vez mais difícil.



Se você quer uma leitura tranquila e sossegada, passe longe de O Rei Perverso. Esse livro é daqueles que a gente não consegue respirar, com revelações, intrigas, ameaças e uma sensação de perigo constante. Holly Black construiu uma trama envolvente, que prende o leitor desde a primeira página e leva a uma jornada repleta de emoções.

Uma das coisas que mais gostei nessa leitura foi o quanto a autora conseguiu expandir mais o universo. Como Jude agora está em uma posição de poder, temos a chance de descobrir mais sobre as cortes e sobre o que está em jogo na disputa pela coroa do Grande Rei de Elfhame. Fiquei impressionada por ver o quanto a Holly Black conseguiu expandir esse universo e torna-lo ainda mais rico, mas também mais perigoso. É um mundo ainda mais fascinante do que eu imaginava no primeiro livro e acredito que ainda há mais a ser revelado no próximo volume.

E preciso destacar a Corte da Água, que ganhou destaque nesse segundo volume e se mostrou fascinante. É interessante ver como o povo da água é diferente dos feéricos da terra e representam uma grande ameaça para o reinado de Cardan. Aliás, ver esses dois povos medindo forças foi um dos pontos altos da trama e espero que seja ainda mais explorado na continuação.

Já em relação aos personagens, Jude continua sendo determinada e estrategista, mas também está mais ousada e ambiciosa do que no primeiro livro. Agora que conquistou o poder, ela não pretender abrir mão dele facilmente. Isso acabou trazendo conflitos interessantes para essa personagem, que vem encontrando cada vez mais dificuldade para entender quem realmente é e o quanto mudou depois de tudo que fez. No entanto, em alguns momentos, ela foi bastante imprudente e até ingênua, o que me irritou bastante.

Porém, isso não chegou a ser um problema, porque foi o momento do Cardan brilhar. Meu reizinho surpreendeu nesse livro e demonstrou uma grande evolução ao anterior. Ele amadureceu e se mostrou tão inteligente e manipulador quanto Jude. Além disso, nesse segundo volume vamos conhecendo mais sobre seu passado e entendo como ele se tornou o que é, o que deu mais profundidade ao personagem e o tornou ainda mais interessante do que já era. 




E o que dizer dos diálogos mordazes entre Jude e Cardan? São simplesmente os melhores momentos do livro, carregados de ironia, provocação e ameaças, ao mesmo tempo que evidenciam a química existente entre eles. Aliás, a relação dos dois tem se tornado cada vez mais fascinante, porque, ao mesmo tempo que é evidente o quanto se sentem atraído, também é uma relação tóxica e bastante disfuncional. Mas não se preocupem porque não se trata de um relacionamento abusivo. São apenas dois personagens complexos e um tanto perturbados, que reconhecem e despertam um no outro o que têm de melhor e de pior.

Com relação ao desfecho, confesso que nem de longe me surpreendeu tanto quanto o primeiro. Porém, isso não significa que ele não tenha me deixado igualmente impactada. Ele abre caminho para muitas possibilidades e me deixou sedenta para saber o que acontecerá a seguir. E, ao reler esse livro, ficou ainda mais evidente o quanto Holly Black acertou no desenvolvimento da trama até chegar nesse final, o que aumentou muito a minha confiança para Rainha do Nada.

Então, se O Príncipe Cruel me conquistou por seu final completamente surpreendente, O Rei Perverso veio para me provar que Holly Black ainda prepara muitas surpresas no caminho. O universo se mostrou muito mais rico do que imaginei a princípio, e também muito mais perigoso. Além disso, Jude e Cardan aprenderam muitas lições nesse segundo volume e mal posso esperar para ver como irão se comportar no próximo. O jogo pelo poder ganhou novos elementos aqui e estou ansiosa para ver quais estratégias os personagens irão adotar.

Agora quero saber: quem já conhecia a trilogia O Povo do Ar? Já leram os dois primeiros livros? Me contem aí nos comentários o que acharam. E, para quem não leu ainda, quero saber se ficaram curiosos para conhecer essa história.

 

Pré-venda de Rainha do Nada

Como falei no início do post, A Rainha do Nada, terceiro volume da trilogia, já está em pré-venda e será publicado em dezembro. Para quem quiser adquirir, ainda é possível comprar com os brindes: marcador, pôster e seis cartas do Cardan para Jude. Vou deixar os links aqui para vocês

A Rainha do Nada + pôster, marcador e cartas: SubmarinoAmericanasShoptime

A Rainha do Nada (sem brindes): Amazon



Outros livros da série:

O Príncipe Cruel: Amazon

O Rei Perverso: Amazon


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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