[Resenha] Se não fosse você

 


Quando lemos muitos livros de um mesmo autor, é normal que as histórias comecem a se tornar mais previsíveis ou repetitivas, vamos descobrindo a famosa “fórmula do bolo”. Por isso, acho incrível como, mesmo depois de ler tantos livros da Colleen Hoover, eu sempre encontro algo novo, que me surpreende e mexe com a minhas emoções. E não foi diferente com o mais recente lançamento dela aqui no Brasil.

Se não fosse você foi publicado recentemente pela Galera Record e entrou na minha lista de desejados logo que foi anunciado. Fiz questão de ler sem saber nada sobre ele antes de começar a ler, esperando para ver se Colleen Hoover me surpreenderia. E não é que ela conseguiu de novo?

Então, depois de concluir a leitura, vim aqui comentar o que achei. Mas vou focar no que senti com esse livro e falar o mínimo possível sobre a trama. Quero que vocês descubram essa história à medida que forem lendo o livro. Então, podem ficar tranquilos porque esta resenha é totalmente livre de spoilers. 


Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Tradução: Carolina Simmer

Páginas: 400

Onde comprar: Amazon 

Sinopse: “Morgan e Clara Grant são mae e filha, e aparentemente não têm nada em comum. Morgan engravidou muito nova, com dezesseis anos, e está determinada a evitar que sua filha passe pelas mesmas dificuldades que enfrentou. Colocando sempre a família em primeiro plano, Morgan deixou os próprios sonhos de lado para dedicar-se à filha e ao marido. Clara, por sua vez, não quer seguir os passos da mãe - ela não consegue enxergar nada de espontâneo na personalidade de Morgan. No auge dos seus dezesseis anos, seu maior desejo é ir para a universidade estudar teatro, mesmo que os pais não incentivem a carreira. Com personalidades incompatíveis e objetivos divergentes, a convivência entre Morgan e Clara está cada dia mais insustentável. A única pessoa capaz de criar um ambiente de paz é Chris - marido de Morgan, pai de Clara, o porto seguro da família. Mas essa paz é quebrada após um trágico acidente que muda completamente a vida das duas. Enquanto Morgan luta para reconstruir tudo que desabou ao seu redor e encontra conforto na última pessoa que esperava, Clara só aumenta sua lista de rebeldias. Com o passar dos dias, novos segredos, ressentimentos e mal-entendidos fazem com que mãe e filha se afastem ainda mais... e a distância aumenta tanto ao ponto de uma reaproximação se tornar improvável. Depois de tanto tempo distantes e com muita coisa não dita, será que ainda há chances de que tudo fique bem?

 

Morgan e sua filha Clara parecem ser muito diferentes. Aos dezessete anos, uma gravidez inesperada virou o mundo de Morgan de cabeça para baixo. Ela abriu mão dos seus e dedicou sua vida a cuidar da filha e do marido, colocando a família sempre em primeiro lugar.

Já Clara não quer a previsibilidade da vida da mãe e está cansada da superproteção dos pais, que fazem de tudo para que ela não repita os mesmos erros deles. Ela quer estudar teatro e ir atrás dos seus sonhos na imprevisível carreira de atriz, e sofre com a resistência dos pais em aceitar a sua escolha.

Com personalidades aparentemente tão diferentes, Morgan e Clara têm uma convivência difícil e que se torna pior quando uma tragédia abala a vida das duas. Enquanto tentam lidar com o fato de que o mundo delas virou de cabeça para baixo, as mágoas, os segredos e o sentimento de culpa fazem com que elas se afastem cada vez mais. Clara se torna mais rebelde e impulsiva, sempre procurando confronto com a mãe. Já Morgan se sente cada dia mais confusa, perdendo o controle sobre a filha e encontrando apoio na pessoa que menos esperava.

À medida que lidam com tanta dor e tantas coisas não ditas, Morgan e Clara precisam encontrar uma forma de reconstruir suas vidas e salvar o que resta da relação entre mãe e filha.



Novamente, Colleen Hoover me surpreendeu trabalhando assuntos que eu não esperava. Para começar, eu amei o fato de que Se não fosse você não foca no relacionamento de um casal, mas sim na história de uma mãe e uma filha. Além disso, apesar de já estar acostumada com a habilidade da autora de mexer com a emoções dos leitores, eu não esperava que isso pudesse acontecer em um livro com personagens tão diferentes de mim. Mas esse livro veio para provar que eu nunca devo duvidar da capacidade da Colleen Hoover de me emocionar.

Como uma pessoa que não tem filhos e já passou há algum tempo da adolescência, pensei teria dificuldade em me conectar com as protagonistas dessa história. Mas Colleen Hoover parece ter um dom para fazer o leitor sentir as emoções dos seus personagens e isso aconteceu novamente nesse livro. Então, por mais distante que Morgan e Clara estivessem da minha realidade, eu consegui me conectar a elas e entender os seus conflitos.

Não que isso seja fácil, porque ambas conseguiram me irritar em vários momentos. Em especial, a Clara teve momentos que eu queria entrar no livro e dar uns tapas na cara dela por causa de toda sua rebeldia. Mas estamos falando de uma personagem adolescente (o que já é um indício de personagem irritante) que teve seu mundo virado de cabeça para baixo da pior forma possível. Então, por mais que algumas atitudes me incomodassem muito, eu conseguia entender a situação e os sentimentos que a levaram a agir assim.

Além das duas, a trama conta ainda com outros personagens que foram fundamentais. No entanto, não pretendo falar muito sobre eles, para não revelar mais do que o estritamente necessário. Por isso, basta dizer que Miller e Jonah foram os meus favoritos da história. Já outros dois não me convenceram desde o início e só consegui sentir ranço. 



Com relação à trama, como todos os livros da Colleen Hoover que já li, foi muito dinâmica e envolvente. Me vi presa logo nas primeiras páginas e não queria parar de ler. Acho que ela soube inserir muito bem os conflitos das duas protagonistas, tanto os individuas quanto aqueles que foram surgindo no relacionamento delas.

Não esperem uma trama com grandes revelações e surpresas, porque acredito que esse nunca foi o foco da autora. Ela se concentrou em desenvolver os dramas familiares que surgiram por causa dos segredos que ambas escondiam, além de mostrar as jornadas individuais delas. E isso foi feito de uma forma muito real e sensível, com a dose certa de drama, o que deixou a leitura muito fluida e envolvente.

Porém, por mais que o livro dê ênfase na relação de mãe e filha, não seria um livro da Colleen Hoover se não tivesse uma pitada de romance, não é mesmo? Então, nessa história temos dois casais para acompanhar. E mesmo que a história não gire em torno desses relacionamentos, eles são importantes na trama e foram muito bem desenvolvidos pela autora. Confesso que gostei mais de um deles, por ser uma relação mais madura e que me tocou mais. Mas ambos os casais têm histórias bonitas e conquistaram minha torcida.

Minha única ressalva foi que um dos segredos da história levanta algumas de dúvidas e Colleen optou por não responder. Há uma justificativa para essa decisão e consegui entender, porque são questão que não interferem no final e nem deixam a trama em aberto. No entanto, eu sou uma pessoa extremamente curiosa e queria muito saber as respostas para essas questões. É algo que atrapalhou o livro? Definitivamente não. Mas como uma gemiana que não se aguenta de curiosidade, eu fiquei um pouco desapontada, mesmo que entendendo a decisão.

De todas os livros que já li da Colleen Hoover, Se não fosse você talvez seja um dos mais diferentes e reais que já li, porque ele foca em um dos relacionamentos mais especiais que existem: o de mãe e filha. Acompanhar Morgan e Clara foi ver como essa relação nem sempre é fácil, mas que ainda há espaço para amor e respeito. Esse é um livro sobre maternidade, perda, recomeços, sonhos e perdão. A história de uma mãe e uma filha que tinham sonhos e personalidades diferentes, mas que no momento mais difícil de suas vidas tiveram que descobrir se o amor que as unia era maior que as mágoas e as diferenças que as separam. Foi uma leitura que me deixou com o coração apertado em muitos momentos, mas que trouxe também um sopro de esperança, empatia e amor que me confortaram e me emocionaram.


[Resenha] Pânico


Até onde você iria para escapar da sua vida? É essa a pergunta que os personagens de Pânico, lançamento da autora best-seller Lauren Oliver, precisarão responder.

Com uma premissa instigante, que promete muita ação, mistério e um toque de romance, fiquei curiosa desde que soube que Pânico seria publicado pela Editora Verus aqui no Brasil. E, quando soube que em breve esse livro vai virar uma série na Amazon Prime, minha vontade de ler ficou ainda maior.

Eu terminei a leitura essa semana e agora vou poder contar para vocês o que achei e um pouco das minhas expectativas para a série. Então, se você é uma dessas pessoas que ama histórias com ação, suspense e romance ou se adora ler os livros antes de assistir à adaptação, essa resenha é para você.


Autora: Lauren Oliver

Tradução: Monique D’Orazio

Editora: Verus

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon / Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “O Pânico começou como muitas coisas naquela cidadezinha claustrofóbica: era verão e não havia mais nada para fazer... Heather jamais pensou em competir no Pânico, um jogo perigoso disputado pelos formandos do ensino médio, em que as apostas são altas e a recompensa é ainda maior. Ela nunca se considerou destemida, o tipo de pessoa que lutaria para se destacar. Mas, quando encontra algo ― e alguém ― por que lutar, descobre que é mais corajosa do que imaginava. Dodge nunca teve medo do Pânico. O segredo que ele guarda vai servir de estímulo e levá-lo até o fim do jogo, ele tem certeza disso. O que Dodge não sabe é que ele não é o único com um segredo. Todo mundo tem um motivo para jogar. Para Heather e Dodge, o jogo trará novas alianças, revelações inesperadas e a possibilidade do primeiro amor ― e o conhecimento de que, às vezes, aquilo que tememos é o que mais precisamos. Pânico captura tanto a energia bruta do medo quanto a necessidade dolorosa de encontrar um lugar para pertencer, em uma narrativa envolvente de amizade, coragem e esperança.

 

Em Carp, uma cidadezinha pacata do interior do estado de Nova York, não existam muitos acontecimentos importantes ou oportunidades de diversão. Na maior parte do ano, era igual a qualquer outra cidade pequena do interior. Mas em todos os verões, um jogo movimentava a vida dos jovens dali: o Pânico. Um jogo que desafia seus participantes a enfrentarem seus medos e se arriscarem em missões perigosas a fim de ganhar o grande prêmio.

Heather nunca pensou em competir; o prêmio é alto, mas o risco também é. Mas após levar um fora do namorado, ela encontra uma motivação para participar. Apesar de nunca ter se considerado uma pessoa corajosa, Heather percebe que quer mais para sua vida e o jogo poderia ajudá-la. Descobrindo uma coragem que não sabia que possuía, ela não está disposta a desistir.

Já Doge nunca teve medo. Ele é reservado e nunca foi de se misturar com os outros colegas. Mas Dodge guarda muitos segredos e, um deles, é sua motivação para enfrentar tudo que está por vir no Pânico. O que ele não levou e consideração é que todo mundo tem um segredo e pode não conhecer todos. Cada participante tem sua própria motivação para estar ali e, a cada etapa do Pânico, eles serão transformados de alguma forma: novas alianças são formadas, segredos são revelados, inimigos a precisam ser enfrentados e, até mesmo, novos amores podem surgir.

Pânico vai colocar seus participantes em desafios que arriscam a própria vida, mas também vai fazer com que eles aprendam sobre amizade, lealdade, coragem e, principalmente, sobre quem eles querem ser.

 



Assim que eu li a premissa de Pânico, já fiquei imediatamente curiosa. Primeiro, porque me pareceu uma leitura extremamente dinâmica e recheada de ação, o que já seria o suficiente para me interessar. Mas também fiquei curiosa pelo mistério envolvendo as motivações dos personagens e quem está por trás da organização desse jogo tão perigoso.

No que se refere à ação, esse livro é um prato cheio. Desde o início já sentimos o perigo envolvendo esse jogo e a sensação de perigo é constante. A autora foi bastante habilidosa para inserir as novas etapas no momento certo para não deixar a trama perder o ritmo e não deixar que o jogo se tornasse previsível. Cada nova prova do Pânico vinha acompanhada de muita adrenalina e tensão para saber o que aconteceria, o que foi fundamental para deixar a trama mais dinâmica.

Confesso que, no início, a leitura não me envolveu como eu esperava. Porém, isso aconteceu porque tive um pouco de dificuldade para me conectar com os personagens no começo. Felizmente, isso não durou muito e, quando comecei a entender os conflitos e motivações de cada um, consegui me apegar a eles e me envolver com a história.

Em especial, gostei muito da Heather e da evolução que ela teve ao longo do livro. Para mim, suas motivações foram as mais compreensíveis e sua postura no jogo foi a mais correta, dadas as circunstâncias. Mas também gostei muito do Dodge e, apesar de ter perdido a paciência com ele em alguns momentos, também consegui entender o que o levou a participar do Pânico. Há ainda mais dois personagens principais, Bishop e Natalie, que são amigos da Heather. Eu amei o Bishop e gostei muito das atitudes dele na maior parte do livro. Já a Natalie foi bastante irritante e não consegui simpatizar até quase o final do livro. 



Com relação à trama, achei que a Lauren Oliver conseguiu manter o ritmo dinâmico e envolvente, demonstrando habilidade para construir o clima de tensão. As cenas de ação foram muito bem escritas e confesso que estou ansiosa para ver como elas serão na adaptação para a série. Porém, senti falta de um melhor desenvolvimento do mistério. As grandes revelações do livro, para mim, foram muito óbvias e me deixaram um pouco decepcionada.

Além disso, senti falta de um maior aprofundamento dos personagens e dos romances. Mesmo tendo sido cativada por eles e entendido suas motivações, senti que a autora poderia ter explorado mais alguns conflitos e inseguranças deles. E os casais que se formam também poderiam ter recebido um pouco mais de espaço para que os leitores pudessem acompanhar essas relações se desenvolvendo.

Porém, mesmo com as ressalvas, foi uma leitura prazerosa e envolvente. Me vi presa nas cenas de ação e imaginando qual seria o desfecho daquele perigoso jogo. Além disso, gostei muito das mensagens que a autora passou. Senti que com cada um dos personagens o leitor é levado a refletir sobre aspectos comuns a todos que passaram da adolescência para a fase adulta e sobre questões como amizade, lealdade, medo e o verdadeiro significado de coragem.

De um modo geral, Pânico foi uma leitura intensa e envolvente, ideal para quem gosta de tramas dinâmicas e cheias de ação. O mistério acaba não sendo o grande foco, mas não faltam momentos eletrizantes e que deixarão o leitor tenso do início ao fim. E, para quem gosta de filmes ou séries com cenas de tirar o folego e deixar o espectador doido para saber o que irá acontecer a seguir, não pode deixar de ler esse livro antes de sair a adaptação para o Amazon Prime.


[Resenha] Talvez agora

 


Acredito que todo leitor tenha alguns autores que despertam a vontade de ler tudo que eles escrevem. São aqueles queridinhos da vida, que a gente leria até a lista de supermercado. E a Colleen Hoover é uma dessas autoras, para mim. Porém, teve um livro que eu fiquei realmente com medo quando foi anunciado: Talvez agora, a continuação de Talvez um dia.

Não me levem a mal, eu faço parte do time que ama Talvez um dia e ele é definitivamente um dos meus preferidos da autora. Mas o problema para mim foi justamente esse. Eu amo demais esse livro e acho ele perfeito como é. Então, bateu um medo de que uma continuação pudesse estragar uma história que na minha cabeça era perfeita.

Só que, esse mês, Talvez agora será publicado em versão física aqui no Brasil pela Galera Record e eu senti que chegou o momento de parar de enrolar. Então, eu finalmente engoli meu medo de me decepcionar e li essa continuação. E, nessa resenha, vou tentar explicar o que achei dessa leitura.

 

Aviso: Essa resenha NÃO tem spoilers de Talvez agora. Porém, como se trata de uma continuação, não recomendo a resenha para quem não leu Talvez um dia, pois tem informações importantes do primeiro livro. 


Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Tradução: Priscila Catão

Páginas: 352

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: Talvez agora – Sequência de Talvez um dia – coloca em evidência a vida dos personagens apresentados no livro anterior após Ridge e Sydney terem, finalmente, oficializado seu relacionamento. Agora que o relacionamento de Ridge com Maggie terminou, ele e Sydney estão explorando completamente essa nova liberdade de expressar seus sentimentos. No entanto, ele e Warren são o único suporte de Maggie... e devem aprender a lidar com a situação nesse novo contexto. Enquanto isso, Maggie está desfrutando da nova etapa de sua vida, embora ainda sinta algum ressentimento por tudo o que aconteceu. Após tantos anos vivendo uma relação já estável – e morna – com Ridge, Maggie não consegue prever o que a aguarda. A insegurança com relação a sua doença, o desejo de independência e a ânsia de viver novas e empolgantes experiências É nesse meio que entra Jake, o rapaz que a ajudou a cumprir o primeiro item em sua lista de coisas para fazer: pular de paraquedas. Ele está tão interessado nela quanto ela nele, mas Maggie arriscará viver um novo relacionamento e deixar o passado para trás? Por outro lado, Sydney, ao finalmente engatar a relação com Ridge, se vê realizada... Ridge representa tudo o que sempre sonhou em alguém e a química entre os dois é evidente. No entanto, a constante proximidade de Maggie a preocupa... E, mais uma vez, ela deverá ser forte para lidar com o assunto com o equilíbrio e maturidade que ele exige. Embalado por uma atmosfera musical e tratando de temas como amizade, lealdade e, principalmente, o real significado de união, Colleen Hoover retorna com a continuação de uma – ou várias? – história de amor, situações-limite e, principalmente, personagens perfeitamente imperfeitos. Talvez agora é contada não só sob um, mas vários prismas – e, como um bom romance, não podem faltar as boas doses de risos e as lágrimas.

 

Em Talvez agora, Sidney e Ridge estão finalmente juntos e livres para assumirem o que sentem. Eles estão mais felizes do que nunca e experimentando a alegria do início de namoro. Porém, ele ainda tem uma forte ligação com sua ex-namorada, Maggie, e Sidney precisa encontrar uma forma de lidar com essa situação e com a culpa que carrega por ter interferido no namoro dos dois.

Já Maggie está lidando com as mudanças que o término provocou em sua vida e com a surpreendente liberdade que ele proporcionou. Tudo que ela quer é ser independente e parar de ser constantemente lembrada de sua doença. Mas Maggie ainda depende de Ridge. Ele e seu melhor amigo, Warren, são todo o apoio que ela tem e fazem de tudo para cuidar dele, mesmo quando nenhum deles está confortável com isso.

E, quando Maggie decide começar a realizar os itens de sua lista com coisas que gostaria de fazer, acaba conhecendo Jake, um homem que faz ela se questionar se vale a pena arriscar um novo relacionamento. Mas essa busca dela por independência esbarra na preocupação de Ridge e no fato de que nenhum deles sabe como lidar um com o outro agora que não são mais um casal. A vida de Ridge, Sidney, Maggie e até dos seus amigos mudou e agora todos eles precisaram lidar com os sentimentos que essa mudança provocou. 




Não sei nem por onde começar a descrever o quanto Talvez agora me surpreendeu. Para começar, ele tem um clima bem diferente da maioria dos livros da Colleen Hoover. Portanto, não espere grandes dramas ou reviravoltas surpreendentes. Esse é um livro mais tranquilo e leve do que qualquer outro que já li da Colleen Hoover. Mas não pensem que isso é algo ruim. Pelo contrário, ele conseguiu me tocar de uma forma que eu não esperava.

Acompanhar Sidney e Ridge finalmente juntos e começando um relacionamento sem impedimentos foi muito bonito. Eles vão descobrindo um sentimento intenso e a alegria que é desfrutar dele plenamente. A conexão dos dois continua a mesma, mas dessa vez é ainda mais bonito pois podemos ver como eles valorizam cada momento juntos e cada descoberta que fazem um sobre o outro.

Mas dessa vez não acompanharemos só os dois. Maggie ganha mais destaque nesse livro e poderemos entender melhor seus conflitos e sua relação com o Ridge. Claro que a autora aborda como o término do Ridge afetou a vida dela e os conflitos causados pelo fato de eles ainda serem tão ligados enquanto ele está iniciando um novo relacionamento. Porém, Colleen foi além disso e deu um arco próprio para a Maggie, permitindo que o leitor conheça seus medos, suas inseguranças e, principalmente, seu desejo por uma vida normal.

Confesso que em alguns momentos Maggie tem atitudes impulsivas e imatura que irritam. Porém, vendo tudo que ela passou e sabendo que é impossível se colocar no lugar dela e imaginar como é conviver com todas as limitações que sua doença impõe, não consegui julgá-la. Ao contrário, senti vontade de abraçá-la em muitos momentos. Maggie não é perfeita e comete erros como qualquer pessoa, mas nem por isso deixa de ser uma personagem cativante.

E tem também o Jake, um homem que entra na vida de Maggie quando ela estava preste a cumprir o primeiro item da sua lista de coisas a fazer e balança a convicção dela de não querer um novo relacionamento. Ele me conquistou logo que apareceu com seu charme e humor, mas o que me ganhou de vez foi ver o quanto ele entendia a Maggie e respeitava a necessidade dela de independência. Foi impossível não me encantar e torcer para que ele vencesse a teimosia dela.




Mas, apesar do romance ter um papel importante nesse livro, o que realmente me encantou foi como a Colleen Hoover falou sobre amizade, união e respeito. O rompimento de Maggie e Ridge, e o fato de que ele agora namorava Sidney, afetaram a dinâmica entre eles e seus amigos. Isso gerou conflitos, fez com que eles se magoassem e colocassem para fora muitos sentimentos. Mas também serviu para mostrar a importância da amizade e da lealdade e o quanto esses laços são fortes.

Além disso, gostei muito das personagens femininas desse livro e como foi a convivência entre elas. Ao invés de cair naquele clichê das mulheres que se odeiam e viram inimigas, Colleen Hoover mostrou Sidney e Maggie lidando com muita maturidade com uma situação que era difícil para ambas. Até mesmo Bridgette que tem seus rompantes de raiva, ciúme e até infantilidade, foi amadurecendo ao longo do livro e mostrando sua lealdade com as outras mulheres à sua volta.

Com relação à escrita da Colleen Hoover, não preciso nem dizer que ela continua extremamente envolvente, prendendo a atenção do leitor desde a primeira página. Os diálogos são excelentes e carregados de sentimento, como é característico da autora, assim como as músicas que Ridge e Sidney compõem ao longo do livro. E mesmo sem a carga dramática que costumo encontrar nos livros da Colleen, esse livro me emocionou e me tocou tanto quanto Talvez um dia.

Se tem uma coisa que eu nunca pensei é que terminaria um livro da Colleen Hoover pensando “ah que livro fofo!”. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Talvez agora é um livro leve, divertido, daqueles que provocam um quentinho no coração e deixam o leitor cheio de esperança e alegria. É um livro sobre amor, amizade, união e superação, que mostra que os sentimentos podem se transformar, mas continuam sendo belos e verdadeiros. Foi uma leitura inesperadamente doce e que superou qualquer expectativa que eu tinha, me deixando com um sorriso no rosto e uma sensação de gratidão por esse presente que Colleen Hoover deu para os leitores.


[Resenha] Um assassino nos portões

 


Eu sempre achei que as resenhas mais difíceis são aquelas de livros que gostamos muito. E Um assassino nos portões veio para me provar que eu estava certa. Faz dias que venho tentando falar sobre ele e ainda não sei se consegui encontrar as palavras certas para expressar meu amor por esse livro. Vou fazer o meu melhor!

Para quem não conhece, Um assassino nos portões é o terceiro volume da série Uma chama entre as cinzas, da autora Sabaa Tahir. Publicado no Brasil pela Editora Verus, esse livro era muito aguardado pelos fãs e finalmente foi lançado mês passado. E, se você leu minhas resenhas dos dois primeiros, não preciso nem dizer que ele furou a fila assim que chegou aqui. Então, agora vou tentar colocar em palavras tudo que senti com essa leitura.

 

Aviso: Essa resenha NÃO tem spoilers de Um assassino nos portões. Porém, como se trata de uma continuação pode conter informações sobre os livros anteriores. Mas vocês podem conferir as resenhas dos dois primeiros livros, Uma chama entre as cinzas e Uma tocha na escuridão, aqui e aqui.

 

Autora: Sabaa Tahir

Editora: Verus

Tradução: Jorge Ritter

Páginas: 434

Onde comprar: Amazon / Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Dentro e fora do Império Marcial, a ameaça de guerra é cada vez maior... Helene Aquilla, a Águia de Sangue, está sendo atacada de todos os lados. Enquanto procura uma maneira de conter a escuridão que se aproxima, a vida de sua irmã - assim como a de todos os cidadãos - corre risco. Assombrado pelo passado, o imperador Marcus se torna cada vez mais instável e violento, e a comandante Keris Veturia aproveita a loucura dele para aumentar o próprio poder, deixando uma carnificina em seu caminho. Longe do Império, Laia de Serra sabe que o destino do mundo não depende das conspirações da corte marcial, e sim de alguém que consiga deter o Portador da Noite. Mas, enquanto procura um jeito de derrubá-lo, Laia enfrenta ameaças inesperadas e é atraída para uma batalha que nunca imaginou que precisaria lutar. Enquanto isso, na terra entre os vivos e os mortos, Elias Veturius abriu mão da liberdade para servir como Apanhador de Almas. Mas, ao fazer isso, se entregou a um poder ancestral disposto a qualquer coisa para garantir sua devoção - mesmo que isso signifique abandonar a mulher que ele ama. Um assassino nos portões vai deixar os leitores implorando pelo desfecho desta série ágil e cheia de reviravoltas arrepiantes.”

 

Um assassino nos portões começa alguns meses após os acontecimentos de Uma tocha na escuridão e mostra Laia, Elias e Helene embarcando em jornadas separadas. Laia está finalmente com seu irmão, Darin, e os dois vêm agindo para libertar eruditos que haviam sido capturados pelo Império. Mas ela tem uma missão ainda maior: deter o Portador da Noite. Já Elias, precisa lidar com as consequências de uma promessa feita e se preparar para ser o Apanhador de Almas. Mas, para isso, ele precisa aprender a se desligar do mundo fora do Lugar de Espera, especialmente da Laia e todos aqueles que ele ama.

Helene, por sua vez, precisa focar em sua missão como Águia de Sangue. Ela descobriu da pior forma o que acontece se falhar e precisa fazer de tudo para proteger sua irmã, mesmo que isso inclua proteger o imperador Marcus. Para isso, Helene precisará enfrentar todos que ameacem o lugar dele no trono e, principalmente, impedir os planos da Comandante Keris Veturia.

As jornadas de Laia, Elias e Helene estão seguindo caminhos cada vez mais distantes, mas são fundamentais para o destino do Império. Uma grande ameaça se aproxima e eles não poderão falhar, caso contrário, tudo que eles conhecem será destruído.




Quando terminei Uma tocha na escuridão, meu coração já estava apertado imaginando que ainda veria aqueles protagonistas enfrentando muitas coisas. Porém, nada poderia ter me preparado para o que acontece em Um assassino nos portões. Sabaa Tahir não teve dó dos leitor e escreveu uma trama cheia de revelações, reviravoltas, mistérios e muitos perigos. Laia, Elias e Helene não têm um minuto de paz e, por consequência, os leitores também não.

Com isso, eu fui fisgada logo nas primeiras páginas querendo saber o que aconteceria a seguir e não conseguia largar o livro. Se não bastasse o fato de que os três protagonistas já se encontrarem em situações bastante delicadas, há uma profecia que me fez ficar buscando pistas o livro inteiro e tentando desvendar os mistérios, o que o contribuiu muito para o meu envolvimento. Além disso, há um clima de tensão constante que fez com que a trama nunca perdesse o ritmo e a leitura fluísse muito bem.

Com relação aos personagens, gostei muito de ver o amadurecimento deles. Laia se mostrou uma personagem muito mais forte e focada nas suas responsabilidades e fiquei muito feliz por ver o quanto ela amadureceu. Já Helene continuou me irritando em muitos momentos por não perceber coisas óbvias, caindo em todas as ciladas possíveis. Porém, a partir de um determinado momento, ela finalmente conquistou meu respeito e fiquei impressionada com a sua evolução. Mas quem teve o arco mais sofrido, para mim, foi o Elias. Ele é levado a fazer escolhas muito difíceis nesse livro e, ao mesmo tempo que fiquei orgulhosa pela força que ele demonstrou, meu coração ficou apertado por tudo que ele passou.

Os personagens secundários também ganham mais destaque e alguns deles tiveram um grande desenvolvimento na trama. Destaque para a Comandante Keris, o Portador da Noite, o Harper e a Lívia, irmã de Helene. Os três são fundamentais nesse livro e, em todos os momentos que apareceram, pudemos compreendê-los melhor. Gostei muito de ver esses personagens sendo mais explorados e acredito que serão ainda mais importantes no próximo.

Além disso, Um assassino nos portões apresenta mais um ponto de vista além dos três que já tínhamos. Ainda temos a maioria dos capítulos alternando entre as narrações de Laia, Elias e Helene, mas há mais um personagem narrando dessa vez e eu amei muito esses capítulos. Espero sinceramente que o quarto livro traga mais desse ponto de vista. 



Com relação a trama, ela não tem o mesmo ritmo frenético do livro anterior. Porém, a leitura foi igualmente envolvente porque Sabaa inseriu tantos mistérios e revelações, que me manteve instigada o tempo todo para saber o que aconteceria aqui. Além disso, da metade para frente a trama volta a ganhar intensidade e se torna alucinante, com cenas épicas, muitas revelações e acontecimentos importantes.

O desfecho foi daqueles que fazem a gente querer começar a continuação imediatamente e, ao mesmo tempo, sentir medo do que está por vir. A autora Sabaa Tahir trouxe um final arrebatador, que me deixou desmaiada e pensando nesse livro por dias. Ela foi habilidosa na maneira como construiu esse final, deixando inúmeras possibilidades para o último volume.

Desde o primeiro livro, Sabaa Tahir tem me surpreendido com a série Uma chama entre as cinzas e a cada livro eu penso que ela não pode se superar, mas ela vai lá e se supera. Não foi diferente com Um assassino nos portões. Um livro intenso e envolvente, com uma trama complexa e bem construída onde nada acontece por acaso. Novamente me vi sem fôlego depois de um final bombástico e muito curiosa para saber o que vem a seguir. Não faço ideia do que Sabaa Tahir preparou para o último livro, mas tenho certeza que será épico.

Felizmente, A Sky Beyond The Storm será publicado em dezembro nos EUA e tenho esperança de que a Verus publique aqui no Brasil em 2021. Não sei como vou conseguir me despedir desses personagens e dessa história, mas mal posso esperar para ver tudo que a autora preparou.


[Resenha] Eleanor & Grey

 


Se tem uma coisa que eu tenho certeza sempre que vou começar algum livro da Brittainy C. Cherry é que, em algum momento, irei me emocionar. Não que os livros dela sempre sejam daqueles que me deixam arrasada e desidratada de tanto chorar. Mas a sensibilidade com que ela escreve sempre consegue me tocar e me deixar com os olhos cheios de lágrimas.

Mas, quando peguei Eleanor & Grey, eu achei que ele seria daqueles que me faria sofrer e acabar com todo o estoque de lenços aqui de casa. Lançado esse pela Editora Record esse semestre, o livro entrou para minha lista de desejados desde que foi anunciado. Com uma premissa muito interessante, eu já sabia que encontraria um romance lindo e comovente, que iria fazer eu me acabar de chorar.

Mas será que Eleanor & Grey foi exatamente o que eu esperava? Terminei a leitura hoje de manhã e decidi contar para vocês o que achei. Então, na resenha irei contar se essa leitura correspondeu ao que eu esperava. Mas, não se preocupem, que não tem spoilers da história. 



Autora: Brittainy C. Cherry

Editora: Record

Tradução: Thalita Uba

Páginas: 406

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Eleanor é uma adolescente introvertida que prefere a companhia de seus amados livros – e cardigãs com libélulas – a interagir socialmente, sobretudo com os colegas da escola. Quando a prima a arrasta para uma festa, Ellie se surpreende ao ser abordada pelo astro do time de basquete; afinal de contas os dois não têm absolutamente nada em comum. Ou pelo menos era o que ela pensava. Com o tempo, a amizade entre eles surge de forma natural; uma ligação tão forte, tão intensa, que logo se transforma em outro sentimento. Algo que Ellie nunca havia experimentado. Mas aquele sonho se transforma em pesadelo de uma hora para outra. Uma terrível notícia faz o mundo de Eleanor desabar. A única coisa ainda de pé é Greyson, incansavelmente ao seu lado. Mas nem sempre a força do amor é o bastante para deter o curso da vida: Ellie e Grey se veem forçados a se separar. Anos mais tarde, Eleanor pensa ter deixado seu primeiro amor no passado, mas o caminho dos dois volta a se cruzar. Só que, dessa vez, quem precisa de ajuda é Greyson. O problema é que ele já não é mais o garoto doce de suas lembranças. Grey se tornou um homem frio, insensível, e o elo especial que um dia partilharam parece ter se rompido para sempre.”

 

Eleanor e Grey se conheceram quando ainda eram adolescentes e, à primeira vista, não poderiam ser mais diferentes. Ela é tímida e introspectiva, a garota que leva livros para festas. Já ele é sociável e popular, sempre interagindo com todos os grupos na escola. Mas com o tempo os dois percebem que eles se entendem como ninguém e daí surge uma linda amizade, que não demora a se transformar em algo mais.

Só que uma tragédia abala a vida de Ellie e faz com que ela sinta seu mundo desabar. Nesse momento, Grey se torna seu porto seguro e uma luz em meio ao período mais sombrio que ela já viveu. Só que as mudanças da vida acabam se tornando fortes demais até mesmo para aquele sentimento que os unia aguentar, e os dois acabam se afastando.

Anos depois, o caminho dos dois volta a se encontrar, mas em circunstâncias diferentes. Agora é Grey que teve seu mundo destruído e precisa desesperadamente de ajuda. Mas ele não é mais o menino gentil que Eleanor conheceu; se tornou um homem frio, amargo e distante, que esconde aquele menino bem fundo dentro de si. Será que aquele sentimento que os uniu anos antes poderia fazer com que Grey voltasse a ser o que era antes? No passado, ele havia impedido que Eleanor se afogasse na própria tristeza, agora seria a vez dela de ser o apoio dele. 



Ah como explicar o que senti lendo esse livro? A capacidade da Brittainy C. Cherry de tocar o leitor é tão grande que em todos os seus livros eu sempre sinto uma avalanche de emoções, e não foi diferente com Eleanor & Grey. Não demorou nada para ela conseguir me trazer um sorriso e logo depois me deixar com um nó na garganta.

Já fiquei envolvida na leitura logo nas primeiras páginas graças ao carisma dos personagens. Me identifiquei muito com a Eleanor, principalmente por seu jeito mais introspectivo e pelo amor a Harry Potter. Sim, temos uma personagem potterhead, que sofreu aguardando o lançamento de um novo livro e preferia ir para Hogwarts que para as festas da escola. Já o Grey é tão fofo, atencioso e cativante, que é simplesmente impossível não se apaixonar por ele.

A primeira parte do livro mostra como eles eram na adolescência e todo o relacionamento dos dois é muito linda. Sabe aquele romance doce e leve, que a gente tem vontade de guardar os personagens em um potinho? É exatamente assim. Só que há também muitos momentos difíceis. A tragédia que transforma a vida de Ellie é dolorosa de se acompanhar e me deixou com os olhos cheios de lágrima em muitos momentos.

Mas acredito que o grande mérito da Brittainy C. Cherry nessa primeira parte é conseguir equilibrar muito bem os momentos difíceis com aqueles mais leves e divertidos. Então, toda vez que Eleanor começa a se afundar na tristeza, vem o Grey com a sua alegria e gentileza trazer um conforto para ela e para o leitor. Isso fez com que a leitura não se tornasse excessivamente pesada ou dramática.

Já na segunda parte, encontramos os dois protagonistas mais maduros e diferentes do que vimos no início. Eleanor se tornou uma mulher mais confiante e sábia, apesar de muitas vezes ser meio atrapalhada e muito divertida também. Já o Grey teve uma mudança mais profunda. O menino fofo deu lugar a um homem sombrio, indiferente e muito amargo. Mas, muito mais do que isso, ele se tornou uma pessoa extremamente triste e sem esperança. Uma tragédia destruiu o seu mundo e fez com que ele ficasse à deriva.

 


Os dramas nessa parte são mais intensos e difíceis. O que aconteceu com Grey é doloroso e ver como ele e as pessoas à sua volta precisaram lidar com isso foi bem difícil. Mas novamente Brittainy C. Cherry conseguiu o equilíbrio perfeito e trouxe muitos momentos que vinham como um bálsamo para a alma, aliviando a tensão. A Eleanor foi responsável por boa parte desses momentos, com seu jeito carinhoso e meio atrapalhado. Além disso, os diálogos com a prima dela, a Shay, são simplesmente hilários e me trouxeram muitas risadas.

Mas há outros personagens que entrar e roubam a cena. Lorelai, uma garotinha de seis anos absolutamente adorável, foi a responsável por trazer altas doses de fofura para a segunda parte da história. Já a irmã mais velha dela teve um arco mais sofrido e alguns dos momentos mais difíceis do livro, mas também os mais bonitos. Além das duas, a Shay, prima da Eleanor, e o Landon, melhor amigo do Grey, são simplesmente incríveis e me deixaram ansiosas pelo livro deles (alô, Record, se for da sua vontade, essa leitora está pronta).

Com relação a trama, nas duas partes do livro, senti que a Brittainy soube construir bem a história e deixar o leitor envolvido. A primeira tem aquela inocência e leveza da adolescência que me cativaram bastante, e a autora soube construir cada momento para vermos os personagens se apaixonando e como as mudanças na vida dos dois afetaram suas vidas. Já a segunda parte, é mais intensa e dolorosa, mas é coerente com as mudanças na vida dos dois protagonistas. Além disso, Brittainy conseguiu fazer com que mesmo com a carga dramática sendo maior, os momentos de alegria e leveza ainda estivessem ali para confortar o leitor.

Outro ponto que gostei bastante do livro é que ele não se resume ao romance. A história da Ellie e do Grey é linda de se acompanhar, mas os assuntos abordados vão muito além disso. É um livro sobre família, perda, superação, perdão e esperança, e cada um desses temas foi abordado de forma cuidadosa pela autora, com momentos lindos e cheios de reflexões.

Diferente do que eu imaginava, Eleanor & Grey não fez eu me acabar de chorar. Mas não pensem que eu fiquei decepcionada com isso. Muito pelo contrário, eu fiquei positivamente surpresa com a forma como a Brittainy C. Cherry conseguiu despertar os mais diversos sentimentos e a profundidade com que as palavras dela me tocaram. Eu chorei de fato em poucos momentos, mas fiquei o livro inteiro com um nó na garganta e os olhos marejados pela tristeza de alguns momentos, pela beleza de outros e pela alegria daqueles que encheram meu coração de esperança. Assim como na vida, as lágrimas foram inevitáveis em alguns momentos dessa leitura, mas o que predominou não foi o peso da tristeza, e sim a emoção e a beleza da jornada desses personagens.


[Resenha] Quatro amores na Escócia


 

Quando soube do lançamento de Quatro amores na Escócia, confesso que não fiquei muito empolgada. Talvez por não ter o hábito de ler contos ou por não conhecer a maioria das autoras, o livro não me deixou tão curiosa. Porém, como amo romances de época e adoro histórias ambientadas na Escócia, valia a pena dar uma chance né? Então, hoje vim contar para vocês o que achei e se ele acabou me surpreendendo.

Para quem não conhece o livro ainda, Quatro amores na Escócia é composto por quatro contos, cada um escrito por uma autora: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney. Eles são independentes e não têm nenhuma ligação, a não ser o fato de que todos são ambientados na Escócia. Então, podem ser lidos na ordem que o leitor preferir.

E, como eles são independentes, vou comentar sobre cada um deles separadamente. Mas, por se tratarem de histórias curtas, não vou falar nada sobre a trama que não esteja na resenha. Portanto, não se preocupem que esta resenha NÃO tem spoilers.

 

Autoras: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney

Editora: Arqueiro

Tradução: Thalita Uba

Páginas: 288

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Terra de lendas ancestrais e de belezas selvagens, a Escócia tem o poder de despertar o romantismo. As vozes mais potentes dos romances de época se unem nesta coletânea de contos para apresentar quatro jovens prestes a descobrir o amor nesse lugar indomável, repleto de clãs, honra e paixão. JULIA QUINN esbanja sagacidade e abusa do senso de humor afiado que se tornou sua marca registrada para contar a história de uma adorável dama inglesa que se vê em um casamento de faz de conta com um escocês atraente e sedutor e, de repente, descobre que o desejo que sente por seu noivo de mentira é muito real. STEPHANIE LAURENS apresenta um cavalheiro rico que constata, após anos sem vê-la, que sua inimiga de infância se transformou em uma linda mulher. Agora ele vai fazer de tudo para conquistá-la antes que ela cometa o pior erro de sua vida e se case com o homem errado. CHRISTINA DODD narra a saga de uma jovem escocesa encantadora e voluntariosa que é sequestrada por um inglês arrogante, porém irresistível. Em cenas de tirar o fôlego, ela tenta não sucumbir à proposta apaixonada de seu captor. KAREN RANNEY escreve sobre a lenda escocesa que diz que o chefe do clã deve se casar com uma mulher que ele não conhece. Mas só o amor verdadeiro e apaixonado poderá mostrar ao sensual Laird de Sinclair quem é a noiva que o destino lhe reservou.”

 

O kit matrimonial – Christina Dodd:

Hadden é um jovem pesquisador inglês que está na Escócia procurando informações sobre as tradições do país. Em sua pesquisa, ele conheceu Andra, uma jovem determinada e voluntariosa que cuida praticamente sozinha da propriedade que herdou. Depois de um desentendimento, ele precisa retornar para a casa dela a fim de saber mais sobre o lendário kilt matrimonial daquele clã e, quem sabe, conquistar o coração de Andra.

Esse é o primeiro conto do livro e acho que foi o pior início possível. Para começar, a escrita da autora é confusa e pouco envolvente. Senti que ela sai jogando informações, sem o menor cuidado em explica-las ou desenvolvê-las um pouco mais. Com isso, demorei um bom tempo para entender quem era quem na história e o que estava acontecendo ali.

Outro aspecto que me incomodou foi a completa falta de carisma dos personagens. Hadden é arrogante e possessivo, enquanto Andra é mimada, imatura e irritante. Já os personagens secundários são mal desenvolvidos e, sendo bem sincera, completamente esquecíveis. Além disso, a trama se desenvolveu de uma forma apressada e confusa, com um final abrupto e sem sentido. E, para completar, há uma cena em que o mocinho faz uma coisa que considero grave e inadmissível, o que acabou com qualquer possibilidade de eu torcer para o casal. 




O desabrochar de Rose – Stephanie Laurens

Desde criança, Rose era uma pedra no sapato de Duncan, sempre tentando provocá-lo. Depois de 12 anos sem se ver, eles se reencontram na casa da mãe dele e as memórias da infância voltam, mas os dois vão perceber o quanto mudaram. Não demora para Duncan notar que sua antiga inimiga se tornou uma linda mulher, e Rose vai entender que atormentá-lo pode ser muito mais perigoso do que quanto eram crianças, pois é o seu coração que estará em risco.

Esse foi, de longe, o conto que mais gostei nesse livro. Stephanie Laurens tem uma escrita leve e envolvente e soube desenvolver muito bem a trama. Ela conseguiu passar toda a ligação que os personagens tinham desde a infância e como os sentimentos deles foram se transformando a partir do reencontro.

Os protagonistas são personagens muito carismáticos e adoraria que esse conto ganhasse um livro separado para que a autora pudesse mostrar a história deles com mais detalhes. Por outro lado, os personagens secundários não foram tão explorados quanto deveriam e senti que o final poderia ter sido um pouco mais desenvolvido. Porém, mesmo com as ressalvas, eu gostei muito da leitura e fiquei curiosa para conhecer mais obras da Stephanie Laurens.

 

O casamento está no ar – Julia Quinn

Nesse conto, a jovem Margaret passou por uma terrível viagem do interior da Inglaterra para Gretna Green em busca de seu irmão que está prestes a fazer um casamento imprudente. Porém, em uma situação terrível, ela acaba sendo salva por Angus, um escocês que também está em busca de uma irmã que fugiu. Para conseguir um lugar para dormir, os dois acabam fingindo que são casados. Mas em pouco tempo fica claro que o casamento pode ser de mentira, mas o desejo que sentem é bem real.

Esse conto tem uma ótima premissa e a escrita leve e divertida da Julia Quinn deixam a leitura bastante fluida. Porém, a trama foi muito mal desenvolvida e nada desperdiçou o que poderia ser uma ótima história. Infelizmente, a autora criou um instalove absurdo, com os personagens se apaixonando em pouquíssimo tempo (e é pouquíssimo mesmo) e sem nenhuma explicação. Portanto, mesmo que em alguns momentos até conseguisse reconhecer uma atração entre eles, o sentimento era forçado e pouco convincente.

Além disso, o final foi muito apressado e sinceramente absurdo. Achei a situação toda tão maluca que não consegui acreditar. Talvez se durante o conto a autora tivesse desenvolvido melhor a trama e o romance, o desfecho não soaria tão forçado. Mas da forma como tudo foi desenvolvido, não me convenceu.

 


A noiva de Glenlyon – da Karen Ranney

Uma profecia afirma que Lachlan precisa se casar com uma jovem vinda de Glenlyon para não levar ruína e destruição para o seu clã. Disposto a conhecer a jovem com quem deve se casar, ele aparece de surpresa na propriedade para observá-la. Mas a jovem que ele acredita ser sua futura esposa é, na verdade, a prima escocesa dela que vive como criada na casa. Janet sonha em retornar para a Escócia e quando conhece aquele lindo invasor escocês, acha que é a sua chance de retornar a terra que tanto ama e viver um grande amor. Ela só não imaginava que ele estava comprometido com sua prima e que o caminho dos dois não estava destinado a se encontrar. Ou será que estava?

Esse conto tem, provavelmente, a premissa mais interessante e original dos quatro contos. Amei essa questão da profecia e do senso de dever para com o clã. Porém, assim como no conto da Julia Quinn, esse também desperdiça o que poderia ser uma ótima história com um romance instantâneo e pouco convincente, além de uma trama que falta um desenvolvimento maior.

Eu gostei dos protagonistas individualmente; são personagens carismáticos e, mesmo que a passividade da Janet tenha me irritado, me solidarizei com a situação em ela se encontrava. Mas o romance foi muito apressado e não conseguiu me convencer e nem conquistar minha torcida. Além disso, os personagens secundários não foram bem desenvolvidos e só me irritaram, principalmente a prima da mocinha.

De um modo geral, esse conto não chegou a ser uma leitura ruim. Mas me deixou decepcionada por não ter cumprido todo o potencial que tinha.

 

Quando peguei Quatro amores na Escócia para ler, eu realmente não tinha grandes expectativas. Mesmo assim, terminei a leitura com uma grande sensação de decepção. Das três autoras que ainda não conhecia, apenas o conto da Stephanie Laurens me deixou realmente curiosa para procurar outros trabalhos dela, apesar de ter sentido potencial no conto da Karen Ranney também. Já o conto da Julia Quinn tem aquele toque de humor que eu amo nos livros dela, mas me deixou muito frustrada pela falta de desenvolvimento. De um modo geral, o livro não funcionou para mim e ficou longe de se ornar uma leitura marcante.

Porém, quero deixar claro que esta é só a minha opinião e pode ser que vocês se apaixonem por cada uma dessas histórias. Por isso, sempre aconselho que leiam e tirem suas próprias conclusões. E quem já leu, gostou? Me contem aí nos comentários o que acharam.


[Resenha] O rei perverso

 


Outro dia comentei sobre o que achei da minha releitura de Uma chama entre as cinzas e isso acabou me empolgando para reler outros livros. Então, aproveitei que A Rainha do Nada, terceiro volume da trilogia O Povo do Ar, está em pré-venda e resolvi reler O rei perverso para esperar esse lançamento.

Para quem não conhece, essa trilogia, da autora norte-americana Holly Black, começou com O Príncipe Cruel. Publicado no Brasil pela Galera Record em 2018, esse livro conquistou completamente meu coração e entrou para minha lista de queridinhos. O segundo volume, O Rei Perverso, saiu aqui no primeiro semestre, mas eu já tinha lido em inglês porque estava mais do que ansiosa para ler essa continuação.

Agora em outubro, eu decidi reler e agora vou poder compartilhar com vocês o que achei dessa leitura, se esse livro me conquistou como o primeiro e se estou ansiosa para a chegada de A Rainha do Nada.

 

Atenção: esta resenha NÃO tem spoilers de O Rei Perverso. Porém, como se tratar de uma continuação, não recomendo caso não tenha lido O Príncipe Cruel ainda. 


Autora: Holly Black

Série: O Povo do Ar #2

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 308

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Para sobreviver no Reino das Fadas, Jude Duarte precisou aprender muitas lições. A mais importante delas veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Ela achou que, depois de enganar Cardan para que ele jurasse obedecê-la por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Mas ter qualquer influência sobre o Grande Rei de Elfhame parece uma tarefa impossível, principalmente quando ele faz de tudo em seu poder para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio pela garota humana permaneça intacto. Agora, com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan no meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada...

 

Jude Duarte é uma humana que cresceu no mundo das Fadas, mas nunca foi totalmente aceita ali. Agora, ela tem o controle sob o novo rei, Cardan, por um ano e 1 dia. Isso lhe confere uma posição de poder única, mas também perigosa. E ela vai descobrir que é mais conquistar o poder do que mantê-lo.

O reinado de Cardan é instável e há muitos interessados em tirá-lo do trono. Então, Jude precisa aprender a lidar com as intrigas das cortes e todas as ameaças que surgem, enquanto tenta fazer com que Cardan fique mais tempo sob o seu controle. No entanto, o perigo pode vir de onde menos espera. Uma ameaça vinda das águas e um alerta de traição fazem com que Jude precise usar toda sua atenção para salvar a si mesma e todos aqueles com quem se importa, mas a atração que sente por Cardan faz com que isso seja cada vez mais difícil.



Se você quer uma leitura tranquila e sossegada, passe longe de O Rei Perverso. Esse livro é daqueles que a gente não consegue respirar, com revelações, intrigas, ameaças e uma sensação de perigo constante. Holly Black construiu uma trama envolvente, que prende o leitor desde a primeira página e leva a uma jornada repleta de emoções.

Uma das coisas que mais gostei nessa leitura foi o quanto a autora conseguiu expandir mais o universo. Como Jude agora está em uma posição de poder, temos a chance de descobrir mais sobre as cortes e sobre o que está em jogo na disputa pela coroa do Grande Rei de Elfhame. Fiquei impressionada por ver o quanto a Holly Black conseguiu expandir esse universo e torna-lo ainda mais rico, mas também mais perigoso. É um mundo ainda mais fascinante do que eu imaginava no primeiro livro e acredito que ainda há mais a ser revelado no próximo volume.

E preciso destacar a Corte da Água, que ganhou destaque nesse segundo volume e se mostrou fascinante. É interessante ver como o povo da água é diferente dos feéricos da terra e representam uma grande ameaça para o reinado de Cardan. Aliás, ver esses dois povos medindo forças foi um dos pontos altos da trama e espero que seja ainda mais explorado na continuação.

Já em relação aos personagens, Jude continua sendo determinada e estrategista, mas também está mais ousada e ambiciosa do que no primeiro livro. Agora que conquistou o poder, ela não pretender abrir mão dele facilmente. Isso acabou trazendo conflitos interessantes para essa personagem, que vem encontrando cada vez mais dificuldade para entender quem realmente é e o quanto mudou depois de tudo que fez. No entanto, em alguns momentos, ela foi bastante imprudente e até ingênua, o que me irritou bastante.

Porém, isso não chegou a ser um problema, porque foi o momento do Cardan brilhar. Meu reizinho surpreendeu nesse livro e demonstrou uma grande evolução ao anterior. Ele amadureceu e se mostrou tão inteligente e manipulador quanto Jude. Além disso, nesse segundo volume vamos conhecendo mais sobre seu passado e entendo como ele se tornou o que é, o que deu mais profundidade ao personagem e o tornou ainda mais interessante do que já era. 




E o que dizer dos diálogos mordazes entre Jude e Cardan? São simplesmente os melhores momentos do livro, carregados de ironia, provocação e ameaças, ao mesmo tempo que evidenciam a química existente entre eles. Aliás, a relação dos dois tem se tornado cada vez mais fascinante, porque, ao mesmo tempo que é evidente o quanto se sentem atraído, também é uma relação tóxica e bastante disfuncional. Mas não se preocupem porque não se trata de um relacionamento abusivo. São apenas dois personagens complexos e um tanto perturbados, que reconhecem e despertam um no outro o que têm de melhor e de pior.

Com relação ao desfecho, confesso que nem de longe me surpreendeu tanto quanto o primeiro. Porém, isso não significa que ele não tenha me deixado igualmente impactada. Ele abre caminho para muitas possibilidades e me deixou sedenta para saber o que acontecerá a seguir. E, ao reler esse livro, ficou ainda mais evidente o quanto Holly Black acertou no desenvolvimento da trama até chegar nesse final, o que aumentou muito a minha confiança para Rainha do Nada.

Então, se O Príncipe Cruel me conquistou por seu final completamente surpreendente, O Rei Perverso veio para me provar que Holly Black ainda prepara muitas surpresas no caminho. O universo se mostrou muito mais rico do que imaginei a princípio, e também muito mais perigoso. Além disso, Jude e Cardan aprenderam muitas lições nesse segundo volume e mal posso esperar para ver como irão se comportar no próximo. O jogo pelo poder ganhou novos elementos aqui e estou ansiosa para ver quais estratégias os personagens irão adotar.

Agora quero saber: quem já conhecia a trilogia O Povo do Ar? Já leram os dois primeiros livros? Me contem aí nos comentários o que acharam. E, para quem não leu ainda, quero saber se ficaram curiosos para conhecer essa história.

 

Pré-venda de Rainha do Nada

Como falei no início do post, A Rainha do Nada, terceiro volume da trilogia, já está em pré-venda e será publicado em dezembro. Para quem quiser adquirir, ainda é possível comprar com os brindes: marcador, pôster e seis cartas do Cardan para Jude. Vou deixar os links aqui para vocês

A Rainha do Nada + pôster, marcador e cartas: SubmarinoAmericanasShoptime

A Rainha do Nada (sem brindes): Amazon



Outros livros da série:

O Príncipe Cruel: Amazon

O Rei Perverso: Amazon


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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