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[Páginas e Cenas] Para todos os garotos: Agora e para sempre

 


Quando foi anunciado que os livros da série Para todos os garotos que já amei, da autora Jenny Han, seriam adaptados, eu fiquei dividida entre a alegria e a preocupação. Aquela emoção que todo leitor já viveu ao saber que um livro muito querido seria adaptado e ficamos ansiosos para ver a história ganhando vida, mas com medo de que a essência dela seja perdida no processo.

Para minha surpresa, eu me vi completamente apaixonada quando assisti ao primeiro filme, Para todos osgarotos que já amei, e ansiosa pelas continuações. Porém, o segundo acabou não me encantando como o antecessor e meu interesse pelo terceiro diminuiu consideravelmente. Isso somado ao tempo de espera para o lançamento acabou fazendo com que eu ficasse completamente desanimada para assistir Para todos os garotos: Agora e para sempre.

Mas não é que fui surpreendida novamente? Eu que não estava esperando nada, me vi completamente encantada. E no post de hoje vou explicar, sem spoilers, os motivos que me fizeram gostar tanto do filme e se eu acho se vale a pena uma continuação. 


Copyright Katie Yu/Netflix © 2021


Atenção: Esse filme é o terceiro da trilogia, portanto, o texto pode conter informações dos dois anteriores. Portanto, não recomendo que continue lendo caso não tenha assistido aos dois primeiros filmes.

 

Em Para todos os garotos: Agora e para sempre, Lara Jean e Peter estão mais felizes do que nunca. O namoro vai muito bem e eles estão prestes a começar o último ano do Ensino Médio. É um momento decisivo para qualquer adolescente, mas os dois têm tudo planejado: vão para a universidade juntos, estarão perto de casa e todos os seus sonhos vão se realizar. Mas na vida nem tudo sai como o planejado e Lara Jean terá que reavaliar suas escolhas e tomar decisões que podem mudar seu relacionamento e seu futuro.

Logo no começo do filme, já senti que iria me apaixonar novamente por essa história. Com muitos momentos fofos entre a Lara Jean e o Peter, ele me trouxe a mesma sensação de quentinho no coração que tive quando assisti ao primeiro longa trilogia. A química entre a Lana Condor e o Noah Centineo, intérpretes da Lara Jean e do Peter, respectivamente, é incrível e faz com que seja impossível não torcer para o relacionamento dos seus personagens.

Além disso, esse filme finalmente traz algo que senti muita falta nos dois anteriores: o destaque para as relações familiares. Isso é algo muito presente nos livros e que foi deixado um pouco de lado tanto no primeiro quanto no segundo filme. Já aqui, vemos muito mais do relacionamento Lara Jean com as irmãs e elas proporcionaram algumas das cenas mais lindas do filme. Além disso, temos um foco maior na relação do Peter com o pai e isso foi fundamental para entender algumas atitudes do nosso mocinho.


Copyright Katie Yu/Netflix © 2021


Outro aspecto que gostei muito é que os conflitos dos protagonistas são muito mais reais e compreensíveis do que os do filme anterior. Ao invés de perder tempo com um triângulo amoroso bobo e desnecessário, esse longa coloca Lara Jean e Peter enfrentando situações que todos os adolescentes passam: a ansiedade para ser aprovado em uma universidade, as expectativas para o futuro e o medo do incerto. Por mais que algumas atitudes dos dois sejam erradas, qualquer um que já foi adolescente vai se relacionar com as inseguranças deles.

E o que me deixou mais feliz foi ver que apesar de errarem, Lara Jean e Peter demonstram ter amadurecido muito ao longo desses filmes. Aliás, não só eles. Gostei muito de ver como todos os personagens se transforam e cresceram ao longo dessa jornada. Confesso que me emocionei com eles em alguns momentos e fiquei orgulhosa das escolhas que fizeram.

Na parte técnica, obviamente não tenho conhecimento para julgar. No entanto, preciso dizer que gostei muito das atuações e mais uma vez fiquei apaixonada com os cenários e os figurinos. Ficou tudo muito parecido com o que imaginei quando li e o cuidado da produção foi evidente. Além disso, a trilha sonora é sensacional e dá vontade de ouvir no repeat sem parar depois que o filme acaba.

Então, só posso fizer que Para todos os garotos: Agora e para sempre foi o desfecho perfeito para a trilogia. Ao longo de todo o filme me reconectei com esses personagens e voltei a sentir aquele quentinho no coração que o primeiro havia despertado. É um romance lindo e cativante, mas que também fala sobre família, amadurecimento, fazer escolhas e lidar com as incertezas da vida.  Terminei com uma sensação de encantamento que não esperava e feliz por essa trilogia ter se encerrado com um desfecho que reflete o quanto Lara Jean cresceu ao longo desses filmes. Sendo sincera, espero que a Netflix não invista em continuações, porque esse é um final perfeito e que não pede por mais nada.

Mas agora quero saber: quem já assistiu Para todos os garotos: Agora e para sempre? Gostaram do filme? Da trilogia, qual é o favorito de vocês? Me contem aí nos comentários.

 

P. S: Não quero uma continuação, mas quem sabe um spin-off com a Kitty? Confesso que eu iria amar rsrs. 


Duração: 109 min

Direção: Michael Fimognari

Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, John Corbett, Anna Cathcart, Janel Parrish, Madeleine Arthur.

Produção e distribuição: Netflix

Sinopse: É o ultimo ano do Ensino Médio. Lara Jean volta de uma viagem à Coreia e faz planos para a faculdade – com Peter e sem ele.

País: EUA / Ano: 2021

Classificação: +12 anos







[Filme] Para todos os garotos que já amei


Acredito que todo leitor já passou pela situação de saber que um livro muito querido ia virar filme e não saber se ficava feliz ou preocupado. Foi o que aconteceu comigo quando soube que Para todos os garotos que já amei, da autora Jenny Han, ganharia uma adaptação. Porém, desde que o primeiro trailer foi lançado, a preocupação começou a dar lugar à ansiedade e eu já não aguentava mais esperar para assistir ao filme.
Felizmente, a espera acabou e Para todos os garotos que já amei estreou ontem na Netflix. Claro que eu corri para assistir e agora vou poder falar para vocês o que achei. Mas, podem ficar tranquilos, que não vou trazer spoilers nem sobre o filme e nem sobre o livro.

Original: To all the boys I’ve loved before
Elenco: Lana Condor, Noa Centineo, Israel Broussard, Janel Parrish, Anna Cathcart e John Corbett.
Direção: Susan Johnson
Distribuição: Netflix
Duração: 1h39
Ano: 2018
Nacionalidade: EUA
Sinopse: “Imagine se todos os seus crushes descobrissem a sua paixão por eles, e todos ao mesmo tempo! É o que acontece com Lara Jean Song Covey quando as cartas de amor que ela escreveu para cada garoto que já amou acabam sendo misteriosamente enviadas.”

Para quem não sabe, o filme Para todos os garotos que já amei, assim como o livro que o originou, conta a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos cuja vida amorosa sempre se limitou aos livros que lia e à sua imaginação. Ao longo de sua vida, ela se apaixonou por cinco meninos: Peter Kavinsky (o aluno mais popular da escola); John Ambrose McLean; Lucas Kapf; Kenny do acampamento; e Josh, seu vizinho e namorado de sua irmã mais velha, Margot. Nenhuma dessas paixões saiu de sua imaginação, mas ela conseguia superá-las ao escrever tudo que sentia em cartas que jamais enviaria.
O problema é quando essas cartas são secretamente enviadas para os seus destinatários. De repente, os sentimentos mais profundos de Lara Jean foram revelados e ela não sabe como reagir. Pior ainda, ela não sabe como encarar Josh, que além de seu amigo, era ex-namorado de Margot. Mas e se ela fingisse estar envolvida com um dos outros destinatários? É assim que surge um plano maluco de fingir estar namorando com Peter Kavinsky, um dos alunos mais populares da escola. De repente, a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e ela, que sempre se considerou invisível, se torna o centro das atenções.

Copyright Netflix / Awesomeness Films

É difícil falar o quanto esse filme me agradou e superou todas as minhas expectativas. Aos poucos, qualquer receio que eu ainda tivesse em relação à adaptação foi caindo e só restou a alegria de ver um filme que carrega a essência do livro que o originou. Claro que há mudanças, afinal não dava para colocar as mais de 300 páginas do livro em um filme com cerca de 1h30 de duração. No entanto, tudo que me encantou na obra de Jenny Han está presente no longa, que me deixou com o mesmo encantamento que tive durante a leitura.
Para começar, a escolha do elenco. Desde a primeira foto divulgada do filme, eu já sentia que Lana Condor seria a Lara Jean perfeita e não me enganei. Assistindo ao filme, a impressão era de que a personagem tinha saído diretamente do livro para a tela. A atriz é expressiva, carismática, engraçada e demonstra personalidade, exatamente como Lara Jean. E o que dizer de Noah Centineo como Peter Kavinsky? Confesso que, quando o vi pela primeira vez, achei bem diferente do Peter que eu imaginei. Porém, quando o filme começou, todas as minhas dúvidas acabaram e eu só conseguia pensar: É O PETER KAVINSKY! Ele ficou perfeito no papel e me encantei pelo personagem assim como tinha acontecido quando li o livro.
O restante do elenco também parece ter sido escolhido a dedo. Mesmo que alguns não sejam exatamente como eu imaginava seus personagens, os atores que viveram o Josh, a Kitty, o dr. Covey e a Chris entregaram a essência de seus personagens e esbanjaram carisma. A única que destoou foi Janel Parrish como a Margot, que parece ser muito mais velha do que sua personagem, de apenas 18 anos. No entanto, ela aparece pouco e não compromete o filme.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Outro aspecto que gostei muito foi o roteiro. Apesar de algumas mudanças significativas em relação ao livro, o essencial foi mantido no filme. Sem deixar o foco exclusivamente no romance, o longa acerta ao mostrar também a relação de Lara Jean com a família, especialmente as irmãs, e o amadurecimento dela como pessoa. Além disso, todos os personagens tiveram espaço suficiente dentro da trama para serem bem desenvolvidos e cativarem o espectador.
Apesar de se tratar de uma comédia romântica adolescente, o filme não se limita a isso. Há, sim, muitos momentos engraçados e fofos, mas há também drama e diálogos tocantes. Em especial, gostei muito das conversas de Lara Jean com o pai e com a Margot, mas também as vezes em que ela falou com Peter sobre a mãe. São cenas simples, mas que ficaram muito bonitas e transmitiram muito sobre os sentimentos dos personagens.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Confesso que gostaria que algumas coisas tivessem sido mais aprofundadas, especialmente a relação que Lara Jean e as irmãs têm com a cultura coreana. Esse é um aspecto que foi muito destacado no livro, tanto por demonstrar o orgulho que elas tinham de sua origem quanto por ressaltar a ligação que elas tinham com mãe. Porém, eu entendo que no filme algumas coisas precisam ser cortadas e fiquei feliz por eles terem conseguido abordar o assunto, mesmo que de maneira mais superficial, em algumas cenas.
De um modo geral, achei que o roteiro capturou os momentos mais importantes do livro e acrescentou algumas cenas que funcionaram bem. O filme flui de uma maneira leve e natural, permitindo que o espectador se apegue rapidamente aos personagens e se envolva com a história. O desfecho funcionou bem, deixando margem para um segundo filme caso esse seja um sucesso (o que todos sabemos que será), mas que encerra bem o suficiente para não tornar obrigatória uma continuação.

Com relação aos aspectos técnicos, não tenho nenhum conhecimento em cinema e, por isso, não vou tentar fazer nenhum comentário sobre o assunto. Porém, preciso destacar que senti um enorme cuidado na construção dos cenários e na escolha dos figurinos, principalmente no que era relacionado à Lara Jean. Um exemplo disso é o quarto da protagonista que reflete, nos mínimos detalhes, a personalidade dela, permitindo que quem leu o livro consiga realmente visualizar a personagem vivendo ali.

Copyright Netflix / Masha Weisberg


Por fim, só posso dizer que Para todos os garotos que já amei é a primeira adaptação em muito tempo que consegue me fazer sentir exatamente o mesmo que senti ao ler a obra que a originou. Eu não me pegava a todo tempo reparando nas mudanças que foram feitas, porque o essencial estava ali e foi o suficiente para conquistar meu coração novamente. Praticamente todos os atores conseguiram me convencer como os personagens que eu aprendi a amar e a trama se desenvolveu com a mesma leveza e encantamento do livro da Jenny Han. Terminei de assistir com um enorme sorriso e muita vontade de começar a ver de novo. Agora, só me resta torcer para que a Netflix decida produzir (de preferência logo) as adaptações dos outros dois livros da trilogia para que eu possa continuar matando às saudades das aventuras de Lara Jean.
E vocês, já assistiram ao filme ou ainda pretendem ver? Me contem aí nos comentários o que acharam e, caso tenham lido o livro, se gostaram da adaptação. Para quem ainda não viu, recomendo assistir aos créditos finais também, pois há uma cena bem interessante e que pode indicar que as continuações estão a caminho. E para todos aqueles que estão gostando do clima do filme, independente de já terem assistido ou não, tem a playlist de Para todos os garotos que já amei no Spotfly e eu vou deixar o link no final do post.




[Dica da Malu] Agora e para sempre, Lara Jean

Sinopse: “Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?” Autora: Jenny Han / Editora: Intrínseca / Páginas: / Skoob 

Atenção! Essa resenha é sobre o terceiro livro da trilogia, portanto, pode conter informações sobre o desfecho dos livros anteriores.

Sabe aqueles livros que você não esperava muito, mas, quando começa a ler, logo está encantado pelos personagens e torcendo por eles como se fossem seus amigos? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han. Minha simpatia pela protagonista foi imediata, assim como o carinho pela sua família e o amor pelo Peter. Aí veio o segundo livro e a sensação de quentinho no coração de quando revemos pessoas muito queridas.
E o que senti ao ler o terceiro e último livro da série, Agora e para sempre, Jara Jean? Um turbilhão de emoções: saudade, nostalgia, amor e, principalmente, orgulho por ver o amadurecimento de personagens que se tornaram tão queridos por mim.
Nesse terceiro volume, tudo está bem na vida da Lara Jean. O namoro com Peter está cada dia melhor, eles estão no último ano do Ensino Médio e depois irão para a mesma universidade, que fica próxima da sua cidade natal. Assim, ela poderá começar uma nova fase em sua vida, sem precisar se afastar do namorado ou da família. Tudo perfeito, né? Só que nem sempre as coisas saem como o esperado e Lara Jean pode se ver forçada a tomar decisões que mudem sua vida e afetem seu relacionamento com Peter.


Um dos aspectos que mais gostei nesse livro foi a forma como a Jenny Han apresentou esse período da vida da Lara Jean. Em qualquer lugar do mundo, o final do Ensino Médio é uma fase muito intensa. Há a enorme pressão de tomar uma decisão que, bem ou mal, irá afetar a vida dali para frente. Além disso, é um momento de despedida de tudo aquilo a que se está acostumado para encarar o desconhecido. Assim, é natural sentir medo, insegurança, animação pelo novo e tristeza pelo que irá perder. E a autora conseguiu retratar esses sentimentos de uma maneira tão real que faz o leitor se identificar ou, pelo menos, sentir empatia pela situação da Lara Jean e do Peter.
E o que dizer do romance? Uma coisa que, frequentemente, me incomoda em livros YA é que os problemas enfrentados pelo casal principal às vezes são muito exagerados, dramáticos ou soam muito falsos. Mas esse definitivamente não é o caso da Lara Jean e do Peter. O relacionamento dos dois é bastante crível, tanto no que se refere aos momentos bons e românticos quanto às dificuldades que eles enfrentam. São situações que qualquer adolescente pode vivenciar e que tornam o casal principal ainda mais real para quem lê.
“Ao pensar em Peter com vinte, vinte e poucos anos, sinto uma espécie de saudade do homem que posso nunca chegar a conhecer. Agora, hoje, ele ainda é um garoto, e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim? Nossos caminhos já estão se afastando, um pouco mais a cada dia, quanto mais nos aproximamos de agosto.”
Mas o que me fez amar essa trilogia e que torna esse YA tão especial para mim é a relação da Lara Jean com a família. Adoro ver a interação das irmãs Song que, apesar de completamente diferentes umas das outras, se amam tanto. Elas são, realmente, um trio que se completa e se tornam muito mais forte quando estão juntas. Além disso, gosto muito da relação delas com o pai e modo como a família se uniu para superar a perda da mãe.
E, nesse livro, as relações familiares foram ainda mais aprofundadas pela autora. O pai da Lara Jean está namorando depois de muito tempo sozinho e isso, obviamente, impacta na dinâmica de toda a família. Quem mais sofre é a Margot, que estava distante e não pôde acompanhar o desenvolvimento do relacionamento. No entanto, é interessante ver como cada uma delas vai reagindo às mudanças na vida do pai.
Aliás, Agora e para sempre, Lara Jean pode ser resumido em mudanças e desenvolvimento de personagens. Todos eles passam por situações que os tiram de sua zona de conforto, o que impacta em um amadurecimento maior para todos.


A Lara Jean, em especial, me deixou muito orgulhosa. Ela sofre com muitas dúvidas ao longo do livro, mas amei ver o quanto ela se fortalece e aprende a tomar decisões difíceis e lidar com elas. Já o Peter, além de amadurecer bastante, consegue o feito de se tornar ainda mais apaixonante do que nos livros anteriores e dá vontade de colocá-lo no colo por algumas situações mais dolorosas que ele enfrenta.
A Kitty, caçulinha das irmãs, foi a única que me decepcionou um pouco, porque era a minha personagem favorita dos livros anteriores e, nesse, eu a achei um pouco chata e egoísta. No entanto, acho que foi algo compreensível dentro da história, pois ela está passando da infância para a adolescência, o que é uma fase de transformações tão intensa quanto aquela vivida pela Lara Jean. Já a Margot continua sendo a personagem que eu menos gosto e tenho muita dificuldade em aceitar algumas de suas atitudes, mas, por incrível que pareça, ela amoleceu meu coração ao protagonizar algumas das cenas mais bonitas do livro.
“Famílias encolhem e se expandem. Só podemos ficar felizes, satisfeitos uns pelos outros, pelo tempo que temos juntos”.
Com relação à escrita da Jenny Han, não preciso nem dizer que continua apaixonante, né? Ela conseguiu desenvolver a trama com um ritmo envolvente, construindo os conflitos de maneira natural e mostrando, gradualmente, a evolução dos personagens. Além disso, os sentimentos são apresentados de uma maneira real, que conquista a empatia e faz com que o leitor consiga se conectar com a história.
Achei que o desfecho foi totalmente condizente com tudo que foi construído ao longo de toda a trilogia e confesso que fiquei emocionada por ver as pessoas que esses personagens se tornaram no final. Adorei as escolhas feitas por cada um deles e terminei a leitura feliz por ver que todas as coisas pelas quais passaram nos três livros fizeram com que eles realmente evoluíssem.
De um modo geral, eu terminei essa trilogia feliz, um pouco nostálgica lembrando da minha adolescência e já com muita saudade desses personagens. Meu livro favorito continua sendo o primeiro, mas Agora e para sempre, Lara Jean mantém os elementos que conquistaram tantos fãs no mundo todo e traz o desfecho perfeito para uma série tão apaixonante. E, para quem também já está sentindo falta desses personagens maravilhosos, vai ter adaptação para o cinema e o filme já está sendo produzido. Alguém mais está ansioso para conferir?
Me contem aí nos comentários se já leram essa trilogia e quais suas expectativas para o filme. Vou adorar saber a opinião de vocês! E, para quem ainda não leu e tem interesse em conhecer a história da Lara Jean, vou deixar o link para compra de todos os livros separadamente e do box (lindo!) com a trilogia completa. 

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Lidos de Outubro

Já estamos em novembro, mas, antes de começar as novas leituras e posts, ainda preciso fazer o balanço das minhas leituras de outubro. Foi um mês que me deixou muito satisfeita, porque além de ter lido muito, em sua maioria, foram livros que eu gostei. Inclusive, dois livros que li em outubro vão aparecer com toda certeza na minha lista de favoritos do ano.
Resumidamente, entre as minhas leituras apareceram autores queridinhos como John Green, Colleen Hoover, Jenny Han e Cassandra Clare. Tinha alguma chance de eu não ficar satisfeita com as minhas leituras do mês? Claro que não! Infelizmente, também li um livro que deixou bastante a desejar, mas os outros tiveram um peso bem maior e fizeram outubro um mês excelente para mim.
Mas, sem mais enrolação, vamos às leituras do mês:

A distância que nos separa, da Kasie West.
Não vou falar muito sobre esse livro, porque já tem resenha dele aqui. Mas foi o meu segundo contato com a escrita da autora e gostei muito mais do que do primeiro livro dela que eu li (Namorado de Aluguel). A escrita da autora é leve, os personagens são muito cativantes e humanos, o romance é bem construído e a autora ainda aborda temas muito pertinentes à adolescência, em especial a dificuldade de escolher o caminho a seguir após terminar a escola. Foi uma leitura muito rápida  e envolvente, e acho ideal para quem ama um romance Young Adult.

Trono de Vidro 4 – Rainha das Sombras, da Sarah J. Maas.
Outro livro que já saiu resenha aqui, mas preciso dizer para vocês: que livro maravilhoso! Sarah J. Maas se superou com esse livro. Tudo que eu critiquei em Herdeira do Fogo, ela corrigiu nesse livro e ainda foi além. É o melhor livro da série até onde li (já estou lendo o quinto) e me surpreendeu tanto pela trama envolvente, bem construída e muito surpreendente, quanto pela evolução dos personagens. Sério, poderia passar o resto do post falando sobre esse livro do tanto que amei, mas vou só recomendar para vocês lerem a resenha e seguir para as próximas leituras. Acreditem ou não, esse não foi o melhor livro que li em outubro.

Agora e para sempre, Lara Jean, da Jenny Han
Finalmente eu concluí essa trilogia mais amorzinho do mundo. Apesar de ainda achar o primeiro livro o melhor da série, não posso negar que já estava com saudade da Lara Jean e do Peter e que em todos os livros meu coração derrete acompanhando esses dois. É um romance muito fofo e bem construído, que faz com que seja impossível o leitor não se apaixonar por eles. Além disso, adorei como a autora falou de uma maneira muito sincera sobre o fim do ensino médio e a pressão de entrar em uma boa universidade e ver sua vida se transformando. Ainda não fiz a resenha dele, mas já adianto para vocês que achei que a Jenny Han deu o desfecho perfeito para essa trilogia.

Corpo, da Audrey Carlan
Passando de um livro muito fofo, eu fui para a única leitura que não gostei em outubro. Como disse na resenha aqui, Corpo foi meu primeiro contato com a escrita da autora Audrey Carlan e, apesar de ter sido uma leitura muito fluida, tive muitos problemas com esse livro. Além de ter achado tudo muito apressado e superficial, me incomodou muito um livro que se propõe a falar sobre relacionamentos abusivos romantizar o comportamento abusivo do mocinho e justificar a passividade da protagonista. Apesar de que tenho esperança de que esses problemas sejam melhorados no próximo livro, não posso deixar de dizer que foi um livro que me irritou bastante.

It ends with us, da Colleen Hoover.
E agora chegou o meu momento. Vocês não fazem ideia do quanto eu amei esse livro e estava ansiosa para falar sobre ele aqui no blog. Só de ser um livro da Colleen Hoover eu já tinha expectativas muito altas, mas ele foi além de tudo que eu imaginava. É um livro forte, doloroso, mas, ao mesmo tempo, cativante e apaixonante. Os temas que a Colleen aborda nele são muito importantes e difíceis, mas o que mais gostei é que ela faz isso de uma maneira realista e sensível. É a minha leitura favorita do ano aqui e só não saiu resenha ainda porque ele não foi publicado no Brasil (Galera Record, vamos adiantar essa publicação né?), mas em breve farei algum post especial sobre ele para quem lê em inglês.

Confesse, da Colleen Hoover
Melhor do que ler um livro maravilhoso da Colleen Hoover em um mês é ler dois livros maravilhosos da Colleen Hoover em um mês. Não vou entrar em muitos detalhes, porque a resenha deve sair aqui na semana que vem, mas já adianto que mais uma vez a Colleen sambou no meu coração. No epílogo eu já estava chorando; sim, no epílogo. Mas não pensem que o livro é dramático e sofrido o tempo todo, porque, como todo livro da Colleen, ele tem muitos momentos divertidos, leves e apaixonantes. Enfim, foi uma leitura que eu amei e sobre a qual quero muito falar com vocês na resenha.

Tartarugas até lá embaixo, do John Green
Gente, o John Green lança um livro depois de seis anos e vocês acham que eu ia aguentar esperar para ler? Claro que não, dei um jeito de encaixar ele nas leituras do ano. E se It ends with us foi o meu livro favorito do mês (e provavelmente do ano), Tartarugas até lá embaixo não ficou muito atrás. Ele superou minhas expectativas com uma história encantadora, com personagens muitos reais e várias reflexões que podem ser dolorosas, mas não deixam de ser importantes. Fiquem atentos, porque a resenha dele também sai em breve.

Contos da Academia de Caçadores de Sombras, da Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Voltar para o universo dos Caçadores de Sombras é sempre algo que eu adoro e não foi diferente com Contos da Academia de Caçadores de Sombras. Além de matar a saudade de personagens que eu amo, me ajudou a preencher a lacuna entre Cidade do Fogo Celestial, último livro da série Os Instrumentos Mortais, e Dama da meia-noite, primeiro livro de Os Artifícios das Trevas. Apesar de ter me incomodado um pouco em alguns contos, foi uma leitura muito gostosa. Para quem quiser saber mais, a resenha está aqui.

Espero por você, da Jennifer L. Armentrout
Sendo bem sincera, eu tinha muitas ressalvas com esse livro. A princípio achei meio clichê, inclusive com alguns aspectos muito similares ao livro O Acordo, da Elle Kennedy. Mas várias pessoas elogiaram e eu resolvi dar uma chance. E não é que me surpreendi? O livro realmente tem muitos clichês e o suposto segredo da protagonista não foi nada que eu não imaginasse antes de ler, porém, os personagens são tão carismáticos que é impossível não se envolver na leitura. Pretendo escrever uma resenha sobre ele e explicar melhor o que me fez gostar da leitura, mas já adianto que gostei muito da escrita da autora e pretendo ler a continuação desse livro o mais rápido possível.

Essas foram as minhas leituras do mês de outubro e fiquei muito feliz com o resultado. Além desses nove livros, ainda comecei Trono de Vidro 5 – Império de Tempestades, o qual pretendo terminar esse final de semana. No entanto, muito mais do que a quantidade, fiquei satisfeita mesmo foi com a qualidade das leituras. Com exceção de uma decepção, foram livros que gostei muito de ler e que me surpreenderam positivamente. Agora, só posso torcer para novembro ser tão bom quanto ou, quem sabe, até melhor.
E vocês, o que leram mês passado? Já conheciam esses livros que eu citei? Me contem tudo aí nos comentários. E, para quem se interessou pelos livros, aproveitem os links para compra que eu deixei aqui:

A distância que nos separar: Aqui
Trono de Vidro 4 – Rainha das Sombras: Aqui
Agora e para sempre, Lara Jean: Aqui
Corpo: Aqui
It ends with us: Aqui
Confesse: Aqui
Tartarugas até lá embaixo: Aqui
Contos da Academia de Caçadores de Sombras: Aqui
Espero por você: Aqui


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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