[Resenha] As garras da desejo

 


Desde o primeiro livro que li da Elizabeth Hoyt, eu sabia que ela seria uma forte candidata a entrar na minha lista de favoritas da vida. E a caca livro, essa certeza se reforça. Meu contato mais recente com a escrita dela foi As garras do desejo, o aguardado terceiro volume da série A lenda dos quatro soldados.

Eu li os dois primeiros livros, O gosto da tentação e O sabor do pecado, e foram leituras maravilhosas e que me deixaram extremamente curiosa pelas continuações. E agora que a Record lançou o terceiro volume, por enquanto no formato digital, é claro que eu não ia perder tempo para ler né?

Então, hoje eu vim contar um pouco sobre o livro e o que achei da leitura. Mas não se preocupem porque esta resenha NÃO tem spoilers. Os livros da série são independentes, por isso, não vou comentar nada sobre os dois primeiros. Mas já deixo avisado que eu recomendo muito que vocês leiam a série na ordem, porque há uma subtrama que permeia os quatro livros e envolve os mocinhos destas histórias.

 

Autora: Elizabeth Hoyt

Editora: Record

Tradução:

Páginas: 358

Onde comprar: Amazon (e-book)

Sinopse: “A vida do soldado do livro As garras do desejo, Sir Alistair Munroe, era viajar exaustivamente para estudar, catalogar e publicar livros sobre a fauna e a flora. Porém, ele precisou lutar pela sua sobrevivência como soldado na guerra entre franceses e britânicos em suas colônias na América. Depois de retornar com muitas cicatrizes físicas e emocionais, o recluso naturalista se esconde em seu castelo na Escócia. No entanto, quando uma bela e misteriosa mulher bate à sua porta, os sentimentos que tanto reprimia vêm à tona novamente. Famosa por sua beleza, Helen Fitzwilliam viveu os últimos anos desfrutando do luxo da alta sociedade. Disposta a fugir dos erros do passado, aceita trabalhar em um castelo como governanta em troca de abrigo. Helen está determinada a começar uma nova vida e não vai deixar que nada a afaste de seu propósito. Alistair logo descobre que Helen é muito mais que uma mulher bonita. Corajosa e sensual, ela não se deixa intimidar pela hostilidade dele nem pelas cicatrizes em sua pele, e fica intrigada com a ferocidade do misterioso homem. Mas, quando Alistair começa a acreditar no amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora, os dois precisam lutar pela única coisa que nunca acreditaram que encontrariam: um final feliz. As garras do desejo é o terceiro livro da cativante série A lenda dos quatro soldados e uma releitura do clássico conto de fada A bela e a fera.”

 

Sir Alistair Munroe estava acostumado com a solidão e abandono de seu castelo. Ele vivia isolado em sua propriedade na Escócia desde que retornou da guerra dos EUA, com muitas cicatrizes físicas e emocionais. Sem esperança de algum dia conseguir voltar a ser feliz, ele se dedica a escrever o seu livro de botânica e evitar ao máximo o contato com outras pessoas. Por isso, quando uma mulher aparece em sua porta com os dois filhos, Alistair faz de tudo para mandá-los embora.

Mas Helen Fitzwilliam está determinada a ficar e dar um jeito naquela propriedade tão abandonada. Considerada uma beldade em Londres e sendo conhecida pela vida luxuosa que levava com a amante de um lorde importante, ela decidiu deixar tudo isso para trás e tentar mudar sua vida, pelo bem dos filhos. Helen não esperava encontrar uma propriedade tão descuidada, nem que o novo patrão seria tão amargo. Mas isso não fará com que ela desista, pois ali é o lugar ideal para fugir de seus antigos erros e garantir um futuro melhor para ela e sua família.

As discussões entre os dois são inevitáveis, mas não demora para os dois perceberem que há muito mais por trás das aparências. Aquela mulher insolente e que invadiu a cada dele, pode dar a Alistair algo que ele não se permitia há muito tempo: esperança. Já Helen, pouco a pouco, descobre que por trás de toda a amargura existe um homem solitário e que precisa desesperadamente de afeição. Mas quando Alistair começa a acreditar que a felicidade é possível para ele, o passado de Helen ressurge lançando uma sombra nessa esperança.



Se você também ama contos de fadas, deve ter percebido pela sinopse que As garras do desejo se trata de uma releitura de A Bela e a Fera. E posso dizer com tranquilidade, que foi uma das melhores que já li. A boa construção dos personagens e do romance tornaram única, uma história que poderia parecer já comum.

Sir Alistair se mostrou um personagem muito mais interessante e carismático do que eu esperava. Confesso que ando um pouco cansada de mocinhos que têm um passado triste e por isso se tornam amargurados e grosseiros, até encontrarem o verdadeiro amor, e tive medo que esse fosse o caso de Alistair. No entanto, ele vai tão além desse estereótipo que foi impossível não me encantar.

O que enfrentou enquanto esteve nos EUA e as cicatrizes que mudaram sua aparência, fizeram com que Alistair se tornasse um homem amargo e sem esperança, mas não mudaram sua essência. Não demora a ficar claro que se trata de um homem generoso, íntegro e justo, que só se isolou por medo do julgamento e por não acreditar que é possível voltar a ser feliz. Foi triste ver sua falta de esperança e o quanto ele se vê como um monstro, quando não poderia estar mais distante disso.

Além disso, gostei muito do fato de que Alistair não é perfeito. Ele é um personagem com muitas qualidades, que fazem com que o leitor se apegue e consiga admirá-lo, mas também tem seus defeitos e momentos de fraqueza. Isso contribuiu para torná-lo ainda mais humano e real para mim, o que fez com que eu me importasse e me comovesse mais com sua história.

Já a Helen é uma protagonista extremamente cativante, mas também inspiradora. É fácil pensar que a vida dela foi mais fácil que a de Alistair, afinal, ela não viu a barbárie de perto, não teve o rosto desfigurado e viveu por anos cercado por luxo e conforto. Porém, através dessa personagem vemos o quanto beleza e riqueza podem ser mais uma prisão, do que uma fonte de felicidade.

Ela nunca foi vista para além da sua aparência, sendo alvo de cobiça dos homens e julgamento das mulheres. Um erro que cometeu quando era jovem, determinou todo seu futuro, fazendo que a sociedade a condenasse e aos seus filhos também. E foi difícil ver isso, como as mulheres eram deixadas com tão poucas opções e sempre foram condenadas pela sociedade, enquanto os homens eram livres para agir como quisessem. Porém, amei ver a força de Helene para compensar o seu erro e dar uma vida melhor para os seus filhos. Sem dúvida, é uma personagem forte, determinada e muito corajosa, que enfrenta seus medos para ir em busca da felicidade. 



Com dois protagonistas assim, não preciso nem dizer que foi fácil torcer pelo casal. Mas a autora melhorou ainda mais com um bom desenvolvido. Eles começam com aquela típica troca de farpas divertidíssima, e adorei ver como a Helen sabe enfrentar Alistair sem medo algum. Mas os dois também aos poucos começam a ver além das aparências e enxergar as cicatrizes emocionais que carregam. Isso fez com que a evolução do romance fosse natural e trouxe um vínculo muito mais intenso e crível.

Outro ponto que amei na leitura foram os personagens secundários. Os filhos de Helene são crianças absolutamente adoráveis, muito carentes de afeto, mas também muito esperta. Os dois acrescentaram muitas doses de fofura ao livro que tornaram a leitura ainda mais especial. Há ainda a irmã de Alistair, que é uma personagem inteligente, muito a frente do seu tempo e que roubou a cena quando apareceu.

Com relação a trama, Elizabeth Hoyt se superou. O romance se desenvolve em um ritmo muito bom, mas também deixa espaço para momentos divertidos, ação e até um pouco de mistério. Aliás, existe um grande segredo que permeia a série e aqui são lançadas mais algumas pistas. Confesso que tenho as minhas teorias e não vejo a hora de a continuação para descobrir se acertei.

As garras do desejo foi, provavelmente, a maior surpresa que tive com essa série. Estava pronta para um romance sensual e com toques de mistério, como nos livros anteriores. Mas encontrei uma história sensível, encantadora e muito doce. Claro que tem a sensualidade característica dos livros da autora, mas isso fica em segundo plano quando comparado com tudo que os personagens enfrentam e com a mensagem de esperança e amor que o livro traz. Sem dúvida, é um daqueles livros que deixam um quentinho no coração e a sensação de ter lido uma história familiar, mas ao mesmo tempo única.

E vocês, já conheciam a série A lenda dos quatro soldados? Ficaram curiosos para conferir As garras do desejo? Me contem aí nos comentários.

 

Conheça a série

O gosto da tentação - Resenha aqui / Comprar: Amazon

O sabor do pecadoResenha aqui / Comprar: Amazon


[Resenha] Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido + Filme

 


Ontem, chegou na Netflix um dos filmes mais aguardados e comentados do momento: Enola Holmes. Tendo nomes como Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Cafflin e Helena Boham Carter no elenco, não é surpresa que o filme tenha chamado tanta atenção. Mas vocês sabiam que ele é inspirado em um livro? Isso mesmo, Enola é uma adaptação e o livro está sendo relançado pela Editora Verus.

Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido é o primeiro volume de uma série e já está em pré-venda, com previsão de lançamento para outubro. Eu recebi ele antecipadamente, em uma ação da editora, e já li. Então, hoje eu vim contar para vocês sobre o que é Enola Holmes e o que achei da leitura.

E, como já assisti o filme ontem mesmo, vou comentar o que achei da adaptação. Mas não se preocupem que a resenha é totalmente sem spoilers, tanto do livro quanto do filme, ok?


Autora: Nancy Springer

Editora: Verus

Tradução: Lívia Koeppl

Páginas: 179

Onde comprar: Amazon 

Exemplar recebido de cortesia da editora

Sinopse: Em Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido, Enola Holmes ― irmã do famoso detetive Sherlock Holmes ― descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Mas nada poderia preparar Enola para o que a espera na cidade grande. Ao chegar, ela se vê envolvida no sequestro de um jovem marquês. E, no meio de toda a trama, ainda é obrigada a fugir de vilões assassinos e tentar se esquivar de seus astutos irmãos mais velhos ― tudo isso enquanto reúne pistas sobre o estranho desaparecimento de sua mãe. Porém, nessa busca por sua mãe, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido deixa claro que a busca por aquilo que amamos nunca é em vão e os caminhos que devemos percorrer nessa jornada nem sempre serão suaves.

 

Enola Holmes vivia muito bem na sua casa no campo, com a mãe e poucos criados. Mas, quando no dia de seu aniversário de quatorze anos, a mãe desaparece sem deixar rastros, Enola sabe que precisa encontrá-la. Só que seus irmãos mais velhos – Mycroft e o famoso detetive, Sherlock Holmes – não pensam da mesma forma. Tudo indica que a mãe foi embora porque quis, então, a maior preocupação deles é garantir que a irmã receba a educação apropriada para uma dama. Algo que, na opinião deles, tem faltado na vida dela.

Porém, Enola está determinada a seguir as poucas pistas que sua mãe deixou e ir em busca de resposta para suas dúvidas. Assim, ela foge de casa e parte para Londres. Mas, no meio do caminho, Enola se depara com outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.   Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma.



Como uma pessoa que ama acompanhar as histórias de Sherlock Holmes, assim que soube do lançamento de Enola Homes – O caso do marquês desaparecido, já fiquei curiosa para ler. Uma menina tão jovem e que parece ser tão genial quanto seu irmão detetive já é uma protagonista que chama a atenção. Por esse motivo, assim que o livro chegou aqui, eu já corri para ler.

No entanto, já quero deixar claro que este é um livro bem diferente das histórias que Sir Arthur Conan Doyle criou. O foco aqui é a Enola, que só tem quatorze anos. Portanto, trata-se de um livro mais infanto-juvenil e com uma trama mais simples do que as histórias do famoso detetive. Porém, não pensem que isso seja algo ruim. Ao contrário, foi uma leitura que me surpreendeu, pois há muito tempo eu não ficava tão envolvida e cativada por um livro infanto-juvenil.

Enola é uma personagem totalmente cativante. Por um lado, ela tem suas inseguranças que foram resultado da perda precoce do pai, a fuga da mãe e os anos de negligência dos irmãos. Confesso que minha vontade era de entrar no livro, dar um abraço nela e dizer que ia ficar tudo bem. Porém, Enola também é uma personagem extremamente inteligente e determinada a provar seu talento. Mesmo tão jovem, ela tem uma personalidade forte e questionadora, que desafia os padrões da época.

Desse modo, foi impossível não me apegar a Enola e ver seu crescimento ao longo do livro foi algo muito cativante. Aliás, preciso destacar que a trajetória de amadurecimento desta personagem foi o aspecto que mais gostei no livro e que tornou a leitura mais especial para mim.

Mas e o famoso Sherlock Holmes aparece? Sim, mas de uma forma um pouco diferente do que estamos acostumados a ver. Tanto ele quanto Mycroft se mostram muitas vezes arrogantes e até mesmo machistas. Esses traços da personalidade do Sherlock talvez não ficassem tão evidentes nas histórias do detetive, porque o livro foi escrito por um homem e Sherlock era o personagem principal. Mas eu amei como a autora explorou mais esse lado dele e do irmão, e aproveitou para trazer vários questionamentos sobre o machismo na época e a forma como as mulheres eram (e ainda são) sufocadas pela sociedade. 



Com relação à trama, por ser um livro voltado para o público mais jovem, ela é bem simples e leve. Os dois mistérios da trama não são tão complexos ou elaborados, mas são coerentes com a idade da protagonista e com o tom mais lúdico da trama. Mas não pensem que a isso deixa a história boba ou muito infantil. É um livro que funciona para leitores de qualquer idade, pelas lições que transmite.

De um modo geral, Enola Holmes me encantou pela leveza da trama e pela força da sua protagonista. Amei ver Enola embarcando em uma jornada de autoconhecimento, enquanto tentava solucionar não apenas um, mas dois mistérios. Ela é uma personagem incrivelmente real e que tem suas inseguranças naturais da idade, mas que com muita inteligência e um espírito questionador foi enfrentando as limitações que eram impostas às mulheres e descobrindo quem ela realmente era. Sem dúvida, uma personagem que pode inspirar tantas outras meninas pelo mundo e mostrar que elas podem ser o que quiserem.


Copyright Alex Bailey
Copyright Alex Bailey

E o que eu achei do filme?

A adaptação que saiu ontem na Netflix é bem diferente do livro, mas eu amei isso. No filme, Enola é um pouco mais velha e ainda mais decidida que no livro. Além disso, ao mesmo tempo que desenvolve mais os mistérios da trama, o filme tem mais personagens e mais empoderamento feminino.

O elenco escolhido não poderia ser melhor e funcionou muito bem no filme. Millie Bobby Brown está incrível como a Enola, demonstrando um ótimo timing para o humor, mas também conseguindo trazer muita sensibilidade quando necessário. O Henry Cavill foi um Sherlock surpreendente e eu quero ver alguém terminar o filme sem amar esse homem. Já o Sam Cafflin conseguiu o feito de me fazer odiar um personagem dele, trazendo um Mycroft ainda mais insuportável que no livro.

E o que dizer da Helena Boham Carter? Ela aparece pouco no filme, mas suas cenas são as melhores. Cada flashback da Enola com a mãe derretia meu coração um pouco mais e confesso que uma cena em específico me deixou com lágrimas nos olhos.

De um modo geral, tanto o filme quanto o livro me encantaram, mas de maneiras diferentes. Enquanto o livro tem um tom mais lúdico e leve, a adaptação é mais dinâmica e intensa. Vale a pena conferir os dois e confesso que já aguardo continuações e estou torcendo tanto para a Netflix providenciar um segundo filme, quanto para a Verus publicar o segundo livro. Eu definitivamente quero ver mais aventuras de Enola Holmes.

Mas e vocês, já viram o filme? Me contem aí nos comentários o que acharam e se querem ler o livro. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido está em pré-venda na Amazon e vocês já podem comprá-lo com um pôster lindo através desse link





[Resenha] Um amor de vigarista


Acredito que todo leitor já passou pela experiência maravilhosa de se apaixonar por uma série logo no primeiro livro, né? Porém, existem aquelas que vão nos conquistando aos poucos, livro a livro. E esse definitivamente é o meu caso com a série Querida conselheira amorosa, da Laura Lee Guhrke, publicada pela Harlequin Books Brasil.

O primeiro livro, A verdade sobre amores e duques, não me conquistou tanto quanto eu esperava. Mas o segundo, O desafio do amor verdadeiro, foi uma surpresa maravilhosa e eu amei a leitura. Já esse terceiro, Um amor de vigarista, veio para roubar meu coração de vez e garantir um lugar cativo na minha lista de queridinhos.

Então, hoje eu vim falar um pouquinho sobre a leitura e os motivos que me fizeram amar tanto esse livro. Mas não se preocupem porque a resenha não tem spoilers, nem desse e nem dos livros anteriores.

 

Autora: Laura Lee Guhrke

Editora: Harlequin Books

Tradução: Alice Klesk

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon /Submarino

Sinopse: “Os últimos anos não foram fáceis para a srta. Amanda Leighton. Sozinha depois de perder o pai, envolveu-se em um escândalo que lhe custou o cargo de professora e depois ainda precisou fugir da casa em que trabalhava comogovernanta por causa dos avanços impróprios do ex-patrão. Desesperada por um emprego, ela sabe que tem todas as qualificações para o posto de tutora, e não vai deixar que seu gênero a impeça de consegui-lo. Se lorde Kenyon insiste em contratar um homem, Amanda tem apenas uma opção.James St. Clair, o conde de Kenyon, sabe que seus filhos rebeldes precisam de um tutor impetuoso, alguém disposto a colocá-los na linha, e não de uma nova mãe. Quando um jovem chamado sr. Seton se candidata à vaga, Jamieacredita que encontrou a resposta para seus problemas. Mas o viúvo está prestes a descobrir que, por baixo dos ternos largos e mal ajustados, esconde-se uma moça que pode lhe ensinar muito mais do que o esperado…”

 

Em Um amor de vigarista, vamos acompanhar o James, o conde de Kenyon, e sua saga em busca de uma babá para os filhos gêmeos. Viúvo há três anos, ele já não sabe como controlar os meninos e está constantemente vendo as babás praticamente fugindo da sua casa por causa das armações deles. Por causa disso, James está determinado a contratar um tutor para os dois, pois acredita que só um homem será capaz de ser firme com eles e ensiná-los a ter mais disciplina.

Mas Amanda Leighton está disposta a mostrar que o conde está errado. Sem referências após fugir do assédio de seu antigo patrão, ela sabe que tem qualificação o suficiente para assumir o papel de tutora. O problema é que esse papel costuma ser desempenhado por homens. As mulheres poderiam se candidatar apenas ao cargo de babá, para cuidar das crianças menores e ensinar às meninas um pouco maiores lições de etiqueta e bom comportamento (tudo que uma dama precisava saber). Mas Amanda deseja mais e, por isso, resolve se transformar em Adam Seton e se candidatar ao cargo de tutor do conde de Kenyon.

Quando conhece o jovem, mas audacioso, ser Seton, James acredita que pode ter encontrado a solução para os seus problemas. Se isso não adiantar, a solução será enviar os filhos para um colégio interno. Mas ele não imaginava que o novo tutor era na verdade uma jovem mulher, determinada a colocar os meninos na linha e dar uma lição no pai deles.



Desde que soube que Um amor de vigarista iria contar a história de James, eu fiquei imediatamente curiosa para ler. Minha empolgação com a série aumentou consideravelmente no segundo livro e saber que poderia saber mais sobre esse viúvo que lidava tão mal com seus filhos gêmeos foi o suficiente para ganhar meu interesse imediato. E não me decepcionei!

Ver a relação de James com os filhos foi um dos aspectos que mais gostei na leitura. Ele amava profundamente a esposa e não fazia ideia de como seguir com a vida sem ela, muito menos como cuidar de dois meninos pequenos, principalmente considerando que seu próprio pai foi um tirano que não deixou nenhum bom exemplo sobre paternidade. Então, foi interessante ver James tendo que lutar com seus conflitos e traumas para aprender a ser um pai melhor, ao mesmo tempo que ficava mais evidente a cada armação o quanto os gêmeos precisavam desesperadamente da atenção e do afeto dele.

E como se a relação do pai com os filhos não fosse o suficiente para fazer nosso coração derreter, ainda temos um romance lindo e muito bem construído. Eu amei ver como Amanda e James foram se conhecendo e os sentimentos entre eles foram surgindo. No início, quando ele ainda pensava que ela era homem, surgiu um sentimento de admiração pela forma como o sr. Seton lidava com os gêmeos. Mas também haviam alguns diálogos afiados e algumas alfinetadas do “tutor”, sobre como o conde não sabia cuidar dos próprios filhos.

Mas com o tempo também surge a atração e uma cumplicidade que tornam o romance mais convincente e cativante. O relacionamento dos dois foi construído gradualmente, de uma forma que o leitor consegue sentir os sentimentos dos protagonistas se transformando, e é impossível não torcer por esse casal. É um romance leve e cativante, daqueles que a gente realmente consegue entender os motivos que fizeram o casal se apaixonar e fica suspirando em cada cena que estão juntos. 



No entanto, eu preciso dizer que por mais apaixonantes que sejam Amanda e James, eles eram completamente ofuscados sempre que os gêmeos apareciam. Colin e Owen, os gêmeos endiabrados, são duas fofuras e dá vontade de entrar no livro só para abraçar os dois. Me diverti muito com as travessuras deles (não dá para negar que são muito espertos), mas também fiquei com o coração pequeno por ver o quanto eles sentiam falta de receber atenção e carinho.

Minha única ressalva foi que achei o final muito corrido. Eu queria mais detalhes do que aconteceu com esses personagens que eu aprendi a amar ao longo da leitura. Não que fiquem pontas soltas, mas sabe quando o livro te deixa com uma sensação de quero mais? Volta aqui, Laura, porque eu preciso ver mais desses personagens maravilhosos rsrs. Felizmente, esse não é o último livro e estou ansiosa para saber se teremos um vislumbre deles no próximo.

O que me resta dizer é que, se eu estava ansiosa para ler Um amor de vigarista, ele fez valer toda a espera e ansiedade. É um dos romances de época mais doces e cativantes que já li. Uma história leve, divertida e apaixonante, que fala sobre amor, recomeços, perdão e esperança. Uma leitura que me encantou e trouxe aquele famoso quentinho no coração de quando a gente sabe que leu uma história simples, mas especial à sua maneira. Agora, não vejo a hora de termos o próximo da série Queria conselheira amorosa para eu me encantar com mais um romance da Laura Lee Guhrke.

E vocês já conheciam Um amor de vigarista e os demais volumes da série Queria Conselheira Amorosa? Me contem aí nos comentários se já leram ou se ficaram com vontade de ler.

 

Outros livros da série Querida Conselheira Amorosa

A verdade sobre amor e duques: Amazon / Submarino

O desafio do amor verdadeiro: Amazon / Submarino

 


Motivos para ler "As irmãs Shakespeare"



Sabe quando você termina um livro e sente que foi a leitura certa na hora certa? Foi exatamente isso que aconteceu comigo, dois anos atrás, quando li Um verão na Itália, da autora Carrie Elks. Ele é o primeiro volume da série As irmãs Shakespeare, que a cada livro foram me conquistando mais.
Já saiu resenha dos quatro livros aqui, mas hoje eu queria falar sobre a série como um todo e mostrar alguns motivos para eu sempre indicá-la. Então, quem não leu esses livros ainda ou nem conhecia a série, se preparem para aumentar a lista desejados.

1 – Protagonistas femininas muito reais.
Um dos aspectos que mais gostei quando li cada um dos livros da série As irmãs Shakespeare foi o fato de sempre encontrar protagonistas muito humanas, mulheres com as quais eu conseguia me identificar ou reconhecer outras mulheres que eu conheço. Isso pode parecer algo banal, “é claro que uma mulher vai se identificar com uma personagem feminina”, mas nem sempre acontece. Muitas vezes encontro personagens perfeitas demais, ou estereotipadas demais, que não se parecem nem um pouco com pessoas reais.
Mas as irmãs Shakespeare não são assim. Elas cometem erros ao longo dos livros, sofrem, crescem e se transformam como acontece com todos nós. Seus conflitos e inseguranças são muito compreensíveis e verdadeiros, fazendo com que seja fácil se conectar com elas. É impossível terminar esses livros sem se ver um pouquinho na Cesca, na Kitty, na Lucy ou na Juliet.

2 – Cenários apaixonantes
Esses livros me deixaram com vontade de comprar uma passagem no primeiro avião para ir conhecer os cenários mencionados no livro. A autora tem uma capacidade de descrever as ambientações com uma clareza que faz com que a gente se sinta viajando junto com os personagens. Em Um verão na Itália, eu praticamente me via naquela praia paradisíaca, já Um amor de inverno me transportou para uma cidadezinha com muita neve e um clima de Natal aconchegante.
E quem sonha em conhecer a Escócia, vai amar Uma surpresa na primavera. Eu com certeza consegui me imaginar em uma fortaleza antiga e cercada por lindos jardins. Já Uma luz no outono me surpreendeu com uma ambientação em uma pequena cidade nos EUA, que pode parecer mais simples que os outros cenários apresentados, mas acabou sendo igualmente aconhegante e encantadora.

3 – Questões familiares
Em uma série que acompanha quatro irmãs, é claro que os livros vão falar muito sobre família. E o que achei mais interessante é que novamente a autora não caiu no erro de retratar um quadro de perfeição, em que todos se adoram e nunca têm problemas.
As irmãs Shakespeare realmente se amam muito e, mesmo distantes geograficamente, sempre se apoiam. Mas elas também têm seus conflitos e segredos, e em muitos momentos fica claro que essa família está longe de ser perfeita. E, sinceramente, foi isso que tornou a leitura tão especial. Ver conflitos reais e compreensíveis entre essa família, mas perceber o amor evidente entre eles foi tocante e me deixou ainda mais conectada aos personagens.

4 – Escrita envolvente
A escrita da Carrie Elks é outro aspecto que me fez amar a leitura em cada um desses livros. Além de uma habilidade única para descrever os ambientes e fazer os leitores viajarem com a leitura, ela ainda tem uma escrita leve e fluida, que prende a atenção do começo ao fim. Quando li o primeiro livro da série, estava vindo de uma longa ressaca literária. Porém, mal comecei a ler esse e em poucas páginas eu já estava completamente envolvida, tanto que terminei em menos de 24 horas.
Então, para quem quer uma leitura leve e envolvente, para curar uma ressaca literária ou intercalar com um livro mais pesado, já pode se jogar nessa série.

5 – Romances apaixonantes
Já sei que vocês devem estar se perguntando sobre o romance e posso dizer que é o que não falta nessa série. Os quatro livros possuem casais maravilhosos e que conseguem deixar qualquer leitor suspirando. E o melhor é que são romances bem construídos, em que a gente realmente consegue ver os personagens se apaixonando aos poucos.
Além disso, nos quatro livros, o casal principal tem muita química. Com isso, mesmo em meio às discussões, trocas de farpas, idas e vindas, sempre conseguimos perceber a atração entre os personagens escondida nas entrelinhas. E como é delicioso vê-los se aproximando ao longo da história, se conhecendo aos poucos e se apaixonando. Impossível não torcer por esses casais maravilhosos.

6 – Personagens secundários maravilhosos
Essa série tem uma coleção de personagens secundários incríveis e eu poderia ficar aqui o dia todo para citar todos. Mas preciso destacar as crianças mais fofas do mundo, que aparecem no terceiro e no quarto livro. Ah... são muitas doses de fofura garantida, que deixam a leitura ainda mais leve e divertida.
E o melhor é que nesses livros os personagens secundários são realmente importantes para a história, não ficam simplesmente jogados em segundo plano. Deste modo, eu realmente me apeguei a muitos deles e fiquei até desejando livros para alguns deles.

Extra: Box com os quatro livros da série e brindes
Se todos os motivos que eu dei não foram o suficiente para vocês quererem ler esse livro, eu tenho um motivo extra: o box com os quatro livros da série e brindes maravilhosos. A editora Verus anunciou recentemente essa novidade em uma live com a autora e eu fiquei completamente encantada.
Nesse box, os quatro livros vêem em um caixa linda, inspirada nas quatro estações do ano, e acompanhados de uma ecobag maravilhosa e quatro cartões postais inspirados nas capas dos livros. Ele está em pré-venda no Submarino e vocês podem comprar através desse link


Agora, quero saber o que vocês acharam dos motivos que eu citei. Quem já leu, concorda com eles? E, se não leu ainda, ficou com vontade? Me contem aí nos comentários e não deixem de aproveitar para comprar esse box lindo na pré-venda.

Conheça os livros da série:
Um verão na Itália – Resenha: aqui
Um amor de inverno – Resenha: aqui
Uma surpresa na primavera – Resenha: aqui
Uma luz no outono – Resenha: aqui

[Pré-venda] Meninas Selvagens

 


Se tem uma coisa que todo leitor ama é um bom lançamento e tem um da Galera Record que tem chamado a atenção desde que foi anunciado: Meninas Selvagens, da autora Rory Power. O livro foi divulgado como um terror feminista e isso já despertou a atenção de muita gente. Mas há outros motivos para ficar muito curioso para conferir essa história e é sobre isso que quero conversar com vocês.

O ponto que mais chamou minha atenção é que ele traz um tema, infelizmente, bastante atual. Quem imaginava no começo do ano que passaríamos por uma pandemia e teríamos que viver em isolamento? Acho que ninguém. Mas é justamente o que acontece nesse livro. Com o surgimento de uma misteriosa doença, as alunas da Escola Haxter precisam ficar isoladas. Acho que todo mundo já consegue imaginar o desespero dessas alunas né?

Outro aspecto importante é que se trata de um livro com representatividade LGBTQIA+. Nele, o leitor vai acompanhar um relacionamento entre meninas. Além da protagonista, que se sente atraída por meninas, mas há um casal coadjuvante formado por duas garotas. E, como não fica claro se elas são bissexuais ou lésbicas, o termo mais correto é romance sáfico.

E, se tudo isso ainda não foi o suficiente para deixar vocês curiosos para ler, preciso dizer que Meninas Selvagens já está em pré-venda e com brindes maravilhosos. Para quem comprar nesse período, o livro irá acompanhado de um lindo pôster e um card. Não dá para perder né?

Por isso, vou deixar a sinopse e o link para compra. O lançamento está previsto para o dia 15/09, então, corram para já garantir o de vocês na pré-venda.

 



Autora: Rory Power

Editora: Galera Record

Páginas: 320

Pré-venda: Amazon

Sinopse: “Há dezoito meses, a Escola Raxter para Meninas entrou em quarentena. Há dezoito meses, uma misteriosa doença virou a vida de Hetty do avesso. Começou devagar. Primeiro, as professoras foram morrendo, uma a uma. Então, começou a infectar as alunas, transformando o corpo delas em algo cada vez mais estranho. Isoladas do resto do mundo e deixadas à própria sorte, as meninas não se atrevem a ultrapassar o limite da escola. Hetty, Byatt e Reese esperam a cura prometida enquanto a doença se alastra. Mas tudo muda quando Byatt desaparece. Hetty não medirá esforços para encontrá-la, mesmo que isso signifique quebrar a quarentena e desbravar os horrores que as esperam além da cerca que separa a escola da floresta. E quando Hetty se lança rumo ao desconhecido, descobre que há muito mais mistérios por trás dessa história que ela jamais poderia imaginar. Meninas selvagens combina um cenário de terror com a angústia e a ternura da adolescência para explorar até onde um grupo de meninas é capaz de ir para sobreviver e se manter unido. Rory Power constrói uma narrativa que, por vezes irregular e flutuante, demonstra a originalidade e potência de sua escrita, tornando-se uma das novas apostas do gênero. Com Meninas selvagens, estreia – brilhantemente – no universo da ficção juvenil.”



Conheça a autora:

Rory Power é a autora do best-seller do New York Times e cresceu na Nova Inglaterra, onde vive e trabalha como editora de ficção policial e consultora de histórias para adaptações de TV. Ela tem mestrado em Ficção e Prosa na Universidade de East Anglia e ama muito o tempo que passou por lá!


[Resenha] Como sair com homens quando você odeia homens: O guia de uma garota hétero para namoro em tempos feministas

 


Acredito que toda mulher que já viveu alguma situação em que se sentiu oprimida pelos homens. É o resultado de vivermos em uma sociedade patriarcal. Então, quando vi o livro Como sair com homens quando você odeia homens – O guia de uma garota hétero para namoro em tempos feministas, da autora Blythe Roberson, já fiquei curiosa para ver como seriam retratadas as situações que vivemos diariamente.

Com muito humor, a autora retrata situações cotidianas e que demonstram como às vezes ficamos no dilema entre gostar de homens e entender que, muitas vezes, eles podem ser bem babacas. Seriam eles realmente os inimigos? É possível questionar o patriarcado e ainda gostar de homens? É isso que a autora busca discutir nesse livro.

Sem procurar oferecer respostas prontas ou dicas de relacionamento, a autora traz situações da sua própria vida para conversar com as leitores e refletir sobre essas questões. E, por se tratar de um assunto tão necessário, é claro que fiquei ansiosa para conferir.

 

Autora: Blythe Roberson

Editora: Galera Record

Tradução: Adriana Fidalgo

Páginas: 288

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Às vezes um encontro não é apenas um encontro...Será que no menu daquele inofensivo jantar romântico a autonomia e a personalidade que você fortaleceu com muita teoria feminista e ativismo não estão sendo servidas de bandeja para o patriarcado? Como se já não fosse suficientemente difícil definir se aquele barzinho com o crush caracteriza um encontro, vivemos em uma sociedade em que o relacionamento entre homens e mulheres é mais vantajosos para eles – a ciência comprova, mas todas nós já sabíamos disso! Reunindo toda a experiência adquirida em anos de solteirice, saindo com homens e assistindo incontáveis vezes a Mens@gem para você, a comediante Blythe Roberson oferece este bem-humorado ensaio filosófico sobre mulheres que saem com homens, mesmo sem gostar tanto assim deles. As histórias de Blythe são excelente companhia para atravessar o campo minado por boys lixo dos relacionamentos contemporâneos.”

 

Uma das coisas mais interessantes sobre Como sair com homens quando você odeia homens é que tive medo de que ele se tornasse um livro de auto-ajuda, com fórmulas simples para resolver problemas de relacionamento. Mas isso não aconteceu. É realmente um relato da autora sobre situações que viveu e alguns questionamentos a partir disso. Ela não propõe soluções, mas traz discussões para as leitoras se questionarem. E isso, para mim, foi o grande mérito do livro.

Outro aspecto interessante é que Blythe Roberson não procura provar a existência do patriarcado. Ela entende que o machismo e a desigualdade de gênero estão presentes na sociedade e todo mudo sabe disso, e o oprimido não deveria ter que provar para o opressor. Assim, as situações que ela retrata não são para provar que vivemos em uma sociedade machista, mas para que as pessoas reflitam sobre a masculinidade tóxica e como questionar isso e ainda se relacionar com os homens que estão nessa situação de privilégio.

Além disso, gostei muito do fato de que é ressaltado no livro que não são todos os homens que são abusivos ou opressores, e que até entre os homens não há uma igualdade, sendo que homens brancos, héteros, cis e saudáveis se encontraram em uma posição muito mais privilegiada. Ela ainda  reconhece logo na introdução que por ser uma mulher branca, hétero e cis, ainda está em uma posição privilegiada. Ela entende que por mais que também sofra com o machismo e não esteja imune à discriminação de gênero, outras mulheres sofrem com isso de forma muito mais intensa.



E não posso deixar de mencionar que amei a mensagem que a autora quis passar. Ao contrário do que o título sugere, Blythe Roberson não odeia homens e o livro não é uma sucessão de motivos para odiá-los. Ela quis mostrar que, apesar do machismo presente de diversas formas, das opressões que sofremos e da desigualdade de gênero, ainda é possível ter um relacionamento, se apaixonar por um homem. Muitas vezes é difícil manter nossas críticas à masculinidade tóxica e ao patriarcado e ainda acreditar que podemos nos apaixonar e ter um relacionamento saudável com um homem, mas a autora busca mostrar através das situações que retrata, e das reflexões levantadas a partir delas, que é possível sim questionar a sociedade patriarcal e ainda se relacionar com homens.

Porém, apesar de enxergar os méritos do livro, não consegui gostar da leitura. Acredito que o principal motivo para isso foi a escrita da autora. Achei extremamente repetitiva e monótona. Além disso, ela tentou trazer humor e leveza para os eventos que narrava, mas achei forçado e muito exagerado. Definitivamente, não é o tipo de humor que funciona comigo e não consegui rir em momento algum.

Além disso, algumas situações que ela retratou me pareceram mais de uma adolescente extremamente sem noção do que de uma mulher adulta. Não me convenceram e não me senti representada por elas. Ao contrário, fiquei profundamente incomodada. Um exemplo disso é um momento do livro em que ela diz ter feito uma planilha ranqueando os homens pela plausabilidade do beijo. Achei uma atitude sem noção e imatura, e infelizmente não foi a única que me incomodou.

Deste modo, por mais que eu entendesse a mensagem que a autora quis passar e até visse situações muito reais de machismo, masculinidade tóxica e desigualdade de gênero sendo retratadas, não consegui me conectar com o livro e nem me divertir com a leitura. Então, para mim, Como sair com homens quando você odeia homens – O guia de uma garota hétero para namoro em tempos feministas foi um livro com uma ótima proposta, mas que para mim não funcionou. Mas quero deixar claro que é apenas a minha opinião, baseada nas minhas experiências. Talvez, você consiga se ver nas situações que a autora viveu ou aprecie o tipo de humor adotado por ela. Então, vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.


[Resenha] Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários


Quando comecei a série A Livraria dos Corações Solitários, não tinha grandes expectativas. Porém, me surpreendi ao encontrar em A Pequena Livraria dos Corações Solitários exatamente a leitura que estava precisando no momento: leve, divertida, aconchegante. E, a cada livro da série, essa sensação de conforto tem se reforçado.
Então, chegamos ao último livro. Aquele momento em que dá uma ansiedade para acompanhar a história de mais um casal, mas também um aperto no coração por ter que me despedir dos personagens. Além da preocupação se o desfecho será o suficiente para encerrar toda a trajetória até ali. Ou seja, todas aquelas sensações que a gente sente quando está prestes a ler o último livro de uma série.
Por esse motivo, acho que não preciso nem dizer que eu estava ansiosa e com altas expectativas para Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários. Mas também tinha uma pontinha de receio, ainda mais que não gostei tanto do livro anterior. E agora eu finalmente vou poder contar para vocês o meu veredito e se fiquei feliz com o desfecho dessa série.


Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Tradução: Cecilia Camargo Bartalotti
Páginas: 350
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Um beijo de inverno na livraria dos corações solitários é o livro final da série a livraria dos corações solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. p o natal é a ocasião perfeita para espalhar amor e alegria. Porém, na livraria felizes para sempre, um improvável casal luta para encontrar o espírito natalino.mattie, uma confeiteira brilhante, detesta a comemoração desde que teve o coração partido na véspera de um natal. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria. Mas, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem.assim, quando mattie e tom são deixados no comando nos frenéticos s antes do natal, mesmo estando no inverno, as coisas certamente vão esquentar.será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo natal. E, quem sabe, um pelo outro?”

Após assumir o salão de chá ao lado da livraria Felizes para sempre, Mattie está muito feliz com a sua vida. Ela ama seu trabalho, o salão de chá tem feito sucesso e a convivência com o pessoal da livraria é ótima. Com uma exceção: Tom. Os dois nunca se deram bem, e não ajuda muito o fato de que Tom nunca comprou nada em seu salão de chá. Ele sempre busca seu almoço na concorrência, e a única coisa que ele consome do estabelecimento dela é o café que pega de graça todas as manhãs.
Porém, se tem uma coisa que Mattie detesta mais do que o Tom é o Natal. Surpreendentemente, esse é o único ponto que ele concorda com ela. Quando os dois se vêem tendo que tiver o apartamento, parecia o caminho mais direto para o caos e a convivência com eles se torna pior à medida que um começa a esbarrar nos segredos do outro. Porém, quando descobrem a aversão mútua ao Natal, um estranho vínculo se forma entre eles.
Assim, enquanto lutam para resistir ao espírito natalino dos seus colegas e assumem o controle da livraria no momento mais caótico do ano, Tom e Mattie começam a perceber que outros sentimentos além do ódio ao Natal podem os unir.



É engraçado falar sobre esses livros, porque ele me surpreendeu de formas que eu não esperava. No início, apesar de estar gostando da leitura, eu tinha quase certeza de que este caminharia para ser o livro mais fraco da série. Demorei um pouco para me conectar com a Mattie e o Tom e, apesar de adorar as trocas de farpas entre eles, não me apeguei a nenhum dos dois. Porém, no momento em que surge um personagem que despertou todo o meu ódio, foi que os protagonistas finalmente se destacaram e eu pude enxergá-los com outros olhos.
Mattie é a personagem central do livro e foi interessante ir descobrindo quem ela é aos poucos. Nos livros anteriores, seu papel foi totalmente secundário e, por isso, eu ainda não tinha uma opinião formada sobre ele. Mas quando seus traumas começaram a ser revelados aqui e eu pude compreender suas escolhas, e até mesmo sua aversão ao Natal, eu só queria poder entrar no livro e dar um abraço nela.
Acho que através da Mattie, Annie Darling conseguiu abordar temáticas muito importantes e de uma forma mais completa do que havia sido feito nos livros anteriores. Muitas mulheres vão se ver nessa personagem e nas situações que ela viveu, mas também poderão se inspirar nela. Amei ver quão forte a Mattie foi e o quanto ela se superou, e esse foi um dos motivos que fez com que a leitura tornasse tão especial.
Já o Tom despertava minha curiosidade desde o primeiro livro. De todos os personagens da livraria, ele é o que guardava mais segredos sobre sua vida particular e o tema da sua tese de pós-doutorado pode ser considerado como o grande mistério da série. E foi muito divertido poder conhecer esse personagem de verdade. Com relação à tese, eu achei simplesmente brilhante e fiquei até com vontade de ler rsrs.
Mas existe muito mais por trás da fachada de intelectual ranzinza e foi maravilhoso ir descobrindo suas outras camadas. Tom tem um jeito mal humorado, mas sabe ser gentil, atencioso e carinhoso. Assim como Mattie, ele também tem seus traumas e confesso que fiquei muito surpresa com algumas revelações sobre o seu passado.
E tendo me surpreendido tanto com esses protagonistas e gostado tanto deles, não preciso nem dizer o quanto torci pelo casal. O romance foi desenvolvido aos poucos, como aconteceu com os demais da série. Porém, ele foi mais lento que seus antecessores porque o casal tinha mais barreiras individuais a superar. Tanto Tom quanto Mattie tinha muitas questões pessoais para trabalhar antes que pudessem começar a se abrir e se apaixonar.

Mas quando o romance começa a despontar, é muito fofo. Adorei ver os dois passando das trocas de farpas e brigas infantis, para uma relação de confiança, depois cumplicidade e só então começarem a se apaixonar. Para mim, foi de longe a relação mais bem desenvolvida da série e a mais saudável também.



Outro aspecto que eu amei e não posso deixar de mencioar é que a autora não deixou de lado os outros personagens marcantes da trama. Ela reservou espaço na trama para mostrar como os casais dos livros anteriores estavam se saindo, assim como outros personagens secundários que estiveram presentes ao longo dos quatro livros. Ninguém foi esquecido ou deixado de lado, e todos tiveram um desfecho coerente e satisfatório.
O que me leva à ressaltar como esse livro encerra maravilhosamente a série. Annie Darling soube manter a leveza e o humor característicos dos seus livros, mas sem deixar de trazer importantes para os seus personagens e dar uma carga dramática para eles. Além disso, ela amarra todas as pontas e permite que a gente veja o ciclo iniciado lá no primeiro livro se encerrando de uma forma coerente e que deixa o coração do leitor mais leve.
Minha única ressalva é que senti falta do ponto de vista do Tom. Apesar de ser narrado em terceira pessoa, o livro é todo pela perspectiva da Mattie e, em muitos momentos, eu me via querendo saber o que o Tom estava fazendo, sentindo ou pensando. No entanto, isso não tirou o brilho da leitura para mim. O carisma dos personagens e forma doce como o romance se desenvolveu, além do clima contagiante de Natal, contribuíram para que essa questão ficasse em segundo plano.
Assim, só posso dizer que se quando li A Pequena Livraria dos Corações Solitários eu me surpreendi por ter gostado tanto de um livro que eu não esperava nada, Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários me surpreendeu por ser exatamente o que eu esperava e mais. É um livro leve, doce e divertido, que, com a combinação perfeita de amor pelos livros e a magia do Natal, trouxe uma deliciosa sensação de aconchego. Ao final da leitura, senti como se um pouco do clima de amizade e amor tão presentes na livraria da história tivessem ficado comigo para deixar meu coração quentinho.
E vocês, já leram a série A Livraria dos Corações Solitários? Me contem aí nos comentários se gostaram e qual foi o favorito de vocês.

Outros livros da série
A Pequena Livraria dos Corações Solitários vol.1: Resenha – Comprar: Amazon
Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários vol. 2: Resenha – Comprar: Amazon
Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários vol. 3: Resenha – Comprar: Amazon

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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