[Resenha] Como agarrar uma herdeira

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Skoob
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Um dos livros mais românticos – e engraçados – de Julia Quinn, Como agarrar uma herdeira inaugura a série Agentes da Coroa. Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.”

Semana passada eu fiz uma resenha sobre Mais lindo que a lua, mais recente romance da Julia Quinn publicado no Brasil. Comentei naquele dia que gostei da leitura, mas que o livro me decepcionou bastante, pois quando se trata dessa autora as expectativas sempre aumentam. Então, hoje eu escolhi falar sobre outro livro da Julia que li recentemente e que traz de volta o melhor do estilo característico dela.
Como agarrar uma herdeira é o primeiro volume da duologia Agentes da Coroa, publicada pela editora Arqueiro e, mesmo antes de ler o segundo, já estou lamentando o fato de serem apenas dois livros, pois eu queria muito mais. Nessa história, Julia Quinn traz para o leitor o humor, o romance e os personagens carismáticos que são marcantes em seus livros, mas ainda acrescentou um toque de ação e aventura que deixou a leitura ainda mais envolvente.
No livro, o leitor é apresentado a Caroline Trent, uma jovem herdeira de uma verdadeira fortuna, que após a morte prematura de seus pais teve que passar por vários tutores até ficar sob responsabilidade do desprezível  Oliver Prewitt. Desesperado para colocar as mãos no dinheiro de Caroline antes que ela complete 21 anos e possa administrar a fortuna sozinha, ele manda seu filho Percy comprometer a reputação dela para forçá-la a se casar.
No entanto, surpreendentemente, Caroline consegue se defender do ataque de Percy e foge da casa dos Prewitt com o intuito de se esconder durante as seis semanas que faltam para seu anivesário de 21 anos. É durante a fuga que o caminho de Caroline cruza com o de Blake Ravenscroft, um agente da Coroa que vem investigando atividades suspeitas de Oliver e acaba confundindo Caroline com a perigosa espiã espanhola Carlotta De Leon.

Ao contrário do que se esperava, Caroline resolve deixar Blake acreditando que ela era mesmo a espiã foragida, pois enquanto estivesse presa com ele, seu tutor não conseguiria encontrá-la. Mas será que Caroline seria capaz de manter esse disfarce por seis semanas?


Acredito que se me pedissem para descrever esse livro com duas palavras, eu diria hilário e apaixonante. Acho que nada mais serviria para explicar o que foi essa leitura, as situações em que os personagens se envolvem e a própria construção do romance.
Para começar, Caroline é uma das protagonistas mais cativantes que já vi em romances de época. Ela tem uma inocência condizente com a forma como as jovens eram criadas na época, mas ainda é forte, divertida e determinada. Apesar das situações adversas que enfrentou desde a morte dos pais, ela não se deixou abater e nem permitiu que seus tutores, especialmente Oliver, acabassem com seus sonhos ou mudassem sua personalidade.
“Era irônico, na verdade. Caroline teria ficado feliz em compartilhar sua fortuna – até mesmo em doá-la – se houvesse encontrado um lar com uma família que a amasse, que se importasse com ela. Alguém que visse nela algo além de um burro de carga com uma conta bancária.”
Assim, é impossível não se afeiçoar a ela ou não se divertir com seu jeito espontâneo. Poucas vezes vi uma personagem com tanta capacidade de se envolver em confusões e ainda conseguir sair delas com muito bom humor. É uma protagonista muito leve, que não fica choramingando por bobagem, e que cativa o leitor de um jeito que dá vontade de realmente tê-la como amiga.
Por outro lado, o Blake é um personagem tão rabugento que chega a ser cômico. Caroline entra como um furacão, virando a vida dele de cabeça para baixo, e ele simplesmente não sabe como reagir. Isso acaba levando a várias discussões com diálogos afiadíssimos e irônicos. No entanto, Blake ainda tem algumas mágoas e traumas do passado que explicam seu jeito amargo e que acabam fazendo com que a gente se apaixone ainda mais por ele.

“Toda aquela maldita situação parecia provar a existência de um poder superior - cujo único propósito era deixar Blake Ravenscroft completa e irrevogavelmente insano.”



É importante destacar também que Julia Quinn trouxe um equilíbrio perfeito entre o romance e o humor. Se por um lado eu dei gargalhadas com as brigas constantes entre Caroline e Blake, por outro, fiquei com o coração derretido vendo os dois se apaixonando. O sentimento que nasce entre eles acontece gradualmente e é bonito ver o quanto eles se complementam em suas diferenças. Blake é um homem amargurado, que quis se isolar das pessoas e afastar qualquer possibilidade de amar, enquanto Caroline é uma jovem espirituosa, leve e, acima de tudo profundamente carente de afeição. Um romance que parecia improvável, mas que se torna mais lógico à medida que eles vão conseguindo lidar com seus fantasmas e aprendendo a dar espaço para o sentimento que surgia.
“Mas a jovem já despertara aquela parte de Blake que ele gostava de manter quieta. A parte que se importava. E a razão pela qual ele não queria que ela ficasse era simples: Caroline Trent o assustava.”
Além dos dois protagonistas, outra fonte de diversão do livro são os personagens secundários. Em especial, eu amei o James, marques de Riverdale e melhor amigo de Blake. Ele traz um pouco de sensatez no meio das brigas do casal, mas também tem um humor irônico que eu adorei. Além dele, tem os empregados da mansão do Blake que roubaram a cena, infernizando muito o patrão enquanto se colocavam sempre ao lado de Caroline.
No entanto, Como agarrar uma herdeira não é feito só de romance e humor. O livro tem ainda muita ação, dando um toque especial à leitura. Blake e James estão investigando Oliver Prewitt e procurando pela espiã Carlotta De Leon, o que implica em cenas de espionagem, perseguição e muita adrenalina.
O único ponto que eu faço uma ressalva é que queria um epílogo um pouco mais detalhado. No entanto, isso não quer dizer que o final não seja satisfatório. Tudo que precisava ser esclarecido foi e a autora dá uma boa noção do que aconteceu com os protagonistas. Porém, eu terminei a leitura tão apegada que queria um pouco mais de detalhes para prolongar o livro.
Assim, Como agarrar uma herdeira foi uma leitura envolvente, divertida e cativante. Para quem quer um romance de época que foge um pouco do que estamos acostumados, mas que mantém o estilo leve, apaixonante e bem humorado, é uma excelente opção. Fui mais uma vez conquistada pela escrita da Julia Quinn e não vejo a hora de ler a continuação da duologia.

Meus casais favoritos da literatura


Quem nunca torceu por um casal em um livro, filme ou série que atire a primeira pedra. Como toda pessoa romântica eu não posso ver dois personagens juntos que eu já estou torcendo, até quando não tem romance na história eu dou um jeito de torcer. Então, é claro que tem uma lista enorme de casais da literatura que eu adoro e que me fizeram suspirar e me apaixonar.
Pensando nisso, resolvi montar uma lista com alguns dos meus casais favoritos de livros que eu amo. Vão ficar muitos de fora? Com certeza. Mas se eu fosse colocar todos essa lista ficaria gigante. Então, separei alguns que são muito especiais para mim e que eu defendo com todo meu coração.

Anne Elliot e Capitão Wentworth – Persuasão
Eu sei que, dos personagens da Jane Austen, o casal mais famoso e amado é a Elizabeth Bennet e o Mr. Darcy. No entanto, por mais que eu ame esse casal, nenhum outro supera o Capitão Wentworth e a Anne Elliot. Persuasão é o meu romance preferido e acho lindo a forma como ele foi construído. Os protagonistas passam anos separados e quando se reencontram têm várias mágoas e conflitos que precisam ser superados, mas é lindo ver como o amor que eles tinham sobreviveu ao tempo e ao ressentimento.


Fani e Leo – Fazendo meu filme
Quem me conhece ou segue aqui no blog sabe que eu acompanho Fazendo meu filme desde que o primeiro livro foi publicado e não me canso nunca de falar o quanto amo esse casal. A Paula Pimenta tem um dom para escrever relacionamentos fofos e apaixonantes, mas, de todos que ela já escreveu, o da Fani e do Leo foi o que mais me marcou. Eu adorei acompanhar esse romance evoluindo de uma maneira muito fofa da amizade para um sentimento mais forte. Além disso, reconheço que o Leo é um dos meus crushs literários e que acho impossível não torcer para ele ficar com a Fani.

Alec Lightwood e Magnus Bane – Os Instrumentos Mortais
Tem como falar de casais da literatura e não citar esses dois? A série Os Instrumentos Mortais tem vários casais incríveis, aliás, todas as séries da Cassandra Clare têm. Porém, se tem um casal que reina absoluto no universo dos shadowhunters é o Alec e o Magnus. A maneira como o romance é construído, ver o quando o Alec cresce ao lado do Magnus e todas as barreiras que eles superam juntos... tudo isso torna esse casal tão especial que não tem como não amá-los.

Anthony e Kate – O Visconde que me Amava
De todos os romances de época que já li (tirando os clássicos, claro), O Visconde que me amava, da Julia Quinn, é o meu favorito. E o motivo para isso só poderia ser os protagonistas Anthony Bridgerton e Kate. Eu adoro a forma como o romance vai evoluindo nesse livro, começando com os dois brigando feito cão e gato, mas depois descobrindo uma cumplicidade que aos poucos evolui para amor. Me diverti muito acompanhando as brigas desses dois, mas achei muito lindo vê-los se apaixonando.

Hannah e Garret – O Acordo
Da série “livros que eu não esperava nada e conquistaram um lugar no meu coração”, tem O Acordo, da Elle Kennedy. Esse livro foi uma das melhores surpresas que tive em 2017 e eu amei demais esse casal. É um romance que acontece de maneira gradual, com os personagens se tornando amigos e depois percebendo que há algo mais. Eu fiquei apaixonada pelo Garret quando li e adorei ver como a relação dele com a Hannah foi desenvolvida. Para quem quiser saber mais, tem resenha sobre o livro aqui.

Marcus e Julia – Mentira Perfeita
Sei que muitas pessoas vão se perguntar por que o Ian e a Sofia, do livro Perdida, não estão nessa lista e o Marcus e a Julia estão. O motivo é simples: eu acho Mentira Perfeita o melhor livro que já li da Carina Rissi e amo esse casal com todo meu coração. O Marcus é um dos meus maiores crushs literários e esse romance, apesar de clichê, é um dos mais lindos e apaixonantes que já li. Para quem quiser conferir mais sobre esse casal, pode conferir a resenha sobre Mentira Perfeita aqui.

Bônus: Caroline e Blake de Como agarrar uma herdeira. Eu li esse livro recentemente e poucas vezes ri tanto com um livro. Os diálogos desse casal são hilários e é muito divertido (e cativante) ver esses dois brigando e se apaixonando sem perceber. Não vou falar muito, porque a resenha sairá em breve, mas esse livro quase empatou com O Visconde que me amava na minha preferência.       

Esses são alguns dos casais da literatura que eu mais gosto, mas ainda tem vários outros que eu não citei. Caso vocês gostem do post, posso fazer uma segunda parte mais para frente. Então, me contem aí nos comentários o que vocês acharam e quais são os casais preferidos de vocês.
E, caso tenham se interessado em conhecer algum desses casais, vocês podem adquirir os respectivos livros no site da Amazon. Comprando por esse link, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena comissão.

Fazendo meu filme: http://amzn.to/2HPQ0V1
Cidade dos Ossos: http://amzn.to/2osoHIj
O Visconde que me amava: http://amzn.to/2CmAKQ6
Mentira Perfeita: http://amzn.to/2osoTr1
Como agarrar uma herdeira: http://amzn.to/2CmPi23

[Resenha] Ruína - Ruined #1

Autora: Amy Tintera
Editora: Galera Record
Páginas: 308
Skoob
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: “Ninguém temia Emmelina Flores, a filha inútil da rainha mais poderosa que Ruína já viu... Até agora. O primeiro livro da trilogia Ruína. Emmelina Flores não tem nada. Ela não tem poderes como os outros habitantes de Ruína, seus pais foram assassinados, seu lar destruído e sua irmã, Olivia, levada por seus inimigos. Mas justamente por isso ela também não tem o que temer. Impulsionada por seu desejo de vingança, ela parte numa perigosa jornada para o reino inimigo de Lera, onde espera encontrar Olivia, colocando em ação um plano arriscado e ambicioso, que envolve se casar com o primeiro na sucessão ao trono, se passando por outra pessoa. Mas o príncipe talvez não seja quem ela imaginou que seria. O coração de Emmelina, endurecido pela raiva, começa a ceder. Mas com sua vida – e a da irmã – em jogo, qualquer momento de dúvida pode ser arriscado demais. O primeiro livro da Trilogia Ruína de Amy Tintera traz elementos comuns à fantasia rearranjados de maneira inovadora e apresentados em um ritmo alucinante. Repleto de ação, o livro apresenta mulheres fortes, poderosas, decididas e, porque não, até mesmo cruéis, dispostas a tudo para alcançar seus objetivos.”

Sabe aquele livro que você já quer antes mesmo de ler a sinopse? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando vi a capa de Ruína, da autora Amy Tintera, publicado pela Galera Record ano passado. Só pelo título e pela capa já percebi que se tratava de uma fantasia e achei tão incrível que fiquei imediatamente louca para ler. Agora que eu finalmente realizei esta leitura posso dizer que meu amor à primeira vista foi recompensado com uma trama que me prendeu da primeira à última página.
Primeiro volume de uma trilogia, Ruína apresenta o leitor a Emmelina Flores, jovem princesa que viu seus pais serem mortos e sua irmã ser levada pelo reino inimigo como prisioneira. Agora, seu povo está sendo perseguido e dizimado, mas Emm não vai desistir de libertar Olívia e vingar a morte de seus pais.
Para isso, ela se passará pela princesa Mary, do reino de Vallos, para se casar com o príncipe Casimir, o herdeiro do trono de Lera, e se infiltrar no palácio. O objetivo dela é descobrir onde sua irmã está presa e destruir a família real daquele reino. O plano é arriscado e se ela for descoberta a sentença será a morte, porém, Emm age impulsionada pelo amor à Olívia e o cego desejo de vingança.
O que ela não poderia imaginar é que conviver com o príncipe Casimir iria fazer com que ela o visse com outros olhos. Será que todos em Lera têm realmente culpa pelo que aconteceu em Ruína? E se seu coração começar a ceder ao jovem príncipe, os sentimentos por ele poderiam ser maiores do que seu desejo de vingança?


Como eu disse no início da resenha, a leitura de Ruína me prendeu desde a primeira página. O principal motivo para isso é que a autora não perdeu tempo com descrições do universo apresentado, que normalmente tiram o ritmo. Ela já insere o leitor imediatamente na ação, fazendo com que as explicações aconteçam à medida que a trama vai se desenrolando. Com isso, a leitura já começa muito dinâmica e o leitor fica instigado para entender melhor os personagens e a situação daqueles reinos.
Apesar de não ter uma premissa tão original (me lembrou um pouco A Seleção e A Maldição do Vencedor), achei interessante a forma como a trama foi desenvolvida. Há um grande desenvolvimento da parte política, com conspirações, traições e uma guerra iminente. Além disso, a autora não cai no clichê de colocar um reino como bonzinho e outro como opressor e violento. É possível perceber ao longo do livro que erros graves foram cometidos pelos dois lados, mas que há também pessoas inocentes envolvidas. Essa dualidade é interessante, pois fica difícil torcer para um dos reinos e condenar o outro.


Além disso, achei que a autora acertou na construção dos personagens. É possível perceber as motivações deles, bem como os conflitos que vão surgindo ao longo da trama. O destaque é, sem dúvida, a protagonista Emm. Logo no início já fica evidente que ela é uma pessoa movida pela vingança, mas está longe de ser fria e calculista como deseja se fazer parecer. Apesar de ser esperta e ter uma grande habilidade para batalha, ela tem inseguranças por sempre ter sido vista como uma inútil pelo seu próprio povo.
“Ninguém temia Emmelina Flores, a inútil filha da rainha mais poderosa que Ruína já conhecera. Mas eles temeriam”.
Aliás, um dos aspectos que mais gostei nessa personagem é o fato de não encontrar nela um elemento que tem se tornado comum em protagonistas de livros de fantasia: a pessoa que tem um poder incrível e é vista por todos como a salvadora. Emm, mesmo sendo princesa, não possui magia e por isso é vista pelo seu povo como inútil, que não está apta a lidera-los. Assim, tudo que ela realiza é mérito da sua inteligência, força, determinação e muito treinamento.
E o que dizer do Príncipe Casimir? Ele é um dos mocinhos mais apaixonantes que já li e, no lugar da Emm, eu nem lembraria de vingança alguma com ele por perto. Cas é íntegro, justo e generoso, tem um bom senso de humor e uma inocência que são muito cativantes. Apesar de ainda não saber enfrentar o pai e nem ter coragem de emitir suas opiniões, é visível que ele se questiona sobre várias políticas adotadas pelo rei e, ao longo do livro, se torna mais forte e confiante para expressar essas dúvidas.
“Não sei o que é mais horrível: nossas ações ou o fato de que o senhor não parece nem um pouco incomodado com elas”.

Com relação ao romance, achei interessante que ele não muda a essência da Em ou do Cas. Quando começam a se conhecer melhor, a convivência acaba abalando algumas de suas convicções, especialmente para Emm. No entanto, em nenhum momento eles esquecem de suas prioridades e das responsabilidades que carregavam.


Deste modo, o romance exerce um papel importante no desenvolvimento dos personagens, mas não compromete a trama e nem tira o espaço da política e nem das cenas de ação. Além disso, apesar de achar que a relação da Emm e do Cas foi um tanto rápida, o carisma dos personagens acabou se sobrepondo e considero quase impossível não torcer por eles.
“A lembrança de como era quanto ele se importava com ela ia ser a coisa mais dolorosa depois que ele começasse a odiá-la”
Os personagens secundários não são tão explorados, mas aparecem o suficiente para entendermos seu papel na trama. Além disso, alguns deles devem ganhar mais destaque nas continuações. Em especial, gostei muito de Aren e Galo, melhores amigos da Emm e do Cas, respectivamente. E também estou ansiosa para saber mais sobre Íria, uma guerreira que participa do plano de Emm, e Jovita, a prima de Cas que desconfio que ainda esconde muitas coisas.
Outro ponto importante sobre o livro é o quanto a escrita da Amy Tintera é muito fluida. Ela soube introduzir o universo de maneira satisfatória, sem deixar a leitura lenta. A trama se desenvolve com dinamismo e até mesmo os grandes acontecimentos, que imaginei que ficariam restritos ao final, começaram na metade do livro e dali para frente foi só tiro, porrada e bomba. Além disso, achei que a autora conseguiu um equilíbrio entre ação, romance, política e fantasia, sem deixar que nenhum desses elementos tomasse mais espaço do que deveria.
“– Você já se perguntou – falou ele olhando para o chão – se talvez nós é que sejamos os perigosos, e não os habitantes de Ruína.”
O único ponto que me decepcionou um pouco foi o fato de não haver grandes reviravoltas. O livro tem muitos acontecimentos o tempo todo, deixando o leitor tenso e ansioso para continuar lendo, mas não há nenhuma grande revelação ou surpresa que mude tudo. No entanto, isso não chega a ser um problema, pois é um livro de introdução ao universo criado pela autora e, nesse sentido, ele funciona muito bem e deixa os caminhos para a continuação totalmente em aberto.
Com relação à edição, como já disse no início da resenha, eu amei essa capa. Além de totalmente condizente com o livro, ela é muito bonita e com detalhes que vistos de perto fazem toda diferença. Além disso, as páginas são amareladas e gostei bastante do tamanho da fonte. Só senti falta de um mapa que me permitisse entender melhor as localizações dos reinos. Não sei se tem na edição original, mas acho que ajudaria muito na leitura.
Assim, acredito que Ruína é uma ótima opção para quem procura uma fantasia épica. É um livro que, apesar de não ter grandes surpresas, tem muita ação, intrigas, romance e política, tornando a leitura envolvente desde a primeira página. Amy Tintera apresentou o universo com habilidade e soube dar um desfecho para o livro que deixe o leitor instigado a ler as continuações. Inclusive, estou torcendo muito para que o segundo volume chegue logo ao Brasil, pois não vejo a hora de mergulhar novamente nesse universo.
Eu gostei muito dessa leitura, mas agora quero saber a opinião de vocês. Quem já leu, me conte nos comentários o que achou do livro. E, para os que ficaram interessados em ler, deixei o link para compra no início do post. Comprando através dele, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena comissão.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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