Leituras de maio



Olá, pessoal! Como vocês estão? Junho, também conhecido como o mês mais lindo do ano (e o do meu aniversário), já começou e é hora de falar sobre as leituras que fiz em maio. Felizmente, eu consegui retomar o ritmo e li bem mais do que em abril. Tive algumas boas surpresas, porém, algumas decepções.
No total, foram 8 livros lidos, incluindo o aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha. Alguns deles já tem resenha por aqui e, quando for o caso, vou deixar o link. Então, sem mais delongas, vamos às leituras de maio:

É assim que acaba, da Colleen Hoover.
Este, na verdade, foi uma releitura, porém, ele me emocionou tanto quanto da primeira vez que li. Já tem resenha sobre ele aqui no blog, então, não vou falar muito mais. Só deixarei a sinopse para vocês conferirem: 
Sinopse: “Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.”

Um verão na Itália, da Carrie Elks.
Esse livro veio na VIB que recebi do Grupo Editorial Record e foi a grande surpresa do mês, para mim. Também já escrevi resenha sobre ele aqui, e foi uma das leituras mais apaixonantes que fiz nos últimos tempos. 
Sinopse: “Férias de verão gratuitas em uma bela villa na Itália. A condição? Dividir a casa com seu maior inimigo. O primeiro volume da série As irmãs Shakespeare Cesca Shakespeare chegou ao fundo do poço. Depois de escrever uma peça de teatro premiada que acabou em desastre, o bloqueio criativo se instalou, sem previsão de IR embora. Seis anos mais tarde, ela acabou de perder mais um emprego pavoroso e está prestes a ser despejada de seu apartamento. Pior ainda, suas irmãs não fazem ideia de como sua vida vai mal. Assim, quando seu padrinho lhe arruma uma temporada de verão em uma bela villa italiana, sem ter de pagar nada por isso, Cesca concorda, meio a contragosto, em IR para lá e tentar escrever uma nova peça. Isto é, antes de descobrir que a casa pertence a seu arqui-inimigo, Sam Carlton. Tendo acabado de ver seu nome em todas as manchetes pelas razões erradas — mais uma vez —, o galã de Hollywood Sam Carlton precisa de um lugar para se esconder. Que opção melhor do que a linda villa desocupada de sua família à beira do lago Como? Só que, quando ele chega, descobre que a casa não está tão desocupada quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam terão de confrontar o passado. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa — e depois uma aventura ardente. Uma coisa é certa: este será um verão abrasador. Esta é a nova e deliciosa série da autora best-seller Carrie Elks. Você vai conhecer a família Shakespeare: quatro irmãs, quatro histórias. Quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro.”

Uma proposta e nada mais, da Mary Balogh
Claro que não podia faltar um romance de época nas minhas leituras, e Uma proposta e nada mais foi um dos mais diferentes e maduros que já li. Já postei resenha sobre ele aqui no blog e, apesar de ter algumas ressalvas, é um livro que recomendo muito. 
Sinopse: “Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.”

Para sempre minha garota, da Heidi McLauglin
Li esse livro pelo Kindle Unlimited e que leitura mais fofa. Ainda não fiz resenha sobre ele, mas já posso adiantar para você que, apesar de um romance clichê, ele é bem construído e com personagens muito cativantes. 
Sinopse: “Não era para eu ser um rock star. Minha vida já tinha sido toda planejada para mim. Jogar futebol americano na faculdade. Entrar para a NFL. Me casar com minha namorada do colégio e viver feliz para sempre com ela. Parti o coração de nós dois quando falei que estava indo embora. Eu era jovem. Tomei a decisão certa para mim, mas a decisão errada para nós. Coloquei toda a minha alma na minha música, mas nunca a esqueci. Seu cheiro, seu sorriso. E agora eu vou voltar. Depois de dez anos. Espero que possa explicar tudo isso, depois de tanto tempo. Ainda quero que ela seja para sempre minha garota.”

O problema do para sempre, da Jennifer L. Armentrout.
Foi meu segundo contato com a escrita da autora e, mais uma vez, gostei muito da leitura. Apesar de abordar temas bastante sérios, é um livro mais leve do que eu pensei e foi conduzido com sensibilidade pela autora. Como falei na resenha aqui, a construção do enredo teve alguns problemas, mas nada que tenha chegado a prejudicar a leitura. 
Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.”

Mais que amigos, da Lauren Layne.
Publicado pela Editora Paralela, esse new adult tem sido bastante comentado e confesso que entrei para o time dos que se apaixonaram por essa história. É simples, leve e bastante clichê, mas com personagens extremamente cativantes. Para quem ama uma boa comédia romântica, não pode perder. E já tem resenha sobre ele aqui
Sinopse: “Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível? Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível.”

Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard
Lembram que falei no começo do post que em maio tive surpresas e decepções? Infelizmente, esse livro se enquadra no segundo caso. Vou falar mais sobre ele amanhã, mas posso adiantar que a autora conseguiu fazer o que seria o melhor livro da série, mas acabou sendo o mais frustrante. 
Sinopse: “Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.”

Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas
Siiim, eu finalmente li Corte de Espinhos e Rosas. Confesso que ainda prefiro Trono de Vidro (não me odeiem, ainda preciso ler os outros livros da trilogia), mas gostei bastante dessa leitura e estou muito empolgada para ler as continuações. Aliás, já deixo o pedido para não deixarem spoilers nos comentários, porque eu pretendo ler o segundo e o terceiro muito em breve.
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Bom, pessoal, essas foram as minhas leituras do mês e fiquei muito feliz com o saldo. Apesar de ainda não ter superado a decepção com Tempestade de Guerra, Corte de Espinhos e Rosas evitou que eu terminasse o mês frustrada. E vocês, como foram suas leituras mês passado? Me contem aí nos comentários o que acharam dos meus livros lidos e o que vocês leram em maio.
Aproveito para lembrar que alguns desses livros são lançamentos e que tem uma promoção na Amazon de 20% de desconto em livros físicos que sejam lançamentos ou pré-vendas usando o cupom NOVIDADE20. O cupom é válido só até hoje 07/06, então, é melhor correr para aproveitar: aqui. E, para quem ainda não comprou o presente do Dia dos Namorados, tem promoção de R$ 80 de desconto nos modelos Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Voyage mais 5 ebooks grátis. Não dá para perder né? Então, aproveitem que a promoção vai só até o dia 12/06. Para quem quiser comprar, é só clicar nesse link.

[Resenha] O problema do para sempre

Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela editora
Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.”

Ano passado, tive meu primeiro contato com a escrita da autora Jennifer L. Armentrout, e gostei tanto que fiquei ansiosa para ler outras obras dela. A oportunidade surgiu quando a Galera Record publicou O problema do para sempre. O livro não apenas atendia ao meu desejo de ler outras obras da autora, como ainda me fisgou pela capa e pela sinopse. Claro que minhas expectativas foram altas, mas, felizmente, eu não me decepcionei.
“Nós todos acreditamos ter a garantia de que as coisas que amamos vão durar para sempre. Mas o problema do para sempre é que ele realmente não existe.”
Em O problema do para sempre, conhecemos Mallory Dodge, uma adolescente que ainda na infância percebeu a importância de se calar para sobreviver. Ela viveu por anos em um abrigo com guardiões que eram extremamente abusivos. Seu único conforto era Rider Stark, outro menino que vivia no abrigo e que, apesar de ter a mesma idade que ela, estava sempre se colocando em risco para protegê-la.
Eles viveram isso por anos, até que em uma noite trágica tudo mudou. Mallory acabou sendo adotada por um casal de médicos que fizeram de tudo para que ela superasse todos os traumas que viveu. Quatro anos depois, ela decidiu tentar dar mais um passo em direção à uma vida normal e, pela primeira vez, irá estudar em uma escola. Porém, no seu primeiro dia de aula ela começa a se questionar se estava realmente pronta para isso. Mallory se sente intimidade pelo novo ambiente e sua vontade é de voltar correndo para casa. No entanto, o dia ainda reservava uma grande surpresa e, durante uma de suas aulas, ela reencontra alguém que imaginava que nunca mais iria rever: Rider Stark.
Aparentemente, Rider superou muito melhor que ela os anos de abuso. Ele é comunicativo, cativante e tem amigos e uma namorada. Vivia como qualquer adolescente, sem dar sinais de um passado traumático e sem ter qualquer dificuldade para se expressar e interagir com outras pessoas. Mas será que Rider estava realmente tão melhor do que Mallory? Seria possível que ele tivesse passado por tanta coisa sem sair tão quebrado quanto ela?


Eu confesso que, a princípio, tive medo de que esta fosse uma leitura muito dolorosa. Os temas abordados em O problema do para sempre são reais e muito fortes, especialmente por se tratar de personagens tão jovens. No entanto, a autora me surpreendeu por trazer uma história que foi desenvolvida com tanta sensibilidade que a leitura não se tornou pesada.
O livro é todo focado na perspectiva de Mallory e, apesar de não sabermos no início qual foi o a tragédia que transformou a vida dela, é evidente a gravidade dos maus tratos que recebeu. Assim, o leitor irá mergulhar na mente da menina, entendendo os efeitos que os anos de sofrimento tiveram na sua vida e como ela está lutando para superar seus traumas.
“As palavras não eram o inimigo ou o monstro debaixo da minha cama, mas tinham muito poder sobre mim. Eram como o fantasma de um ente querido, me assombrando para sempre.”
Nesse sentido, um dos pontos fortes do livro é a excelente construção dos personagens. Mallory tem vários bloqueios decorrentes do seu passado, demonstrando uma enorme insegurança e dificuldade para se comunicar e expressar seus sentimentos. Mesmo quando não entendemos completamente o que aconteceu no passado, é possível sentir a agonia da menina e a necessidade que ela tem de se sentir normal e completa de novo. Além disso, é possível perceber o amadurecimento dela e como Mallory vai aprendendo a superar aos poucos as suas barreiras.
E o que dizer do Rider? Gente, que vontade que eu queria colocar em um pontinho e proteger do mundo. Apesar de aparentar ter superado melhor do que a Mallory os anos de abuso, Rider ficou com marcas profundas que vamos conhecendo ao longo do livro. No entanto, apesar de tudo que sofreu, ele não perdeu sua generosidade e sua sensibilidade, o que o torna um personagem ainda mais encantador e complexo.
“Alguns dias eu sentia como se tivesse percorrido um longo caminho desde aquela vida de medo e desesperança, mas havia outros dias em que eu ainda estava encolhida no fundo do armário, ouvindo o som dos punhos batendo em carne. Pensei brevemente no menino pintado na parede do armazém com spray e nas coisas que Rider havia falado. Talvez eu não fosse a única que ainda enfrentava aquela batalha.”

Os personagens secundários também são interessantes e bem construídos. Rosa e Carl, os pais adotivos de Mallory, algumas vezes me incomodaram por serem um pouco superprotetores, mas a preocupação deles acaba sendo compreensível e os dois também possuem seus próprios traumas. Além deles, a melhor amiga de Mallory, Ainsley, conquistou minha simpatia desde as primeiras páginas em que apareceu e se mostrou uma personagem muito importante na trama. Há também o Hector e o Jayden, que são como irmãos para Rider, e se mostraram personagens, ao mesmo tempo, carismáticos e com uma bagagem de vida tão pesada quanto a dos protagonistas. Todos eles vão ganhando espaço aos poucos na trama e não apenas têm impacto significativo na jornada da Mallory e do Rider, como ainda têm seus próprios dramas pessoais que os tornam mais complexos e interessantes. 



Com relação à trama, achei interessante acompanhar a jornada da Mallory e ver a menina encarando seus traumas e aprendendo a seguir em frente. Além disso, gostei de ver como a relação dela com o Rider foi sendo construída aos poucos, de uma maneira cativante e natural. A minha única ressalva é que algumas subtramas deixaram a história um pouco sem foco em um determinado momento da história e uma delas se mostrou bastante irrelevante. No entanto, a autora se recupera no final e não deixa que isso tire o brilho de toda a jornada dos personagens.
“A vida era como fazer esse discurso. Não era necessariamente sobre o resultado final, e mais sobre a tentativa. Eu podia... Eu podia ao menos tentar.”
A escrita de Jennifer L. Armentrout se mostrou mais uma vez fluida e envolvente, mas ainda me surpreendeu pela sensibilidade. Adorei a forma como ela faz com que o leitor realmente entenda toda a angústia da Mallory, sem que a leitura se torne demasiadamente pesada ou dolorosa. Além disso, ela soube desenvolver bem todos os personagens e fazer com que os dramas deles se tornassem reais e compreensíveis para o leitor.
Não posso deixar de mencionar o quanto a edição da Galera Record ficou caprichada. A capa, além de bonita, tem tudo a ver com o livro, inclusive o coelhinho fofo que aparece no canto. A edição apresenta ainda detalhes no início de cada capítulo, bem como páginas amareladas e uma fonte em um bom tamanho para leitura.
Assim, fui novamente conquistada por um livro da Jennifer L. Armentrou. O problema do para sempre é uma leitura envolvente, que traz temas importantes e difíceis trabalhados pela autora com muito cuidado. Me encantei com a história da Mallory e do Rider e, mais do que isso, me emocionei ao ver o amadurecimento e a capacidade de superação dos dois. Para quem gosta de um YA que traz reflexões importantes, sem perder a sensibilidade, não pode deixar de conferir esse livro.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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