Séries para começar em 2018



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Há alguns dias, eu fiz um post aqui no blog com algumas séries/trilogias que eu pretendo dar continuidade ou terminar no segundo semestre. Porém, como toda leitora que ama uma série, também tenho uma lista enorme com as que eu quero começar em breve.
Pensando nisso, eu separei as principais séries/trilogias que eu quero começar ainda esse ano. Muitas dessas, eu tenho o primeiro volume há séculos e ainda não li. Uma vergonha, não é mesmo? Outras, eu conheci recentemente e estou muito curiosa para começar. Mas estou determinada a cumprir essa meta e ler, pelo menos, o livro inicial de todas essas séries.

As peças infernais, da Cassandra Clare
Eu amo os livros da Cassandra Clare, Os Instrumentos Mortais é uma das minhas séries favoritas da vida, mas eu ainda nem comecei a trilogia As Peças Infernais. Eu sei que isso é uma vergonha, ainda mais que venho falando que vou ler Anjo Mecânico desde o ano passado, mas agora é sério e faço questão de ler pelo menos esse primeiro volume ainda em 2018.
Sinopse de Anjo Mecânico: “Anjo mecânico, volume inaugural de As peças infernais, conta como os antepassados dos protagonistas de Instrumentos mortais se conheceram. E como existe muito mais mistérios entre eles do que se imagina. Através de Tessa Gray, uma jovem órfã de 16 anos, somos apresentados aos Caçadores das Sombras da Inglaterra vitoriana. Como seus representantes do século XXI, eles também combatem os elementos rebeldes do submundo — vampiros e lobisomens. E são eles que vão ajudar Tessa quando esta, ao sair de Nova York em busca do irmão, seu único parente vivo, é raptada pelas irmãs Black. Mas Tessa não é uma senhorinha indefesa. Dona do estranho poder de se transformar em qualquer um apenas tocando em algum pertence dessa pessoa, é um objeto valioso para o submundo. Ao lado do temperamental e misterioso Will e de seu melhor amigo James, cuja frágil beleza esconde um terrível segredo, Tessa vai aprender a usar seu poder e ganhar um lugar ao lado deles na batalha entre as trevas e a luz.” [Comprar: Amazon]

Cidade da Música, da Babi Dewet
Eu sou apaixonada pela trilogia Sábado à noite, da Babi Dewet, e tenho muita curiosidade de ler outros livros dela. Porém, ainda não li Sonata em punk rock, primeiro volume da trilogia Cidade da Música e que foi lançado ano passado. Então, quero corrigir isso em breve e, de preferência, ler este livro antes que o segundo seja publicado.
Sinopse de Sonata em Punk Rock: “Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos. No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar.” [Comprar: Amazon]

Mar de Tinta e Ouro, da Traci Chee
Fui conquistada por essa série logo que o primeiro livro foi lançado, no ano passado. Porém, o segundo já foi publicado pela Plataforma 21 e eu ainda não li A Leitora. Então, quero muito começar a série ainda esse e, quem sabe, já não leio a continuação junto?
Sinopse de A Leitora: “Era uma vez um mundo chamado Kelanna. Um lugar tão maravilhoso quanto terrível, onde ninguém sabia ler. Lá, as histórias não eram registradas em papel como esta que você está prestes a ler, elas eram simplesmente transmitidas de geração a geração. Em uma dessas lendas, falava-se de um objeto misterioso que guardava a maior magia que o povo de Kelanna já conheceu: o livro. Quem soubesse interpretá-lo teria acesso a um poder inimaginável. Após o assassinato de seu pai por uma organização misteriosa, a jovem Sefia recebe de herança um estranho objeto retangular, que pode ser a chave para desvendar seu passado. Para isso, ela precisará aprender a decifrá-lo para entender o que o torna tão valioso e se tornar uma leitora.  Magia e grandes perigos, como o terrível Flagelo do Leste e sua famosa frota de piratas, cruzarão seu caminho. Mas você se engana se acha que Sefia enfrentará tudo sozinha.  Percorra cada palavra e aproveite. A aventura está só começando.” [Comprar: Amazon]

Os Hathaways, da Lisa Kleypas
Esse ano, Lisa Kleypas tem figurado frequentemente nas minhas leituras, porém, eu ainda nem comecei a série mais famosa dela: Os Hathaways. Eu quero ler o primeiro em breve, mas, conhecendo a escrita da autora, eu já imagino que vou emendar as continuações e ler a série toda esse ano. Será que eu consigo?
Sinopse de Desejo à meia-noite: “Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?” [Comprar: Amazon]

Filha das Trevas, da Kiersten White
Outro livro que me conquistou pela capa logo que foi lançado, mas que ainda não li. Aliás, eu fiquei louca por esse livro antes mesmo de ele ser publicado no Brasil. Mas, apesar do lançamento dele ter me deixado muito empolgada, ainda não li esse primeiro livro e ele já tem até continuação. Espero conseguir ler os dois ainda esse ano.
Sinopse de Filha das Trevas: “Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção. Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.” [Comprar: Amazon]

A guerra que salvou a minha vida, da Kimberly Brubaker Bradley
Todo mundo me fala que esse livro é tão lindo quanto sua capa e eu tenho muita vontade de ler. Quando ele foi publicado, não sabia que se tratava de uma série, mas quero começar em breve e espero me encantar com essa história como tem acontecido com a maioria dos leitores que já leram.
Sinopse: “A Guerra que Salvou a Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.” [Comprar: Amazon]

As crônicas lunares, da Marissa Meyer
Sempre vejo muitas pessoas elogiando a escrita da Marissa; inclusive, ela é uma das autoras mais aguardadas da Bienal deste ano. Uma de suas séries mais famosas é, sem dúvida, As crônicas lunares. Porém, ainda não li nem o primeiro volume, Cinder. Algo que eu quero mudar ainda em 2018.
Sinopse: “Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.” [Comprar: Amazon]

E vocês, já leram alguma dessas séries? Tem outra que vocês estão ansiosos para começar esse ano? Me contem nos comentários o que acharam da minha lista e quais séries vocês gostariam de começar em breve.
Para quem quiser comprar algum dos livros citados ou qualquer outro, vou deixar o link de compra na Amazon aqui. Comprando através dele, você ajudam o Dicas de Malu sem nenhum custo a mais nas suas compras.

[Resenha] Corte de Espinho e Rosas


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Para começar a semana bem, eu resolvi trazer a resenha de um livro que muita gente já me cobrou: Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas. Eu já conhecia a escrita da autora por causa dos livros da série Trono de Vidro, mas todo mundo sempre me falava que eu precisava ler Corte de Espinhos e Rosas. Então, eu li em maio e agora vou contar para vocês o que achei. Será que ele superou meu amor por Trono de Vidro?

Autora: Sarah J. Maas
Tradutora: Mariana Kohnert
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: + 16 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Eu sempre acho importante controlar as expectativas antes de começar uma leitura, mas como não esperar muito de uma obra escrita por uma autora que você já adora e que é recomendada por praticamente todo mundo que você conhece. Então, admito que estava esperando muito de Corte de Espinhos e Rosas. Porém, felizmente, isso acabou não sendo um problema, porque o livro realmente correspondeu muito bem às minhas expectativas.
Nesse primeiro livro, temos uma releitura bem original de A Bela e a Fera. Feyre é uma humana que vive em uma condição de quase miséria com o pai e as duas irmãs. Um dia, eles já tiveram uma vida próspera. Porém, quando os negócios do pai deram errado, eles tiveram que se mudar para um chalé humilde em uma pequena vila. Para cumprir uma promessa feita à mãe quando esta estava morrendo, Feyre começa a caçar na floresta para garantir o sustento de sua família.
O único modo de ele conseguir dinheiro era mendigando. Mesmo assim, teria sorte se conseguisse algumas moedas de cobre. Eu tinha visto como os abastados eram impiedoso em nossa aldeia. Já fazia anos que eu sabia que os monstros em nosso reino mortal eram tão ruins quanto aqueles do outro lado da muralha.

No entanto, tudo munda quando, em uma noite de caça, ela mata um feérico pensando ser um lobo. Com isso, Feyre infringiu o tratado que existia entre humanos e feéricos, e deverá receber uma punição por seu crime. Assim, Tamlin, um Grão-Feérico, aparece no chalé para comunicar que ela deveria pagar a vida que tirou com a sua, sendo obrigada a viver com ele em Prythian (reino dos feéricos). Feyre cumpre seu destino e o acompanha, mas planeja escapar na primeira oportunidade para buscar a família e ir para bem longe daquela aldeia. No entanto, a vida em Prythian reserva muitas surpresas para ela e Feyre acaba descobrindo que nem todas as histórias que ouviu sobre os feéricos eram verdadeiras e havia muito mais coisas que ela não sabia, incluindo ameaças àquele reino e ao dos humanos.


Mais uma vez, Sarah J. Maas presenteou os leitores com um universo rico e bem construído. A princípio, parecia uma simples releitura de A Bela e Fera. Porém, a medida que a história foi se desenrolando, percebi que havia muito mais a ser explorado e que aquele mundo era mais complexo e fascinante do que eu poderia imaginar. Aliás, é interessante ver como a nossa perspectiva vai se alterando à medida que as crenças da protagonista caem por terra e ela vai descobrindo os mistérios em torno dos feéricos e de Prythian.
É claro que se tratava de magia, porque era primavera ali. Que poder miserável eles possuíam que tornava suas terras tão diferentes das nossas, que permitia controlarem as estações e o clima como se fossem dono destes?
Não posso deixar de confessar que demorei um pouco para me conectar com a Feyre. Apesar de entender a responsabilidade que ela carregava em relação à sua família, ela é teimosa, explosiva e um tanto preconceituosa, indicando uma certa imaturidade. Claro que isso demonstra um pouco o quanto essa personagem é humana, o que é muito positivo, mas acabou fazendo com que eu tivesse uma certa dificuldade para gostar dela.
Porém, adorei ver o quanto ela amadureceu e se fortaleceu durante a história. Sua determinação e generosidade já eram evidentes desde o começo pelo modo como Feyre se arriscava para cuidar de sua família, mas achei que ela se tornou uma personagem muito mais interessante quando começou a deixar seus preconceitos de lado para realmente entender aquele mundo para o qual foi levada. Lá, ela se deparou com diversas situações que a testaram e fizeram com que ela se tornasse ainda mais forte.
– Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada.
Os demais personagens também se mostraram interessantes e bem construídos. Adorei os feéricos, especialmente Tamlin e Lucien. Eles possuem a maturidade e a sabedoria de criaturas imortais, com séculos de experiência e de batalhas enfrentadas. Além disso, eles são misteriosos e carismáticos, muitas vezes apresentando um humor sarcástico que me agradou bastante. Porém, teve um outro feérico que chamou minha atenção e me deixou bastante curiosa para saber mais nos próximos livros: Rhysand. Todo mundo me fala sobre esse personagem e ele sem dúvida parece ser muito mais do que foi mostrado nesse livro.

“- Porque sua alegria humana me fascina, o modo como vivencia as coisas em sua curta existência, tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é… hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.” 



Com relação à trama, achei interessante e bem construída. No início, ela é um pouco mais lenta por conter a apresentação dos personagens e do universo, porém, isso não significa que a leitura seja lenta. O mundo criado por Sarah J. Maas é tão fascinante que é o suficiente para prender a atenção e envolver o leitor. Além disso, depois que essa ambientação é feita, a trama se torna muito mais dinâmica, com revelações importantes, reviravoltas e muita ação.
O final é bem construído e, apesar de não ser daqueles que deixam o leitor louco para a continuação por ser bem amarrado, ele tem ganchos suficientes para despertar a curiosidade pelos próximos livros. Além disso, terminei a leitura tão apegada aos personagens e ao universo que quero muito ler o segundo para saber o que aconteceu com eles.
Como tanto tempo havia passado? (...) O mundo mortal... ele seguira em frente sem mim, como se eu jamais tivesse existido. O sussurro de uma vida miserável... desaparecida, não lembrada por ninguém que eu conhecera ou com quem me importara.
Preciso destacar ainda o quanto esta edição está linda, demonstrando o cuidado da Galera Record. A capa é maravilhosa e o livro ainda conta com um mapa e alguns detalhes no começo de cada capítulo. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho relativamente confortável para leitura.
Depois de muito ouvir falar sobre Corte de Espinhos e Rosas, eu finalmente consegui entender o motivo de tantas pessoas elogiarem essa série. Confesso que ainda não superou meu amor por Trono de Vidro, mas, sem dúvida, é um livro que faz jus ao talento de Sarah J. Maas. Com uma trama que equilibra bem fantasia, romance, aventura e mistério, Corte de Espinhos e Rosas é muito mais do que uma releitura de um conto de fadas clássico. Fiquei muito feliz por ter ouvido as recomendações que recebi e não vejo a hora de dar continuidade a essa série.
E vocês, já leram Corte de Espinhos e Rosas? Me contem aí nos comentários o que acharam. Só peço que não dêem spoiler, pois ainda quero ler as continuações.

[Resenha] Como se vingar de um cretino


Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu vim trazer a resenha de uma das minhas leituras mais recentes, o romance de época Como se vingar de um cretino, da Suzanne Enoch. Lançado pela Harlequin Brasil esse ano, esse livro foi meu primeiro contato com a escrita da autora e já me deixou curiosa para conhecer outras obras dela.


Autora: Suzanne Enoch
Editora: Harlequin Brasil
Páginas: 288
Tradutora: Thalita Uba
Classificação: + 18 anos (conteúdo adulto)
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?”

Sabe aquele livro que te fisga na primeira página e você só larga quando termina? Foi exatamente isso que aconteceu comigo enquanto lia Como se vingar de um cretino. Suzanne Enoch tem uma escrita leve, que faz com que o leitor se envolva rapidamente com a leitura. Além disso, é um livro que traz todos os elementos de um bom romance de época: protagonistas carismáticos e com uma boa química, diálogos inteligentes e afiados, trama envolvente, uma boa dose de humor e um romance bem construído.
Nesse livro, que é o primeiro de uma trilogia, conhecemos Lady Georgiana Halley e Tristan, o Visconde de Dare. Seis anos antes, Tristan havia seduzido Georgie para ganhar uma aposta, deixando a moça com o coração partido e sem possibilidade de se casar, tanto por não ser mais virgem quanto por não conseguir mais confiar nos homens. Agora, ela está disposta a se vingar e ensinar uma lição para que ele não faça o mesmo com outras moças.
Para isso, Georgie decide se infiltrar na casa de Dare, com a desculpa de cuidar das tias dele, para então seduzi-lo e partir seu coração. O que ela não levou em consideração no seu plano é que não era tão imune a ele quanto pensava e que, com a convivência, ela poderia ser tão envolvida quanto ele. Mas será que dessa vez era sério ou se tratava de mais de um dos jogos dele? Seria possível confiar em um cretino?


Vou ser bem sincera e já falar logo que eu amei essa leitura da primeira à ultima página. Adorei a forma como o romance foi construído e a interação entre os personagens. Georgiana é uma protagonista muito determinada e orgulhosa, fazendo com que suas discussões com Dare fossem sempre divertidas de acompanhar. Além disso, é compreensível a mágoa que ela sentia por toda a decepção que teve seis anos antes. Confesso que, em alguns momentos, a teimosia dela me incomodou um pouco e senti que ela era um pouco mimada. No entanto, consegui entender que boa parte desse comportamento era para evitar uma nova desilusão. Além disso, Georgie evoluiu bastante ao longo do livro e, ao final, fiquei orgulhosa de ver o quanto ela amadureceu.
“Georgiana abafou uma ponta de culpa. Ao menos ela podia colocar a culpa em Dare, já que ele começara aquilo. Tudo era culpa de Tristan. Até mesmo a maneira, como, às vezes, quase gostava dele.”
Já o Tristan, não sei nem como começar a explicar o quanto eu amei esse mocinho, que de cretino não tem nada. Ele errou muito com Georgiana, mas é o primeiro a reconhecer isso. O arrependimento dele é claro desde o início e é evidente o quanto ele amadureceu nos anos que se seguiram. Além disso, ele assumiu muitas responsabilidades nesse período e é difícil não se solidarizar ao ver tudo que ele carrega. Assim, por mais que tenha uma língua afiada e um jeito sedutor, típico dos cretinos, Tristan é um homem sensato, íntegro e de um coração enorme. [Sim, eu terminei o livro apaixonada por ele]
“Por um estante, Georgiana se perguntou se aquela não seria a maior mudança de todas: ele aprendera que suas atitudes tinham consequências não apenas para si próprio, mas para os outros, e permitira que esse conhecimento o guiasse – em sua maior parte.”


O romance entre os dois foi muito bem construído, pois tudo acontece de maneira natural. Além do fato deles já terem uma história juntos, as mágoas e desentendimentos entre eles não desaparecem de uma hora para outra. É um processo gradual, decorrente da convivência mais próximo e do amadurecimento de ambos. Esse desenvolvimento mais lento, associado ao fato de que a química entre Georgiana e Tristan ser inegável, deixou o romance apaixonante e tornou impossível não torcer pelo casal.
Já com relação aos personagens secundários, eu adorei a maioria. Tristan tem mais quatro irmãos e cada um deles se destaca por algum motivo, mas o que mais gostei foram os momentos em que eles estavam todos juntos. A tias deles são ótimas também e adorei ver as duas tentando bancar os cupidos. As amigas da Georgie são ótimas também e adorei ver o quanto elas são fieis umas às outras. A única personagem que eu não gostei foi uma vilã que me fez querer entrar no livro e dar uns tapas nela. Não vou dizer quem é, pois acho que seria um spoiler, mas quem leu sabe do que estou falando.


Não posso deixar de dizer também o quanto a escrita da autora é envolvente. Suzanne Enoch desenvolve a trama de uma maneira bem leve, permitindo que o leitor se envolva com a leitura e se apegue aos personagens. Além disso, ela soube dosar muito bem o romance, o drama e o humor, fazendo com que nada na trama fosse exagerado ou cansativo.
Por fim, preciso destacar o capricho da edição da Harlequin. A capa está linda e totalmente condizente com um romance de época, e a parte interna do livro não deixa nada a desejar. Além disso, as páginas amareladas e a fonte em um bom tamanho proporcionam uma leitura bastante confortável.
Com um casal de protagonistas tão cativantes e uma trama bem conduzida, Como se vingar de um cretino só poderia ser uma leitura deliciosa. Me encantei por esses personagens, ri muito de suas confusões e torci por ele a cada página. É um romance de época que reúne os melhores elementos do gênero e que me deixou ansiosa para conhecer outras obras da autora. Inclusive, já estou torcendo para a Harlequin Brasil publicar as continuações desta trilogia em breve.
E vocês, já leram esse livro ou outros da autora? Me contem aí nos comentários o que acharam. E, caso tenham se interessado em ler, vou deixar o link de compra na Amazon aqui.

Guiness Book Tag



Olá, pessoal! Como andam as leituras de vocês? Esses dias eu não tenho lido tanto (culpa da Copa do Mundo), mas resolvi aproveitar para trazer alguns posts que estava devendo aqui. Um deles é uma tag que fui marcada há 84 anos pela Ste do instagram @stebookaholic e pela Diandra do @bibliotecadadi, a Guiness Book Tag.
Essa tag é bem simples e consiste em alguns “recordes” envolvendo minhas leituras e os livros que entraram na minha estante. Originalmente, as perguntas teriam como base o ano de 2017, mas como já estamos no meio do ano, vou responder considerando os livros de 2018. Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas.

Recorde de leitura: livro lido mais rápido
Esse ano, surpreendentemente, li muitos livros que foram rápidos de ler. Foram leituras super envolventes, que me prenderam completamente e eu só consegui largar depois que terminei. Porém, eu acho que o maior recorde foi Um verão na Itália, da Carrie Elks. Eu comecei a ler esse livro assim que ele chegou, no finalzinho da tarde, e só não terminei no mesmo dia porque eu queria que a leitura durasse mais. Mesmo assim, terminei no dia seguinte de manhã, assim que acordei.

Recorde de lerdeza: livro mais demorado para ler
Como eu disse, esse ano as minhas leituras têm fluído bem e muitos livros que eu li foram bem rápidos. Não me recordo de nenhum livro que tenha sido realmente lento de ler em 2018, porém, o que mais se aproximou disso foi Destinado, da Carina Rissi. Terceiro volume da série Perdida, esse livro não me prendeu como os outros e, por causa disso, a leitura foi um pouco mais devagar que de costume.

Recorde de leitura: o maior livro lido em 2018
Sem dúvida, o maior livro que eu li em 2018, até agora, foi Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard. O quarto volume de A Rainha Vermelha é o mais longo da série, contando com 700 páginas. Felizmente, a escrita da autora é muito envolvente e eu nem senti o tempo passando enquanto lia. Por outro lado, o fato de ser um livro tão grande deixou o final ainda mais frustrante. Afinal, é triste chegar no último volume de uma série, ler tantas páginas, e não ter suas perguntas respondidas né?

Recorde de valor: livro mais caro comprado
Essa pergunta foi complicada de responder, porque eu só compro livros em promoção. É muito livro para pouco dinheiro, então, eu sempre pesquiso muito antes de comprar para ver se está realmente compensando. Mas, para não deixar essa pergunta sem resposta, acredito que o livro mais caro que comprei esse ano é Heroína da Alvorada, da Alwyn Hamilton. Assim mesmo, comprei com desconto e frete grátis, então, também não foi caro. (E que continue assim no segundo semestre!)

Recorde de beleza: a capa mais bonita da estante
Nessa categoria, teve empate. Eu simplesmente não sei escolher entre Heroína da Alvorada e Chronos: Viajantes do Tempo. Sério, são dois livros que eu fiquei horas admirando depois que chegaram em casa. Além disso, não são só as capas que são bonitas. As edições de ambos os livros estão muito caprichadas e cheias de detalhes. Chronos eu ainda não li, mas está na minha meta de leitura. 

Recorde de escrita: melhor autor/ autora
Vocês provavelmente vão cansar de mim, mas esse ano Alwyn Hamilton entrou definitivamente para o grupo dos meus autores preferidos e eu não poderia deixar de mencioná-la aqui. O final que ela deu para a trilogia A Rebelde do Deserto foi um dos mais bonitos e bem construídos que já li. Porém, para vocês não me odiarem, também vou citar uma autora que tem sido muito marcante nas minhas leituras de 2018: a Lisa Kleypas. Li 5 livros dela esse ano e todos foram romances de época apaixonantes e muito gostosos de ler.

Recorde de sedução: girl magia do ano
Esse ano foi marcado por protagonistas femininas maravilhosas e que eu adoraria citar aqui. Porém, eu vou citar a que foi a maior surpresa do ano, para mim, e que, apesar de não ser protagonista, é uma das melhores personagens da série A Rainha Vermelha: Evangeline Samos. Se você leu só os dois primeiros livros, deve estar achando que eu enlouqueci. Porém, Evangeline rouba a cena em A Prisão do Rei e em Tempestade de Guerra, e é uma personagem feminina maravilhosa.

Bônus: como esse ano também está sendo repleto de boys magia literários (e que continue assim no segundo semestre), não podia deixar de mencionar pelo menos um né? Então, escolhi o Ben do livro Mais que amigos, um personagem que conquistou minha admiração e meu coração do começo ao final desta leitura. Ele é carismático, divertido, um amigo maravilhoso e ainda tem alguns conflitos e uma vulnerabilidade que o tornam ainda mais especial. 

Framboesa do ano: Pior livro de 2018
Não li nenhum livro realmente ruim em 2018, mas, infelizmente, tive algumas decepções. Acho que a maior delas foi “Sinceramente, Carter”, da Whitney G. Já tinha visto várias pessoas elogiando esse new adult, mas, apesar de ser uma leitura leve e fluida, o livro acabou sendo bem decepcionante. Achei a trama rasa, os personagens irritantes e, por causa disso, o romance demorou a me convencer.

Então, o que acharam da tag e das minhas respostas? Me contem aí nos comentários quais foram os recordes das leituras de vocês e quais destes livros que eu citei vocês já leram. E, para quem se interessou por algum deles, deixo o link de compra na Amazon aqui. Comprando por ele, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena porcentagem do valor final da compra, sem ter nenhum custo a mais.

[Resenha] Sorte Grande

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “O amor é como a loteria. Alice não acredita na sorte; perdeu os pais com um intervalo de apenas treze meses. Mas Alice acredita no amor. De seus tios, de seu primo Leo, de seu melhor amigo Teddy. O coração, no entanto, já se foi há tempos. Dado de bandeja a Teddy. Há pelo menos três anos. E quando precisa decidir o que dar a ele no aniversário de 18 anos, a ideia parece chegar naturalmente... um bilhete de loteria. Com todos os números importantes para ambos: número de anos que se conhecem, data importantes e endereços marcantes. Quando a combinação se prova vencedora e o menino ganha quase 150 milhões de dólares, os dois são jogados em um redemoinho de loucuras juvenis, interesseiros e sonhos de infância realizados. Tudo estaria perfeito, não fosse um beijo trocado no auge das comemorações. Um beijo que mudaria a dinâmica do casal. Mas o dinheiro não pode comprar o amor. Nem o que mais importa. Mas será que pode dar uma ajudinha?”

Quem nunca imaginou o que faria se um dia ganhasse uma fortuna na loteria? É difícil saber exatamente o que fazer com tanto dinheiro, mas uma coisa é certa: este é um acontecimento capaz de mudar completamente a vida de uma pessoa e, nem sempre, é para melhor. E é exatamente sobre uma situação como esta que se trata o livro Sorte Grande, da autora Jennifer E. Smith, que foi publicado esse ano pela Galera Record.
Nessa história, a jovem Alice nunca acreditou em sorte. Tendo perdido seus pais em um intervalo de apenas treze meses, quando ainda era uma criança, ela não conseguia acreditar em destino ou acaso. No entanto, ela acreditava no amor. Tinha provas de sua existência através dos tios que a acolheram em casa, do primo Leo e do melhor amigo Teddy. Porém, o amor também não vinha fácil na vida dela. Com exceção de sua ótima relação com Leo, Alice ainda tinha dificuldade de se sentir parte daquela família, por mais que gostasse dos tios. Nem mesmo o sentimento por Teddy era muito descomplicado, afinal, ela era apaixonada por ele há três anos e nunca teve coragem de revelar, por medo de estragar a amizade.
“– Bem, como você consegue ter tanta fé em alguém, especialmente alguém que decepciona você tanto quanto Teddy, quando tem tão pouca fé no mundo?”
Teddy também não podia se considerar a pessoa mais sortuda do mundo. Há alguns anos, seu pai foi à falência por causa de dívidas de jogo, perdendo tudo que a família tinha, incluindo o apartamento em que moravam. Depois disso, Teddy e a mãe foram viver em um apartamento minúsculo e a situação financeira deles ia de mal a pior. Além disso, ele se ressentia pela ausência do pai, que os abandonou no momento mais difícil de suas vidas.
Tudo muda no aniversário de dezoito anos de Teddy. Alice resolve presenteá-lo com um bilhete da loteria, escolhendo números que eram importantes para os dois. Quando os números sorteados são exatamente aqueles escolhidos por Alice, Teddy ganha uma fortuna de 150 milhões de dólares. A partir desse momento, eles são mergulhados em um turbilhão de emoções, que envolvia decidir o que fazer com o dinheiro, lidar com a aproximação de interesseiros e descobrir o que era realmente importante para eles. Tornando tudo ainda mais complicado, um beijo em um momento de empolgação começa a pesar entre os dois e ameaçar sua amizade.


Sorte grande é o quarto livro que leio da autora Jennifer E. Smith e, mais uma vez, ela não me decepcionou. A escrita dela é leve e envolvente, deixando a leitura fluida e muito gostosa. Além disso, parece que a autora tem um dom para escrever personagens cativantes e que conquistam a empatia do leitor. No entanto, mais do que isso, Sorte Grande me surpreendeu por trazer algumas reflexões interessantes e protagonistas mais complexos do que eu esperava.
“A vida não se curva à vontade de ninguém. E também não funciona baseada em um sistema de créditos. Só porque o mundo roubou algo de mim não significa que me deva outra coisa em troca. E só porque estoquei uma grande quantidade de má sorte, não significa que vá receber algo de bom em troca.”
A Alice me conquistou logo nas primeiras páginas, tanto por seu drama pessoal, quanto por sua personalidade forte. Ela teve perdas muito dolorosas quando era só uma criança e, mesmo nove anos depois, é claro que isso ainda tinha efeitos na sua vida, especialmente no modo como ela se relacionava com a família e nas escolhas que fazia. Por não ter os pais ao seu lado, ela agia sempre pensando no que eles esperariam dela, sem refletir sobre o que ela realmente desejava. Além disso, é impossível não se solidarizar ao vê-la sofrendo pelo Teddy, mas ainda colocando a amizade acima do que sentia por ele.
“Teddy e eu, por outro lado, crescemos em areia movediça. E, apesar de ter sido por motivos diferentes, apesar de raramente tocarmos no assunto, alguma coisa nesse simples fato sempre nos uniu.”
Outro ponto que gostei bastante nessa protagonista é a maneira madura como ela lida com a fortuna que ganhou para Teddy na loteria. Ao invés de se deslumbrar com o dinheiro, como qualquer adolescente (e muitos adultos) fariam, ela teme as mudanças que ele traria para a vida deles. No entanto, essa maturidade não soa forçada ou estranha em uma menina tão jovem, pois ela é explicada pelos próprios traumas dela. Todas as transformações que ocorreram na vida de Alice foram devastadoras, o que fez com que ela passasse a temer mudanças e qualquer coisa que deixasse seu caminho incerto.
“Porque, quero dizer a ele, esse dinheiro vai transformar nossas vidas em um globo de neve, virando o mundo todo de cabeça para baixo. Vai mudar tudo. E para  mim não existe nada mais assustador.”
Já o Teddy, eu confesso que tive muito mais dificuldade de gostar. Ao contrário da Alice, ele lida com o dinheiro que ganhou de um modo muito mais irresponsável e, por mais que seja compreensível considerando a história dele e o fato de ser tão jovem, foi um pouco irritante. Além disso, em alguns momentos achei que Teddy agiu de um modo egoísta e fútil, o que fez com que, durante boa parte do livro, eu torcesse para que Alice não ficasse com ele. Porém, não pensem que ele é um personagem ruim. Ao contrário, Teddy se mostra um personagem tão complexo quanto Alice e, felizmente, ele vai amadurecendo ao longo do livro.



Com relação aos personagens secundários, gostei de todos. Além de terem seus próprios dilemas trabalhados no livro, eles são fundamentais para o desenvolvimento de Alice e Teddy. Em especial, eu adorei os tios da Alice e o Leo, que se mostra um daqueles personagens que qualquer um adoraria ter como amigo. Também gostei muito de Sawyer, um garoto que Alice conhece durante um trabalho voluntário e que se mostrou um personagem extremamente cativante.

“Minha tia e meu tio sempre fizeram o possível para que eu me sentisse para que eu me sentisse parte da família. Mas, por mais que eu tente, nunca foi fácil para mim deixá-los entrar completamente. Em minha experiência, famílias são coisas frágeis. E ser parte de uma coisa – ser realmente parte – significa que essa coisa pode ser tirada de você. Significa que você tem algo a perder. E eu já perdi coisas demais.”

Preciso destacar também a forma eficiente como a trama foi conduzida. Jennifer E. Smith conseguiu apresentar os personagens e as relações entre eles com facilidade, sem deixar que a leitura se tornasse monótona ou que o leitor tivesse dificuldade para se ambientar. Além disso, o desenvolvimento foi bem dinâmico, sem perder tempo com situações e descrições desnecessárias. Assim, tudo aconteceu de maneira natural e envolvente, permitindo que o leitor acompanhasse o crescimento dos personagens e se envolvesse realmente com suas trajetórias.
Outro aspecto que gostei bastante foram os temas que a autora trabalhou de maneira sutil durante todo o livro. Além da questão óbvia sobre o quanto ganhar milhões de dólares pode realmente fazer uma pessoa feliz, Sorte Grande também traz outras reflexões igualmente importantes através das trajetórias de cada um de seus personagens. Em especial, é um livro que fala sobre perdas irreparáveis, a dificuldade em descobrir a própria identidade o lugar onde se pertence, o medo das mudanças e quanto o passado pode afetar nosso futuro.

 “Às vezes, parece que o tempo é maleável, como se o passado se recusasse a ficar quieto e você acabasse o arrastando por aí com você, querendo ou não. Outras vezes, parece algo tão antigo e distante quanto aqueles castelos. Talvez seja assim que as coisas devam ser. Há um espaço entre esquecer e seguir em frente, e ele não é fácil de encontrar.”
O desfecho foi, para mim, o ponto alto do livro. Além de condizente com tudo que os protagonistas, e até mesmo os personagens secundários, viveram ao longo da trama, ele amarra todas as pontas que foram surgindo durante a leitura. É um final sensível, que faz o leitor refletir sobre todas as questões que foram trabalhadas no livro, e deixa uma sensação gostosa de orgulho da evolução de cada um daqueles personagens.
Deste modo, Sorte Grande foi uma leitura com a leveza característica dos livros da Jennifer E. Smith. Mais uma vez, a autora apresentou um escrita leve e sensível em uma trama simples, mas capaz de conquistar o leitor com seus personagens bem construídos e uma mensagem bonita sobre amizade, família, recomeços e o verdadeiro significado de sorte e felicidade.

Séries para continuar no segundo semestre



Olá, pessoal! É impressão minha ou o tempo está passando cada vez mais rápido? Parece que eu pisquei e já estamos em junho. Com isso, ainda não consegui colocar em prática algumas metas que eu tinha para 2018, incluindo algumas leituras que eu quero muito fazer.
Pensando nisso, eu resolvi trazer uma lista com algumas séries que estão na minha meta e eu quero terminar em 2018 ou, pelo menos, dar continuidade. São continuações que eu estava querendo ler desde o ano passado e, por um motivo ou outro, acabei não conseguindo.

Trilogia dos Príncipes, da Elizabeth Royt
Eu li o primeiro livro dessa trilogia, O príncipe corvo, o ano passado e ele se tornou um dos meus romances de época favoritos. Fiquei muito ansiosa para ler as continuações e, inclusive, já tenho os dois livros, porém, ainda não consegui ler. Mas, O príncipe leopardo e O príncipe serpente estarão na minha meta para o segundo semestre e, assim que eu ler, vou trazer a resenha dos dois aqui.

Os Bridgertons, da Julia Quinn.
O Duque e Eu, primeiro volume dessa série, foi o primeiro romance de época que eu já li e que despertou meu interesse pelo gênero. No entanto, apesar de eu já ter lido vários outros livros nesse estilo, incluindo alguns da própria Julia Quinn, ainda não consegui terminar essa série e li só até o quarto. Porém, é claro que eu quero dar continuidade a esta leitura e, em breve, vou ler as histórias dos outros irmãos Bridgertons.

Ainda sou eu, da Jojo Moyes.
Eu sou completamente apaixonada pelo livro Como eu era antes de você, porém, como muitas pessoas, não morri de amores pelo segundo e não vi a necessidade de um terceiro volume. Porém, a curiosidade tem falado mais alto e eu resolvi continuar com essa trilogia (espero, sinceramente, que sejam só três mesmo). Então, apesar do receio de me deparar com outra leitura arrastada, vou dar uma chance e descobrir quais serão as aventuras da protagonista Lou nesse terceiro livro.

Perdida, da Carina Rissi.
Eu confesso que Perdida está longe de ser meu livro favorito da Carina Rissi, mas eu gostei bastante de Encontrada, o que me motivou a continuar a série. Esse semestre, eu já li Destinado: As memórias secretas do senhor Clarke, portanto, agora faltam Prometida e Desencantada. Com a correria do dia-a-dia e a grande pilha de leitura, não consegui incluir esses livros nas minhas leituras ainda, mas eles já estão garantidos na minha meta para o segundo semestre. 

Trono de Vidro, da Sarah J. Maas
Essa série é uma das minhas favoritas da vida e, por isso, suas continuações são prioridade para mim. O sexto livro, Torre do Alvorecer, é o lançamento desse mês da Galera Record e o sétimo, e último, será lançado em outubro nos Estados Unidos. Já tenho Torre do Alvorecer (em inglês) e pretendo ler agora em junho. Porém, o último já está na minha meta para o segundo semestre e não vejo a hora de chegar outubro para que eu possa terminar essa série maravilhosa (torcendo para Sarah J. Maas são me decepcionar).

Trilogia Os Artifícios das Trevas, da Cassandra Clare.
O terceiro e último livro desta trilogia, Queen of air and darkness, tem previsão de lançamento para dezembro, nos Estados Unidos. Estou contando que a Cassandra Clare não irá atrasar e que esse livro será mesmo publicado em dezembro, porque eu estou extremamente ansiosa. Depois do final desesperador de Senhor das Sombras, eu preciso urgentemente de respostas e não vejo a hora de ler esse livro. Com certeza, ele é uma das minhas prioridades para 2018.

Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir.
Quem acompanha o blog há mais tempo talvez se lembre que Uma chama entre as cinzas foi meu livro favorito daquele ano e que eu estava muito ansiosa para ler sua continuação. Porém, Uma tocha na escuridão foi publicado ano passado aqui no Brasil e, por motivos que nem eu sei, ainda não li. O terceiro livro acaba de ser lançado nos EUA e já passou de hora de, pelo menos, ler o segundo. Por isso, ele estará no topo da minha meta para o segundo semestre e, quem sabe, eu já aproveito para ler o terceiro também né?

Bom, essas são as séries que estou mais ansiosa para terminar ou, pelo menos, dar continuidade ainda esse ano. Não conseguirei lê-los em junho, mas estarão na minha meta para o segundo semestre e espero conseguir incluir todos nas minhas leituras de 2018.
E vocês, o que acharam da minha meta? Me contem aí nos comentários se já leram algum desses livros e se tem alguma série que vocês estão enrolando, mas que pretendem continuar ainda esse ano. E, caso tenham se interessado por algum dos livros citados, não deixem de comprar por esse link da Amazon, pois através dele vocês ajudam muito o Dicas de Malu.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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