[Resenha] Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido + Filme

 


Ontem, chegou na Netflix um dos filmes mais aguardados e comentados do momento: Enola Holmes. Tendo nomes como Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Cafflin e Helena Boham Carter no elenco, não é surpresa que o filme tenha chamado tanta atenção. Mas vocês sabiam que ele é inspirado em um livro? Isso mesmo, Enola é uma adaptação e o livro está sendo relançado pela Editora Verus.

Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido é o primeiro volume de uma série e já está em pré-venda, com previsão de lançamento para outubro. Eu recebi ele antecipadamente, em uma ação da editora, e já li. Então, hoje eu vim contar para vocês sobre o que é Enola Holmes e o que achei da leitura.

E, como já assisti o filme ontem mesmo, vou comentar o que achei da adaptação. Mas não se preocupem que a resenha é totalmente sem spoilers, tanto do livro quanto do filme, ok?


Autora: Nancy Springer

Editora: Verus

Tradução: Lívia Koeppl

Páginas: 179

Onde comprar: Amazon 

Exemplar recebido de cortesia da editora

Sinopse: Em Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido, Enola Holmes ― irmã do famoso detetive Sherlock Holmes ― descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Mas nada poderia preparar Enola para o que a espera na cidade grande. Ao chegar, ela se vê envolvida no sequestro de um jovem marquês. E, no meio de toda a trama, ainda é obrigada a fugir de vilões assassinos e tentar se esquivar de seus astutos irmãos mais velhos ― tudo isso enquanto reúne pistas sobre o estranho desaparecimento de sua mãe. Porém, nessa busca por sua mãe, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido deixa claro que a busca por aquilo que amamos nunca é em vão e os caminhos que devemos percorrer nessa jornada nem sempre serão suaves.

 

Enola Holmes vivia muito bem na sua casa no campo, com a mãe e poucos criados. Mas, quando no dia de seu aniversário de quatorze anos, a mãe desaparece sem deixar rastros, Enola sabe que precisa encontrá-la. Só que seus irmãos mais velhos – Mycroft e o famoso detetive, Sherlock Holmes – não pensam da mesma forma. Tudo indica que a mãe foi embora porque quis, então, a maior preocupação deles é garantir que a irmã receba a educação apropriada para uma dama. Algo que, na opinião deles, tem faltado na vida dela.

Porém, Enola está determinada a seguir as poucas pistas que sua mãe deixou e ir em busca de resposta para suas dúvidas. Assim, ela foge de casa e parte para Londres. Mas, no meio do caminho, Enola se depara com outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.   Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma.



Como uma pessoa que ama acompanhar as histórias de Sherlock Holmes, assim que soube do lançamento de Enola Homes – O caso do marquês desaparecido, já fiquei curiosa para ler. Uma menina tão jovem e que parece ser tão genial quanto seu irmão detetive já é uma protagonista que chama a atenção. Por esse motivo, assim que o livro chegou aqui, eu já corri para ler.

No entanto, já quero deixar claro que este é um livro bem diferente das histórias que Sir Arthur Conan Doyle criou. O foco aqui é a Enola, que só tem quatorze anos. Portanto, trata-se de um livro mais infanto-juvenil e com uma trama mais simples do que as histórias do famoso detetive. Porém, não pensem que isso seja algo ruim. Ao contrário, foi uma leitura que me surpreendeu, pois há muito tempo eu não ficava tão envolvida e cativada por um livro infanto-juvenil.

Enola é uma personagem totalmente cativante. Por um lado, ela tem suas inseguranças que foram resultado da perda precoce do pai, a fuga da mãe e os anos de negligência dos irmãos. Confesso que minha vontade era de entrar no livro, dar um abraço nela e dizer que ia ficar tudo bem. Porém, Enola também é uma personagem extremamente inteligente e determinada a provar seu talento. Mesmo tão jovem, ela tem uma personalidade forte e questionadora, que desafia os padrões da época.

Desse modo, foi impossível não me apegar a Enola e ver seu crescimento ao longo do livro foi algo muito cativante. Aliás, preciso destacar que a trajetória de amadurecimento desta personagem foi o aspecto que mais gostei no livro e que tornou a leitura mais especial para mim.

Mas e o famoso Sherlock Holmes aparece? Sim, mas de uma forma um pouco diferente do que estamos acostumados a ver. Tanto ele quanto Mycroft se mostram muitas vezes arrogantes e até mesmo machistas. Esses traços da personalidade do Sherlock talvez não ficassem tão evidentes nas histórias do detetive, porque o livro foi escrito por um homem e Sherlock era o personagem principal. Mas eu amei como a autora explorou mais esse lado dele e do irmão, e aproveitou para trazer vários questionamentos sobre o machismo na época e a forma como as mulheres eram (e ainda são) sufocadas pela sociedade. 



Com relação à trama, por ser um livro voltado para o público mais jovem, ela é bem simples e leve. Os dois mistérios da trama não são tão complexos ou elaborados, mas são coerentes com a idade da protagonista e com o tom mais lúdico da trama. Mas não pensem que a isso deixa a história boba ou muito infantil. É um livro que funciona para leitores de qualquer idade, pelas lições que transmite.

De um modo geral, Enola Holmes me encantou pela leveza da trama e pela força da sua protagonista. Amei ver Enola embarcando em uma jornada de autoconhecimento, enquanto tentava solucionar não apenas um, mas dois mistérios. Ela é uma personagem incrivelmente real e que tem suas inseguranças naturais da idade, mas que com muita inteligência e um espírito questionador foi enfrentando as limitações que eram impostas às mulheres e descobrindo quem ela realmente era. Sem dúvida, uma personagem que pode inspirar tantas outras meninas pelo mundo e mostrar que elas podem ser o que quiserem.


Copyright Alex Bailey
Copyright Alex Bailey

E o que eu achei do filme?

A adaptação que saiu ontem na Netflix é bem diferente do livro, mas eu amei isso. No filme, Enola é um pouco mais velha e ainda mais decidida que no livro. Além disso, ao mesmo tempo que desenvolve mais os mistérios da trama, o filme tem mais personagens e mais empoderamento feminino.

O elenco escolhido não poderia ser melhor e funcionou muito bem no filme. Millie Bobby Brown está incrível como a Enola, demonstrando um ótimo timing para o humor, mas também conseguindo trazer muita sensibilidade quando necessário. O Henry Cavill foi um Sherlock surpreendente e eu quero ver alguém terminar o filme sem amar esse homem. Já o Sam Cafflin conseguiu o feito de me fazer odiar um personagem dele, trazendo um Mycroft ainda mais insuportável que no livro.

E o que dizer da Helena Boham Carter? Ela aparece pouco no filme, mas suas cenas são as melhores. Cada flashback da Enola com a mãe derretia meu coração um pouco mais e confesso que uma cena em específico me deixou com lágrimas nos olhos.

De um modo geral, tanto o filme quanto o livro me encantaram, mas de maneiras diferentes. Enquanto o livro tem um tom mais lúdico e leve, a adaptação é mais dinâmica e intensa. Vale a pena conferir os dois e confesso que já aguardo continuações e estou torcendo tanto para a Netflix providenciar um segundo filme, quanto para a Verus publicar o segundo livro. Eu definitivamente quero ver mais aventuras de Enola Holmes.

Mas e vocês, já viram o filme? Me contem aí nos comentários o que acharam e se querem ler o livro. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido está em pré-venda na Amazon e vocês já podem comprá-lo com um pôster lindo através desse link





[Resenha] Um amor de vigarista


Acredito que todo leitor já passou pela experiência maravilhosa de se apaixonar por uma série logo no primeiro livro, né? Porém, existem aquelas que vão nos conquistando aos poucos, livro a livro. E esse definitivamente é o meu caso com a série Querida conselheira amorosa, da Laura Lee Guhrke, publicada pela Harlequin Books Brasil.

O primeiro livro, A verdade sobre amores e duques, não me conquistou tanto quanto eu esperava. Mas o segundo, O desafio do amor verdadeiro, foi uma surpresa maravilhosa e eu amei a leitura. Já esse terceiro, Um amor de vigarista, veio para roubar meu coração de vez e garantir um lugar cativo na minha lista de queridinhos.

Então, hoje eu vim falar um pouquinho sobre a leitura e os motivos que me fizeram amar tanto esse livro. Mas não se preocupem porque a resenha não tem spoilers, nem desse e nem dos livros anteriores.

 

Autora: Laura Lee Guhrke

Editora: Harlequin Books

Tradução: Alice Klesk

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon /Submarino

Sinopse: “Os últimos anos não foram fáceis para a srta. Amanda Leighton. Sozinha depois de perder o pai, envolveu-se em um escândalo que lhe custou o cargo de professora e depois ainda precisou fugir da casa em que trabalhava comogovernanta por causa dos avanços impróprios do ex-patrão. Desesperada por um emprego, ela sabe que tem todas as qualificações para o posto de tutora, e não vai deixar que seu gênero a impeça de consegui-lo. Se lorde Kenyon insiste em contratar um homem, Amanda tem apenas uma opção.James St. Clair, o conde de Kenyon, sabe que seus filhos rebeldes precisam de um tutor impetuoso, alguém disposto a colocá-los na linha, e não de uma nova mãe. Quando um jovem chamado sr. Seton se candidata à vaga, Jamieacredita que encontrou a resposta para seus problemas. Mas o viúvo está prestes a descobrir que, por baixo dos ternos largos e mal ajustados, esconde-se uma moça que pode lhe ensinar muito mais do que o esperado…”

 

Em Um amor de vigarista, vamos acompanhar o James, o conde de Kenyon, e sua saga em busca de uma babá para os filhos gêmeos. Viúvo há três anos, ele já não sabe como controlar os meninos e está constantemente vendo as babás praticamente fugindo da sua casa por causa das armações deles. Por causa disso, James está determinado a contratar um tutor para os dois, pois acredita que só um homem será capaz de ser firme com eles e ensiná-los a ter mais disciplina.

Mas Amanda Leighton está disposta a mostrar que o conde está errado. Sem referências após fugir do assédio de seu antigo patrão, ela sabe que tem qualificação o suficiente para assumir o papel de tutora. O problema é que esse papel costuma ser desempenhado por homens. As mulheres poderiam se candidatar apenas ao cargo de babá, para cuidar das crianças menores e ensinar às meninas um pouco maiores lições de etiqueta e bom comportamento (tudo que uma dama precisava saber). Mas Amanda deseja mais e, por isso, resolve se transformar em Adam Seton e se candidatar ao cargo de tutor do conde de Kenyon.

Quando conhece o jovem, mas audacioso, ser Seton, James acredita que pode ter encontrado a solução para os seus problemas. Se isso não adiantar, a solução será enviar os filhos para um colégio interno. Mas ele não imaginava que o novo tutor era na verdade uma jovem mulher, determinada a colocar os meninos na linha e dar uma lição no pai deles.



Desde que soube que Um amor de vigarista iria contar a história de James, eu fiquei imediatamente curiosa para ler. Minha empolgação com a série aumentou consideravelmente no segundo livro e saber que poderia saber mais sobre esse viúvo que lidava tão mal com seus filhos gêmeos foi o suficiente para ganhar meu interesse imediato. E não me decepcionei!

Ver a relação de James com os filhos foi um dos aspectos que mais gostei na leitura. Ele amava profundamente a esposa e não fazia ideia de como seguir com a vida sem ela, muito menos como cuidar de dois meninos pequenos, principalmente considerando que seu próprio pai foi um tirano que não deixou nenhum bom exemplo sobre paternidade. Então, foi interessante ver James tendo que lutar com seus conflitos e traumas para aprender a ser um pai melhor, ao mesmo tempo que ficava mais evidente a cada armação o quanto os gêmeos precisavam desesperadamente da atenção e do afeto dele.

E como se a relação do pai com os filhos não fosse o suficiente para fazer nosso coração derreter, ainda temos um romance lindo e muito bem construído. Eu amei ver como Amanda e James foram se conhecendo e os sentimentos entre eles foram surgindo. No início, quando ele ainda pensava que ela era homem, surgiu um sentimento de admiração pela forma como o sr. Seton lidava com os gêmeos. Mas também haviam alguns diálogos afiados e algumas alfinetadas do “tutor”, sobre como o conde não sabia cuidar dos próprios filhos.

Mas com o tempo também surge a atração e uma cumplicidade que tornam o romance mais convincente e cativante. O relacionamento dos dois foi construído gradualmente, de uma forma que o leitor consegue sentir os sentimentos dos protagonistas se transformando, e é impossível não torcer por esse casal. É um romance leve e cativante, daqueles que a gente realmente consegue entender os motivos que fizeram o casal se apaixonar e fica suspirando em cada cena que estão juntos. 



No entanto, eu preciso dizer que por mais apaixonantes que sejam Amanda e James, eles eram completamente ofuscados sempre que os gêmeos apareciam. Colin e Owen, os gêmeos endiabrados, são duas fofuras e dá vontade de entrar no livro só para abraçar os dois. Me diverti muito com as travessuras deles (não dá para negar que são muito espertos), mas também fiquei com o coração pequeno por ver o quanto eles sentiam falta de receber atenção e carinho.

Minha única ressalva foi que achei o final muito corrido. Eu queria mais detalhes do que aconteceu com esses personagens que eu aprendi a amar ao longo da leitura. Não que fiquem pontas soltas, mas sabe quando o livro te deixa com uma sensação de quero mais? Volta aqui, Laura, porque eu preciso ver mais desses personagens maravilhosos rsrs. Felizmente, esse não é o último livro e estou ansiosa para saber se teremos um vislumbre deles no próximo.

O que me resta dizer é que, se eu estava ansiosa para ler Um amor de vigarista, ele fez valer toda a espera e ansiedade. É um dos romances de época mais doces e cativantes que já li. Uma história leve, divertida e apaixonante, que fala sobre amor, recomeços, perdão e esperança. Uma leitura que me encantou e trouxe aquele famoso quentinho no coração de quando a gente sabe que leu uma história simples, mas especial à sua maneira. Agora, não vejo a hora de termos o próximo da série Queria conselheira amorosa para eu me encantar com mais um romance da Laura Lee Guhrke.

E vocês já conheciam Um amor de vigarista e os demais volumes da série Queria Conselheira Amorosa? Me contem aí nos comentários se já leram ou se ficaram com vontade de ler.

 

Outros livros da série Querida Conselheira Amorosa

A verdade sobre amor e duques: Amazon / Submarino

O desafio do amor verdadeiro: Amazon / Submarino

 


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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