Séries para continuar no segundo semestre



Olá, pessoal! É impressão minha ou o tempo está passando cada vez mais rápido? Parece que eu pisquei e já estamos em junho. Com isso, ainda não consegui colocar em prática algumas metas que eu tinha para 2018, incluindo algumas leituras que eu quero muito fazer.
Pensando nisso, eu resolvi trazer uma lista com algumas séries que estão na minha meta e eu quero terminar em 2018 ou, pelo menos, dar continuidade. São continuações que eu estava querendo ler desde o ano passado e, por um motivo ou outro, acabei não conseguindo.

Trilogia dos Príncipes, da Elizabeth Royt
Eu li o primeiro livro dessa trilogia, O príncipe corvo, o ano passado e ele se tornou um dos meus romances de época favoritos. Fiquei muito ansiosa para ler as continuações e, inclusive, já tenho os dois livros, porém, ainda não consegui ler. Mas, O príncipe leopardo e O príncipe serpente estarão na minha meta para o segundo semestre e, assim que eu ler, vou trazer a resenha dos dois aqui.

Os Bridgertons, da Julia Quinn.
O Duque e Eu, primeiro volume dessa série, foi o primeiro romance de época que eu já li e que despertou meu interesse pelo gênero. No entanto, apesar de eu já ter lido vários outros livros nesse estilo, incluindo alguns da própria Julia Quinn, ainda não consegui terminar essa série e li só até o quarto. Porém, é claro que eu quero dar continuidade a esta leitura e, em breve, vou ler as histórias dos outros irmãos Bridgertons.

Ainda sou eu, da Jojo Moyes.
Eu sou completamente apaixonada pelo livro Como eu era antes de você, porém, como muitas pessoas, não morri de amores pelo segundo e não vi a necessidade de um terceiro volume. Porém, a curiosidade tem falado mais alto e eu resolvi continuar com essa trilogia (espero, sinceramente, que sejam só três mesmo). Então, apesar do receio de me deparar com outra leitura arrastada, vou dar uma chance e descobrir quais serão as aventuras da protagonista Lou nesse terceiro livro.

Perdida, da Carina Rissi.
Eu confesso que Perdida está longe de ser meu livro favorito da Carina Rissi, mas eu gostei bastante de Encontrada, o que me motivou a continuar a série. Esse semestre, eu já li Destinado: As memórias secretas do senhor Clarke, portanto, agora faltam Prometida e Desencantada. Com a correria do dia-a-dia e a grande pilha de leitura, não consegui incluir esses livros nas minhas leituras ainda, mas eles já estão garantidos na minha meta para o segundo semestre. 

Trono de Vidro, da Sarah J. Maas
Essa série é uma das minhas favoritas da vida e, por isso, suas continuações são prioridade para mim. O sexto livro, Torre do Alvorecer, é o lançamento desse mês da Galera Record e o sétimo, e último, será lançado em outubro nos Estados Unidos. Já tenho Torre do Alvorecer (em inglês) e pretendo ler agora em junho. Porém, o último já está na minha meta para o segundo semestre e não vejo a hora de chegar outubro para que eu possa terminar essa série maravilhosa (torcendo para Sarah J. Maas são me decepcionar).

Trilogia Os Artifícios das Trevas, da Cassandra Clare.
O terceiro e último livro desta trilogia, Queen of air and darkness, tem previsão de lançamento para dezembro, nos Estados Unidos. Estou contando que a Cassandra Clare não irá atrasar e que esse livro será mesmo publicado em dezembro, porque eu estou extremamente ansiosa. Depois do final desesperador de Senhor das Sombras, eu preciso urgentemente de respostas e não vejo a hora de ler esse livro. Com certeza, ele é uma das minhas prioridades para 2018.

Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir.
Quem acompanha o blog há mais tempo talvez se lembre que Uma chama entre as cinzas foi meu livro favorito daquele ano e que eu estava muito ansiosa para ler sua continuação. Porém, Uma tocha na escuridão foi publicado ano passado aqui no Brasil e, por motivos que nem eu sei, ainda não li. O terceiro livro acaba de ser lançado nos EUA e já passou de hora de, pelo menos, ler o segundo. Por isso, ele estará no topo da minha meta para o segundo semestre e, quem sabe, eu já aproveito para ler o terceiro também né?

Bom, essas são as séries que estou mais ansiosa para terminar ou, pelo menos, dar continuidade ainda esse ano. Não conseguirei lê-los em junho, mas estarão na minha meta para o segundo semestre e espero conseguir incluir todos nas minhas leituras de 2018.
E vocês, o que acharam da minha meta? Me contem aí nos comentários se já leram algum desses livros e se tem alguma série que vocês estão enrolando, mas que pretendem continuar ainda esse ano. E, caso tenham se interessado por algum dos livros citados, não deixem de comprar por esse link da Amazon, pois através dele vocês ajudam muito o Dicas de Malu.

[Resenha] Tempestade de Guerra

Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 702
Editora: Seguinte
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “No aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha, descubra qual poder sairá vencedor depois que a tempestade de guerra passar. A autora do livro, Victoria Aveyard, virá ao Brasil para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2018. Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.”

Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu resolvi trazer uma resenha que venho postergando há alguns dias, pois foi uma leitura que despertou sentimentos bastante conflituosos em mim. Como explicar um livro que foi o seu favorito de uma série e, ao mesmo tempo, o que mais te frustrou? São dois sentimentos quase opostos, mas ambos se aplicam ao que eu senti lendo Tempestade de Guerra, o quarto e último volume (será mesmo?) da série A Rainha Vermelha. Nele, a autora Victoria Aveyard proporcionou alguns dos melhores momentos da saga, porém, pecou seriamente em alguns aspectos que não poderia.
Antes que vocês se preocupem, essa resenha não terá nenhum spoiler de Tempestade de Guerra. Porém, por se tratar do quarto livro de uma série, será inevitável falar sobre acontecimentos dos livros anteriores. Portanto, se você não leu os três primeiros volumes, é melhor parar a leitura por aqui. Mas, se vocês quiserem, vou deixar o link para as resenhas dos livros anteriores no final do post.
Em Tempestade de Guerra, vemos a história exatamente do ponto em que paramos no livro anterior. Cal optou por lutar por sua coroa, o que o separa de Mare e coloca novamente comprometido com Evangeline. Porém, antes de terem seus caminhos separados, eles têm que enfrentar um inimigo comum: Maven. Assim, é formada uma instável aliança entre os prateados favoráveis a Cal, a Guarda Escarlate e Monfort, todos com o objetivo de tirar Maven do trono.
No entanto, essa aliança é bastante frágil e pode se romper a qualquer momento. As casas Samos e Lerolan pretendem derrotar o jovem rei e colocar Cal em seu lugar, porém, a Guarda Escarlate já afirmou que os vermelhos não aceitarão um novo rei prateado. Além disso, Monfort é a prova de que um país pode ser organizado de maneira democrática, sem que prateados e vermelhos sejam colocados uns contra os outros, e os seus governantes também deixam claro que não irão apoiar uma monarquia em Norta. Assim, Cal tem consciência que, mesmo se vencer o irmão, não terá um reinado fácil.
Enquanto isso, Mare segue firme em sua posição junto a Guarda Escarlate. Ela não está disposta a se curvar para um novo rei, mesmo que ele seja Cal. Isso não significa que seja fácil para ela se colocar contra o homem que ama ou aceitar o fato de que ele a trocou pela coroa. No entanto, por um tempo, ela e Cal terão que lutar lado a lado para que impedir que Maven continue no trono, até chegar o momento de se afastarem definitivamente. Porém, eles irão descobrir que há outros inimigos nessa guerra e que as ameaças podem vir de onde menos esperam.


Bom, eu preciso dizer que amei esse livro desde a primeira página. Ao contrário de A Prisão do Rei, Tempestade de Guerra não demora para começar de fato e temos ação desde o início. Aliás, de todos os livros da série, achei que esse é o que equilibra melhor as cenas de batalha, com a parte política e, até mesmo, o romance. Nenhum desses elementos ocupa mais espaço do que deveria na trama e são todos bem desenvolvidos pela autora.
Outro ponto que achei positivo é que, ao contrário do que eu imaginava, esse livro não tem enrolação. Quando vi que o livro teria 700 páginas, tive muito receio de que a autora fosse ficar inventando coisas para aumentar a história. No entanto, o livro justifica o seu tamanho e todos os acontecimentos são necessários para a trama.
“– Acho que o amor pode ser explorado, usado para manipular. É uma vantagem. Mas nunca chamaria amar alguém de fraqueza. Acho que viver sem amor, sem nenhum tipo de amor, é uma fraqueza. E a pior escuridão de todas.”
Desta forma, o enredo se desenvolveu de maneira realmente envolvente. Há uma tensão constante e eu estava sempre ansiosa para saber o que aconteceria a seguir. Além disso, a autora não perde tempo com descrições desnecessariamente longas (o que me incomodou um pouco em A Prisão do Rei). A escrita dela está muito mais direta e com isso o leitor fica preso nos acontecimentos e a leitura flui muito bem.
Outro ponto que gostei bastante é que, finalmente, temos uma evolução concreta dos personagens. Mare se mostra muito mais decidida do que nos livros anteriores e adorei o modo como, apesar de claramente apaixonada por Cal, ela não fraquejou em sua decisão e ainda falou muitas verdades que o príncipe precisava ouvir. Aliás, os diálogos entre os dois e as farpas que trocavam foram uma das coisas que mais gostei no livro.
“– Ele é uma criação tanto quanto eu. Foi feito pelo nosso pai, moldado e partido até se tornar esse muro de tijolos ambulante e falante que você pensava amar. (...) – Cal se esconde por trás desse escudo que chama de dever, mas a verdade é menos nobre. Ele é feito de desejo, igual todos nós. Mas deseja a coroa. O trono. E não há preço que não pague, por mais alto que seja.”
Porém, não pensem mal do Cal. Ele está bem mais interessante nesse livro e mostra um grande amadurecimento ao longo do livro e confesso que gostei muito de ver seu desenvolvimento. Consegui entender melhor as motivações e as dúvidas do Cal e acho que esse é o livro em que finalmente permite que o leitor veja esse personagem como um todo
Mas, mais uma vez, quem roubou a cena foram Maven e Evangeline. Novamente, temos capítulos narrados por Evangeline e a admiração que eu tinha começado a sentir por essa personagem no livro anterior se intensificou. Ela é forte, inteligente e determinada, mas carrega um peso que não imaginávamos até termos sua perspectiva da história.
Já o Maven é o melhor personagem da série. A cada livro fica mais evidente o quanto sua cabecinha é perturbada, mas o fato de isso ser o resultado das manipulações de sua mãe o tornam muito mais interessante de se analisar. Até que ponto existe um menino por traz do monstro que a rainha Elara criou? Será que as escolhas que ele fez eram dele mesmo ou de sua mãe? São questões difíceis de responder e que o tornam um personagem tão complexo e bem construído. Assim, ele é um vilão que tem várias faces a serem analisadas, o que, associado com o seu carisma, fez com que eu terminasse a leitura completamente apegada a ele. Sabe aquele personagem que nós amamos odiar? Então, é o Maven.
“Meu único medo agora é perder o trono e a coroa, a razão de toda essa miséria e tormenta. Não vou me destruir em vão. Não vou deixar que tudo tenha sido por nada.”

Vocês já devem estar se perguntando como eu posso dizer que achei esse o livro mais frustrante da série, se eu claramente amei a leitura. A questão é que, durante praticamente todo o livro, eu estava achando este o melhor da série e, quando cheguei ao final, o tombo foi grande. À medida que eu lia, minha expectativa foi ficando cada vez maior e, quando o desfecho ficou muito aquém do que eu esperava, a decepção foi enorme.



Mas, por que o final foi tão ruim? Uma das coisas que me incomodaram é que fiquei o livro todo esperando uma grande reviravolta e, apesar de ter um ou outro acontecimento no livro que eu não esperava, nada que tenha o impacto que senti nos dois primeiros volumes. No entanto, a grande decepção é que a autora levantou várias questões ao longo da série, especialmente nesse último livro, e praticamente nenhuma delas foi respondida.
“Esse mundo é uma tempestade que ajudei a criar. Todos ajudamos, em maior ou menor proporção. Com passos que não podíamos calcular, por caminhos que jamais imaginamos caminhar.”
O desfecho deixa tantas pontas soltas que, se não tivesse um epílogo, eu acharia que meu exemplar estava faltando páginas. Soube que Victoria Aveyard já afirmou que escreverá algumas histórias que serão publicadas para explicar o que aconteceu com alguns personagens (alguns contos, como em Coroa Cruel). Não apenas considero isso insuficiente (para responder tantas questões seria necessária uma continuação de fato e não só alguns contos), como não muda o fato de que o final foi totalmente insuficiente e vago, como se tivesse parado no meio da história. Se Tempestade de Guerra está sendo vendido como o último volume da série, o mínimo que se esperava é que ele respondesse às questões principais e não fizesse com que o leitor precise comprar novos livros para ter suas dúvidas respondidas.
Além disso, há ainda dois graves problemas. Um deles é que uma das cenas mais importantes de toda a série foi escrita de uma maneira confusa e que não teve metade do impacto que deveria ter, além de ainda dar margem para dúvidas em relação ao destino de uma certa pessoa central na história.  Outro problema é uma decisão incoerente de Mare que resulta no epílogo mais sem sentido e desnecessário que já li.
Deste modo, eu que defendi a série A Rainha Vermelha desde o primeiro livro, fui da euforia à decepção com este (suposto) último volume. Tempestade de Guerra foi uma leitura que superou minhas expectativas em tantos aspectos, especialmente no que diz respeito ao enredo e ao desenvolvimento dos personagens, que não posso dizer que não foi uma boa leitura. Porém, a decepção com o final foi grande e, caso Victoria Aveyard resolva mesmo publicar um novo livro para esta série, não terei o mesmo entusiasmo para ler.
E vocês, já leram Tempestade de Guerra? Me contem aí nos comentários o que acharam e qual a opinião de vocês sobre esta série.

Resenhas anteriores:
A Rainha Vermelha - aqui
Espada de Vidro - aqui
A prisão do Rei - aqui

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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