[Filme] Para todos os garotos que já amei


Acredito que todo leitor já passou pela situação de saber que um livro muito querido ia virar filme e não saber se ficava feliz ou preocupado. Foi o que aconteceu comigo quando soube que Para todos os garotos que já amei, da autora Jenny Han, ganharia uma adaptação. Porém, desde que o primeiro trailer foi lançado, a preocupação começou a dar lugar à ansiedade e eu já não aguentava mais esperar para assistir ao filme.
Felizmente, a espera acabou e Para todos os garotos que já amei estreou ontem na Netflix. Claro que eu corri para assistir e agora vou poder falar para vocês o que achei. Mas, podem ficar tranquilos, que não vou trazer spoilers nem sobre o filme e nem sobre o livro.

Original: To all the boys I’ve loved before
Elenco: Lana Condor, Noa Centineo, Israel Broussard, Janel Parrish, Anna Cathcart e John Corbett.
Direção: Susan Johnson
Distribuição: Netflix
Duração: 1h39
Ano: 2018
Nacionalidade: EUA
Sinopse: “Imagine se todos os seus crushes descobrissem a sua paixão por eles, e todos ao mesmo tempo! É o que acontece com Lara Jean Song Covey quando as cartas de amor que ela escreveu para cada garoto que já amou acabam sendo misteriosamente enviadas.”

Para quem não sabe, o filme Para todos os garotos que já amei, assim como o livro que o originou, conta a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos cuja vida amorosa sempre se limitou aos livros que lia e à sua imaginação. Ao longo de sua vida, ela se apaixonou por cinco meninos: Peter Kavinsky (o aluno mais popular da escola); John Ambrose McLean; Lucas Kapf; Kenny do acampamento; e Josh, seu vizinho e namorado de sua irmã mais velha, Margot. Nenhuma dessas paixões saiu de sua imaginação, mas ela conseguia superá-las ao escrever tudo que sentia em cartas que jamais enviaria.
O problema é quando essas cartas são secretamente enviadas para os seus destinatários. De repente, os sentimentos mais profundos de Lara Jean foram revelados e ela não sabe como reagir. Pior ainda, ela não sabe como encarar Josh, que além de seu amigo, era ex-namorado de Margot. Mas e se ela fingisse estar envolvida com um dos outros destinatários? É assim que surge um plano maluco de fingir estar namorando com Peter Kavinsky, um dos alunos mais populares da escola. De repente, a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e ela, que sempre se considerou invisível, se torna o centro das atenções.

Copyright Netflix / Awesomeness Films

É difícil falar o quanto esse filme me agradou e superou todas as minhas expectativas. Aos poucos, qualquer receio que eu ainda tivesse em relação à adaptação foi caindo e só restou a alegria de ver um filme que carrega a essência do livro que o originou. Claro que há mudanças, afinal não dava para colocar as mais de 300 páginas do livro em um filme com cerca de 1h30 de duração. No entanto, tudo que me encantou na obra de Jenny Han está presente no longa, que me deixou com o mesmo encantamento que tive durante a leitura.
Para começar, a escolha do elenco. Desde a primeira foto divulgada do filme, eu já sentia que Lana Condor seria a Lara Jean perfeita e não me enganei. Assistindo ao filme, a impressão era de que a personagem tinha saído diretamente do livro para a tela. A atriz é expressiva, carismática, engraçada e demonstra personalidade, exatamente como Lara Jean. E o que dizer de Noah Centineo como Peter Kavinsky? Confesso que, quando o vi pela primeira vez, achei bem diferente do Peter que eu imaginei. Porém, quando o filme começou, todas as minhas dúvidas acabaram e eu só conseguia pensar: É O PETER KAVINSKY! Ele ficou perfeito no papel e me encantei pelo personagem assim como tinha acontecido quando li o livro.
O restante do elenco também parece ter sido escolhido a dedo. Mesmo que alguns não sejam exatamente como eu imaginava seus personagens, os atores que viveram o Josh, a Kitty, o dr. Covey e a Chris entregaram a essência de seus personagens e esbanjaram carisma. A única que destoou foi Janel Parrish como a Margot, que parece ser muito mais velha do que sua personagem, de apenas 18 anos. No entanto, ela aparece pouco e não compromete o filme.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Outro aspecto que gostei muito foi o roteiro. Apesar de algumas mudanças significativas em relação ao livro, o essencial foi mantido no filme. Sem deixar o foco exclusivamente no romance, o longa acerta ao mostrar também a relação de Lara Jean com a família, especialmente as irmãs, e o amadurecimento dela como pessoa. Além disso, todos os personagens tiveram espaço suficiente dentro da trama para serem bem desenvolvidos e cativarem o espectador.
Apesar de se tratar de uma comédia romântica adolescente, o filme não se limita a isso. Há, sim, muitos momentos engraçados e fofos, mas há também drama e diálogos tocantes. Em especial, gostei muito das conversas de Lara Jean com o pai e com a Margot, mas também as vezes em que ela falou com Peter sobre a mãe. São cenas simples, mas que ficaram muito bonitas e transmitiram muito sobre os sentimentos dos personagens.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Confesso que gostaria que algumas coisas tivessem sido mais aprofundadas, especialmente a relação que Lara Jean e as irmãs têm com a cultura coreana. Esse é um aspecto que foi muito destacado no livro, tanto por demonstrar o orgulho que elas tinham de sua origem quanto por ressaltar a ligação que elas tinham com mãe. Porém, eu entendo que no filme algumas coisas precisam ser cortadas e fiquei feliz por eles terem conseguido abordar o assunto, mesmo que de maneira mais superficial, em algumas cenas.
De um modo geral, achei que o roteiro capturou os momentos mais importantes do livro e acrescentou algumas cenas que funcionaram bem. O filme flui de uma maneira leve e natural, permitindo que o espectador se apegue rapidamente aos personagens e se envolva com a história. O desfecho funcionou bem, deixando margem para um segundo filme caso esse seja um sucesso (o que todos sabemos que será), mas que encerra bem o suficiente para não tornar obrigatória uma continuação.

Com relação aos aspectos técnicos, não tenho nenhum conhecimento em cinema e, por isso, não vou tentar fazer nenhum comentário sobre o assunto. Porém, preciso destacar que senti um enorme cuidado na construção dos cenários e na escolha dos figurinos, principalmente no que era relacionado à Lara Jean. Um exemplo disso é o quarto da protagonista que reflete, nos mínimos detalhes, a personalidade dela, permitindo que quem leu o livro consiga realmente visualizar a personagem vivendo ali.

Copyright Netflix / Masha Weisberg


Por fim, só posso dizer que Para todos os garotos que já amei é a primeira adaptação em muito tempo que consegue me fazer sentir exatamente o mesmo que senti ao ler a obra que a originou. Eu não me pegava a todo tempo reparando nas mudanças que foram feitas, porque o essencial estava ali e foi o suficiente para conquistar meu coração novamente. Praticamente todos os atores conseguiram me convencer como os personagens que eu aprendi a amar e a trama se desenvolveu com a mesma leveza e encantamento do livro da Jenny Han. Terminei de assistir com um enorme sorriso e muita vontade de começar a ver de novo. Agora, só me resta torcer para que a Netflix decida produzir (de preferência logo) as adaptações dos outros dois livros da trilogia para que eu possa continuar matando às saudades das aventuras de Lara Jean.
E vocês, já assistiram ao filme ou ainda pretendem ver? Me contem aí nos comentários o que acharam e, caso tenham lido o livro, se gostaram da adaptação. Para quem ainda não viu, recomendo assistir aos créditos finais também, pois há uma cena bem interessante e que pode indicar que as continuações estão a caminho. E para todos aqueles que estão gostando do clima do filme, independente de já terem assistido ou não, tem a playlist de Para todos os garotos que já amei no Spotfly e eu vou deixar o link no final do post.




Tag da Discórdia



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Faz um tempinho que não respondo nenhuma tag aqui no blog e, por coincidência, acabei assistindo uma muito legal no canal do Victor Almeida, o Geek Freak. Criada originalmente pela Karine, do Kabook, a Tag da Discórdia consiste em sete perguntas sobre livros que podem ser um tanto polêmicas, mas estou contando que vocês não vão me odiar depois. 
Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas?

1 – Um livro que todo mundo amou, menos eu:
Para essa pergunta, escolhi uma das minhas leituras mais recentes: A garota que bebeu a lua. Li esse livro depois de ter visto inúmeros elogios para a obra e a escrita da autora. Aparentemente, todo mundo amou, porém, eu confesso que fiquei bastante decepcionada com a leitura. Menção (não tão) honrosa: O Erro, da autora Elle Kennedy. Aparentemente, todo mundo ama a série Amores Improváveis, porém, apesar de ter adorado O Acordo, eu me decepcionei muito com o segundo e acabei abandonando a série por causa dele.

2 – Um livro com uma protagonista insuportável/difícil de ler:

Foi difícil escolher, mas acabei optando pela Victoria de Mais lindo que a lua, da Julia Quinn. Sei que muita gente que leu esse livro, não gostou do mocinho, Robert, e inicialmente eu concordava com essas pessoas. Porém, à medida que a história avança, Victoria se torna uma personagem inconstante, imatura e muito irritante. Sem dúvida, uma das protagonistas mais chatas que já li.
3 – Um livro que você deixou pela metade.
Infelizmente, já deixei alguns livros pela metade. Porém, o que foi mais marcante para mim é um que eu ainda pretendo retomar algum dia: O Senhor dos Anéis – As Duas Torres. Eu empurrei muito para ler A Sociedade do Anel, mas quando cheguei no segundo livro foi insuportável; arrastei por quase dois meses e acabei largando. Inclusive, não gosto nem do filme, que acabei dormindo no final. 

4 – Um livro que você se recusa a ler.
Eu acho muito complicado falar sobre se recusar a ler algo, porque o tempo passa e os gostos mudam. Então, pode ser que um dia livros que eu queira ler livros que hoje torço o nariz. Porém, atualmente, eu não leio terror e me recuso a pegar qualquer livro do gênero, inclusive os do aclamado autor Stephen King. Sempre me recomendam, mas, por enquanto, eu me recuso a ler.


5 – Um livro que você empurrou com a barriga.
Poderia responder O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, mas como já mencionei aí em cima, resolvi citar Três coroas negras, da Kendare Blake. Quem acompanha o blog já deve ter me visto falando sobre ele, mas é impossível não o mencionar nesse tipo de tag. Eu tinha uma alta expectativa antes de ler, mas poucas vezes fiz uma leitura tão monótona e arrastada. Empurrei com a barriga e demorei quase um mês para ler, sendo que é um livro pequeno e com um bom espaçamento. 

6 – Um livro com um clichê ruim de engolir.
Sem dúvida nenhuma, Corpo, da autora Audrey Carlan (a mesma de A Garota do Calendário). Esse é um livro que consegue reunir todos os clichês ruins em um só: romance instantâneo; mocinha aparentemente forte, mas que perde a capacidade de pensar por si mesma quando está com o mocinho; romantização de relacionamento abusivo e mocinho mandão e machista. Preciso falar mais? Foi uma leitura marcada pelas reviradas de olhos para ter paciência com esses clichês difíceis de engolir.

7 – Um livro que você amou e mais ninguém.
Eu vou citar dois livros que eu sei que não sou a única pessoa que amou, mas que também sei que muitas pessoas odiaram: Talvez um dia, da Colleen Hoover, e Olá, adeus e tudo mais, da Jennifer E. Smith. Com relação ao primeiro, sei que esse é um dos livros mais polêmicos da Colleen e que muita gente detesta. Porém, é um dos meus favoritos da autora e está entre os meus queridinhos da vida. Já o segundo, eu vi muitas pessoas criticando, especialmente o final, mas eu adorei a leitura e até me emocionei em alguns momentos.


Essas foram as minhas respostas para a tag e sei que tem algumas escolhas bem polêmicas aí. Mas agora quero saber quais seriam as respostas de vocês. Tem algum livro que todo mundo ama, menos vocês? Não deixem de me contar aí nos comentários.


[Resenha ] Volte para mim


Hoje é dia de uma resenha muito especial. Vim comentar sobre um dos romances de época mais aguardados do ano, Volte para mim, da Paola Aleksandra. Ela já é conhecida pelo blog Livros e Fuxicos e por seu canal no YouTube, e esse ano teve seu primeiro romance publicado pela Editora Planeta, através do selo Essência.
Fiquei bastante ansiosa para ler esse livro, porque comecei a ler romances de época influenciada pelos vídeos da Paola. Através de indicações dela, conheci livros de autoras como a Julia Quinn e a Lisa Kleypas. Então, tendo começado a me aventurar nesse gênero por influência da Paola, é claro que iria ficar curiosa para saber como ela se saiu como escritora. E, mesmo tendo expectativas já bastante altas, confesso que me surpreendi positivamente e terminei a leitura completamente encantada.

Autora: Paola Aleksandra
Editora: Planeta (Essência)
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: "Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a ovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.".

Em Volte para mim, conhecemos a jovem Brianna Hamilton. Filha de um nobre inglês, ela sempre foi fascinada pelas histórias sobre o país onde sua mãe nasceu, a Escócia. Sentindo que precisava conhecer mais sobre sua origem a fim de descobrir quem realmente queria ser, ela fugiu de casa aos dezesseis anos e encontrou refúgio nas terras de seu avô materno.
Engraçado como às vezes precisamos abrir mão de tudo o que temos para descobrir o que é verdadeiramente essencial. Assim como a beleza de uma paisagem que só é compreendida quando vista de longe.
No entanto, onze anos depois, notícias de casa fazem com que ela decida retornar à Inglaterra. No entanto, a volta não é fácil. Muitas coisas haviam se passado nesse período e Brianna precisará lidar com as consequências de suas escolhas, tanto para ela mesma quanto para aqueles que amava. Assim, ela precisará lutar para recuperar seu lugar em sua família e ainda lidar com o ressentimento de Desmond Hunter, seu melhor amigo e primeiro amor, a quem ela havia deixado para trás ao partir para a Escócia. 

A primeira coisa que eu preciso destacar sobre esse livro é a protagonista, Brianna. É difícil até explicar o quanto essa personagem me cativou. Mesmo em uma época em que as jovens eram criadas para casar, ela deseja mais. Brianna luta pelo seu direito de buscar seu lugar no mundo e escolher seu destino, demonstrando uma força e uma personalidade admiráveis. Além disso, ela é uma personagem muito humana, com sentimentos que são fáceis de entender e de se relacionar. Assim, foi impossível não sentir empatia ao ver os momentos em que ela se sentia culpada ou com medo, mas também admiração ao ver seu amor pela família e sua determinação para corrigir os erros e superar as adversidades.
A raiva é cruel. Ela me leva a repudiar cada escolha que fiz nos últimos anos e questionar o destino por macular minha família. Mas a esperança é ainda mais letal. Tal emoção é forte o suficiente para mover montanhas. Então meu coração se agarra a ela. Afastando os resquícios de escuridão e dor.
Mas não pensem que a Brianna é a única personagem bem construída nesse livro. Ao longo da leitura, vemos como a decisão dela afetou a vida de todos aqueles que amava e os conflitos vividos por eles ao longo dos anos. Minha favorita foi a Malvina, irmã caçula de Brianna. Apesar de ter tido dificuldade para entender algumas de suas reações no começo, fui percebendo o que tinha acontecido para que ela agisse assim. Ainda muito jovem, Malvina viu sua família se desintegrar e passou a carregar um peso grande demais, o que fez com que ela amadurecesse cedo, mas também acumulasse uma carga considerável de sofrimento e mágoa. Terminei a leitura encantada por essa personagem e por ver o quanto ela evolui ao longo da história, o que me deixou ansiosa por um livro dela (Pah, por favor, escreve o livro da Malvina! Nunca te pedi nada).  


Também adorei os pais da Brianna e a força do relacionamento deles. Achei bonito não só o amor que eles demonstravam um pelo outro, mas o modo como eles criaram as filhas, respeitando suas escolhas. O pai dela se mostra um pouco mais difícil de lidar, mas consegui entender suas reações e me encantei ao ver a devoção dele à esposa. Já a Rowena, mãe da Brianna, é uma personagem maravilhosa. A relação dela com a filhas é um dos aspectos mais bonitos do livro, demonstrando a força de um amor incondicional e altruísta.
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera – ela diz, sorrindo para mim. – Eu amo a minha família. E sei que esse é o passo mais importante de todos para quem quer recomeçar.”
E o que dizer do Desmond Hunter? Melhor amigo e primeiro amor de Brianna, esse personagem acabou se tornando um dos mais apaixonantes que já li. Me encantei pela forma como ele amava e apoiava Brianna, mesmo quando isso significava que sofreria. Trata-se de um amor altruísta e generoso, que não tenta manter a amada para si a qualquer custo. Ao contrário, Desmond entendeu a necessidade que Brianna tinha de ir atrás de suas origens e escolher seu próprio caminho, deixando-a livre para seguir seu destino. Isso, por si só, já revela o caráter desse personagem e o quanto ele a amava.Além disso, achei que Desmond, assim como Brianna, é um personagem muito humano. Os dois cometem muitos erros ao longo do livro, mas acredito que isso tenha contribuído muito para deixar a relação deles ainda mais bonita e verdadeira.
 O sentimento entre o casal principal é muito forte, tendo surgido de uma maneira inocente e encantadora quando eram muito jovens, mas acabou sendo marcado por mágoas e desentendimentos. Em algum sentido, me lembrou muito o romance presente no livro Persuasão, da Jane Austen, o que é o melhor elogio que eu poderia fazer. Assim como em Persuasão, Brianna e Desmond têm um relação linda, mas, para vivê-la, precisam descobrir o caminho do perdão.
Muitos dizem que o amor é leve, fácil e simples. E ele pode ser isso, mas também pode nascer cercado por erros, mágoas e feridas que precisam de tempo e de dedicação para cicatrizar. Não se trata de um sentimento que surge pronto e perfeitamente imutável, mas, sim, de uma centelha que, quando alimentada diariamente, torna-se capaz de aquecer dois corações unidos para todo o sempre.



Com relação à escrita da Paola, fiquei impressionada com a sensibilidade e a segurança que ela demonstrou, mesmo sendo seu primeiro livro. Ela soube conduzir a trama de uma maneira envolvente e desenvolveu muito bem seus personagens. Além disso, me surpreendi ao encontrar um romance de época com uma profundidade e força raras. Paola escreve com emoção, passando os sentimentos dos personagens de uma maneira tão clara e intensa que é impossível não ser tocada por eles e se emocionar ao acompanhar seus dramas.
Confesso que não esperava que esta leitura fosse mexer tanto comigo, mas fui completamente arrebatada. Volte para mim vai muito além do romance, falando sobre família, perdão, amadurecimento e superação com uma sensibilidade e uma profundidade surpreendentes. É como se cada página fosse carregada de sentimento, especialmente o amor, despertando diversas emoções no leitor. E acabei sendo tão tocada pela história e os personagens, que me emocionei até mesmo ao falar sobre o livro quando encontrei com a Paola, na Bienal.
Só posso dizer, então, que Volte para mim é mais do que um livro para quem gosta de um bom romance de época. Trata-se de uma leitura que fala sobre relações humanas em suas diversas formas e em toda sua complexidade. Demonstrando muito talento logo em sua estreia, a Paola escreveu um livro sensível e emocionante, que vai fazer o leitor refletir sobre a vida e sobre o amor. Não preciso nem dizer o quanto recomendo a leitura e já estou ansiosa para ler outros livros dela.
E vocês, já leram Volte para mim? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler. Vou adorar saber a opinião de vocês!

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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