[Resenha] Mais forte que o sol (Irmãs Lyndon #2)


Acredito que todo leitor já tenha se decepcionado um dia com algum autor que gosta bastante, né? No começo desse ano, tive uma decepção com um livro da Julia Quinn, Mais lindo que a lua. Não que o livro seja ruim, mas, como comentei na resenha aqui, deixa bastante a desejar em relação aos outros livros da autora, especialmente com relação ao desenvolvimento do romance. Por esse motivo, eu estava bastante receosa para ler a continuação.
Felizmente, decidi dar uma chance para Mais forte que o sol e foi a melhor decisão que eu poderia ter feito. A leitura foi uma surpresa maravilhosa, que recuperou o melhor do estilo da Julia Quinn e me trouxe as mesmas sensações que senti ao ler alguns dos meus livros favoritos dela.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Viviane Diniz
Páginas: 288
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento. Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu. Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro. No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal.”

Mais forte que o sol já começa com um encontro no mínimo peculiar entre o casal principal. Eleanor Lyndon estava andando quando um homem caiu do céu em cima dela, ou, mais precisamente, de uma árvore muito alta. O homem em questão era Charles, o Conde de Wycomb. Apesar de um tanto tumultuado, esse encontro acabou sendo uma providência do destino, especialmente para ele.
“Dentro de precisamente 15 dias, toda a sua herança seria arrancada dele. A menos que... A Srta. Lyndon tossiu e limpou a poeira do olho. Charles olhou-a com renovado interesse. A menos que... Lentamente a ideia foi tomando forma em seu cérebro ainda grogue, e ele se esforçou para não deixar escapar nenhum detalhe importante... A menos que, em algum momento nos próximos quinze dias, ele conseguisse encontrar uma esposa.”
Charles precisava encontrar uma esposa em 15 dias para não perder sua fortuna e, mesmo um pouco bêbado, consegue perceber que Eleanor seria uma ótima opção. A princípio, a proposta abrupta e bastante atrapalhada acaba sendo recusada pela jovem. Aos 23 anos, Ellie já era considerada uma solteirona, mas nunca se incomodou com isso. O problema, porém, é que seu pai decidiu se casar novamente e ela percebeu que sua vida seria um inferno com a nova madrasta.
Mesmo assim, se casar ainda não era a primeira opção da mocinha. Ela vinha investindo dinheiro há alguns anos e esperava conseguir se manter com seus rendimentos por um tempo, até poder contar com a ajuda da irmã mais velha. Porém, quando foi consultar o banco sobre seu dinheiro, descobriu que apenas um homem poderia movimentá-lo, mais especificamente seu pai ou seu marido. Assim, sua única opção seria aceitar o pedido do Conde, levando a um casamento de conveniência: ele não perderia sua herança e ela ganharia a liberdade de administrar o dinheiro que juntou ao longo dos anos. Mas poderia um casamento de conveniência entre dois estranhos poderia funcionar? Será que, em algum momento, os sentimentos não iriam se misturar?


Como começar a explicar o quanto gostei desse livro? Acredito que fui conquistada logo nas primeiras páginas pelo modo inusitado como o casal se conheceu e o diálogo hilário que se seguiu. Logo nessa primeira interação, já é possível ver muito da personalidade dos protagonistas e perceber o quanto esse relacionamento seria divertido.
“– É uma mulher dura e cruel, Srta. Seja Lá Qual For o Seu Nome. Parece sentir prazer com minha agonia. Ela tossiu para disfarçar uma risada. – Sr. Seja Lá Quem For, devo protestar e ressaltar que tentei cuidar de seus ferimentos, mas o senhor insistiu em dizer que não tinha nenhum. Ele franziu a testa de um jeito infantil e sentou-se mais uma vez. – É lorde Seja Lá Quem For.”
Começando com a Eleanor que é uma das melhores protagonistas de romances de época que eu já li. Desde o livro anterior, já tinha percebido que se tratava de uma personagem muito inteligente e determinada. Nesse livro, isso fica ainda mais evidente. Com um comportamento muito à frente do seu tempo, ela não se incomoda com o fato de ainda não ter se casado e demonstra muita habilidade para os negócios, algo que não era nada comum para as moças da época. Além disso, ela tem um senso de humor afiado e tem sempre respostas rápidas e inteligentes para tudo, não se deixando intimidar por ninguém.
“Havia algo em relação àquela Srta. Lyndon que o deixava feliz pelo simples fato de estarem lado a lado. Ela parecia leal, sensata e justa. E tinha um senso de humor ferino. O tipo de pessoa que um homem gostaria de ter por perto quando precisasse de apoio.”
Charles, por outro lado, é aquele tipo de mocinho que é impossível não se apaixonar. Assim como Eleanor, ele tem um senso de humor afiado, o que, associado ao seu jeito de libertino, o tornam absolutamente cativante. Além disso, ele demonstra algumas vulnerabilidades e é tão carinhoso e protetor (de um jeito saudável) com aqueles que ama, que é impossível não se encantar mais por ele a cada página.
Agora, com dois protagonistas tão encantadores, é claro que o romance não iria decepcionar, né? A interação entre os dois funciona perfeitamente desde a primeira página. A inteligência e o humor afiado de ambos fazem com que os diálogos sejam extremamente divertidos de se acompanhar. Além disso, mesmo que o casamento deles seja de conveniência e aconteça abruptamente, o relacionamento é construído aos poucos e de maneira convincente. Vemos surgir uma cumplicidade e um respeito mútuos, que acabam sendo a base da relação do casal. É muito bonito ver os sentimentos que vão surgindo entre eles e o quanto os dois amadurecem juntos.

“O cabelo dela, pensou de repente. O cabelo de Eleanor era da cor exata do sol em sua hora preferida do dia. Seu coração se encheu de inesperada alegria, e ele sorriu.”



Outro ponto muito positivo foi o fato dos personagens secundários terem ganhado mais destaque, fazendo com que o foco não ficasse exclusivamente no casal principal. São personagens muito cativantes e que desempenham papeis importantes na trama. Adorei como a autora conseguiu desenvolver a personalidade da maioria deles e, inclusive, adoraria ler um livro sobre as primas do Charles, Claire e Judith. Além disso, adorei ver a relação da Ellie com a família do marido e sua adaptação, bem como essas o modo que essas mudanças contribuíram para o amadurecimento da protagonista.
“Imaginava que a maioria das pessoas a consideraria excêntrica; as mulheres não costumavam cuidar de seu próprio dinheiro. Mas ela não se importava. Na verdade, estava muito feliz com a independência recém-descoberta.”
Com relação a trama, Julia Quinn mais uma vez conseguiu desenvolvê-la de uma maneira dinâmica e envolvente. Além do romance, há momentos de humor, de mistério e de aventura, o que contribui muito para manter a atenção do leitor. Ao contrário do que havia acontecido no livro anterior, a autora não perdeu tempo com conflitos superficiais e mal-entendidos desnecessários. Todos os empecilhos enfrentados por Charles e a Ellie são compreensíveis e acontecem de maneira natural na trama, sem deixar o leitor cansado ou com a sensação de que a trama estava enrolando demais.
Desta forma, Mais forte que o sol acabou sendo uma surpresa muito positiva, me deixando com um sorriso bobo durante toda a leitura. Fiquei muito feliz por ver novamente muitas características que me cativaram nos livros da Julia Quinn desde o primeiro contato que tive com a escrita da autora. Trata-se de um livro com um enredo bastante clichê, mas que foi desenvolvido de uma maneira absolutamente cativante, com personagens bem construídos e apaixonantes, uma trama leve e diálogos cheios de ironia. Para quem gosta de um bom romance de época e adora o estilo da Julia Quinn, esse livro tem tudo para agradar.

[Resenha] Heroínas


Vocês já pensaram para pensar nas grandes histórias que já leram e em como a maioria delas era protagonizada por homens? Desde a lenda do Rei Arthur até Harry Potter, quase sempre vemos nas histórias os heróis salvando o mundo. Até mesmo nos contos de fadas, onde as personagens femininas são as protagonistas, elas acabam muitas vezes ficando com o papel de donzela em perigo enquanto cabe aos mocinhos resgatá-las.

Mas, e se as clássicas histórias de heróis fossem recontadas com protagonistas femininas? É isso que aconteceu no livro Heroínas, publicado pela Galera Record esse ano. Ele é composto por três contos que trazem versões modernas e empoderadoras das histórias de Os três mosqueteiros, O Rei Arhur e Robin Hood, escritas respectivamente por Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares. 

Autoras: Laura Conrado, Pam Gonçalvez e Ray Tavares
Editora: Galera Record
Páginas:
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Três escritoras brasileiras — Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares — reinventam clássicos para inspirar cada vez mais heroínas. Não faltam heróis. Dos clássicos às histórias contemporâneas os meninos e homens estão por todo lugar. Empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudam e já está mais do que na hora de as histórias mudarem também. Com discussões feministas cada vez mais empoderadas e potentes, meninas e mulheres exigem e precisam de algo que sempre foi entregue aos meninos de bandeja: se enxergar naquilo que consomem. Este é o livro de um tempo novo, um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo a literatura. Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animais. A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram. E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares. Indignada com a situação da comunidade em que vive, a garota usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças. Este é um livro no qual as meninas salvam o dia. No qual elas são o que são todos os dias na vida real: heroínas. Finalmente.”

O livro começa com o conto de Laura Conrado, “Uma por todas e todas por uma”. Nessa releitura de Os três mosqueteiros, a jovem Daniela D’Artagnan está ansiosa para conseguir um estágio em veterinária na ONG Mosqueteiros, que resgata animais das ruas e oferece atendimento aos animais de pessoas carentes. Apesar de ainda estar no Ensino Médio, ela sempre ajudou sua mãe na clínica veterinária que mantém e sonhava em poder ajudar a ONG que sempre admirou.
Inicialmente, ela é recusada quando se candidata à vaga de estágio. Porém, quando defende um cachorro que estava sendo maltratado, Daniela acaba conhecendo Agnes, uma das veterinárias da ONG, e se juntando a ela e suas amigas para organizar uma feira de adoção para os animais da Mosqueteiros. No entanto, Daniela percebe que a ONG não ia tão bem quanto parecia e que ela e as amigas teriam que agir se quisessem salvar um projeto tão bonito.


A trama desse conto é bem simples, mas traz um tema importante e atual: a proteção dos animais. Nele, a autora mostra um pouco sobre o trabalho de ONGS que resgatam animais vítimas de violência, a importância da adoção responsável (aliás, fica a dica: não compre, adote) e as dificuldades que essas organizações enfrentam.
Gostei muito também da personalidade forte e cativante da protagonista e a amizade que surge entre ela e as outras veterinárias da ONG. É uma relação muito bonita de acompanhar, marcada pela lealdade e pelo apoio. Além disso, a trama ainda tem espaço para um romance muito fofo e só lamentei a história não ser maior porque queria ver mais sobre o Samuel, amigo da Daniela por quem ela sempre foi apaixonada.
De um modo geral, a leitura de Uma por todas e todas por uma foi bem fluida e envolvente. Gostei da escrita da Laura Conrado e da maneira leve como ela desenvolveu a trama. Foi meu primeiro contato com o trabalho dela, mas foi o suficiente para me deixar curiosa para ler seus livros.

O segundo conto, Formandos da Távola Redonda, foi escrito pela Pam Gonçalves e conta a história de um grupo de alunas que se reúne para salvar a formatura do Ensino Médio. Faltando dois meses para a festa, o dinheiro foi roubado e a responsabilidade de encontrar uma solução acabou recaindo sobre a protagonista, Marina. Junto com outras cinco meninas das turmas do terceiro ano, ela precisa recuperar o dinheiro e organizar a formatura.
Paralelamente, ela tem que lidar com seu namoro que anda cada vez pior. Seu namorado, Guilherme, estava insistindo para que ela transasse com ele, mas Marina não se sente pronta para isso. Quanto mais o tempo passa, menos certeza ele tem de seus sentimentos por ele. Por outro lado, enquanto o relacionamento ia mal, surgia uma inesperada amizade entre Marina e as demais meninas da comissão de formatura.
Confesso que esse conto me decepcionou bastante. A Pam escolheu temas muito interessantes para abordar no livro, incluindo relacionamentos abusivos e empoderamento feminino. No entanto, achei que faltou foco e os assuntos mais relevantes só foram abordados da metade para frente do conto. Com isso, senti falta de um maior desenvolvimento de algumas questões, e aspectos que poderiam ser realmente positivos, acabaram sendo mal trabalhados.
Além disso, comparado com os outros dois contos do livro, esse traz o enredo menos interessante. Por mais que eu consiga me relacionar com as dificuldades da organização de uma festa de formatura do Ensino Médio, não chega a ser um assunto relevante, especialmente se considerarmos os outros dois contos do livro. Com isso, a leitura só foi começar a me prender já na metade e quando estava começando a me interessar pela história e os personagens, o conto estava praticamente no final.  



Robin, a proscrita encerra o livro com chave de ouro. Nesse conto, conhecemos Roberta, uma jovem hacker que quer vingar a morte de seus pais, mas também tornar o mundo mais justo. Com isso, ela começa a desviar dinheiro da conta de políticos e religiosos corruptos e distribuir para instituições de caridade sérias, a fim de ajudar pessoas que realmente precisavam.
Com a ajuda de amigos, Roberta atua como uma verdadeira Robin Hood na internet. No entanto, seu maior alvo é o pastor Felizzi, um homem inescrupuloso que esteve ligado a morte do pai dela e ainda desviava o dinheiro do dízimo dos fiéis para sua própria conta, se aproveitando da boa-fé das pessoas. Quando surge a oportunidade de fazer justiça, Roberta não poderia desperdiça-la. Porém, ela também precisaria aprender a lidar com as consequências de suas escolhas.
Além de um tema muito atual e que foi bem explorado pela autora, o conto tem personagens bem desenvolvidos e interessantes. Não apenas a protagonista, Roberta, mas todos tiveram suas personalidades bem construídas e acabaram conquistando minha simpatia. Em especial, adorei Willa e Pequeno, duas amigas da Roberta que ajudam em seus planos e foram responsáveis pelos momentos mais divertidos conto.
Ainda não tinha lida nada da Ray Tavares, mas adorei a forma como ela desenvolveu a trama. Apesar das poucas páginas, ela conseguiu escrever uma história muito dinâmica, com personagens bem construídos e cativantes, além de abordar bem um tema muito importante. De um modo geral, esse foi o meu conto favorito da autora e me deixou realmente curiosa para ler outro trabalho dela, o livro Os doze signos de Valentina, que também foi publicado pela Galera Record.
Assim, Heroínas veio com uma proposta muito interessante e cumpriu bem seu papel. Por mais que não tenha gostado de todos os contos igualmente, os três mostraram bem personagens femininas fortes e a importância da amizade entre as mulheres. Acredito que seja uma leitura muito válida, especialmente para o público mais jovem. Afinal, é imprescindível mostrar às meninas que elas têm voz e que podem lutar pelo que acreditam, juntas, sem depender de um mocinho para salvá-las.
E vocês, já leram esse livro? Me contem nos comentários o que acharam e outros livros que vocês indicam com protagonistas femininas inspiradoras. 

[Filme] Para todos os garotos que já amei


Acredito que todo leitor já passou pela situação de saber que um livro muito querido ia virar filme e não saber se ficava feliz ou preocupado. Foi o que aconteceu comigo quando soube que Para todos os garotos que já amei, da autora Jenny Han, ganharia uma adaptação. Porém, desde que o primeiro trailer foi lançado, a preocupação começou a dar lugar à ansiedade e eu já não aguentava mais esperar para assistir ao filme.
Felizmente, a espera acabou e Para todos os garotos que já amei estreou ontem na Netflix. Claro que eu corri para assistir e agora vou poder falar para vocês o que achei. Mas, podem ficar tranquilos, que não vou trazer spoilers nem sobre o filme e nem sobre o livro.

Original: To all the boys I’ve loved before
Elenco: Lana Condor, Noa Centineo, Israel Broussard, Janel Parrish, Anna Cathcart e John Corbett.
Direção: Susan Johnson
Distribuição: Netflix
Duração: 1h39
Ano: 2018
Nacionalidade: EUA
Sinopse: “Imagine se todos os seus crushes descobrissem a sua paixão por eles, e todos ao mesmo tempo! É o que acontece com Lara Jean Song Covey quando as cartas de amor que ela escreveu para cada garoto que já amou acabam sendo misteriosamente enviadas.”

Para quem não sabe, o filme Para todos os garotos que já amei, assim como o livro que o originou, conta a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos cuja vida amorosa sempre se limitou aos livros que lia e à sua imaginação. Ao longo de sua vida, ela se apaixonou por cinco meninos: Peter Kavinsky (o aluno mais popular da escola); John Ambrose McLean; Lucas Kapf; Kenny do acampamento; e Josh, seu vizinho e namorado de sua irmã mais velha, Margot. Nenhuma dessas paixões saiu de sua imaginação, mas ela conseguia superá-las ao escrever tudo que sentia em cartas que jamais enviaria.
O problema é quando essas cartas são secretamente enviadas para os seus destinatários. De repente, os sentimentos mais profundos de Lara Jean foram revelados e ela não sabe como reagir. Pior ainda, ela não sabe como encarar Josh, que além de seu amigo, era ex-namorado de Margot. Mas e se ela fingisse estar envolvida com um dos outros destinatários? É assim que surge um plano maluco de fingir estar namorando com Peter Kavinsky, um dos alunos mais populares da escola. De repente, a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e ela, que sempre se considerou invisível, se torna o centro das atenções.

Copyright Netflix / Awesomeness Films

É difícil falar o quanto esse filme me agradou e superou todas as minhas expectativas. Aos poucos, qualquer receio que eu ainda tivesse em relação à adaptação foi caindo e só restou a alegria de ver um filme que carrega a essência do livro que o originou. Claro que há mudanças, afinal não dava para colocar as mais de 300 páginas do livro em um filme com cerca de 1h30 de duração. No entanto, tudo que me encantou na obra de Jenny Han está presente no longa, que me deixou com o mesmo encantamento que tive durante a leitura.
Para começar, a escolha do elenco. Desde a primeira foto divulgada do filme, eu já sentia que Lana Condor seria a Lara Jean perfeita e não me enganei. Assistindo ao filme, a impressão era de que a personagem tinha saído diretamente do livro para a tela. A atriz é expressiva, carismática, engraçada e demonstra personalidade, exatamente como Lara Jean. E o que dizer de Noah Centineo como Peter Kavinsky? Confesso que, quando o vi pela primeira vez, achei bem diferente do Peter que eu imaginei. Porém, quando o filme começou, todas as minhas dúvidas acabaram e eu só conseguia pensar: É O PETER KAVINSKY! Ele ficou perfeito no papel e me encantei pelo personagem assim como tinha acontecido quando li o livro.
O restante do elenco também parece ter sido escolhido a dedo. Mesmo que alguns não sejam exatamente como eu imaginava seus personagens, os atores que viveram o Josh, a Kitty, o dr. Covey e a Chris entregaram a essência de seus personagens e esbanjaram carisma. A única que destoou foi Janel Parrish como a Margot, que parece ser muito mais velha do que sua personagem, de apenas 18 anos. No entanto, ela aparece pouco e não compromete o filme.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Outro aspecto que gostei muito foi o roteiro. Apesar de algumas mudanças significativas em relação ao livro, o essencial foi mantido no filme. Sem deixar o foco exclusivamente no romance, o longa acerta ao mostrar também a relação de Lara Jean com a família, especialmente as irmãs, e o amadurecimento dela como pessoa. Além disso, todos os personagens tiveram espaço suficiente dentro da trama para serem bem desenvolvidos e cativarem o espectador.
Apesar de se tratar de uma comédia romântica adolescente, o filme não se limita a isso. Há, sim, muitos momentos engraçados e fofos, mas há também drama e diálogos tocantes. Em especial, gostei muito das conversas de Lara Jean com o pai e com a Margot, mas também as vezes em que ela falou com Peter sobre a mãe. São cenas simples, mas que ficaram muito bonitas e transmitiram muito sobre os sentimentos dos personagens.

Copyright Awesomeness Films / Masha Weisberg / Netflix

Confesso que gostaria que algumas coisas tivessem sido mais aprofundadas, especialmente a relação que Lara Jean e as irmãs têm com a cultura coreana. Esse é um aspecto que foi muito destacado no livro, tanto por demonstrar o orgulho que elas tinham de sua origem quanto por ressaltar a ligação que elas tinham com mãe. Porém, eu entendo que no filme algumas coisas precisam ser cortadas e fiquei feliz por eles terem conseguido abordar o assunto, mesmo que de maneira mais superficial, em algumas cenas.
De um modo geral, achei que o roteiro capturou os momentos mais importantes do livro e acrescentou algumas cenas que funcionaram bem. O filme flui de uma maneira leve e natural, permitindo que o espectador se apegue rapidamente aos personagens e se envolva com a história. O desfecho funcionou bem, deixando margem para um segundo filme caso esse seja um sucesso (o que todos sabemos que será), mas que encerra bem o suficiente para não tornar obrigatória uma continuação.

Com relação aos aspectos técnicos, não tenho nenhum conhecimento em cinema e, por isso, não vou tentar fazer nenhum comentário sobre o assunto. Porém, preciso destacar que senti um enorme cuidado na construção dos cenários e na escolha dos figurinos, principalmente no que era relacionado à Lara Jean. Um exemplo disso é o quarto da protagonista que reflete, nos mínimos detalhes, a personalidade dela, permitindo que quem leu o livro consiga realmente visualizar a personagem vivendo ali.

Copyright Netflix / Masha Weisberg


Por fim, só posso dizer que Para todos os garotos que já amei é a primeira adaptação em muito tempo que consegue me fazer sentir exatamente o mesmo que senti ao ler a obra que a originou. Eu não me pegava a todo tempo reparando nas mudanças que foram feitas, porque o essencial estava ali e foi o suficiente para conquistar meu coração novamente. Praticamente todos os atores conseguiram me convencer como os personagens que eu aprendi a amar e a trama se desenvolveu com a mesma leveza e encantamento do livro da Jenny Han. Terminei de assistir com um enorme sorriso e muita vontade de começar a ver de novo. Agora, só me resta torcer para que a Netflix decida produzir (de preferência logo) as adaptações dos outros dois livros da trilogia para que eu possa continuar matando às saudades das aventuras de Lara Jean.
E vocês, já assistiram ao filme ou ainda pretendem ver? Me contem aí nos comentários o que acharam e, caso tenham lido o livro, se gostaram da adaptação. Para quem ainda não viu, recomendo assistir aos créditos finais também, pois há uma cena bem interessante e que pode indicar que as continuações estão a caminho. E para todos aqueles que estão gostando do clima do filme, independente de já terem assistido ou não, tem a playlist de Para todos os garotos que já amei no Spotfly e eu vou deixar o link no final do post.




Tag da Discórdia



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Faz um tempinho que não respondo nenhuma tag aqui no blog e, por coincidência, acabei assistindo uma muito legal no canal do Victor Almeida, o Geek Freak. Criada originalmente pela Karine, do Kabook, a Tag da Discórdia consiste em sete perguntas sobre livros que podem ser um tanto polêmicas, mas estou contando que vocês não vão me odiar depois. 
Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas?

1 – Um livro que todo mundo amou, menos eu:
Para essa pergunta, escolhi uma das minhas leituras mais recentes: A garota que bebeu a lua. Li esse livro depois de ter visto inúmeros elogios para a obra e a escrita da autora. Aparentemente, todo mundo amou, porém, eu confesso que fiquei bastante decepcionada com a leitura. Menção (não tão) honrosa: O Erro, da autora Elle Kennedy. Aparentemente, todo mundo ama a série Amores Improváveis, porém, apesar de ter adorado O Acordo, eu me decepcionei muito com o segundo e acabei abandonando a série por causa dele.

2 – Um livro com uma protagonista insuportável/difícil de ler:

Foi difícil escolher, mas acabei optando pela Victoria de Mais lindo que a lua, da Julia Quinn. Sei que muita gente que leu esse livro, não gostou do mocinho, Robert, e inicialmente eu concordava com essas pessoas. Porém, à medida que a história avança, Victoria se torna uma personagem inconstante, imatura e muito irritante. Sem dúvida, uma das protagonistas mais chatas que já li.
3 – Um livro que você deixou pela metade.
Infelizmente, já deixei alguns livros pela metade. Porém, o que foi mais marcante para mim é um que eu ainda pretendo retomar algum dia: O Senhor dos Anéis – As Duas Torres. Eu empurrei muito para ler A Sociedade do Anel, mas quando cheguei no segundo livro foi insuportável; arrastei por quase dois meses e acabei largando. Inclusive, não gosto nem do filme, que acabei dormindo no final. 

4 – Um livro que você se recusa a ler.
Eu acho muito complicado falar sobre se recusar a ler algo, porque o tempo passa e os gostos mudam. Então, pode ser que um dia livros que eu queira ler livros que hoje torço o nariz. Porém, atualmente, eu não leio terror e me recuso a pegar qualquer livro do gênero, inclusive os do aclamado autor Stephen King. Sempre me recomendam, mas, por enquanto, eu me recuso a ler.


5 – Um livro que você empurrou com a barriga.
Poderia responder O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, mas como já mencionei aí em cima, resolvi citar Três coroas negras, da Kendare Blake. Quem acompanha o blog já deve ter me visto falando sobre ele, mas é impossível não o mencionar nesse tipo de tag. Eu tinha uma alta expectativa antes de ler, mas poucas vezes fiz uma leitura tão monótona e arrastada. Empurrei com a barriga e demorei quase um mês para ler, sendo que é um livro pequeno e com um bom espaçamento. 

6 – Um livro com um clichê ruim de engolir.
Sem dúvida nenhuma, Corpo, da autora Audrey Carlan (a mesma de A Garota do Calendário). Esse é um livro que consegue reunir todos os clichês ruins em um só: romance instantâneo; mocinha aparentemente forte, mas que perde a capacidade de pensar por si mesma quando está com o mocinho; romantização de relacionamento abusivo e mocinho mandão e machista. Preciso falar mais? Foi uma leitura marcada pelas reviradas de olhos para ter paciência com esses clichês difíceis de engolir.

7 – Um livro que você amou e mais ninguém.
Eu vou citar dois livros que eu sei que não sou a única pessoa que amou, mas que também sei que muitas pessoas odiaram: Talvez um dia, da Colleen Hoover, e Olá, adeus e tudo mais, da Jennifer E. Smith. Com relação ao primeiro, sei que esse é um dos livros mais polêmicos da Colleen e que muita gente detesta. Porém, é um dos meus favoritos da autora e está entre os meus queridinhos da vida. Já o segundo, eu vi muitas pessoas criticando, especialmente o final, mas eu adorei a leitura e até me emocionei em alguns momentos.


Essas foram as minhas respostas para a tag e sei que tem algumas escolhas bem polêmicas aí. Mas agora quero saber quais seriam as respostas de vocês. Tem algum livro que todo mundo ama, menos vocês? Não deixem de me contar aí nos comentários.


[Resenha ] Volte para mim


Hoje é dia de uma resenha muito especial. Vim comentar sobre um dos romances de época mais aguardados do ano, Volte para mim, da Paola Aleksandra. Ela já é conhecida pelo blog Livros e Fuxicos e por seu canal no YouTube, e esse ano teve seu primeiro romance publicado pela Editora Planeta, através do selo Essência.
Fiquei bastante ansiosa para ler esse livro, porque comecei a ler romances de época influenciada pelos vídeos da Paola. Através de indicações dela, conheci livros de autoras como a Julia Quinn e a Lisa Kleypas. Então, tendo começado a me aventurar nesse gênero por influência da Paola, é claro que iria ficar curiosa para saber como ela se saiu como escritora. E, mesmo tendo expectativas já bastante altas, confesso que me surpreendi positivamente e terminei a leitura completamente encantada.

Autora: Paola Aleksandra
Editora: Planeta (Essência)
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: "Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a ovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.".

Em Volte para mim, conhecemos a jovem Brianna Hamilton. Filha de um nobre inglês, ela sempre foi fascinada pelas histórias sobre o país onde sua mãe nasceu, a Escócia. Sentindo que precisava conhecer mais sobre sua origem a fim de descobrir quem realmente queria ser, ela fugiu de casa aos dezesseis anos e encontrou refúgio nas terras de seu avô materno.
Engraçado como às vezes precisamos abrir mão de tudo o que temos para descobrir o que é verdadeiramente essencial. Assim como a beleza de uma paisagem que só é compreendida quando vista de longe.
No entanto, onze anos depois, notícias de casa fazem com que ela decida retornar à Inglaterra. No entanto, a volta não é fácil. Muitas coisas haviam se passado nesse período e Brianna precisará lidar com as consequências de suas escolhas, tanto para ela mesma quanto para aqueles que amava. Assim, ela precisará lutar para recuperar seu lugar em sua família e ainda lidar com o ressentimento de Desmond Hunter, seu melhor amigo e primeiro amor, a quem ela havia deixado para trás ao partir para a Escócia. 

A primeira coisa que eu preciso destacar sobre esse livro é a protagonista, Brianna. É difícil até explicar o quanto essa personagem me cativou. Mesmo em uma época em que as jovens eram criadas para casar, ela deseja mais. Brianna luta pelo seu direito de buscar seu lugar no mundo e escolher seu destino, demonstrando uma força e uma personalidade admiráveis. Além disso, ela é uma personagem muito humana, com sentimentos que são fáceis de entender e de se relacionar. Assim, foi impossível não sentir empatia ao ver os momentos em que ela se sentia culpada ou com medo, mas também admiração ao ver seu amor pela família e sua determinação para corrigir os erros e superar as adversidades.
A raiva é cruel. Ela me leva a repudiar cada escolha que fiz nos últimos anos e questionar o destino por macular minha família. Mas a esperança é ainda mais letal. Tal emoção é forte o suficiente para mover montanhas. Então meu coração se agarra a ela. Afastando os resquícios de escuridão e dor.
Mas não pensem que a Brianna é a única personagem bem construída nesse livro. Ao longo da leitura, vemos como a decisão dela afetou a vida de todos aqueles que amava e os conflitos vividos por eles ao longo dos anos. Minha favorita foi a Malvina, irmã caçula de Brianna. Apesar de ter tido dificuldade para entender algumas de suas reações no começo, fui percebendo o que tinha acontecido para que ela agisse assim. Ainda muito jovem, Malvina viu sua família se desintegrar e passou a carregar um peso grande demais, o que fez com que ela amadurecesse cedo, mas também acumulasse uma carga considerável de sofrimento e mágoa. Terminei a leitura encantada por essa personagem e por ver o quanto ela evolui ao longo da história, o que me deixou ansiosa por um livro dela (Pah, por favor, escreve o livro da Malvina! Nunca te pedi nada).  


Também adorei os pais da Brianna e a força do relacionamento deles. Achei bonito não só o amor que eles demonstravam um pelo outro, mas o modo como eles criaram as filhas, respeitando suas escolhas. O pai dela se mostra um pouco mais difícil de lidar, mas consegui entender suas reações e me encantei ao ver a devoção dele à esposa. Já a Rowena, mãe da Brianna, é uma personagem maravilhosa. A relação dela com a filhas é um dos aspectos mais bonitos do livro, demonstrando a força de um amor incondicional e altruísta.
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera – ela diz, sorrindo para mim. – Eu amo a minha família. E sei que esse é o passo mais importante de todos para quem quer recomeçar.”
E o que dizer do Desmond Hunter? Melhor amigo e primeiro amor de Brianna, esse personagem acabou se tornando um dos mais apaixonantes que já li. Me encantei pela forma como ele amava e apoiava Brianna, mesmo quando isso significava que sofreria. Trata-se de um amor altruísta e generoso, que não tenta manter a amada para si a qualquer custo. Ao contrário, Desmond entendeu a necessidade que Brianna tinha de ir atrás de suas origens e escolher seu próprio caminho, deixando-a livre para seguir seu destino. Isso, por si só, já revela o caráter desse personagem e o quanto ele a amava.Além disso, achei que Desmond, assim como Brianna, é um personagem muito humano. Os dois cometem muitos erros ao longo do livro, mas acredito que isso tenha contribuído muito para deixar a relação deles ainda mais bonita e verdadeira.
 O sentimento entre o casal principal é muito forte, tendo surgido de uma maneira inocente e encantadora quando eram muito jovens, mas acabou sendo marcado por mágoas e desentendimentos. Em algum sentido, me lembrou muito o romance presente no livro Persuasão, da Jane Austen, o que é o melhor elogio que eu poderia fazer. Assim como em Persuasão, Brianna e Desmond têm um relação linda, mas, para vivê-la, precisam descobrir o caminho do perdão.
Muitos dizem que o amor é leve, fácil e simples. E ele pode ser isso, mas também pode nascer cercado por erros, mágoas e feridas que precisam de tempo e de dedicação para cicatrizar. Não se trata de um sentimento que surge pronto e perfeitamente imutável, mas, sim, de uma centelha que, quando alimentada diariamente, torna-se capaz de aquecer dois corações unidos para todo o sempre.



Com relação à escrita da Paola, fiquei impressionada com a sensibilidade e a segurança que ela demonstrou, mesmo sendo seu primeiro livro. Ela soube conduzir a trama de uma maneira envolvente e desenvolveu muito bem seus personagens. Além disso, me surpreendi ao encontrar um romance de época com uma profundidade e força raras. Paola escreve com emoção, passando os sentimentos dos personagens de uma maneira tão clara e intensa que é impossível não ser tocada por eles e se emocionar ao acompanhar seus dramas.
Confesso que não esperava que esta leitura fosse mexer tanto comigo, mas fui completamente arrebatada. Volte para mim vai muito além do romance, falando sobre família, perdão, amadurecimento e superação com uma sensibilidade e uma profundidade surpreendentes. É como se cada página fosse carregada de sentimento, especialmente o amor, despertando diversas emoções no leitor. E acabei sendo tão tocada pela história e os personagens, que me emocionei até mesmo ao falar sobre o livro quando encontrei com a Paola, na Bienal.
Só posso dizer, então, que Volte para mim é mais do que um livro para quem gosta de um bom romance de época. Trata-se de uma leitura que fala sobre relações humanas em suas diversas formas e em toda sua complexidade. Demonstrando muito talento logo em sua estreia, a Paola escreveu um livro sensível e emocionante, que vai fazer o leitor refletir sobre a vida e sobre o amor. Não preciso nem dizer o quanto recomendo a leitura e já estou ansiosa para ler outros livros dela.
E vocês, já leram Volte para mim? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler. Vou adorar saber a opinião de vocês!

Minha primeira Bienal


Olá, pessoal! Como vocês estão? Eu ando um pouco sumida aqui no blog, mas foi por um motivo muito nobre: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para quem não sabe, a edição desse ano começou na sexta-feira e vai até o dia 13 de agosto, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
Pela primeira vez, eu pude ir e passei dois dias lá. Foi uma experiência incrível e muito enriquecedora, então, claro que eu iria contar para vocês tudo que eu fiz por lá, né? Confesso que foi bastante corrido e cansativo, afinal, o espaço lá é enorme e tem muita coisa para ver. Porém, valeu muito a pena.
No sábado, eu conheci a Paola Alessandra, do Livros e Fuxicos, e pude conversar um pouco sobre o livro dela, o Volte para mim. Eu li esse livro recentemente e foi uma leitura que me emocionou muito (vou postar a resenha sobre ele em breve), então, foi maravilhoso conversar um pouco com ela e contar o que senti enquanto lia.
Outro evento muito legal desse primeiro dia que estive lá foi a palestra do Maurício de Souza e do Ziraldo. Infelizmente, as senhas para os autógrafos esgotaram muito rápido e eu não consegui. Porém, a palestra foi muito interessante e adorei saber mais sobre como os dois autores se conheceram e formaram essa parceria tão importante. Afinal, quem não teve a infância marcada pela Turma da Mônica e pelo Menino Maluquinho?

Stand do Grupo Editorial Record

O resto do dia eu aproveitei para circular pelos stands e, acreditem, faltou muita coisa para ver. Eu adorei ver os stands das editoras, que estão muito bonitos mesmo. Em especial, achei que o da Plataforma21 ficou incrível e adorei o do Grupo Editorial Record, onde os leitores podem tirar foto, de um lado, com a estátua da Celaena, a protagonista da série Trono de Vidro, e, do outro, em um cenário que imita a Casa Branca (fazendo referência ao livro O dia em que o presidente desapareceu). 
Nas minhas caminhadas pelos stands, consegui encontrar a Babi Dewet e o Vitor Martins. Fiquei muito feliz, porque sou fã da Babi desde que li a trilogia Sábado à noite e consegui um autógrafo no livro Allegro em hip hop, o novo lançamento dela. Já do Vitor, eu nunca li nada, mas estou muito ansiosa para começar Um milhão de finais felizes, livro que estava em promoção na Bienal e consegui autografar também.
Já no segundo dia, a correria foi ainda maior. De manhã, eu fui na palestra e sessão de autógrafos da Beth Reekles, a autora de A Barraca do Beijo. Ainda não li o livro, mas já falei sobre o filme aqui e vocês sabem o quanto eu amei né? A palestra foi ótima e ela é um amor de pessoa e muito simpática. Logo em seguida, eu fui para a palestra e sessão de autógrafos do A. J. Finn, que foi o rei do primeiro final de semana da Bienal.

Sessão de autógrafos com Beth Reekles, autora de A Barraca do Beijo

Para quem não sabe, o A. J. Finn é autor do thriller psicológico A mulher na janela (resenha aqui), best-seller número 1 do The New York Times, lançado no Brasil pela Editora Arqueiro. E, se vocês acham que por causa do sucesso de seu livro de estreia ele se comportaria de uma maneira arrogante, está redondamente enganado. Ele foi extremamente simpático com todos os leitores e a palestra foi simplesmente sensacional. O A. J. falou de uma maneira muito consciente sobre o sucesso de A mulher na janela, deu várias dicas para autores que estão começando, especialmente no segmento do suspense, e ainda foi muito atencioso e brincalhão ao responder às perguntas da mediadora e dos leitores.
Ainda no domingo, consegui encontrar duas autoras nacionais muito queridas: a Iris Figueiredo e a Giulia Paim. Já li dois livros da Iris (Confissões on-line 1 e 2, resenha aqui e aqui), e recebi o lançamento dela, Céu sem estrelas, de cortesia da Companhia das Letras. Assim, aproveitei a oportunidade para conseguir que ela autografasse meu exemplar e conversar um pouco sobre os livros dela que eu li. Já a Giulia, eu tinha lido Boston Boys 1 e me surpreendido muito (tem resenha sobre ele aqui), então, fiquei muito feliz por poder encontrar com ela e ter meu exemplar do segundo volume autografado.

Sessão de autógrafos com A. J. Finn, autor de A mulher na janela


Mas, vocês já devem estar se perguntando sobre as promoções, né? Preciso confessar que não tinha tanta coisa compensando. Em alguns stands de editoras, os preços estavam normais ou, até mesmo, mais caros. Porém, para quem está disposto a procurar, tinham vários stands de livros a R$ 10 e alguns sebos também com muitos livros bons. Além disso, na Americanas tinha muitos livros por R$ 9,90 e vários outros em promoção. Por fim, no stand da Globo, todos os livros do selo Globo Alt estavam por R$ 19,90, inclusive os lançamentos (então, fica a dica para quem quer comprar os livros do Vitor Martins e da Giulia Paim, por exemplo).
Portanto, só posso dizer que a minha primeira experiência em uma Bienal foi incrível. Não vou negar que é cansativa, especialmente para quem tem pouco tempo e quer ver muitas coisas, porém, vale a pena todo o cansaço no final. Conheci pessoas incríveis, adorei as palestras que tive a oportunidade de assistir e amei o contato que tive com o pessoal das editoras (especialmente a Ana Rosa e a Mayara do Grupo Editorial Record, com as quais eu já tinha conversado, mas ainda não conhecia pessoalmente, e que são muito atenciosas).
Agora, quero saber quem aí também já foi na Bienal e o que vocês acharam. Para quem está pensando em aproveitar esse último final de semana, minha dica é ir com roupas e calçados confortáveis (tênis, principalmente), levar água e mochila, fazer uma lista de desejados antes para não cair em tentação e acabar comprando livros que vão ficar encostados na estante, e, principalmente, aproveitar intensamente cada minuto lá dentro.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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