Tag - Princesas da Disney


Quem aí também ama as princesas da Disney? Eu amo os desenhos desde criança e confesso que tem alguns que não me canso de assistir. Por esse motivo, fiquei muito feliz quando a Quel, do instagram literário @queliivro, me marcou na tag literária Princesas da Disney.
A tag é muito simples e consiste em relacionar alguns livros com as histórias das princesas dos contos de fadas. Assim, são sete perguntas, cada uma ligada a uma princesa diferente. Então, agora vamos às minhas respostas.

Branca de Neve – um livro de capa branca.
Essa foi bem fácil de escolher, porque trata-se de uma das capas mais lindas da minha estante: O príncipe leopardo, da Elizabeth Hoyt. Eu ainda não li esse livro, que é o segundo volume da Trilogia dos Príncipes, mas sou apaixonada por sua capa e espero começar a leitura em breve, pois adorei o primeiro volume desta trilogia, O príncipe corvo. 

Bela – um livro que você já leu mais de uma vez.
Já reli vários livros, mas acabei escolhendo o mais óbvio: Harry Potter. Como vocês sabem, Harry Potter é a minha série favorita, fazendo parte da minha vida desde que eu tinha 11 anos. Então, acho que não preciso explicar muito a minha escolha. Já li a série toda 2 vezes e alguns livros cheguei a ler mais de 3 e ainda sinto vontade de ler todos novamente.

Aurora – um livro que tentou ler várias vezes, mas acabou “dormindo”.
Eu nunca cheguei a dormir lendo um livro, mas cheguei bem perto com Belinda & Em. Eu tinha muitas expectativas para este livro, mas tive muita dificuldade de me conectar com a leitura, que acabou se tornando monótona e cansativa. Admito que quase desisti da leitura, porém, ainda vou fazer uma nova tentativa e pretendo retomar esse livro em breve. Quando terminar, trago a resenha para vocês.

Jasmine – um livro com um bicho de estimação muito querido.
Outra resposta que foi fácil: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Eu amo o Bichento, o gatinho da Hermione. Apesar dele aparecer em outros livros da série, é no terceiro que tem mais destaque e desempenha um papel importante na trama. Tendo como dona a bruxa mais inteligente, esse gatinho só poderia ser muito esperto né? Além dele, ainda tem o Bicuço, o hipógrifo do Hagrid.

Elsa – um livro que se passa no inverno.
Eu amo livros ambientados no inverno e poderia citar vários títulos aqui. Porém, um dos meus favoritos é Pecados no inverno, da Lisa Kleypas. Ele é o terceiro volume da série As quatro estações do amor, que eu concluí recentemente. Me encantei com a escrita da Lisa Kleypas e ainda preciso falar de todos os livros da série aqui, mas já adianto que, para mim, este foi o segundo melhor.

Rapunzel – um livro longo (em número de páginas ou história muito arrastada)
Nessa, eu resolvi citar dois livros. Acredito que o livro mais longo que li, em questão de número de páginas, foi a edição americana de Senhor das Sombras, da Cassandra Clare, que contava com 720 páginas. Por outro lado, um livro que é relativamente curto (cerca de 300 páginas), mas que foi uma leitura muito arrastada é Três coroas negras, da Kendare Blake. Pensei que não terminaria de ler nunca.

Cinderela – um livro que se perdeu no meio do caminho.
Com muita dor no coração, vou citar um livro da Julia Quinn aqui: Mais lindo que a lua. Primeiro volume de uma duologia, esse livro começou bem divertido, porém, da metade para o fim a protagonista começou a me irritar muito com sua indecisão. Apesar de ter achado um livro gostoso de ler, senti que a trama se perdeu no meio do caminho e deixou um pouco a desejar.[Resenha aqui]

E aí, gostaram da tag? Me contem aí nos comentários o que acharam das minhas escolhas e se já leram algum dos livros citados. Vou adorar saber a opinião de vocês e quais seriam suas escolhas.

E, caso tenham se interessado por algum destes livros (ou queria comprar algum outro), vou deixar o link da Amazon. Comprando através dele, vocês ajudam o Dicas de Malu.

[Resenha] O beijo traiçoeiro

Autora: Erin Beaty
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Onde comprar: Amazon
Sinopse: "Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada.”

“Uma garota obstinada que não quer se casar. Um soldado que fará de tudo para provar seu valor. Um reino à beira da guerra.”

Há alguns dias eu estou querendo falar com vocês sobre a leitura de O beijo traiçoeiro, da autora Erin Beaty, mas não estava conseguindo encontrar as palavras para começar. Eu já tinha expectativas bem altas para esse livro, desde que ele foi lançado ano passado pela Editora Seguinte, porém, ele conseguiu superar todas elas. Agora, estou aqui pensando em mil maneiras para expressar os motivos para ter gostado tanto dessa leitura.
Primeiro volume de uma trilogia, O beijo traiçoeiro é uma boa mistura de fantasia, romance, aventura e mistério. Nessa história, a jovem Sage Fowler vive com os tios desde que ficou órfã e se dedica à educação dos primos mais novos. Porém, ela sonha com a possibilidade de um emprego que lhe garanta independência e liberdade para fazer suas próprias escolhas. O que Sage não esperava era que seu tio tivesse planos bem diferentes para ela: um casamento com algum jovem nobre.
“Desde que fosse bonita e bem-humorada, seu marido iria amá-la? Era quando as pessoas estavam em seu pior que mais precisavam de amor.”
Apesar da origem humilde de Sage, cujo pai era um homem pobre, o tio William consegue para ela uma entrevista com a casamenteira da região, Darnessa. Ela iria avaliar Sage e ver se a garota estava apta a se casar com um nobre. A entrevista é um desastre, mas acaba rendendo a Sage uma inesperada proposta de emprego: ela se tornaria assistente da casamenteira e iria ajudá-la a conseguir informações sobre as jovens da região e seus possíveis pretendentes.
Deste modo, Sage iria acompanhar a casamenteira e as jovens elegíveis ao Concordium, um evento na capital que reunia as principais famílias do país com o objetivo de conseguir os acordos de casamento. Ela iria se passar por uma das damas para poder observar a elas e aos cavalheiros e ajudar Darnessa a formar os pares adequados. Em especial, Sage precisava obter informações sobre os soldados que iriam escoltá-las durante a viagem e ver quais deles eram elegíveis.
Liderando estes soldados, estava Alexander Quinn, um jovem capitão que havia falhado em uma missão recente e, como punição, fui escolhido para cuidar da proteção das damas a caminho do Concordium. Porém, ele levava em seu grupo dois rapazes que, além de seus primos, eram bem mais que simples soldados: o príncipe herdeiro, Robert, e o filho bastardo do rei, Ash Carter. Durante a viagem, Alex começa a desconfiar de uma conspiração contra o rei e teme pela segurança dos primos e de todo o grupo que estava viajando com eles.


Um dos aspectos que mais gostei em O beijo traiçoeiro foi a forma como a trama foi desenvolvida. Inicialmente, a autora faz uma apresentação dos protagonistas e do universo, permitindo ao leitor conhece-los melhor e entender como funcionava aquela sociedade. Há quem considere esse começo mais lento, pois não há grandes acontecimentos, porém, achei que o carisma dos personagens e a habilidade da autora em ambientar o leitor foram o suficiente para prender minha atenção e fazer com que eu me envolvesse com a leitura.
A Sage é uma das heroínas mais cativantes e admiráveis que já li, e a simpatia que senti por ela foi o que me levou a me conectar rapidamente com a leitura. Ao contrário da maioria das jovens daquela sociedade, Sage não sonha em se casar: ela quer estudar, trabalhar e ter sua independência. No entanto, isso não significa que ela não deseje se apaixonar e até mesmo construir uma família, apenas que esta não é uma prioridade para ela.
“Ela sorriu quando seu olhar vagou para o mapa pendurado na parede oposta. Montanhas que tocavam as nuvens. Oceanos que não tinham fim. Cidades que zumbiam feito colmeias. Qualquer lugar. Tio William queria se livrar de Sage tanto quanto ela queria partir.”

Assim, me surpreendi ao ver em Sage uma personagem muito humana, com a qual é fácil se identificar, pois não se trata de uma heroína perfeita. Ela é teimosa, impulsiva, tem uma língua muito afiada e uma grande dificuldade de confiar nas pessoas. Por outro lado, é impossível ler este livro e não admirar a inteligência, a coragem e a determinação dessa protagonista. 


No entanto, não foi só a Sage que conquistou minha admiração. Os soldados também têm um peso importante na trama e, cada um à sua maneira, conquistam a confiança e o carinho do leitor. Em especial, o capitão Alexander Quinn, Ash Carter e o tenente Casseck são peças fundamentais na trama e conseguiram me cativar desde o início da leitura pelo vínculo forte existente entre eles, marcado pela lealdade e confiança.
“Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira.”
É claro que o romance faz parte de O beijo traiçoeiro e acaba ganhando destaque na trama. Porém, não se engane pensando que este será o foco, pois ele só começa a ganhar forma da metade para frente. Tudo acontece de maneira gradual e natural dentro da história, sem amores instantâneos ou muitas cenas com declaração de amor. Mas, acredite em mim: quando o romance finalmente acontece no livro, é impossível não torcer e se apaixonar junto.
Agora, você deve estar se perguntando qual é o ponto central dessa história, já que o romance fica em segundo plano. Toda a trama gira em torno da descoberta de uma conspiração contra o rei e os planos para impedir que ela fosse bem-sucedida. Com isso, o leitor é envolvido em uma leitura dinâmica, na qual a cada capítulo mais informações vão sendo reveladas e o clima de urgência aumenta gradualmente. 



Assim, O beijo traiçoeiro me surpreendeu por ser um livro repleto de aventura. Ao longo da leitura, vemos os personagens se envolvendo em planos, espionagem e estratégias políticas e militares, o que tornou a leitura ainda mais interessante para mim. Além disso, gostei de ver como essa parte não fica limitada aos personagens masculinos. Não apenas a Sage tem um papel importante em muitos desses planos e na ação, como vamos descobrindo que as casamenteiras têm um papel fundamental na formação das alianças e, consequentemente, na política do reino.
“Ser casamenteira é basicamente um trabalho de interpretar pessoas, coletar informações e tentar entendê-las, e você tem talento para isso.”
Confesso que a grande reviravolta do livro não foi tão surpreendente para mim e eu já desconfiava há algum tempo. Porém, isso não chegou a estragar a leitura, pois eu já estava tão cativada pelos personagens e pela trama, que essa revelação acabou sendo apenas um detalhe. Além disso, o último terço do livro não deixou de ser impactante, pois há acontecimentos importantes, e um deles, em especial, acabou com meu coração.
A escrita da Erin Beaty é fluida e direta, revelando ao leitor exatamente o que ele precisa saber e sem exagerar em descrições que quebram o ritmo da leitura. Fiquei surpresa ao saber que este é o primeiro livro dela, pois achei que ela demonstrou muita habilidade na construção da trama e no desenvolvimento dos personagens, e ainda conseguiu um raro equilíbrio entre fantasia, romance, aventura e mistério, colocando todos esses elementos na trama no momento apropriado.
Com relação à edição, a Editora Seguinte caprichou em todos os detalhes. A capa em soft touch é linda e totalmente condizente com a trama, e há um mapa que ajuda o leitor a entender melhor a ambientação daquele universo. Além disso, as páginas são amareladas e o tamanho da fonte deixa a leitura bastante confortável.
O que me resta dizer sobre O beijo traiçoeiro é que, se você espera um romance de época, talvez irá se decepcionar. Porém, se você tem interesse em uma leitura que combine ação, aventura e fantasia, mas que ainda tem espaço para um romance apaixonante, tenho certeza que irá se encantar por este livro. Erin Beaty não poderia ter começado essa trilogia de um jeito melhor e já estou ansiosa pela continuação, que será lançada em maio nos EUA e deve chegar ao Brasil ainda esse ano.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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