Tag - Books and Colors



Olá, pessoal! Quem me acompanha aqui sabe que eu amo responder tags, mas são tantas disponíveis nessa internet que sempre acabam passando algumas sem eu ver. Já faz um tempinho que fui marcada pela Stephany do Ste Bookaholic e pela Ana do The Last Few Pages na tag Colors and Books e hoje eu, finalmente, vim responder para vocês.
Como vocês vão perceber, essa tag é bem simples e consiste em algumas perguntas que relacionam livros com cores. Mas, não é necessário escolher um livro que tenha a capa daquela cor. Na verdade, cada uma das cores foi associada a um estilo de livro e é preciso citar um que se enquadre. Então, sem mais enrolação, vamos às minhas respostas.

Roxo – Um livro de época
Eu tenho gostado cada dia mais de livros de época, então, poderia citar vários livros nessa pergunta. No entanto, eu não poderia de citar o meu romance de época favorito e que sempre recomendo para todo mundo (com mais de 18 anos): O visconde que me amava, da Julia Quinn. Eu ainda não terminei essa série, mas duvido que algum dos outros conseguirá superar o amor que senti por essa história e, especialmente, pelo seu mocinho, Anthony. Ainda não tem resenha dele aqui no blog, mas pretendo resolver esse problema em breve.

Azul – Um livro calmante
Normalmente, não é preciso muito para um livro me acalmar. O simples ato de sentar para ler já me desconecta dos problemas e faz com que eu relaxe. Porém, alguns livros têm um efeito ainda maior, como os da Carina Rissi, por exemplo. Então, não poderia deixar de mencionar Mentira Perfeita, que é o meu livro favorito da autora. Uma leitura muito divertida, fluida e envolvente, com o humor rápido já conhecido da autora e personagens muito cativantes. É daquelas leituras que nos conquistam logo nas primeiras páginas e fazem com que o leitor termine de ler com um sorriso bobo no rosto.

Verde – Uma aventura
Eu poderia ter citado vários livros que eu adoro nessa pergunta, mas o primeiro que me veio à mente e que é repleto de aventura do começo ao fim é O beijo traiçoeiro, da Erin Beaty. Como falei na resenha aqui, trata-se de uma leitura empolgante e envolvente, com reviravoltas e muitos acontecimentos importantes, incluindo perseguições, conspirações e batalhas. Em alguns aspectos, me lembrou muito o desenho da Mulan, então, já dá para imaginar que aventura é o que não falta nesse livro.

Amarelo – Uma fantasia
Como já dá para vocês imaginarem, fantasia é o meu gênero favorito e eu poderia facilmente citar uns 10 livros aqui. Porém, ainda estou sob efeito daquela maravilha de livro que é A heroína da alvorada (resenha aqui), então, tinha que indicar a trilogia A Rebelde do Deserto. Os três livros são incríveis, com personagens cativantes e um universo fantástico complexo e bem construído. É surpreendente pensar que são os primeiros livros da autora, mas ela já demonstrou habilidade para escrever uma excelente obra de fantasia e estou ansiosa para ler outros trabalhos da autora.

Vermelho – Romance
Se fantasia é meu gênero favorito, romance vem logo atrás. Então, fiquei muito em dúvida na hora de escolher um só. Mas o primeiro que me veio à cabeça é um que me surpreendeu positivamente quando li e me deixou ansiosa pela continuação: Espero por você, da Jennifer L. Armentrout. Ele foi meu primeiro contato com a escrita da autora e confesso que não esperava muito. No entanto, fui fisgada por uma trama envolvente, um casal muito cativante e um romance bem construído, que permite ao leitor entender o sentimento que surgia aos poucos entre os protagonistas e torcer por ele. Já tem resenha dele aqui, mas adianto que é um livro que tem tudo para agradar os fãs de romance.

Preto – Terror
Essa pergunta vai ficar sem resposta, pois este é um gênero que nunca li (e nem pretendo).

Branco – Mágico
Tem como pensar em um livro mágico e não citar Harry Potter? Essa série foi especial de várias maneiras para mim e teve um papel fundamental na minha vida como leitora. Foi o primeiro livro de fantasia que eu li e fiquei completamente fascinada com a história e o universo apresentados. Além disso, é impressionante como a cada vez que eu releio esses livros, ainda me encanto com o mundo criado por J. K. Rowling. É realmente mágico tudo que J. K. Rowling desenvolveu ao longo da série e como ela consegue fazer com que seus leitores tenham sempre a sensação de estarem voltando para casa quando pegam algum dos livros para reler e, ao mesmo tempo, se encantem como se fosse a primeira vez. .

E aí, gostaram da tag? Me contem o que acharam das minhas respostas e quais seriam as escolhas de vocês. E, caso tenham se interessado por algum dos livros citados, todos eles podem ser adquiridos no site da Amazon, aqui.

[Resenha] A Heroina da Alvorada (A Rebelde do Deserto #3)

Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 384
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “No último volume da trilogia A Rebelde do Deserto, Amani vai se deparar com a escolha mais difícil que já teve que fazer: entre si mesma e seu país. Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados. Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa.”

A resenha de hoje é daquelas que comecei a escrever e mudei um milhão de vezes, pois é difícil falar do livro que encerra uma trilogia que você aprendeu a amar desde o primeiro momento. Acredito que uma das coisas que sempre preocupam qualquer leitor ao iniciar uma série é se, ao chegar ao final, sentirá que a jornada valeu a pena. Assim, considerando o quanto eu amei A Rebelde do Deserto e A Traidora do Trono, da autora Alwyn Hamilton, a expectativa para o livro que encerra a trilogia, A Heroína da Alvorada, não poderia ser maior.
Para quem não leu os dois primeiros volumes, eu só posso dizer que valeu muito a pena ler essa trilogia. Me envolvi com a história desde o primeiro livro e encontrei um dos universos mais interessantes e bem construídos que já li. No entanto, para explicar o que achei desse último volume, terei que falar sobre acontecimentos dos dois primeiros livros e, por esse motivo, recomendo para quem não leu A Rebelde do Deserto e A Traidora do Trono não continuar lendo esta resenha. Mas, se você já leu os dois, pode continuar tranquilamente, pois não haverá spoilers de A Heroína da Alvorada.
No primeiro livro, Amani era uma jovem que saiu de uma pequena vila em busca de sua liberdade e da possibilidade de escolher seu destino, mas acabou se envolvendo com uma rebelião e descobrindo um poder que não imaginava possuir. No segundo, ela foi capturada pelo sultão e descobriu um lado do país que desconhecia. Ela conseguiu fugir, mas outros rebeldes, incluindo o Príncipe Ahmed, foram presos. Agora, Amani precisará liderar os poucos amigos que escaparam para garantir que a revolução não seja sufocada.


Vocês não imaginam o quanto é difícil falar sobre esse livro. A minha vontade era resumir e falar apenas “LEIAM ESTE HINO”. No entanto, vou tentar controlar a empolgação e explicar para vocês os vários motivos que me levaram a amar esta leitura e considerar este livro o encerramento perfeito para uma trilogia que se tornou uma das minhas favoritas da vida.
Para começar, acredito que um dos aspectos que mais me conquistaram em A Heroína da Alvorada foi a evolução evidente da protagonista. Amani conquistou minha admiração já no primeiro livro por sua força e determinação, porém, ao longo de sua jornada, ela aprendeu mais sobre si mesma e seu país, aprendeu com os erros que cometeu e demonstrou uma grande capacidade de superar obstáculos. Além disso, a autora foi habilidosa ao retratar esse crescimento dela. Em diversos momentos, Amani passa por situações que relembram quem ela era na época em que saiu da Vila da Poeira e as decisões que tomou durante esse tempo, permitindo ao leitor perceber e entender melhor como ela mudou e amadureceu.
“E o que eu era? Ninguém. Uma garota com uma arma vindo dos confins do deserto. Para a maioria das pessoas, eu nem tinha nome. Era somente a Bandida dos Olhos Azuis.”
Além disso, a carga que Amani carrega é muito maior em A Heroína da Alvorada. Pela primeira vez, ela se vê em uma posição de liderança, com todas as responsabilidades que isso implica. Se falhasse, ela colocaria toda a revolução em perigo. Mas, mais do que a importância da missão, há ainda a o peso da culta por aqueles que viu morrer, que se sacrificaram ou que ela abandonou ao longo de sua jornada. As escolhas que ela precisa tomar são ainda mais difíceis e em muitos momentos ela não se sente digna da posição que está ocupando.
Assim, A Heroína da Alvorada mostra uma bonita jornada de amadurecimento e descobrimento. Nos dois primeiros livros, Amani conheceu suas habilidades e a real situação do seu país, mas ainda precisava entender quem era e onde se encaixava. No entanto, ela não é a única personagem a passar por transformações ao longo do caminho e apresentar um arco interessante. Todos os outros personagens são bem construídos pela autora e têm seu desenvolvimento destacado nesse último livro.
“Os seres primordiais podiam ser todo-poderosos, mas haviam nos criado para cumprir um único propósito que não conseguiam: dar a vida por aquilo em que acreditávamos.”

Em especial, gostei muito de acompanhar o amadurecimento do Jin. Ele tinha vários conflitos, especialmente quanto à sua dificuldade de se conectar com o país onde nasceu e à sua relação com o irmão, Ahmed. É interessante ver como ele vai aprendendo a lidar com essas questões que sempre o dividiram e se mostra um personagem muito mais maduro. Porém, quem teve o arco mais significativo e que me emocionou foi o Sam. Ele sempre foi um personagem muito cativante, mas, nesse último volume, seu crescimento foi palpável e suas escolhas revelam tanto sobre essa mudança que é impossível não se sentir tocado.


Além dos personagens, a trama do livro é muito bem construída. O enredo é muito dinâmico, com reviravoltas, acontecimentos que mantêm um clima de tensão do começo ao fim e muita emoção. Além disso, há vários elementos que enriquecem a trama e a tornam mais interessante, começando pela parte política. É muito interessante acompanhar os rebeldes lutando para liderar seu povo de um líder tirano, mas também para defender seu país dos estrangeiros. Aliás, há várias referências ao que acontece no nosso mundo, como, por exemplo, a influência de países ocidentais nos conflitos do Oriente Médio.
“Nosso deserto – não deles, para marchar com seus exércitos e o conquistar através de barganhas e alianças, enquanto enterravam seus mortos e possibilitavam que nossos monstros prosperassem. Aquele era nosso deserto, não deles, e de nenhum gallan nem de nenhum outro povo do norte vindo das fronteiras do horizonte.”
É importante destacar, no entanto, que a trama também tem espaço para o romance, mas sem deixar que ele tire o foco em momento algum. Amani e Jin estão mais maduros e seguros do que sentem um pelo outro, mas também têm consciência do que estava em jogo e qual deveria ser a prioridade deles. Além disso, essa postura dos dois acaba contribuindo para que o amor deles se torne mais palpável e bonito de acompanhar. É um romance que aparece nos momentos certos da história, sem se tornar forçado ou cansativo, e que contribuiu para que o leitor se preocupe ainda mais com o destino dos personagens.
“Mas então ele se perguntou se um garoto do mar e uma garota do deserto poderiam sobreviver juntos. Temia que ela pudesse queimá-lo vivo ou que ele pudesse afogá-la. Até que finalmente parou de lutar contra o desejo e ateou fogo em si mesmo por ela.”
Já o universo criado por Alwyn Hamilton se mostra ainda mais fascinante e complexo neste livro. A autora aprofundou nos elementos da mitologia árabe e soube trabalha-los muito bem ao longo da história, fazendo com eles fossem mais do que aspectos fantásticos da trama, mas tivessem impacto direto nos acontecimentos da trama.
Outro ponto que gostei bastante foi o fato de que Alwyn Hamilton, de uma maneira muito delicada, demonstra no livro a importância de lendas, mitos e do ato de contar histórias. Em vários momentos, acontecimentos relevantes são narrados como uma lenda, deixando-os mais lúdicos e cheios de significado. Além disso, a autora mostra como que uma história que se espalha pode criar mitos ou derrubar líderes, podendo afetar profundamente a vida das pessoas.
“As histórias seriam imperfeitas, as lendas seriam incompletas. Mas mesmo que o deserto esquecesse nossas mil e uma noites, saber que ele falaria sobre nós já era o suficiente. Que muito tempo depois de nossa morte, homens e mulheres sentados em volta da fogueira ouviriam que uma vez, muito tempo atrás, antes de sermos somente histórias, nós vivemos.”

O desfecho foi coeso e bem construído. A autora não deixou pontas soltas e nem se esqueceu de nenhum personagem. Assim, terminamos o livro sabendo o destino de cada um deles, gostando ou não das decisões da autora. Além disso, ela nos dá um panorama do futuro daquele país e das consequências que os acontecimentos narrados tiveram nos anos que se seguiram, algo que deixa a história ainda mais coesa e dá um significado maior para tudo que aconteceu. 



Com relação à escrita da autora, só posso dizer que a Alwyn Hamilton me conquistou mais uma vez e me fez ter a certeza que vou querer acompanhar todos os seus próximos trabalhos. Ela conseguiu escrever uma trama extremamente dinâmica, mas que não se perde e nem impede o desenvolvimento dos personagens, amarrando todos os pontos que vinham sendo construídos desde o primeiro livro. Além disso, me impressionou o fato de que a escrita dela está muito mais poética nesse livro, me levando a ficar arrepiada em alguns momentos pela forma delicada e sensível com que determinados acontecimentos estavam sendo narrados.
Por fim, não posso deixar de mencionar a beleza desta edição. A capa é uma das mais lindas que já vi, mantendo o padrão dos dois livros anteriores, e todo começo de capítulo conta com detalhes nas bordas que remetem ao universo árabe. O livro tem ainda um mapa e uma lista com os personagens, que facilitam muito a vida de quem tem uma memória ruim e não se lembra com detalhes dos dois primeiros volumes. Além disso, as páginas são amareladas e o tamanho da fonte é ideal, deixando a leitura muito confortável.
Deste modo, só posso dizer que A Heroína da Alvorada é o desfecho perfeito para uma trilogia que me encantou desde o primeiro livro e se tornou uma das minhas favoritas da vida. É impressionante lembrar que A Rebelde do Deserto é o romance de estreia da Alwyn Hamilton e que, com apenas três livros, ela conseguiu criar um universo rico e fascinante, personagens complexos e cativantes, e uma trama praticamente irretocável. Não preciso nem dizer que recomendo muito essa leitura, especialmente para os fãs de fantasia, e estou ansiosa para conferir outros trabalhos da autora.
E vocês, já leram está trilogia? Me contem o que acharam e se já leram ou ainda querem ler este último volume. Aproveito também para avisar que a Editora Seguinte liberou gratuitamente um e-book com contos dentro deste universo, Contos de Areia e Mar, em várias livrarias online. Para quem quiser adquirir este ou os outros livros da série, vou deixar o link de compra na Amazon aqui.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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